Darkness
16 Cap. XVI – A fuga – (parte III – família e amigos)
Notas iniciais
Só um aviso: O capítulo é longo!
P.S.: Aprendam neste capítulo como colocar seu nome em uma estória de maneira foda! kkkkkk Ai, como eu me acho...
Não deixem de ler a minha nova fic. Code 23!!! Está postada! Não percam, é muito boa, ao menos eu acho... (Sua opinião não conta...)
Ela arrumou a casa e quando Finn retornou, de madrugada, se assustou com a casa que tinha. Ela deixou tudo organizado, ele reclamou com ela, mas ela ignorou. Passam-se dois anos, eles viviam normalmente, mas a criança era alimentada com sangue. Frequentava uma escola próximo do apartamento deles. Mas não se dava muito bem com as outras pessoas. Eu já estava com cinco anos, a vida não era nada muito glamourosa, mas era uma boa vida, Ariel não tocava no nome dos meus pais, nunca quis me contar muito sobre eles. Eu considerava Finn como um pai, embora ele só me visse como um objeto de pesquisa e Ariel não era lá muito sentimental pra ser a mãe de uma criança.
Eu cresci até os cinco anos tendo uma vida normal. Um dia achei um pássaro morto no chão da varanda do apartamento. Embora eu não saiba por que havia uma varanda no apartamento de um vampiro... Levei esse tal pássaro para o Finn.
– Tio Finn, tio Finn! Podemos ficar com o passarinho? – disse com o pássaro nas mãos.
Finn olhou para o pássaro e com a mão sobre a cabeça da criança disse:
– Não podemos, ele está morto, querida Lisa... – era assim que ele me chamava.
– Não está não tio Finn, olha só! – nesse momento me concentrei no pássaro e fechei as mãos sobre ele e qual não foi a surpresa quando uma luz emanou de minhas mãos e o pássaro reviveu, piando com ardor, em minhas mãos.
– Pelo amor de Drácula!!! – disse Finn assustado. – Ariel! Ariel! Venha aqui agora! – ele gritou.
– O que foi Finn? – Ariel entrou pela porta, olhando para Finn.
– Olhe para isso! – ele apontou para o pássaro.
– Um pássaro, o que tem isso?
– Ela... Ela... – ele começou a gargalhar! – Isso é incrível! Ela ressuscitou o pássaro!
– Como assim?
– Em um momento ele estava morto, e agora tá vivinho da Silva...
– Você está louco Finn, definitivamente, louco!
– Não estou não, é a pura verdade! – falou ele empolgado. – Essa garota... – continuou ele. – Pelo que vc falou... Ela é filha de um anjo caído com um demônio certo. – disse ele puxando Ariel pra um canto falando bem baixinho.
– Sim, é verdade...
– Então, ela pode ter herdado esse pode angelical de curar as coisas... Me diz... Isso é possível?
– Bem, teoricamente é sim...
– Ahahahahaha! Não acredito, eu ganhei ainda mais material para estudar... E olha só nós podemos receber bastante dinheiro com isso, imagina só o que as pessoas dariam por ela... – disse Finn com um olhar ganancioso.
– Do que está falando. – Ele a puxou pra conversar mais no quarto.
Mas o que eles não sabiam é que a criança, com uma audição muito boa conseguiu ouvir a conversa deles, e ficou triste, por cogitar ser vendida, e então pensou em sair daquela casa, afinal, não queria ser vendida para ninguém.
Esperou chegar à noite, e pegou sua mochila e colocou algumas roupas e mantimentos, pegou se cão e seu pássaro e deixou a casa lentamente, sem fazer barulho para que não acordasse Ariel que estava dormindo no quarto ou Finn que estava dormindo no sofá da sala.
O que eu não sabia era o que me esperava fora dali, talvez se soubesse não teria saído daquela casa e passado por tudo que passei. Por tudo que me fez ser o que eu sou hoje.
Era eu, uma criança de cinco anos andando pelas ruas com uma gaiola de passarinho na mão e um cachorro em uma coleira na outra. Duke era fiel a mim, e me seguia por todos os lados, o pássaro estava dormindo, com o balançar da gaiola às vezes acordava e reclamava piando. Mas fora isso ninguém interrompeu a criança nas ruas, até por que naquela época não ficavam muitas pessoas na rua, a primeira guerra mundial estava se iniciando, e as pessoas não ficavam muito na rua, embora o Brasil não tenha participado em nada dessa guerra, ainda se tinham receios.
Andei até não poder mais, depois parei em uma praça e me sentei sob uma árvore, esperando por alguém pra me salvar dali. Pra ter alguém que me desse um lugar seguro pra morar. Acabei cochilando ali em baixo daquela árvore e acordei com alguns pingos de chuva me molhando. Tinha que chover logo agora, pensei. Me encolhi sob a árvore com o propósito de não me molhar muito. Mas eu não sabia o que me aguardava no dia seguinte. A noite se passou e eu acordei um pouco molhada por conta da chuva, que já havia passado. Em casa Ariel acordava de manhã e não me achando ficava desesperada, acordou Finn que dormia no sofá e os dois se puseram a me procurar pelas ruas, infelizmente sem grande sucesso em me achar, e mais uma vez a noite chegou, e eu me abriguei debaixo da mesma árvore, comendo meus mantimentos. Eu comia alguns biscoitos sob a árvore e dava alguns pra Duke, que ficava do meu lado, fielmente, e no momento começou a chuviscar novamente, e o pássaro molhado começou se sacudir. Me encolhi, ainda comendo, alguns pingos de água caiam sob meus biscoitos, deixando-os moles. Foi quando ele apareceu. Um homem de meia idade, seus cabelos grisalhos, ele estendeu um guarda chuvas sobre minha cabeça dizendo:
–Ora, o que uma criança faz aqui sozinha na rua à uma hora dessas?
Neste momento, Duke começou a rosnar para ele, de uma forma meio apavorante.
– Ora Duke, pare. — disse eu.
Ele então estalou os dedos e o cachorro ficou imóvel, sem nada fazer.
– E então, o que faz aqui?
– Não te interessa. – disse eu no mesmo instante.
– Ora, não me responda assim... Só queria lhe ajudar... Está perdida?
– Não, não estou... Muito obrigada já pode ir embora.
– Mas você vai ficar aqui na chuva, não posso deixar uma criança na chuva.
– E a Ariel me ensinou que não posso falar com estranhos. – Quando toquei no nome da Ariel, fiquei triste e uma pequena lágrima caiu do meu rosto.
– Ora, não fique triste, estou certo de que está Ariel não merecia você, por exemplo, ela não lhe contou sobre seus pais, não é mesmo? Não lhe contou que eu os conhecia, certo?
– Você conhecia meus pais? – Olhei para ele intrigada.
–Sim... E de certo sei que seu nome é Elisabeth e que está com cinco anos agora, não é mesmo? – disse ele passando a mão pelo meu rosto, malditos vampiros e seus poderes de telepatia, naquele momento eu estava fisgada, não tinha mais volta, ele havia ganhado minha atenção.
– Mas como você conheceu meus pais? E como sabe meu nome se eu nem me apresentei?
– Ora querida Flor de Lis... Posso chama-la assim? De Lis, é um belo apelido...
– Me chamam de Lisa...
– Ah, mas Lis é muito mais bonito... Posso?
– Acho que pode sim...
– Então pronto, querida Lis, por que não em acompanha até minha casa, aí á você toma um banho e come algo mais consistente que biscoitos?
– Já disse que não posso ir com estranhos, ainda mais até a casa deles...
– Mas eu não sou um estranho, sou um velho amigo de seus pais, passamos muitas coisas juntos, se quiser eu lhe conto várias coisas quando chegar a minha casa...
– Sério?
– Sim, é claro! – disse ele acariciando meus cabelos pretos.
– Mas e o Duke?
– Ora ele vai ficar bem, sabe se virar, vamos venha comigo. – Ele me estendeu a mão e como se tivesse lançado um feitiço eu segurei a mão dele e deixei o cachorro e o pássaro de lado, apenas indo com ele.
– Para onde vamos?
– Para minha casa, não é muito longe daqui...
Segui com ele até certo ponto, de lá foi só ele dizer um encantamento e estávamos em sua casa, o local não se parecia com nada que tinha visto, era basicamente um castelo, o que não era possível de ser no Rio de Janeiro. Não sabia mais onde estava, mas continuava seguindo com aquele homem de olhos cor magenta escuro.
– Essa é sua casa?
–Sim é...
– Nossa é enorme! Você mora sozinho nessa casa imensa?
– Ora claro que não, eu tenho minha família que vive comigo, e tenho alguns amigos também...
– Entendi, o senhor tem filhos?
– Tenho sim, um garoto e uma garota. Mas eles são mais velhos que você, a garota tem por volta de 17 anos, e o menino uns 23 anos...
Engraçado ele falar a idade aparente deles, talvez por que eu fosse estranhar se me dissesse a idade real de cada um deles. Eu entrei naquele palácio enorme, e veio logo um rapaz elegante falar com o homem ao meu lado.
– Olá pai, como estão as coi- Ele parava de falar e me olhava intrigado. – Pai, quem é está criança?
– Ora Alucard, não seja assim, essa é nossa mais nova convidada, seu nome é Elisabeth, mas pode a chamar de Lis, certo querida?
–Pode sim... – disse eu muito acanhada.
– Meu pai tem essa mania de trazer convidados sem nos falar... Mas então como você está pequena criança?
– Estou muito bem obrigada. – nesse momento não consigo segurar e um espirro acabou saindo de minha boca. – Ah me desculpe, acho que peguei um resfriado por conta da chuva...
– Porque não vai tomar um banho, pequenina? – Disse Alucard. – Vou pedir aos empregados que lhe deem uma roupa e toalhas, suba as escadas e no final do corredor vire à direita, vai encontrar o banheiro.
– Ah, muito obrigada. – disse, olhando para o jovem a minha frente. Depois disso segui pelas escadas assim como ele me ensinou a fazer, e então achei o banheiro. Logo depois de entrar uma empregada veio me trazer as roupas e a toalha. E me ajudou a tomar meu banho, já que ainda era uma criança e não alcançava as coisas direito. As roupas eram vistosas e bonitas, com vários babados, quase um vestido de gala para crianças.
Tomado o banho ela me direcionou ao que seria meu quarto, era enorme, e tinha detalhes em lilás, parecia arrumado para uma criança, com brinquedos e tudo mais. Estranhei, parecia um quarto pra mim, como se ele me esperasse. Foi quando olhei para a porta e reparei dois pequenos olhos pretos a me encarar. Era uma criança como eu, deveria ter uns 6 ou 7 anos.
– Olá... – disse eu.
– Oi... – ela me respondeu.
– O senhor dono da casa não me disse que tinha uma filha da minha idade.
– Ah, mas eu não sou sua filha, sou uma hóspede, como você.
– É mesmo? E ele também te achou na rua?
Ela riu e disse em seguida:
– Ah não... Ele me achou em um orfanato, e hoje eu vivo aqui com ele e sua família.
– É mesmo? E como é seu nome?
– Você fala bastante essa frase... “É mesmo”, meu nome é Ruby. E o seu?
– Meu nome é Elisabeth. Mas pode me chamar de Lisa... Lis, Lis... É como o dono da casa me chama, aliás, eu nem sei o nome dele...
– Seu nome é Vladimir... Mas acho que você pode o chamar de Vlad, todos o chamam assim.
– Eles me deram essa roupa, mas eu me sinto um espantalho com ela... Não teria outra?
– Venha até meu quarto, eu te empresto uma...
Eu segui a garota até seu quarto que era um andar a cima do meu, ainda não acreditava que ele tinha uma casa tão grande. Então ela me emprestou um vestido menos extravagante e eu o vesti.
– Nossa, bem melhor agora do que todos aqueles babados!!! Me sinto livre! – Dou um leve sorriso.
Ela sorri também e se vira para mim perguntando:
– Vamos brincar?
– Podemos brincar? Achei que tudo isso eram enfeites, são tão bonitos...
– É claro que podemos brincar, ora, se não pra que teríamos brinquedos? – Ela ri com meu comentário.
– É verdade, mas eu nunca brinquei com alguém antes...
– Sério? Bem, pra tudo se tem uma primeira vez!
Brincamos até um pouco mais tarde, até que um mordomo chegou à porta do quarto e anunciou:
– O jantar está servido.
– Já estamos indo James... – Disse Ruby para o mordomo.
– Mas eu não co- Disse antes de ser interrompida.
– Vamos, vamos logo, estão nos esperando. – Ela pegou em minha mão e me puxou até a sala de jantar que era enorme.
Ao chegar lá estavam sentados a mesa Alucard, a quem eu já tinha conhecido, uma garota de aparentemente 17 anos, três mulheres, uma loira, uma morena e uma ruiva, e Vladimir na cabeceira.
– Ora, vejo que já conheceu a pequena Ruby... – Disse ele sorrindo.
– Sim, nos conhecemos depois que tomei meu banho... – Respondi.
– Vamos, sentem-se.
– Papai quem é esta criança? – Perguntou a garota com idade aparente de 17 anos.
– É nossa convidada, querida, a pequena Lis...
– E qual é o seu nome? – Eu perguntei.
– E por que eu diria meu nome a você?
– Não fale assim com ela, irmã... – disse Alucard.
– Ora eu falo da maneira que eu quiser, e mais não vou me sentar à mesa com essa criatura!!! Vou para o meu quarto! – Disse ela se levantando bruscamente. – Já me basta ter que comer com esse pequeno demônio a mesa! – Disse ela se referindo a Ruby.
– Não ligue para ela, está de mal humor... – Disse Vladimir.
– Ela está sempre de mal humor... – Sussurrou Ruby ao meu ouvido.
– Sentem-se a mesa, vamos jantar. – Continuou dizendo Vladimir.
Nos sentamos a mesa e a entrada foi servida, eu tentei avisar que não costumava comer aquelas coisas, mas acabei comendo, foi então que serviram a bebida, nesse momento eu iria descobrir muitas coisas a respeito daquela “família”.
Era um líquido viscoso de cor avermelhada, o cheiro me era familiar, era sangue. Percebi na primeira golada, mas possuía um gosto diferente, era um tipo de sangue diferente.
–Mas, como você descobriu?
– Ora querida, eu lhe disse que conhecia seus pais, e conheço você também, conheço bem o que você é... Você faz parte da família, todos nós compartilhamos desta mesma característica... Bebemos sangue para sobreviver... Por isso eu me sinto como um pai pra você, mais que isso, foi eu quem lhe transformei no que é.
– Como assim?
– Bem, está não é uma conversa para termos à mesa... Explico-lhe depois do jantar.
Terminamos de comer e fui dirigida ao meu quarto, onde Vladimir foi me encontrar.
– O que quis dizer com “foi eu quem lhe transformei no que é”.
– Eu mordi sua mãe, quando ela estava grávida de você... E por isso você nasceu desta maneira...
– Você mordeu minha mãe?
– Sim, ainda posso sentir o doce cheiro de seu pescoço. Quer que eu lhe conte mais sobre ela?
– Quero sim...
Me sentei sob a cama e ele começou a me contar sobre meus pais, fiquei sabendo que minha mãe era um anjo, e soube também o por que eu podia ressuscitar animais, soube que meu pai era um demônio, o que me assustou. Mas é claro que ele me contou sua versão da história, o que fazia de Ariel o monstro que me separou dele esse tempo todo. Eu não sabia o que dizer, ele falou que me deixaria refletir e saiu do quarto. Um tempo depois disso Ruby entrou.
– Você não vai nos deixar por sermos diferentes, vai?
– Eu, que estava sob a coberta me sentei. Você também é o que ele disse? Uma vampira?
– Não, eu sou algo pior, sou um demônio... – Disse ela de cabeça baixa. – Você não vai mais ser minha amiga, não é? Por que eu sou um demônio... todos me deixaram por causa disso... Nenhuma criança quer ser amiga de um demônio...
– Ora, pois saiba que eu sou parte demônio também!
– Sério?
– Sim... Pelo menos foi o que o Vlad me disse... – Já havia me acostumado a chama-lo assim.
– Você vai continuar sendo minha amiga?
– Claro que vou Ruby.
Ela sorriu e se sentou na minha cama, conversamos até a noite nos encher com seu sono e dormirmos na cama, como duas inocentes crianças.
No apartamento de Finn Ariel estava desesperada, já havia me procurado por toda a parte. Foi quando ouviu um latido. Era Duke, ela foi até a janela e avistou o cachorro sozinho em sua coleira. Desceu correndo até ele e reparou que estava sujo e só, com a coleira arrebentada e desesperado de fome. Ela o alimentou e perguntou onde eu estava, o cachorro se pôs a puxar ela para onde deveria seguir. Ela o seguiu e ele a levou até a árvore onde se encontrava meu pássaro, em sua gaiola, sozinho. Duke seguiu mais alguns caminhos, sentindo meu cheiro e parou em certo ponto. Ariel pode sentir a energia maligna, era um portal, um portal para uma casa a qual não queria ir, não naquele momento, não aquela noite. Ficou preocupada comigo, onde eu estaria, e como ela faria para entrar naquela casa, já que era escondida por selos enoquianos e por encantamentos.
Ela voltou para casa e contou o que sabia a Finn, que resolveu pesquisar sobre isso. Ora, seja quem for não poderia levar seu maior objeto de pesquisa! Ariel estava preocupada, quem teria me levado, aquela aura maligna... Poderia ser ele? Ela sentiu um arrepio na espinha e rezou para não ser quem ela pensava ser.
Alguns meses se passaram, enquanto Finn e Ariel tentavam descobrir uma maneira de quebrar o encantamento e me salvar, eu vivia naquela casa com Ruby e a Família de Vlad, todos eram bem gentis comigo, gentis até demais, exceto a filha dele. Cujo nome eu não sabia ainda, e nem desejava saber.
Finalmente eu estava completando 6 anos, e havia uma festa enorme, é claro que a filha de Vladimir não estava presente, mas minha amiga Ruby estava lá, e Alucard, que me tratava muito bem sempre, assim como o próprio Vlad e suas 3 esposas. Eu estava bem feliz naquela casa, eram todos muito bons comigo, tirando uma única pessoa, mas eu a ignorava na maioria das vezes, assim como Ruby me ensinou.
Mas infelizmente a paz estava chegando ao fim, pois finalmente Ariel e Finn haviam conseguido um meio de quebrar o encantamento e os selos enoquianos, porém, Finn disse que não iria participar, como já era de se esperar, então Ariel seguiu sozinha até o local que encontrou aquele dia e anunciou o encantamento que quebrou os selos e a deixou entrar. Bem, no meu aniversário ela esperava me reencontrar, e conseguiria.
Eu estava brincando na grama com Ruby quando ela chegou, olhou para mim e seus olhos se encheram de lágrimas. Ela correu até mim e me abraçou, me levantando do chão. Eu simplesmente perguntei:
– O que está fazendo aqui?
– Eu finalmente te achei, não sabe o quanto te procurei, estava tão preocupada!
– Quem é essa? – Perguntou Ruby.
– Alguém que não deveria estar aqui. – Disse eu.
– Por que está falando assim sobre mim? Eu não deveria estar aqui? Era você quem não deveria estar aqui, você deveria estar em casa comigo e com Finn!
– Eu não deveria estar com alguém que planejava me vender por conta dos meus poderes!
– Mas eu não planejava lhe... Oh... Você ouviu nossa conversa...
– Sim, eu ouvi.
– Ora, ora, olha só quem apareceu por aqui... Uma visita inesperada justamente no dia do aniversário pra minha pequena. O que você deseja aqui Ariel? Já não causou problemas o suficiente?
Ela se virou e avistou um homem de meia idade, de cabelos grisalhos e olhos cor magenta escuro. Então me soltou e se dirigiu a ele:
– O que você pensa que está fazendo com a Lisa?
– É Lis... É como a chamamos aqui. – Disse Ruby.
– Não estava falando com o demônio da casa.
– Não a trate assim! Ela é minha amiga! – Disse eu me dirigindo a Ariel. – Vai trata-la como quis me tratar? Como um monstro? Talvez queira vendê-la também!
– Eu jamais planejei te vender!
– Ah não, então naquela noite eu imaginei coisas, não ouvi você conversando com o Finn a respeito de me vender?!
– Não foi bem assim! Você precisa me ouvir!
– Ninguém aqui quer te ouvir Ariel, por favor, se retire. – Disse Vlad a ela.
– O que você disse a ela? Você me colocou contra ela não foi? Foi você seu monstro!
– O único monstro aqui no momento é você Ariel. – Eu disse, estava realmente muito chateada com ela, e não queria a ver mais na minha frente. – Faça como o Vlad falou e se retire!
– Eu posso lhe mostrar, posso mostrar a verdade, tudo o que ele disse foi uma mentira!
– Ah é mesmo? Você me separar da pessoa mais próxima dos meus pais também foi mentira?
– Como assim? Eu sou a pessoa mais próxima de seus pais!
– Eu penso que não Ariel. – Ele deu um leve sorriso de canto de boca, sem que eu percebesse.
– Ah foi você, você a envenenou contra mim! Mas eu posso te mostrar é só me deixa mostrar pra você queria, eu lhe conto tudo!
– Eu não quero saber nada da sua parte. Saia! – Eu estava com muita raiva dela, mas no final eu sabia, bem no fundo, que meu lugar era junto a ela.
Ela correu e tocou na minha mão, Vlad tentou impedir, mas ela foi mais rápida e o tempo parou, só estávamos eu e ela, e então tudo passou diante de meus olhos, a morte de minha mãe, o destino do meu pai, e até as lembranças que eles tinham do Vladimir. Tudo passou diante dos meus olhos tão rápido, eu não pude nem segurar as lágrimas, quando o tempo voltou eu estava diante de Ariel, e tudo que pude fazer foi abraça-la. Ela sempre fez tudo por mim e eu estava a recusando e magoando, ela, que era minha melhor amiga.
– Ora, parece que o jogo virou. – Disse Vladimir.
– Você, você não era amigo dos meus pais! Você matou eles! Você empalou meu pai como não se faz nem com um animal!
– Pois é... É a vida, ela é realmente cruel.
– Você me transformou nesse monstro que eu sou hoje!
– Ah não querida, tudo que você é, é por você mesma...
Eu me levantei e o encarei dizendo:
– Você, você me enganou esse tempo todo! – Fiquei com tanta raiva, e quando fechei as mãos e as coisas ao redor tremeram, o sol foi encoberto por nuvens e tudo ficou preto, foi quando senti uma dor no pescoço, algo havia me acertado, era sangue de morto, em um dardo tranquilizante, nessa época eu ainda não tinha resistência a esse tipo de coisas, mas haviam me acertado de longe, eu só pude ver ele estalando os dedos e Ariel sumindo. Eu apaguei depois disso.
Notas finais
Eu achei... Me digam o que acharam do capítulo, comentem! Me deixem feliz!!!
Fale com o autor