Darkness
4 Cap. IV – morte – (parte II – O sonho)
Notas iniciais
A noite reinava calma, Angeline estava em sua cama, e sobre sua mente pairava um pesar, uma preocupação, ela sentia um incômodo. Em sua mente rondava um pressentimento, não uma premonição, algo sobre o futuro, que sua mente lhe dizia...
Eles estavam jantando, quando de repente um frio passou pelas suas espinhas, algo rondava a casa, e eles podiam sentir.
– Ora, ora, finalmente encontramos vocês... O que o destino nos trás, Edward e Angeline, o casal rebelde, os fugitivos...
Eles entravam porta adentro como ladrões, mas mais aterrorizantes, com capas sobre os rostos, e uma presença que poderia ser temida a kilometros de distância.
– O que vocês querem? – perguntou Edward
– Queremos a criança! Onde ela está?
– Que criança, não sabemos do que vocês estão falando!
– É claro que sabem! E se você não disser sua mulher vai sofrer! – Ele tomou Angeline nos braços e a segurou pela cintura, cheirando suavemente seu pescoço, saboreando o cheiro de sua pele. – Ah... cheira como um anjo, um belo e doce anjo!
– A deixe em paz! Quem é você e o que querem?
– Já disse o que queremos! – Os outros começavam a quebrar as coisas da casa enquanto o primeiro ainda segurava Angeline nos braços. – Esse anjo vai sofrer as consequências caso você não fale!
– Eu não sei do que está falando!
Ele aproximou-se do pescoço da moça, que estava paralisada de medo, seus dentes de repente se afiaram, e penetraram a carne da bela moça, que passou de sua coloração rósea para uma cor pálida, sem vida. Sua vida estava se esvaindo diante se seu amado, e em seus lábios somente um gemido pode ser ouvido, chamando pelo nome de seu amado.
–Edward...
Ele tomou coragem e puxou o braço de sua amada, que caiu sobre seu colo, desmaiada, seu rosto pálido como a luz da lua, sem vida, sem cor.
– Você terá que me dizer uma hora Edward, mesmo que eu tenha que usar tortura para conseguir o que eu quero... Ele o olhou nos olhos e ele ficou paralisado diante daquele olhar.
–-- FUJAM!!! ---
Uma luz penetrou a casa e tomou conta de tudo, com isso os seres das trevas dentro daquele quarto sumiram, e naquela sala se encontravam apenas Edward e Angeline desmaiada em seus braços.
Ela despertou assustada, segurando a mão de seu esposo, o que seu futuro lhe mostrava era terrível...
Edward acordava logo depois dela, dizendo:
– O que foi querida?
– Tive um pesadelo...
– Já passou amor, foi só um pesadelo...
– Mas foi tão real.
– Foi só um sonho ruim...
– Tenho certeza de que não, amor, ele estava no sonho...
_ Ele quem?
– Prefiro não dizer o nome dele enquanto estivermos nesta casa...
– Não está falando de quem eu estou pensando, está?
– Estou sim, e é terrível, eu acho que tive uma visão, e não apenas um sonho, temos que nos mudar querido, o mais rápido possível!
– Fique calma, não vai acontecer nada conosco, estamos seguro nesta casa, não temos mais nada a ver com quem quer que seja do submundo...
– Querendo ou não eles nunca vão nos deixar amor, e mais que isso, ele procurava por uma criança... Será que... Estava falando de nosso filho?
– Mas nós não temos um filho amor...
– Mas e se eu estiver grávida quando ele chegar, a não amor, se isso acontecer será terrível, e se ele contaminar nosso filho, nem posso pensar nisso!
Ah, os sonhos, sempre direto ao ponto, e agora o que será que vai acontecer com a mocinha e o mocinho? Sinceramente eu não ligaria muito pra mais uma dessas estórias de suspense, mas essa em particular me chama atenção, até por que ela me envolve diretamente. Mas antes de continuarmos eu preciso falar sobre os sonhos... Muitas das vezes nos pegamos a meia volta com alguns sonhos, alguns sem sentidos, mas outros com um significado... Muitas pessoas dizem que sonhos é uma forma de projeção astral, onde sua alma se projeta e vai a outro lugar para formar o que chamamos de sonho, existe também uma expressão chamada deja vú onde você se lembra de exatamente do que viu, como se estivesse ocorrendo novamente. Bem, mas nada disso realmente importa aqui, o que importa é continuar essa estória.
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