Dark Secrets

2 A surprise? For me?


Notas iniciais
Oi, gente!! Td bem com vcs? Espero que sim, e espero que curtam esse cap tbm!!

Eu fiquei simplesmente chocada com o tamanho daquela casa. Olha, sem querer me gabar, mas eu nunca tive problema com dinheiro nem nada disso, só que nada se comparava com aquela casa, ainda mais sabendo que ele nem morava aqui.

— Bela casa, cara. – Eu disse assim que recuperei a sanidade, porque olha, que casa! – Parece que ser famoso tem lá suas vantagens...

— Não diga isso... – Ele disse, virando um sorriso pra mim. – O dinheiro é o mais insignificante.

— Que seja. – Eu disse indiferente. Porém é óbvio que isso era coisa de quem queria parecer bonzinho, mas eu sabia que no fundo todo mundo quer a grana.

— Pode escolher o quarto que quiser, Jackie. – Ele disse, me levando por um corredor com várias portas brancas. No fundo, eu queria o com a banheira, mas como eu havia acabado de conhecer o cara, eu não ia falar isso. Bem, eu já havia falado muita coisa por hoje. – Eu estou no quarto do fundo, se precisar de mim. Eu vou tomar um banho, acho que você deveria, também.

— Se por acaso estiver insinuando que eu cheiro mal... – Eu ameacei, mas o bobalhão só fez rir. Eu realmente não o entendia. Era pra ele ter ficado com medo, mas vai entender a cabeça dessa gente famosa.

— Boa noite, Jackie. – Ele andou pelo corredor, ainda rindo discretamente, mas eu percebi. Babaca.

Entrei, finalmente, no meu quarto. O lugar era grande e lindo. Havia uma cama de casal no centro, cheia de almofadas e uma colcha vermelha; dois criados-mudos nas laterais da cama com um abajur cada um. E o melhor de tudo: uma sacada. Com rede de balançar, ainda! Ok, eu ficaria aqui sem problemas, se eu ao menos conhecesse Shawn.

Larguei minhas coisas numa mesa que havia no canto do quarto, e fui direto para o banheiro. Uma banheira! Sim, havia uma banheira! Sem demorar, abri a torneira para enchê-la, enquanto tirava toda a minha roupa.

Assim que meus pés tocaram a água quente, me senti no céu. Em seguida, afundei até o pescoço naquelas bolhas, e relaxei. Só sei que fiquei daquele jeito por um tempo grande, porque logo vi as pontas dos meus dedos enrugarem. Hora de sair.

Coloquei um pijama qualquer e me joguei nas almofadas. Eu sei, eu parecia uma criança. Mas o que eu poderia fazer? Eu posso ser maior de idade agora, legalmente. Mas isso não quer dizer que eu realmente sou, mentalmente. Saquei meu caderno e meu lápis da mala, e comecei a desenhar. No começo eu não sabia muito bem o que era, mas depois foi ganhando a forma de uma noite bem estrelada em um lugar parecido com a minha casa. Era como Nova Iorque estrelada. Eu sei que isso era impossível na vida real, mas essa era a graça dos desenhos: nada era impossível. Mas à medida que eu desenhava, o sono me alcançava, e rapidamente eu adormeci.

— Só mais cinco minutinhos... – Eu resmunguei enquanto ouvia meu nome sendo repetido várias vezes. Coloquei a mão para desligar o despertador, mas logo percebi que o “despertador” tinha o formato de um rosto. Abri apenas um olho e vi minha mão parada no meio da cara de Shawn. – Ahnn. – Eu resmunguei novamente, e senti um sorriso ser aberto na minha mão, então eu a escorreguei pelo rosto de Shawn, até sentir meu braço totalmente relaxado para fora da cama.

— Levante, Jackie! – Ele balançava meu ombro animado, com um sorriso radiante no rosto. – Quero te levar em um lugar.

— Que horas são? – Eu gemi, com a maior preguiça do mundo. Os meus planos eram só para daqui dois dias, eu ainda poderia acordar tarde.

— Sete e meia! – Ele disse surpreso. – Deixei você dormir até mais tarde.

Sete e meia?!— Eu gritei, e empurrei seu rosto com a minha mão. – Eu queria acordar só depois do meio dia!

— Jackie! – Ele me repreendeu. Cansada demais para olhar pra animação dele, eu virei para o outro lado na cama. – Não me obrigue a te levantar a força...

— Sou mais forte que você, Shawn! – Eu resmunguei pra ele, querendo que ele me deixasse dormir mais. Sete e meia?!

— Não, não é. – Ele disse solenemente, como se fosse verdade. – Mas de qualquer jeito, eu não vou precisar de força para fazer isso. – Enrijeci. Eu sabia exatamente do que ele estava falando, mas ele agiu antes de mim. Em dois segundos, senti a ponta de seus dedos avançando na minha barriga, e eu caí em gargalhada.

— Pare com isso! – Eu dizia entre risos e mais risos. Cócegas?! É sério isso? – Ok, eu já acordei! – Então ele parou, e eu aproveitei do momento para ataca-lo de volta.

— Revanche! – Eu gritei assim que consegui atingir seu tórax. Ele caiu na gargalhada também, e acabou também caindo em cima da cama.

— Pare, Jackie! Por favor! – Ele dizia entre gargalhadas, até que parei depois de ter dominado ele.

— Acho que eu ganhei! – Eu disse, ofegante.

— Não, não ganhou, porque eu consegui acordar você. – Ele disse, ofegante também. Droga. Ele estava certo. Mas obviamente eu não iria admitir isso pra ele. – Agora se troque e desça para tomar café. Eu quero te levar para um lugar.

— Bem cedo para um primeiro encontro, não? – Eu brinquei. Ele se levantou e me encarou, com as mãos na cintura.

— Levante logo, garota! – Ele me puxou da cama. Bem, com aquela força, talvez ele pudesse ser um pouquinho mais forte que eu. Mas só talvez. E só um pouquinho.

— Então, cara. Onde vamos? – Eu fui pegando uma roupa na minha mala.

— É surpresa. – Ele disse misterioso.

— Vire-se. – Ele fez uma cara de confuso.

— Sério mesmo que você vai fazer isso aqui? – Ele perguntou. – Tem banheiro pra isso, sabia?

— Vira logo! Não era você que estava com pressa? – Ele se virou, me dando oportunidade para tirar a roupa. – Surpresa é coisa de criança.

— Pular nas almofadas também. – Ele retrucou. Ok. Como é que ele sabia disso? Enfim, melhor não perguntar. Ele pode estar blefando. Mas mesmo assim, me senti como se ele tivesse me dado um headshot. – Você vai gostar. Prometo. É você que faz aqueles desenhos? – Eu paralisei.

— Como você...? – Eu gaguejei, e acho que ele percebeu minha situação, porque respondeu rapidamente:

— Você deixou o caderno na cama, e eu acabei vendo. – Terminei de vestir minha camiseta. — Posso me virar?

— Pode. – Eu respondi.

— Você desenha bem mesmo, Jackie. Devia mostrar à alguém, sabe, um pouco maior.

— Eles são meio pessoais, se é que entende...

— Me desculpe! – Ele se exaltou. – Ah, meu Deus! Perdão, Jackie! Eu não sabia...

— Fica tranquilo, cowboy. – Eu dei um tapinha em seu peito. – Eu só não queria que todo mundo visse. – Ele pareceu relaxar, enquanto me guiava até a cozinha.

— Espere... Cowboy?! – Ele me olhou com indignação no olhar.

— Foi o que veio à cabeça na hora. – Eu dei de ombros. – Ah, não foi tão ruim assim. – Ele me encarou, como se estivesse me pressionando. – Ok, talvez um pouco. Mas só um pouquinho.

Nós descemos as escadas de mármore, e andamos através de uma sala com uma TV incrível. A cozinha parecia ter sido projetada pela N.A.S.A., de verdade. Era tudo de última tecnologia, e não era pra qualquer um.

— O que você vai querer? – Ele foi até a geladeira, enquanto eu me sentei em uma bancada.

— Pode ser ovos mexidos? – Eu perguntei, com muita vontade, de repente, de comer ovos mexidos.

— Dois ovos mexidos saindo! – Ele tentou imitar um cozinheiro profissional. Eu apenas ri. – Ah, tem suco de laranja aí em cima da bancada. Os copos estão no armário de cima.

— Beleza. – Eu me levantei para pegar os copos, enquanto ele terminava os ovos mexidos. O problema é que, apesar de eu não ser baixa, o armário estava muito alto. Afinal, Shawn tinha quase 1,90m, e eu só tinha 1,70m. – Hm, cara, vem dar uma forcinha aqui, por favor? – Ele tirou os olhos da panela, e quando viu minha situação, riu.

— Claro. – Ele pegou os copos e rapidamente voltou pro fogão. – Aqui está, mocinha.

— Hey! – Eu o adverti. – Não sou mocinha! Você não vai mesmo me falar qual é a surpresa?

— Nope. – Ele brincou, e logo em seguida começou a colocar os ovos em duas tigelas. – É surpresa, não é pra contar! E nem adianta insistir, ou chorar, ou fazer birra. Não vai adiantar.

— E se eu chorar e fazer birra? – Ele me lançou um daqueles olhares, como se realmente não fosse adiantar. – Olha, só um aviso: não ia pegar bem se saísse uma manchete no jornal “Shawn Mendes é preso por sequestrar mulher”. Não ia fazer muito bem pra sua fama.

— Eu não vou tentar te sequestrar! – Ele riu. É sério. Qual é o problema desse cara? – Além disso, você nem é mulher ainda.

— Eu acabei de fazer dezoito anos! – Ele me jogou uma porção de ovos mexidos e se sentou na minha frente. – Já sou uma mulher.

— Não, não é. – Ele sorriu, se divertindo com a situação. – Você ainda tem aquele fragmento da infância. – Eu lancei um olhar mortal pra ele, que o fez rir ainda mais. — Mas falando sério, nunca perca isso, de verdade, é uma qualidade rara, porém belíssima, nas pessoas hoje em dia.

A princípio, eu iria retrucar, mas com suas últimas palavras, eu apenas senti minhas bochechas queimarem, indicando que eu corei. Droga. Odiava quando isso acontecia. Tentei disfarçar.

— Me conta uma coisa: Se você nem ao menos mora aqui, por que tem uma casa dessas? – Ele olhou ao redor da casa.

— Na verdade, minha mãe é inglesa. A propriedade é dela, e como eu queria tirar férias dos holofotes por um tempinho, resolvi vir pra cá.

— Entendi. É de onde?

— Canadá. – Ele sorriu, provavelmente se lembrando de onde vinha. – E você deve ser americana.

— Como adivinhou? Por acaso anda me espionando?

— Não, sua boba. O nome, as roupas, o sotaque...

— O que tem de errado em usar botas e couro? E eu não tenho sotaque americano... – Eu falei na defensiva.

— Não tem nada de errado nisso. E sim, você tem sotaque. Vocês, americanos, falam muito rápido e embolado. Nada sofisticado. – Ele brincou. – Mas, então, por que você está aqui na Inglaterra? Não devia estar, sei lá, na faculdade?

— Essa é minha viagem de aniversário de dezoito anos. Eu também vim fazer umas... hum... coisas que eu gosto. – Ele fez uma expressão confusa. – Esquece. E sobre a faculdade, começa em dois meses. Eu vou fazer engenharia.

— Seus pais te obrigaram? – Ele fez uma cara de pena. Senti uma pontada no coração quando ele falou pais.

— Não! Pelo contrário. Meu pai queria que eu fizesse faculdade de medicina, assim como o resto da minha família inteira. Mas na verdade, eu sempre tive uma paixão enorme por números e geometria. No final ele acabou aceitando.

— Como alguém pode gostar de matemática? – Ele forçou uma expressão de nojo, o que apenas me fez rir.

— É legal. Mas por favor, não me confunda com uma nerd. Nada contra os nerds, é claro. É só que óculos e livros na mão não são muito a minha praia. – Ele riu, provavelmente imaginando a situação,

— Eu acho melhor sua jaqueta de couro, mesmo. Então, podemos ir?

— Claro. Estou ansiosa, agora.

E então eu fui, totalmente desnorteada, com um cara que eu havia conhecido há apenas um dia, mas que parecia que eu já o conhecia faz tempo.

Notas finais
E então, o que acharam?? Gostaram?? Odiaram?? Me digam, por favor!! Acho q vou estar postando os novos caps no domingo, blz?? Estejam preparados e não esqueçam de comentar!! Beijooooos :);)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.