Darkness
4 Despedida
Notas iniciais

''Mesmo longe, vamos estar perto.''
ALEC P.O.V
Notei que Renesmee estava tímida. Sua face estava envermelhada. Eu encantei-me por ela, pela doçura que ela transmite quanto soa as palavras de seus lábios. Ela é tão linda, mas tão humana. Seus cabelos possuem cachos, herdaram de seu avô, diz Jane. Os cabelos cor de bronze, olhos castanhos-chocolate que me mostravam segurança no olhar. Sua pele brilha como se fosse um alabastro iluminado. Jeito de mulher e olhar de menina quebrou a escuridão que ali tinha. Logo eu.
Quando vi Renesmee envermelhada, sorri. Eu estava me odiando, por fazê-la estar assim. Não uso a arte da conquista há tanto tempo, na verdade, desde sempre. Não sabia o que estava passando em sua mente ou se eu havia feito algo de errado. Sinceramente, eu preferia deixar para lá. Não gosto de escola, de ver rostos e sentir o cheiro doce de sangue. Aquilo para mim era um verdadeiro castigo, mas o que eu não faria por Renesmee? Eu estava apaixonado, talvez cego, sim. Não poderia falar com Renesmee, seria uma vergonha. Ela iria me rejeitar. Eu preferia sofrer em silêncio, como sempre fiz.
RENESMEE P.O.V
O que eu mais queria era ouvir de Alec um eu te amo. Mas como eu iria falar a ele? Jane nunca concordaria em um romance, nem me ajudar a superar esta cruel dúvida em falar sim ou não a paixão. Estou apaixonada, talvez cega, sim. Eu nunca iria dizer o que passava em meu coração. Jamais. Seria inútil gastar um tempo para sofrer e passar despercebida. Ele iria me rejeitar, então, eu preferia sofrer em silêncio, como sempre fiz.
Jane me observava e aquilo estava me incomodando. Eu não iria abrir o jogo para ela. Agradeci por estar chegando à classe, assim eu daria um motivo para me concentrar. Matemática. Tantos números, letras e equações desnecessárias. Para quê somar números, subtrair, multiplicar, dividir, extrair raízes, sendo que sempre haverá uma dúvida?
O sinal bateu depois de tanto rabisco na louça. Jane me barrou na saída.
– Está havendo algo. Não sairá até me dizer o que está havendo! – exclamou. Todos olharam perplexos com tanta cena.
– Os outros estão olhando, Jane. – suspirei, abraçando meus livros. Desta vez, Jane me assustou.
– Que se dane! Quero saber o que está havendo. Alec fez algo a você? Ele te torturou? – ela dizia, observando cada traço em meu corpo.
– Sim, está tudo bem, Jane. Olha, ele não fez nada. Não houve nada. – sorri, disfarçadamente.
– Vamos conversar, Renesmee. Esclareça tudo. – ela segurou firmemente em meu braço, me levando até uma carteira, onde a mesma sentaria. – Sente aí. – ordenou-me.
– Jane... – suspirei. – Tá. Tudo bem, eu digo.
– Vai. Conte-me.
– É... Eu... Aconteceu, que... – as palavras saiam de minha boca, ardendo.
– Não enrole, Renesmee. – ela revirou os olhos.
– Estou apaixonada pelo Alec. – falei tão desesperadamente, com medo de nunca terminar aquela frase. As palavras que antes ardiam, agora queimaram. Ah, como doía dizer uma coisa sem certeza. Jane ficaria furiosa com a minha pessoa.
– O que? – ela exclamou. – Não, não, não! Vocês se conheceram a menos de 48 horas e já está apaixonada? Eu sabia. Você mentiu. – seus olhos avermelhados estavam perplexos.
– Eu ainda não sei, tá? Eu... Esquece isso. Eu estou com fome e... Por que fica tão furiosa quando se trata do seu irmão? – levantei-me. – Ele te ama, mas você o despreza. Discute com ele, sem algum motivo. O que ele tem de errado? – meus olhos castanhos-chocolate se avermelharam, de certo fato, eu estava zangada, fazendo-os ficar com a coloração que ninguém viu, nem mesmo meu clã.
– Renesmee, seus olhos... – Jane os fitou.
– O que há com meus olhos? – coloquei minha mão por dentro de meu bolço da veste que eu usava, então tirei meu celular. Observei em sua tela, meus olhos, nunca vistos desta maneira. – Meu Deus! – exclamei. – Mas não fuja.
– Eu só não acho que Alec deve ter relações. Amorosas. – ela disse. – Alec foi ensinado a nunca dar segunda chance, a ninguém, nem mesmo a mim. Nosso clã o tornou mau e você não deve andar com ele, Renesmee.
– O que quer dizer com segunda chance? – eu disse, curiosa.
– Aro o ensinou a optar pela opção cruel. Desistir das pessoas, ou seja... – ela disse, querendo que eu completasse a tal frase.
– Morte. – completei. A palavra que eu mais temia, soou em meus lábios.
– Alec buscou o amor. Sim, várias vezes e eu o ajudei. Vampiras de toda parte do mundo, o encantou. Elas foram embora e Alec, as perseguia, assim... Vingando.
– Alec não faz isso. Eu sei, Jane. Ele mudou, assim como você.
– Eu ainda me alimento de sangue humano. Ainda sou um monstro. – Jane abaixou a cabeça.
Quando Jane disse aquilo, doeu em meu peito. Ela estava se mantendo fechada e relembrando, aquilo que não a fazia bem. Jane também mentiu a mim, ela dizia que nunca mais, se alimentou de sangue humano, desde quando a convenci que poderíamos ser próximas. Meu clã, ou família, como prefiro chamar, aceitou Jane, por ela mostrar que me amava, senão, Jane nunca seria uma amizade entre meus laços. Certamente, quando Jane disse que se alimentava de sangue humano, me feriu. Da cabeça aos pés. Jane, poderia se tornar o monstro, como ela diz, a qualquer momento. Eu teria que desconfiar dela.
– Não, Jane. Você é forte, não fale isso. – a abracei.
– Saia, Renesmee. Fique longe de mim. – ela gritou.
– Não. Eu não tenho medo de você, Jane. Por favor. – tentei acalma-la.
– Não me procure, nem me telefone. Não fale mais comigo daqui a diante. Se você me ama, faça este favor. – aquela despedida não poderia ser tão real, Jane em segundos que pisquei, ela saiu. Deixando já a saudade e a culpa em minhas mãos...
Tentei ir atrás dela, a procurei na floresta. Nada. Ouvi no canto do ouvido, folhas balançando. Observei os arbustos e julguei ser um animal. Quando virei-me, lá estava Alec. Assustei-me.
– Alec. – suspirei.
– Assustou? – ele riu.
– Sim. – sorri.
– Já disse que seu sorriso é lindo? – ele sorriu de lado.
– Eu sei que é. – sorri.
– Mas não é tão veloz quanto a mim. – ele me desafiou.
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