The darkness is coming out ∙ Sol; eu o observava sem nada enxergar, ele influenciara meus olhos a não ver. Apalpei o gramado abaixo de mim e o senti voar de meus dedos. Brian observava tudo sem interesse. Preferia a noite ao dia. A Lua ao Sol. Éramos completamente diferentes, ainda melhores amigos. Ele bufou mais uma vez esperando que fossemos embora.

- Se não usasse sempre blusa de frio, o calor não o iria incomodar.

- O frio é mais agradável. É possível contornar e manipular o frio. O calor não. Incomoda.

- O verão é a época das férias. Sorrir. Passear sem rumo por uma praça qualquer. Não trocaria por nada.

- Eu sim.

Deixei que Adam se perdesse em seus problemas e tagarelei os meus insignificantes pra ele. Sim. Insignificantes, quando descobri que ele não se importava, apenas cerrei meus olhos “Só, por favor, não pule. Pular dói” e sem ao menos deixá-lo entender, saí.

-

Sorri para a dor que sentiria. Para o solo longe de mim.

O policial Brian inutilmente lutava comigo.

- Por favor, não me impeça. – Eu retrucava aos sussurros alguns metros de distancia. Porém ele não me ouvira.

Eu parecia atordoado demais para ouvi-lo, eu queria pular. Pular daquele prédio e permitir que minhas dores fossem carregadas pelo oxigênio a minha volta. Puxado pela gravidade. Mas o que mais queria, era ir junto destas dores. Seja para o céu, fosse para o inferno.

Eu caí inconscientemente.

E levava exatamente tudo comigo.

Pra ser sincero, não pensara em ninguém ao pular, não pensara nas vidas que também se perderiam por mim. Não pensara no quão grande poderia ficar o problema, quando achei ter consertado tudo.

Notas finais
Se o propósito era deixar tudo extremamente confuso no Prólogo? De início, não. Porém, a formatação em itálico descontrolada há sim uma razão, mas por enquanto, deixarei que cada um interprete de sua maneira, até o próximo capítulo. ;*