Notas iniciais
Oii, gente!! Tudo bem com vcs? Espero que simm!! Então, eu espero que gostem da história, de verdade. Eu tentei não deixar muito melosa e escrevi de um jeito que eu acho muito gostoso pra ler. Sobre a fic: mais ou menos os cinco primeiros caps serão sobre o início da amizade, como eles se conhecera. Depois isso tudo já vai estar "mais avançado".

Eu não fazia ideia do que poderia acontecer. Na verdade, eu estava apenas viajando sozinha, na minha cabeça iria ser a mesma coisa. Mas eu não tinha ideia do quanto era complicado viajar, principalmente para outro país, sem meu pai para fazer tudo por mim.

Eu me virei bem nos primeiros dias em Londres, assim como queria. Porém não deu muito certo quando me expulsaram do hotel por ter arrumado briga com um outro hóspede. O cara estava ouvindo música muito alta, e se recusou a abaixar o volume quando eu fui pedir gentilmente. No momento em que ele ousou fechar a porta na minha cara, eu dei um belo soco na cara dele, o que resultou em um nariz quebrado pra ele e uma falta de lugar para ficar pra mim.

Perfeito. O meu pai estava do outro lado do oceano, imaginando que eu estaria dormindo num belo hotel na minha viagem de 18 anos, enquanto eu estava perambulando pelas ruas de Londres, em plena madrugada, procurando um hotel ainda com vagas.

— Maldito seja! – Eu praguejei, enquanto tremia de frio numa calçada inglesa qualquer.

Todos os hotéis que eu via carregavam uma placa escrito “Sem vagas”. Bem, por que aqui não podia ser como nos Estados Unidos? Tem um hotel em cada rua lá, e não fazia muito frio quanto aqui. Pelo menos em Nova Iorque. Eu nem sentia mais os meus pés, tanto pelo frio, quanto pela caminhada. Parei então numa praça, e me sentei em um banco, observando o lugar. Pelo menos deu tempo de eu assaltar o frigobar daquele hotel, então eu saquei a barra de chocolate que eu havia pegado e comecei a praticamente devorar, de tanta fome.

— Bem, não tem como ficar pior, não é? – Eu disse pra mim mesma, tentando ver o lado bom da coisa. Mas eu estava errada, porque vinte minutos depois de eu ter falado isso, começou a chover. – Ah, qual é, mãe natureza? Justo agora? – Eu gritei. Ótimo. Parecia que eu estava em um filme. Só faltava agora vir o galã e salvar a mocinha. Mas não veio nenhum galã.

Eu decidi voltar a andar, pelo menos pra achar uma alma bondosa ou um outro hotel. Entrei, então, em uma rua um pouco menor e mais vazia. Enquanto eu passava na frente do que parecia ser um galpão ou um estúdio, a porta se abriu com tudo, fazendo com que eu caísse na bendita calçada molhada.

— Mas que inferno! – Eu gritei pra quem quer que fosse o idiota que me derrubou. Ah, mas agora já tinha ficado impossível de ficar pior!

— Me desculpe! – O cara que me derrubou veio me ajudar a levantar. Eu pude ver pela chuva que ele era bem jovem, até.

— Ah, não precisa mais me ajudar, eu já levantei! – Eu disse, um pouco brava. Peguei minhas coisas, e novamente comecei a andar. Mas o cara me interrompeu.

— Ei! – Ele gritou através da chuva. – Acho melhor você entrar no carro, está chovendo muito. Talvez eu possa compensar isso tudo com uma carona.

Ok. Agora ele falou minha língua! Eu me virei e o vi parado, todo molhado, olhando pra mim esperando uma resposta.

— Obrigada! – Eu caminhei em sua direção, feliz por ter finalmente um lugar onde eu pudesse ficar seca. Ele correu em direção a uma linda Range Rover preta. Isso sim era um carro! Ele abriu uma porta para que eu pudesse entrar, e logo saiu correndo em direção a outra. Enquanto ele entrava, ajeitei minha mala na frente do banco.

— Foi mal por ter te derrubado. – Ele se desculpou. Agora eu podia ver que ele tinha minha idade.

— Tudo bem, cara. Agora que eu não preciso mais ficar na chuva, você na verdade me fez um favor. – Ele riu discretamente.

— Então, por que você estava andando na chuva a essa hora? – Ele perguntou, me entregando uma toalha que ele tirou de dentro do porta-luvas.

— Acabei de ser expulsa de um hotel. Eu só estava tentando achar outro, mas parece que não tem nenhum disponível! – Eu disse indignada enquanto passava a toalha pelo meu rosto. Ela tinha um cheiro muito bom.

— Como você conseguiu ser expulsa de um hotel?! – Agora ele estava indignado.

— Na verdade, nem foi culpa minha. Ok, na verdade foi um pouco. – Eu cedi, quando ele me lançou um daqueles olhares desconfiados. – Um imbecil estava escutando música alta, e se recusou a abaixar o volume quando eu pedi. Então ele terminou com um nariz quebrado. – Ele riu. Como ele podia rir disso? Eu estava toda molhada e sem lugar para ficar. – Não ria! Isso é triste. Mas o que você estava fazendo nesse galpão numa hora dessas?

— É engraçado, me desculpe. Não pude me conter. Eu, na verdade, estava esfriando a cabeça.

— Espera! Aquilo ali é um prostíbulo? – Ele me lançou um olhar realmente chocado.

— Mas é claro que não! – Então ele riu de novo. Ok. Acho que esse cara tem algum problema com risadas. Eu estava falando sério, e ele começa a rir. Mas que otário. – Eu não sou esse tipo de cara.

— Aham... sei. Olha, todos falam isso, sabia? Mas no final acaba sempre na mesma coisa. – Eu apontei para o lugar. – Madrugada, esfriar a cabeça... Sei bem como é isso.

— Ei, eu não faria isso! – Eu lancei um olhar duvidoso para ele. Mas é claro que faria, eu não sou idiota. – Aquilo é o fundo de um teatro. Eu estava tocando piano.

— Ah. – Eu meio que fiquei com a cara no chão. – Legal que você toca, cara. Maneiro. Como você se chama? Acho que não vai pegar bem se eu te chamar de cara toda hora. – Incrivelmente, ele pareceu surpreso com a pergunta.

— Shawn. – Ele disse como se fosse óbvio. – Eu sou Shawn Mendes. – Ah, sim. É, explicado.

— Você é o Shawn Mendes? – Eu quase ri da situação. – Olha, você não sabe como foi chato ter passado os últimos anos da escola escutando todas aquelas meninas suspirarem por você, cara! Ai, Shawn Mendes isso. Ai, Shawn Mendes aquilo. Ai, como o Shawn é fofo! – Eu disse imitando a voz aguda de meninas loucas.

— Agora eu não sei se me sinto lisonjeado por essas meninas me chamarem de fofo, ou se me sinto mal por você não gostar disso.

— Ah, não se sinta mal não. Acredite, tem milhares de meninas que te amam para uma que não te conhece ou não gosta de você, cara. Você tem uma manada! – Ele riu de novo. É sério, qual é o problema dele?

— Tudo bem. Mas por que você não gosta de mim? – Acho que ele ficou ligeiramente mal por eu não ter beijado ou abraçado ele logo de cara.

— Olha, não é que eu não goste de você. O seu tipo de música só não é minha praia, entendeu?

— Então qual é o seu tipo de música? – Agora esse tal de Shawn estava parecendo mais curioso.

— Eu tenho uma queda por rock clássico. Guns n’Roses, ACDC, essas coisas... Nada contra você, é só que eu não sou muito de ouvir pop.

— Algum dia você ainda vai gostar. Mas antes eu preciso te chamar de alguma coisa.

— Jackie Clarke.

— Então, Jackie Clarke, para onde posso te levar? – Ele perguntou parecendo um cavalheiro.

— Só veja se acha um hotel ou algum lugar onde eu possa ficar. Eu estou desesperada! – Eu quase implorei.

— Olha, eu não sou daqui, mas tenho uma casa em Londres, onde eu estou ficando essas férias. Se quiser pode ficar lá comigo por quanto tempo precisar.

— Ah, você realmente caiu do céu! – Eu fiquei muito aliviada por ter onde ficar. – Não se preocupe, eu já vou procurar um hotel amanhã cedo, cara!

— Leve o tempo que precisar. – Ele sorriu. Olha, eu até que me dei bem no final. Não vou ter que pagar hotel por uma noite, e ainda vou poder tomar um banho quente!

Notas finais
Então? O que acharam? Me digam, por favor! Os comentários tem uma força impressionante, de verdade! Então nunca se esqueçam de comentar, mesmo que seja pra criticar! Ah, e sobre as datas de postagem, vou fazer uma vez por semana, talvez até duas, dependendo do ritmo que eu for, e por enquanto será todos os domingos. Então não se esqueçam: deixem um "oi" pra mim lá nos comentários ;D Bjus :);)