Darkness

5 Cap. V – morte – (parte III – O passado)


Notas iniciais
Mais um capítulo, agora que eu estou de férias pretendo escrever um capítulo a cada dia, o que acham, mesmo se eu não postar aqui vou escrever no notebook e depois passo pra cá. Com um capítulo a cada dia eu vou longe em Darkness... O que vocês acham?

O passado é algo que nos persegue, que faz parte da nossa alma, que não pode ser reescrito ou simplesmente esquecido, a partir de agora contarei um pouco do passado das pessoas a quem chamo de pais.

A dor de uma lembrança não pode ser apagada, ela continua com você, para toda eternidade.

Eles viviam muito bem suas vidas, sem se conhecerem, é isso que o amor faz com as pessoas, os corroem aos poucos, e no fim não sobra mais nada apenas os cadáveres fossilizados das pessoas que foram um dia. Esse amor brotou neles antes que se pudesse imaginar, trazendo a dor da desilusão e da não aceitação, por que não podiam continuar suas vidas e se amarem, esse amor era um pecado, um infame pecado, que só traria dor a eles.

Ela vivia em um paraíso, cercada de flores e coisas a que amava, já ele vivia em um inferno, cercado por dor e amarguras, quando se conheceram suas famílias estavam em guerra, matando uns aos outros, mas entre eles não havia ódio, o amor havia brotado...

- Não podemos ficar juntos, essa guerra jamais perdoará nosso amor. – dizia ela com a voz embargada e peso no coração.

- Mas eu te amo, e nada no mundo conseguirá me fazer esquecer esse amor, meu amor por você é tão forte que eu seria capaz de largar minha família e minha vida para ficar com você, por favor, Angeline aceite esse amor, fuja comigo para longe, onde nossa família não nos encontrará, eu preciso viver esse amor com você!

- Você é louco, como poderíamos fugir de nossas famílias, como poderíamos escapar aos olhos de Deus?

- Se Deus é realmente bom ele jamais irá deixar pesar a mão sobre um casal que se ama. Eu não posso mais viver sem você, por favor, fique comigo, pra sempre! Eu te amo!

- Eu também te amo. – ela pegou em sua mão e levou ele até perto de sua boca, beijando-a.

- Ele em contra ponto, puxou-a pela mão e beijou-lhe os lábios ardentemente.

O amor, é capaz de romper barreiras, é o que os humanos dizem, já eu não acredito em coisas como o amor, muito menos que ele seria capaz de romper qualquer barreira, o amor não existe, o que existe é a necessidade humana de criar algo que lhe seja belo aos olhos.

O amor deles estava fadado ao fracasso e a derrota, ninguém ficaria ao lado deles, eles seriam exilados de suas famílias e perseguidos para todo sempre, era um amor infame. Esse é um sentimento cruel, que deturpa a alma das pessoas, o amor... Será que um dia poderiam eles viver juntos como desejavam.

No fim o que houve foi que eles abdicaram de suas famílias, ele largou seu inferno, enquanto ela largou seu paraíso, para meramente morarem na terra, como humanos, e nada mais. Esse era o preço a ser pago, vagar pela terra como humanos fora da graça de Deus, fora dos limites de suas famílias. E assim eles continuaram suas vidas apenas como humanos normais, nada além.

Essa foi a estória de amor de meus “pais”, que abandonaram suas famílias e abdicaram de suas vidas para viverem um para o outro, um romance... Com um trágico final. Pois o único final que pode se dar em um romance é a morte, nada mais.

Notas finais
Bem, mais um capítulo, esse foi meio que pra encher linguiça, mas então, o que acharam? Alguém dá um palpite sobre quem ou o que são os pais da personagem principal?