Dark Princess

11 Some of them want to abuse you.


Clifton, New York.

Mia estava encarando mais um dia de escola sem sua melhor amiga e protetora. Ela não gostava nem um pouco de permanecer ali sozinha. As maldades que o povo fazia com ela naquele lugar haviam diminuído bastante, porém sempre existia algum aluno que se achava superior e dizia maldades para ela. Tudo que Mia fazia perante essas coisas era ignora-las.

A morena andava pelos corredores da escola que estavam cheios de adolescentes, mas ao mesmo tempo vazio para ela. Mia andou até seu armário, ela não podia deixar de pensar em Lizzie naquele momento. Via o armário ao lado do dela que antes foi de sua amiga. Ela sorriu naquele momento se lembrando dela. Abriu seu armário e pegou sua bolsa e deixou seus livros ali. Estava na hora da saída, e ela realmente não queria ir para a casa. Seu pai estava lá e ela tinha medo dele. Mas ao mesmo tempo ela tinha preocupação com sua mãe, ela estava sozinha com ele. Isso era inaceitável para Mia.

A morena começou a andar pelos corredores da escola que estavam quase vazios agora. Os estudantes corriam para a saída como se aquilo fosse alguma corrida. Ela não se preocupava com isso, e por essa opção, ela sempre ficava para trás. Mia andava com a cabeça baixa. Olhava para os seus próprios pés. Não havia ninguém ali para ela esbarrar, pelo menos era o que ela pensava. Mia parecia distraída com seus pés e não viu quem estava vindo a sua direção. Era Jake. E ele também estava distraído, mexendo em seu celular. E em segundos os dois se chocaram. Mia por um momento pensou que era uma parede, mas essa parede era quente demais. Ela caiu no chão com o impacto. A morena ficou ali no chão por um momento tentando entender o que aconteceu, logo depois olhou para cima e viu-o encarando ela com uma cara de culpa. Assim que ela o viu, sentiu um medo interno. Pensou que ele iria rir da cara dela ou coisa do tipo. Mas ele não fez isso. Jake estendeu sua mão para ajuda-la a levantar, Mia ficou com um pouco de receio, mas cedeu. Ela pegou em sua mão e ele a levantou. A morena pegou sua bolsa do chão e sorriu timidamente para ele.

– Desculpe por esbarrar em você... Estava distraída.

A baixinha disse quase que em um murmuro, mas aquilo foi o suficiente para ele ouvir. Jake a olhava como se nunca tivesse reparado na beleza de Mia. Na verdade, ele sempre reparou nisso. A morena parecia que iria desmaiar de vergonha naquele momento.

– Ah... A culpa foi minha também. Acho que não é muito bom mexer no celular e andar ao mesmo tempo.

Os dois riram por um momento e depois aquele silencio desconfortável veio. Eles realmente não sabiam o que falar um para o outro. Mia precisava ir para a casa. Ela tinha que ver como sua mãe estava.

– Preciso ir... Minha mãe está me esperando... Até mais.

Mia começou a se afastar dele e indo em direção à saída com passos rápidos. Ela deixou Jake pensando nela. Ele podia ser o líder do time de futebol da escola. Mas ainda era um adolescente que se apaixonava fácil.

A morena já estava do lado de fora da escola nesse momento. Andava em direção a sua casa com passos largos e rápidos. Abriu sua bolsa e pegou seu celular para ver se havia alguma coisa nele. Ela viu que tinha recebido uma mensagem e a abriu.

“Eu sei que você sente minha falta, eu também sinto a sua. Vou te ver em breve. Não se preocupe comigo, estou bem. Se cuide. – Lizzie.”

Ela sentiu seu coração disparar como se ela tivesse acabado de correr o mais rápido que pode. Ao ver o nome de Lizzie ali, Mia não pode conter as lágrimas. Era uma mistura de felicidade e tristeza misturada. Feliz em saber que ela estava bem, e triste em saber que ela estava longe dela. Mia quis ligar de volta, saber como ela estava, mas era impossível ver o número do celular, era restrito. A morena guardou o celular e colocou um sorriso no rosto secando suas lágrimas. Seguiu para sua casa no intuito de encontrar sua mãe. Depois de quinze minutos ela chegou a casa. Ficou um tempo na porta segurando sua chave. Ela tinha que tomar coragem para entrar. Respirou fundo e abriu a porta. Logo viu sua mãe sentada no sofá ao lado de seu pai. Eles estavam quietos, não olhavam um para o outro. Maria levantou a cabeça olhando para a filha que acabará de chegar. Seu pai também a olhou.

– Filha, você está bem?

Maria perguntou para a filha. Os olhos de Mia estavam cheios de água. Ela resolveu não dizer nada. Apenas abriu um sorriso para a mãe e saiu da sala e subindo as escadas para ir até seu quarto. Jogou sua mochila no chão e foi até a cama e se jogou nela. Ficou pensando por um tempo em Jake, parecia praga dentro da mente dela. Mia não queria sentir nada pelo homem que um dia a fez chorar na frente da escola inteira. A morena sorriu e fechou os olhos deixando seu corpo relaxar. Seu corpo estava cansado. Ela não tinha dormido direito essa noite. Seus olhos ficaram pesados a cada momento que passava e ela caiu no sono rapidamente. Passaram-se uma hora e meia. Mia então acordou com um barulho alto, ela se levantou rapidamente da cama com o susto. Logo vieram mais dois barulhos. Mia sentiu um medo percorrer sobre seu corpo. Pareciam tiros. A morena por um momento pensou no que poderia estar acontecendo, então se lembrou de que sua mãe e seu pai estavam sozinhos lá embaixo. Mia rapidamente saiu correndo do seu quarto. Desceu as escadas quase que caindo delas e foi até a sala. Foi quando viu seu pai com uma garrafa de pinga na mão e na outra, um revolver. Mia olhou para o chão e a imagem de sua mãe no meio de uma poça de sangue foi a pior coisa que ela pode ver na vida. A morena começou a chorar desesperadamente e foi até o corpo de sua mãe. Chamou por ela, mesmo vendo que o tiro foi bem no meio de seu peito, ela tinha esperanças. Mas sua mãe não respirava mais. A raiva então tomou seu corpo e Mia levantou a cabeça para olhar aquele homem bêbado ali. Mia se levantou e foi para cima do bêbado. Ela sabia que isso poderia custar sua vida. Mas a dor de ver sua mãe morta ali no chão era a pior.

Eles caíram no chão e Mia começou a soca-lo no rosto com toda a força. Seu pai tentava fazê-la parar com aquilo. Mas parecia não dar certo. Ele estava bêbado e sem muita força. A única coisa que ele tinha era sua arma. E era isso que ele iria fazer. O velho pegou a arma e guando percebeu que havia uma mira, atirou. Mia não sentiu nada. Ela apenas ouviu aquele som ecoar em sua cabeça. Foi tão rápido e ao mesmo tempo tão lento. Tudo em sua volta pareceu parar. Ela sentiu seu corpo bater no chão e logo depois perder os movimentos. E então a dor começou. Uma dor terrível e ardente. Sua respiração estava lenta. Ela sentia seus pulmões arderem. Mia chorava agora. Em silencio. Aquela dor, aquela sensação. Sentia seu próprio sangue percorrer pelo seu colo. Ela perdia sangue, muito sangue. E a única coisa que conseguiu pensar naquele momento era Lizzie. Sua melhor amiga não chegaria dessa vez para salva-la. Mia então ouviu sirenes. Sorriu aliviada ao ouvi-las. Mas sua visão começou a ficar embaçada, e embora ela quisesse lutar para permanecer acordada, não conseguiu. A morena caiu em um sono pesado, um sono profundo.

Gotham City

Lizzie tentou gritar, espancar para que o porta malas abrisse, mas ela não conseguiu fazer nem um arranhão. Depois de quinze minutos tentando sair, ela desistiu e rezou para que Bane não a matasse. Ela sentia um pouco de falta de ar, aquele lugar era apertado. E fora o incomodo que ela sentia quando o carro passava por uma rua com buracos ou lombadas. Pelas contas de Lizzie já havia se passado mais de trinta minutos naquele carro. Seu corpo doía pelo mau jeito que ela estava. Ela pensou em Blake naquele momento. Ele ficaria uma fera com ela. Se ela saísse viva dessa, teria que dar uma boa razão para ele. Sentia a garota mais azarada no mundo. Não podia sair do apartamento ou seria sequestrada. A morena sentiu o carro parar e segundos depois ouviu o motor desligar. Deu graças a Deus por aquela viagem turbulenta ter acabado. Ouviu passos se aproximando da porta malas e segundos depois a ele se abriu. Um dos rapazes apontou a lanterna no rosto de Lizzie fazendo as retinas dela doerem. A morena fechou os olhos por alguns segundos e logo sentiu mãos grandes e pesadas puxarem ela para fora do carro. Lizzie tropeçou ao sair e caiu no chão com tudo. Ouviu aqueles capangas rirem dela. Todos riram menos Bane. Ele a pegou pelo braço impaciente e a levantou como se ela fosse um pedaço de papel. Para ele, era quase isso que ela pesava, como um pedaço de papel. Eles começaram a andar rapidamente. Lizzie tentava acompanhar os passos largos de Bane e sua dupla. Embora estivesse sendo arrastada por Bane, era difícil andar. Ela olhava para os lados tentando saber onde estava, porém aquilo era inútil.

A rua estava deserta como sempre. Era um lugar sombrio. As casas pareciam velhas, aquele lugar parecia uma cidade fantasma. Lizzie não gostou muito de como as coisas eram desse lado da cidade. A morena olhou para Bane tentando procurar uma expressão naqueles olhos. Mas era impossível ver algo nele com aquela máscara. Bane notou que estava sendo observado por aquela garota.

– Está olhando o que?

A voz metálica dele fez Lizzie tremer, mas não era de medo, era um daqueles sentimentos que ela não conseguia decifrar. Uma mistura de tudo.

– Onde estou?

Lizzie perguntou curiosa voltando a olhar para a rua em que andava. Bane tentou entender o porquê ela não estava com medo.

– Estamos na Zona Baixa.

A morena tentava achar emoções na voz de Bane, mas era impossível. Ela não sabia quando ele ria ou quando ele ficava com raiva. Isso seria um problema. Os dois capangas que estavam à frente de Bane e Lizzie entraram em um beco, o que deixou Lizzie um pouco curiosa. Mas Bane logo a puxou para o beco também. Ele era sem saída. A morena tentou entender o porquê daquilo. Mas logo um dos capangas abriu uma porta ali no canto do beco. Ele então deu espaço para Bane entrasse. O grandão empurrou Lizzie para que ela entrasse. Lizzie então entrou e por pouco não caiu escadas abaixo. Sim, eram escadas. Era como se ela estivesse entrando em um porão onde teria vários fantasmas lá embaixo para perturbar ela. A morena respirou fundo e desceu as escadas lentamente. Contou doze degraus e então viu uma sala grande e vazia com apenas uma luz fraca no meio dela. E do outro lado da sala mais uma porta. Ela ficou olhando para ela até sentir Bane puxa-la mais uma vez. Ele apertava o braço dela sem saber que aquilo iria deixar grandes marcas. E ela temia que Blake visse essa marca que iria brotar ali. Eles cruzaram a sala e o capanga de Bane abriu aquela porta. Mas dessa vez não foi uma sala pequena. Foi um gigante corredor de pedra de onde dava para ver várias portas. Lizzie ficou maravilhada com a conservação daquele lugar. Sentia-se em um lugar medieval. Bane a puxou mais uma vez eles andaram pelos corredores. E então eles entraram na primeira porta ali. Na verdade era uma grade. Lizzie só não queria se sentir mais presa ali. Quando eles entraram ali. Lizzie viu aquela multidão. Mais de vinte homens ali que pararam o que estavam fazendo para olhar para ela. Ela sentiu um desconforto com aquilo. Ela sabia que a maioria daqueles homens estava tendo pensamentos sujos. Sentia-se uma prostituta naquele momento. Um dos capangas foi até o lado de Lizzie e a encarou. A morena o encarou de volta mantendo um contato desagradável.

– Não vemos uma mulher há muito tempo. Você não imagina o que eles dariam para ter você por uma noite na cela deles.

O capanga disse com um sorriso sínico no rosto. Mas aquilo não era o suficiente para fazer Lizzie chorar e tentar sair correndo dali lutando pela sua vida. Ela poderia nocauteá-los. Um de cada vez. Mas o problema ali era Bane, ela nunca conseguiria fazer um arranhão no grandão. Bane voltou seu olhar para Lizzie. Ele queria ver a reação dela perante aquelas palavras de seu capanga. Mas ele não conseguiu arrancar nenhuma reação dela. Bane teria que fazê-la sentir medo dele, ou aquilo não seria um rapto comum. E poderia ser difícil fazê-la ter medo já que ela trabalha para Coringa, pelo menos é o que Bane pensa. Bane olhou para seus trabalhadores ali, e resolveu usá-los contra ela.

– Senhores, temos uma garota aqui! E vamos leiloa-la.

A voz metálica ecoou por todo aquele lugar. Logo depois os homens gritaram entusiasmados. Era isso que eles queriam, um pedaço de carne feminina. Lizzie olhou para Bane com fúria. Ela não queria acreditar que aquele homem iria fazer aquilo. Não entendia o que ele estava querendo fazer. Ela ficou quieta olhando para todos aqueles homens querendo seu corpo. Não se sentia bem com aquilo. Bane soltou uma risada que fez Lizzie se arrepiar.

– As regras são simples: Quem der a maior quantia ganhará. E ninguém se responsabilizará pelos atos dela. Se a pirralha conseguir sair da cela antes que o comprador consiga fazer alguma coisa, o dinheiro não será devolvido e ela estará livre dele.

Lizzie sentiu um alivio ao ouvir aquilo. Agora ela rezava para que algum homem fraco a conseguisse. Assim ela não teria dificuldade em nocauteá-lo. Bane então começou a leiloa-la. O primeiro homem arrematou os primeiros cem dólares. Lizzie até sentiu-se ofendida com aquilo. Mas deveria ser tudo que ele tinha. E os homens começaram a levantar o preço. Bane parecia se divertir aquilo. Todos pareciam se divertir, menos Lizzie. Passaram-se alguns minutos de angústia entre eles, até que um homem, o que parecia ser o mais forte entre os homens ali levantou a mão com um bolo de dinheiro na mão. Ele gritou que tinha dois mil em dinheiro ali e todos ao seu redor se calaram. Ninguém havia tudo aquilo de dinheiro. Lizzie sentiu um frio no estômago. Aquele homem era forte e grande. Não igual a Bane, o mascarado ainda dava dois dele.

– Parece que temos um vencedor! Ela é toda sua.

Bane disse e um dos capangas de Bane pegou Lizzie pelo braço e a arrastou até o meio daqueles homens. Eles seguiram ao encontro do arrematador. Ele sorria maliciosamente olhando para o corpo de Lizzie. A morena naquele momento se sentiu enjoada ao pensar naquele homem a tocando. Todos os homens ali foram para seus lugares. O homem pegou Lizzie pelo braço e a arrastou até o dormitório dele. Que era mais como uma cela naquele lugar. A morena olhou para trás vendo Bane observa-la. Lizzie daria tudo para ver a expressão no rosto de Bane naquele momento. Aquele homem que comprou uma noite com Lizzie parecia ter mais de quarenta anos. Ele tinha tatuagens pelos braços. Pele parda e sua altura parecia ser um pouco mais que 1,85. Lizzie tinha nojo de olhar para ele naquele momento. Ele a jogou agressivamente a cama de solteiro da cela. Fechou a porta de ferro da cela. Ela parecia pesada. Lizzie tentou se levantar, mas foi impedida quando ele se deitou por cima dela. Lizzie soltou um grito de raiva e tentou afastá-lo.

– Não se faça de inocente. Aposto que é apenas uma vadia de classe alta.

A voz dele era rouca e grave. Seu hálito fedia a álcool e cigarro. Por um momento pensou em Pip, e desejou tanto para que fosse ele ali ao invés daquele homem sujo. Ela se debatia, mas parecia impossível sair dali. Tentava pensar no que fazer. Lizzie então viu uma caneta jogada ali no chão. Ela desesperadamente tentou tira-lo de cima dela, mas foi em vão. Ele segurava seus braços fortemente. Lizzie então relaxou todo seu corpo fazendo com que ele pensasse que ela havia desistido de lutar. O homem sorriu maliciosamente e soltou os braços dela para tirar sua camiseta. Nesse momento Lizzie jogou seu corpo para o lado fazendo-o cair no chão e colocando-a encima dele. A morena rapidamente pegou a caneta ali do chão. Mas o homem puxou o vestido dela rasgando-o. Ele então puxou o cabelo dela fazendo a garota grunhir de dor. Lizzie segurou a caneta forte e com toda a força que teve enfiou no peito do homem fazendo-o gritar de dor. Ele rapidamente soltou o cabelo dela e Lizzie se levantou de cima dele e se apressou até a porta. Abriu-a e saiu correndo para longe daquele homem. Mesmo sabendo que ele não poderia mais toca-la. Os homens que estavam ali trabalhando a olharam abismados por ela ter conseguido escapas. Lizzie segurava seu vestido para ele não cair e deixa-la seminua. Ela corria sem olhar para ninguém. Ela então voltou aquele corredor gigante e deu de cara com Bane que conversava com seus capangas. É claro que ela chamou a atenção dele. Bane parou de conversar ao ver Lizzie ali parada sem saber para onde correr. A morena chegou a dar alguns passos para trás e correr para o outro lado. Mas Bane foi mais rápido e a segurou pelo braço. Aquele ato quase deixou Lizzie seminua ali.

– O que pensa que está fazendo aqui?

Aquela voz metálica e ameaçadora fez Lizzie tremer. Naquele momento suas emoções estavam em luta. Ela não sabia o que sentir. Antes que ela pudesse falar alguma coisa, um dos trabalhadores de Bane correu até ele e olhou para Lizzie com uma cara de ódio.

– Ela o matou, senhor Bane.

Lizzie sentiu seu coração acelerar ao ouvir aquilo. Ela tinha matado um homem. Bane sentiu uma raiva enorme. Não por um de seus empregados ter morrido. Mas sim pelo fato de Lizzie ainda não ceder ao medo. Bane não disse nada, apenas puxou Lizzie e começou a arrasta-la até o fim do corredor. A morena não sabia o que estava acontecendo ali. Tentava sentir-se culpada pela morte daquele homem, mas não conseguia. Não conseguia sentir sua humanidade naquele momento. Era tudo um vazio. Ele merecia. Bane abriu a última porta que havia no corredor e entrou nela com Lizzie. A morena logo viu o quarto. Ele parecia velho. Não havia nada além de uma grande cama de casal, uma mesa de madeira com quatro cadeiras e uma cômoda. Havia uma pequena porta ali também, Lizzie deduziu ser o banheiro. Bane logo pegou Lizzie pelo pescoço e a jogou contra a porta. A morena sentiu seu coração ir de zero a mil com o susto que levou. Bane apertava sua garganta bloqueando seu ar. Lizzie olhava para aqueles olhos verdes cheios de ódio. Bane percebeu que estava quase matando a garota e então a soltou. Lizzie puxou o ar para seus pulmões desesperada. Bane segurou seus dois braços, imobilizando a pequena ali na porta. Ela não tinha como se mexer.

– O que quer de mim?

A morena perguntou para ele. Lizzie queria desafia-lo, mas não sabia como. Bane queria tanto entender aquela garota. Será que ela era uma criação do Coringa. Ela não tinha medo, era como uma versão feminina do palhaço.

– Porque não tem medo de mim? Todos têm.

Bane perguntou intrigado com ela. Lizzie abriu um sorriso para Bane, o que o deixou mais confuso ainda.

– Você não merece meu medo, Bane.

A voz de Lizzie saiu ameaçadora. Aquilo atingiu Bane como uma faca. Ele odiava isso. Bane apertou Lizzie contra a porta. Lizzie sentiu seus braços doerem, eles provavelmente já estavam roxos. A máscara de Bane estava quase se encostando ao rosto de Lizzie. A tensão ali era cada vez pior.

– Vamos ver se a garotinha consegue fugir de mim.

Bane disse arrancando o vestido que Lizzie segurava. A morena não teve reação alguma. Estava muito chocada para aquilo. Ela não podia correr, não de Bane. Ela poderia derrubar todos os homens dali, menos Bane. Estava praticamente seminua na frente de seu inimigo. A única roupa que tinha em seu corpo fora suas roupas intimas era aquela camiseta que ela usava por cima do vestido. O vestido de Lizzie agora era só um pedaço de pano rasgado no chão.

– Não ouse fazer isso!

Lizzie tentou ameaça-lo. Mas aquilo só fez Bane desejar fazer aquilo mais ainda. As mãos de Bane foram até a cintura fina de Lizzie. Ele a apertou contra si. A morena se culpava por sentir aquela sensação boa. A mão dele ousou a caminhar pela pele macia de Lizzie. A morena tentou se soltar dele, não custava nada tentar. Mas como previsto, ela não conseguiu nada. Apenas um Bane mais furioso. Bane a pressionou contra a porta com seu corpo. A morena nunca pensaria que ficaria tão perto daquela mascara. E nunca pensou que o teria dentro dela. Lizzie pensava em algo. Tentava desligar seu lado sentimental. Queria criar naquele momento uma personagem, fingir que aquilo não iria acontecer. Observou Bane tirar sua calça. Ela desviou o olhar e olhou para aqueles olhos verdes sem vida.

– Bane, você não precisa fazer isso... Por favor.

A morena tentou fazê-lo mudar de ideia. Mas Bane a queria de qualquer jeito. Bane soltou um riso maldoso para a garota. Ele queria mesmo parecer o homem malvado da história. Mas Lizzie não conseguia ver ninguém assim. Ela não sentia medo, era o único sentimento que ela conseguia controlar. Ela fechou os olhos por um momento tentando afastar todos os seus sentimentos. Teve aquele momento em que ela queria gritar e implorar para que aquilo não acontecesse, mas ela era uma garota orgulhosa e não iria dar esse prazer ao Bane, ele não merecia. Lizzie abriu os olhos ao sentir Bane retirar sua roupa íntima de baixo. Ela engoliu seco e tentou mais uma vez escapar dele, mas aquilo fez com que Bane a pegasse por suas coxas e a fizesse entrelaçar suas pernas na cintura dele.

– Por favor...

Lizzie se perdeu ao sentir o membro de Bane completar ela. Ela tentou, mas era difícil não gritar. Bane era bruto, tudo que ele fazia era bruto. A morena se encolheu no colo dele, mas nada mais era possível. Ele já estava dentro dela e cada movimento era uma eternidade para ela. Lizzie sentia cada nervo pulsar dentro de si. Ela batia em Bane, pelo menos tentava. Era o máximo que ela conseguia fazer. A cada investida dele era como se ele tivesse roubando um pouco de energia dela. Aos poucos ela perdia a força. Seu corpo foi se acostumando com Bane, aquilo era o que ela mais temia. Não era a dor, era o prazer. Sentir prazer com seu inimigo. Lizzie sentia-se violentada. Mas o prazer estava chegando para ela. Seus gemidos de dor davam lugar a gemidos de prazer. Ela se amaldiçoava por aquilo. Ela não queria, sua mente dizia não, mas seu corpo era fraco e precisava daquilo. Bane notou aquilo, mas não fazia diferença. O prazer que ela estava dando a ele chegava a ser vergonhoso de falar. Ele não queria admitir que ela estivesse o fazendo delirar por dentro. O grandão pegou as mãos dela e as colocou em volta de seu pescoço, a segurou pelo quadril e a levou para a cama. Bane a deitou na cama ficando por cima dela. Lizzie tinha vergonha de olhar para o rosto dele. Seu inimigo. Sentia que estava traindo sua família, seus amigos, Blake. E o pior, sentia sua mente chamar por Crane. Querendo ou não, os dois deixaram se levar por aquele momento de luxúria e chegaram ao seu ápice juntos. Bane saiu de cima de Lizzie se jogando ao lado dela na cama. A morena logo se virou de costas para ele e se encolheu em sua camiseta. Sentia-se suja e com vontade de matar Bane, porém isso seria impossível. Os dois permaneceram em silencio por longos dois minutos. Até que Lizzie resolveu acabar com aquele silencio.

– O quer de mim, Bane?

Sua voz parecia cansada, mas ela tentou não demonstrar muito isso. Bane respirou fundo e pareceu pensar por um momento.

– Quero matar todas as quadrilhas e ter Gotham para mim.

Bane pareceu falar com ele mesmo. Aquela voz metálica já estava começando a agradar Lizzie, e ela odiava admitir, mas Bane tinha marcado ela completamente.

– E o que eu tenho a ver com isso?

Lizzie alterou a voz dela. Ela estava com raiva. Bane notou isso, mas preferiu deixar essa passar para o bem da garota.

– Criança, se você é do Coringa, ele provavelmente vai querer o que é dele de volta.

Bane disse alterando a voz do mesmo jeito que ela. Acontecesse que a raiva dele tinha uma reação diferente. Lizzie suspirou. Ela queria chama-lo de burro, mas não queria abusar da sorte.

– Acontece que eu não sou nenhuma propriedade do Coringa. Nem ao menos o conheço. Apenas conheço um dos palhacinhos dele.

Lizzie sorriu ao lembrar-se de Pip, ela tentava não admitir, mas estava preocupada com ele. Bruce se levantou da cama fazendo com que Lizzie se assustasse e senta-se na cama encolhida. Ela olhou o grandão andar de um lado para o outro.

– Então você não tem dono?

Ele dizia aquilo como se Lizzie fosse um objeto ou até mesmo um bichinho de estimação. Lizzie rolou os olhos e suspirou. Ela parou para pensar alguns segundos. E tinha aquela maldita voz mandando-a dizer quem era seu dono. Ela tinha um dono. O primeiro que apareceu para ela.

– Tenho, o espantalho é meu dono.

\"\"

Notas finais
Bom dia meus queridos. Eu sei, estou demorando. Me desculpem.
Espero que gostem desse! Está um pouco tenso. Bane fazendo a cabeça da Lizzie.. Será? Acho que ela ainda é fiel ao espantalho KKKKKKK Mas vamos esperar até ela conhecer o Coringa.
E a Mia, o que vai acontecer com ela? Hmmm... vamos ver.
Beijinhos.
Fotos pra vocês.
Mia: https://lh3.googleusercontent.com/-LgB5y9FaPRY/UJPYV02AY-I/AAAAAAAAA6E/Tmd5vmctg20/s580/01.jpg
Jake: https://lh3.googleusercontent.com/-mt4a0HX4fQY/UJPYV3xoTWI/AAAAAAAAA6A/FVQqVz0z6HU/s500/02.jpg
Corredor do Bane: https://lh3.googleusercontent.com/-Dy6T8X_Q06I/UJh6mjJAAQI/AAAAAAAAA6Y/5E-5Ek2nA04/s390/e.png