Dark Wood Circus

9 Voltando a Ratinha


Notas iniciais
oiii então... desculpaaaaaaaaaaa agora q eu entrei d ferias as coisas vao melhorar, eu realmente nao tive tempo de digitar isso aki... prometo que até janeiro eu termino, palavra d escoteira!

Era um belo dia e a cidade estava bem movimentada; homens andavam apressados carregando maletas e outras ferramentas dependendo do oficio qual seguia, mulheres andavam em grupo fofocando ou carregando compras ou levando seus filhos a algum lugar contra a vontade deles.

Em meio a confusão uma garotinha de cabelos rosa estava sentada no chão chorando. Vestia um vestido encardido e muito sujo, a pele estava machucada e suja de terra e o cabelo embaraçado e sem corte. A rosada sentiu alguém lhe tocando o ombro e por um instante parou de chorar e olhou para cima:

­–Olá pequena

Disse uma menina a sua frente. Ela era alta, usava um vestido vermelho cheio de rosas e seus cabelos e olhos eram castanhos e curtos, uma tiara de flores vermelhas de ceda estava em volta de sua cabeça. A menina sorria gentilmente e disse:

–Há algum problema? Posso ajudá-la?

A rosada fungou e respondeu:

–Nada... Só queria uma mãe.

–Bom... Conheço um lugar onde você pode conseguir uma.

Disse a mais velha enquanto entregava a rosada uma das folhas que estava segurando junto ao tronco. Era um cartaz branco com a foto de uma tenda de circo no meio.

Dark Wood Circus.

–Um circo? Mas como encontrarei uma mãe lá?

–Confie em mim... Você vai se divertir muito.

Então, as duas deram as mãos e seguiram rumo à floresta.

[...]

Miku retirou a agulha do braço da garota de cabelos rosa bem devagar. Agora a menina estava em sono profundo e a mais velha jogou a seringa, agora vazia, no lixo, era hora de prepará-la para que seu chefe a levasse para o laboratório.

Respirou fundo ao sair da tenda, estava cansada.

O circo cresceu muito nesse meio tempo, havia muitas outras atrações e os clientes viam de longe e em grande numero. Meiko sorriu orgulhosa ao lembrar que havia feito parte disso.

Sentia-se bem em ajudar seu tutor naquilo que ele gostava... Quando era pequena, lembrava que sua mãe nunca se importava com o que ela fazia, além de nunca ter lhe dado o reconhecimento que merecia. Seu tutor percebeu isso e sabendo que poderia dar muito mais a Meiko ele a convenceu a fugir e logo ela conheceu o circo através dele.

Era gratificante ver os rostos felizes dos clientes ao saírem tanto dos espetáculos públicos quanto dos particulares.

Ajeitou sua coroa e alisou a saia de seu vestido, percebeu uma mancha de sangue quase imperceptível na barra da roupa mas não se importou afinal seus vestidos eram vermelhos justamente para disfarçar as manchas de sangue que os sujavam todos os dias... Não que o sangue fosse dela.

Caminhou calmamente até um homem de terno:

–Senhor, há um novo espécime já desacordado na tenda 11.

Disse Meiko ao homem que era seu tutor, ele abriu um enorme sorriso e disse:

–Excelente Meiko. Não poderia esperar mais de minha melhor ajudante, está fazendo um perfeito trabalho.

–É bom ouvir isso senhor.

–Agora, seu próximo dever é alimentar Pochi.

–Pochi? Está falando da Besta Azul?

–Exatamente. Vá.

Um comando curto e grosso foi o necessário para fazer a adolescente caminhar na direção da carruagem que havia acabado de cegar do laboratório. Nela havia os restos inúteis que não eram usados na confecção de novas atrações e o dono do circo tinha um método infalível para eliminar aquilo que era considerado além de espaço desperdiçado, provas do que aconteciam ali dentro.

Meiko tapou o nariz e pegou um saco onde colocou uma boa quantidade daquele lixo e logo em seguida rumou para a Tenda ll onde ficavam as atrações principais.

Abrindo a cortina com força, Meiko sorriu e gritou:

–Bom dia!

Os dois gigantes, os siameses, a Diva e a besta abriram os olhos repentinamente e os fecharam logo em seguida. Meiko havia os acordado e a luz repentina havia atingido os olhos deles. Ela adorava fazer isso:

–Puxa, vocês estão com caras tão cansadas. O que vocês fizeram ontem para acordar com tanta indisposição.

Ela começou a gargalhar, pois na noite anterior, além do espetáculo, cada um deles teve um espetáculo particular com um cliente diferente.

Rin olhou para Meiko ameaçadoramente imaginando como seria divertido arrancar o intestino delgado dela e usar para pular corda. Meiko se inclinou na direção da jaula dos siameses e encarou a gêmea:

–Por que essa cara feia, em?Talvez esteja com saudade dos nossos showzinhos... Saiba que eu posso pegar o ácido a hora que eu quiser.

Rin abriu a boca para retrucar a ameaça, mas seu irmão Len disse antes:

–Por favor, aceite minhas desculpas no lugar de minha irmã. Você sabe o quanto ela é impulsiva e não pensa antes de falar ou agir.

–Ei!

–Quieta Rin!

O irmão mais velho repreendia a mais nova e Meiko começou a gargalhar diante da briguinha familiar. Voltando-se para a missão inicial de alimentar a besta azul ela disse:

–Irei te perdoar, mas somente dessa vez.

Enquanto colocava alguns braços e dedos no prato da Besta Azul a avermelhada começou a ouvir soluços, suspiros e fungadas. Miku acordou e estava chorando... De novo.

Céus, como aquele barulho a irritava! Aquela praga passava o dia inteiro chorando! Miku nem bebia tanta água, de onde diabos vinham todas aquelas lágrimas?!

Apesar de o barulho ter começado baixo, logo ele estava ecoando por todo o corredor e parecia chacoalhar dentro do cérebro de Meiko, até que por fim ela gritou:

–Sua Diva mimada e egoísta, pare com esse maldito choro!

Depois de trancar a porta da cela da Besta Azul, Meiko parou na frente da Diva Deformada e a encarou enquanto a menina não parava de chorar:

–Cale essa boca agora! Eu odeio esse ruído dos infernos e não sou obrigada a ficar ouvindo essa merda o dia inteiro!

Miku não conseguia parar de chorar, apenas encarava assustada a pequena e inocente garotinha que havia se transformado naquele ser monstruoso e cruel. Meiko gritou mais uma vez:

–Você quer um motivo para chorar?! Então eu lhe darei um motivo para chorar! Quatro dias sem ração, ouviu bem?! E se um desses gêmeos estúpidos tentar lhe dar, nem que seja uma única migalha eu mergulharei todos nesse lugar em um barril de ácido!

Batendo o pé, a garota recolheu o saco vazio e foi embora. Todos permaneceram calados e em estado de choque, assustados com a decisão da jovem de vestido vermelho.

Por fim, Len passou seu braço pela grade da jaula e colocou sua mão no ombro da esverdeada e disse:

–Não se preocupe Miku, Dividiremos nossa ração com você.

Rin ficou invocada e sentindo a raiva queimando em seu sangue ela jogou a tigela de água que havia na jaula na direção do casal. Enraivecida ela começou a gritar com toda força:

–Você vai dividir a comida com ela?! Como você pode ser tão burro?! Essa vadia nunca fez nada para nos ajudar e ela sofreu as mesmas coisas que nós! Miku não é nenhuma coitada e você sabe disso! Só dá tratamento especial para ela porque você está apaixonado!

–Cale-se Rin! Cale-se agora! Não vê que ela está sofrendo?! Eu e você já fomos livres! Órfãos e desabrigados, mas livres! Miku sempre viveu e sempre viverá presa!

–Isso não é desculpa! Todos nós sofremos todos nós ficaremos presos aqui para sempre! Ela nunca foi queimada com ácido e jamais fizeram nada que a marcassem para sempre depois do laboratório! Estamos todos morrendo, mas ela é a única se fazendo de coitada!

–Por Deus Rin! Miku não tem ninguém! Haku tem a Neru e você tem a mim!

–Kaito também não tem ninguém!

–Ora, por favor! Kaito mal tem consciência, ele deixou de ser humano a muito tempo! Miku é a única que está sozinha.

Os gêmeos siameses continuaram discutindo mais e mais, Haku e Neru entraram na discussão e Kaito começou a gargalhar alto diante do show...

Miku se encolheu em um canto e começou a pensar em maneiras de fugir daquele lugar horrível e nunca mais prejudicar ou incomodar ninguém... Mas não conseguiu pensar em nenhuma maneira.

Notas finais
espero q tenha gostado :)