Elizabeth Kyle Wayne, esse era seu nome. Porém não usava muito esse nome. Era uma garota discreta. Gostava de viver nas sombras. E tinha alguns maus costumes. Uma garota de dezessete anos que parecia ser doce pela aparência. Porém herdava a forte personalidade de seus pais. Se pudéssemos descrever Elizabeth em uma palavra, essa palavra seria: Lutadora. E essa palavra valia em todos os sentidos. Seus pais a deixaram de castigo por um mês quando ela tinha doze anos. Simplesmente porque eles descobriram que ela praticava vários esportes de luta e ginástica. Ela começou a praticar com oito anos. Sentiu-se satisfeita por conseguir esconder de seus pais por quatro anos. Havia apenas uma coisa que sua mãe a autorizou: o estudo de línguas.

Elizabeth estudava mais que o normal e era fanática por história. Tinha uma habilidade para aprender as coisas. Estava no seu último ano em uma escola. Porém nunca gostou de ir para a escola, pois ela era muito mais avançada do que aquilo. Já deveria estar na faculdade. E sim, ela iria fazer faculdade de história. Lizzie, como era mais chamava, sabia falar algumas línguas que muitas pessoas acham impossíveis de aprender. Ela sabia falar grego, latim e russo. Também tinha o espanhol, mas ela não gostava de se gabar. Pelo contrário, gostava que todos a olhassem como apenas uma garota qualquer. Odiava ver pessoas chegando perto dela apenas por sua inteligência.

Lizzie ia para a escola apenas porque seus pais a obrigavam. Achava a escola tediosa, pois já sabia tudo que os professores passavam. E isso era muito chato para ela. A única coisa que a fazia frequentar a escola era Mia, uma garota de quinze anos. Lizzie a conheceu há um ano.

Um ano atrás

Elizabeth caminhava no corredor da escola com seus fones de ouvido no último volume. Estava muito frio, chegava a nevar do lado de fora. Vestia uma calça preta de couro, um tênis converse simples e uma blusa xadrez vermelha. Carregava sua mochila feita de jeans no ombro. Caminhou entre os outros adolescentes até chegar ao seu armário. Pegou seu livro de inglês e resolveu desligar a música. Assim que desligou ouviu gritaria. Rolou os olhos ao pensar que deveria ser mais uma daquelas brigas idiotas que os garotos fazem no corredor. Ela fechou seu armário e resolveu ir até sua classe e esperar a aula começar. O quanto mais caminhava, mas alto ficava o som daquela briga. Ela começou a prestar atenção no barulho. Logo quando entrou no outro corredor viu três garotos do time de futebol da escola mexendo com uma garota.

Lizzie olhou bem para a garota. Ela era baixinha e magra. Tinha cabelos negros que batiam nos ombros. Usava óculos também. Em sua blusa tinha o desenho que algum anime que Lizzie não conhecia. Aquela blusa era duas vezes maior que ela. Quase batia em seus joelhos. Usava uma calça jeans azul normal e um tipo de sapatilha. Lizzie chegou a querer rir do estilo da garota. Mas estava muito puta com aqueles três garotos para rir. Ela via os olhos da garota cheios de lágrimas. Um dos garotos era Jake. O líder do time de futebol e o líder do bando de idiotas. Ele estava com a bolsa da garota. Ele pegava os livros e algumas histórias em quadrinho e as jogava no chão enquanto os outros dois chutavam suas coisas. Elizabeth percebeu que ninguém se movia. Apenas ficavam olhando e rindo da cara da pequena garota ali.

Cansada de vê-la sofrer foi até o meio da pequena “roda” que havia ali e se posicionou na frente da garota. Jake e os outros dois jogadores olharam para ela e depois começaram a rir.

– Olha só, parece que a nerd ganhou uma protetora!

Todos ao redor começaram a rir. Elizabeth não gostou nada de ver aquilo.

– Eu me surpreendo com você, Jake. Tem músculos apenas para enfeite. Porque enfrentar alguém do seu tamanho você não quer, não é?

Pode-se ouvir o povo vaiar assim que Lizzie disse aquilo. Jake fechou a cara e se fez de furioso. Era como se ele fosse para cima da morena.

– Cale sua boca, vadia. E não se intrometa!

Lizzie sentiu seu sangue ferver. Ela sabia que iria levar detenção. Mas sabia que vai valer a pena. Ela deu um chute forte entre as pernas de Jane fazendo-o inclinar para frente. Logo ela deu um soco em seu nariz fazendo-o cair para o lado com sangue no rosto. Todos olharam abismados para Elizabeth. Os outros dois atletas olharam feio para ela, mas logo foram ajudar o amigo que estava caído no chão com sangue escorrendo de seu nariz. É, ela havia quebrado seu nariz. Dava para perceber isso.

A morena se virou vendo uma garota assustada e quase chorando encostada nos armários da escola. Elizabeth se agachou e começou a pegar as coisas espalhadas da garota. Logo quando ela percebeu se agachou e começou a pegar suas coisas. As duas ficaram em silencio ouvindo Jake choramingar de dor. Pegaram todas as coisas espalhadas e colocaram de volta a bolsa. Elizabeth olhou para a garota e sorriu confortando-a.

– Você está bem?

Ela perguntou com um tom doce, para que a garota não se assustasse com ela.

– Estou sim, obrigada... Ninguém nunca fez isso por mim.

Presente

E foi assim que ela a conheceu. Elizabeth a partir daquele dia vem cuidando de Mia como se ela fosse sua irmã mais nova. Ela gostava e se sentia bem em protegê-la. As duas mudaram muito durante esse ano que passou. Digo, fisicamente e mentalmente. Elizabeth continuava a não conversar com ninguém na escola a não ser Mia. Ela simplesmente odiava todos daquela escola. E sempre estava visitando a coordenação. Porém Elizabeth estava mais madura, pelo menos era o que parecia. E ela nunca mais bateu em Jake que pegou um ódio dela depois daquele dia. Lizzie também mudou fisicamente. A cada ano que passava ela ficava mais forte e parecia ter um corpo perfeito. Era sortuda por ter puxado o físico de sua mãe, que mesmo quase aos quarenta anos ainda parecia ter o corpo de uma jovem de 20 anos. E seu pai também, ela não sabia da onde vinham aqueles músculos dele. Já tinha lutado algumas vezes com ele em seus exercícios e ele era incrivelmente bom naquilo.

Elizabeth sempre foi muito mimada pelos seus pais. E adorava isso. Alfred, um velho amigo de seu pai, sempre dizia que ela se parecia muito com seu pai quando ele era um jovem. Lizzie adorava Alfred, ele era como um avô para ela. Ele já estava bastante velho, mas nunca perdia sua postura. Ele era muito inteligente. E foi ele que contou a morena à história da família Wayne quando ela tinha seus dez anos. Agora ela entendia de onde seus pais conseguiam dinheiro. Lucius Fox, o gerente de negócios da Wayne Enterprises, conseguiu retomar a empresa. Com muito esforço, ele conseguiu colocar a empresa no topo. E ela entendeu que eu pai não poderia voltar a sua cidade natal porque ele foi dado como morto. Ele vivia nas sombras, se escondendo. Ela só não entendia o porquê ele fez isso. Talvez porque ele queria viver um pouco mais e não ter seu nome e seu rosto em jornais. Desde então Lucius manda por uma conta no nome de sua mãe 50% do lucro da empresa.

Apesar de entender aquele passado de seu pai, um dos maiores desejos da morena é conhecer Gotham City, a cidade natal de seu pai e o lugar onde ele e sua mãe se conheceram. Ela sabia que aquilo não era pedir muito. Ela poderia ir lá sem nem ao menos ninguém saber. Poderia usar seu outro nome: Beth Kyle. Era um nome de menos impacto, porque não havia o Wayne. Elizabeth queria muito conhecer a mansão em que seu pai havia morado. Ela agora havia virado um tipo de escola para órfãos. Aquilo parecia ser bem legal.

Elizabeth naquele momento estava em sua casa. Era uma ótima casa e aconchegante. Lizzie viu algumas fotos da mansão antiga de seu pai e não se conformou com aquilo, ela parecia ser gigante. Em um quarto da mansão poderia caber sua casa inteira. Ela morava em Clifton que se localizava em New York. Era um bairro muito bom e simples. Eles moravam em um local de classe média alta. Porém não era tão chique assim. Sua casa era um sobrado onde tinha três quartos, três banheiros, sala de estar, sala de jantar, cozinha e varanda. Elizabeth adorava aquela casa. Porém sonhava com o dia em que seu pai quisesse voltar para Gotham City para ela poder viver lá.

Lizzie estava em seu quarto. Ele era bem a cara dela. O piso era de madeira e havia um tapete enorme no estilo medieval. Havia cortinas da cor vinho na janela. Uma cama de casal, uma penteadeira do estilo medieval, uma escrivaninha onde havia vários papéis e um computador. Havia também uma grande estante com vários livros. A maioria ligada a história. Alguns nem eram realmente de sua língua. Tinha um guarda-roupa embutido na parede. E havia uma porta que dava para o seu banheiro particular também.

Ela estava sentada na penteadeira olhando-se no espelho. Observava seus cabelos lisos de um tom castanho escuro como o de sua mãe. Ela se sentia uma garota de sorte por se parecer com sua mãe. Mas isso não significa que ela não poderia ser como seu pai. Na verdade ela tinha muito de seu pai até, era só você falar com ela por alguns minutos que percebia o quanto ela se parecia com ele. Mas fisicamente ela tinha os olhos verdes de seu pai. Adorava isso.

Ficou ali na frente do espelho por alguns minutos. Havia acabado de acordar e já havia feito sua higiene matinal. Era a manhã de um sábado e não tinha nada para fazer. Quer dizer, havia alguns trabalhos para fazer, porém Mia fazia tudo e colocava o nome da morena nele. Elizabeth olhou para o relógio ao lado de sua cama e viu que eram quase dez horas da manhã. Havia colocado uma calça de ginástica toda preta e uma blusa cinza e larga. Prendeu seu cabelo em um rabo de cavalo e colocou uma luva de proteção, mas com os dedos cortados. Levantou-se e resolveu ver seus pais que já deviam estar na cozinha tomando café com o Alfred. Sim, ele havia dormido essa noite na casa. Elizabeth sorriu ao sentir o cheiro do café da manhã. Desceu as escadas correndo e foi até a cozinha.

Logo que chegou à cozinha viu sua mãe servindo seu pai. Selina olhou para sua filha e logo sorriu.

– Olha só quem resolveu aparecer! Pensei que teria que acorda-la.

Lizzie rolou os olhos e foi para o seu lugar na mesa ao lado de seu pai que sorriu pegando um copo de suco.

– Nem deveria ter levantado da cama. Mas eu fiz esse esforço para a senhora.

A morena disse em um tom engraçado fazendo os três rirem. Alfred estava sentado a sua frente. Ela sorriu para ela com os olhos brilhando.

– Alfred, eu preciso de mais livros!

Lizzie pegou um copo de suco e tomou um gole. Sentiu o gosto maravilhoso de laranja. Ela adorava suco de laranja. Alfred franziu o cenho e pareceu que estava pensando em algo.

– Mas eu lhe trouxe dois livros de história semana passada!

Elizabeth rolou os olhos e olhou para seu pai como se pedisse permissão para começar a falar besteira. Mas ele apenas lançou um olhar ameaçador.

– Alfred, você sabe que ela lê um livro em no máximo dois dias.

O senhor apenas riu ao ouvir a voz grave e ao mesmo tempo sonolenta dele.

– Senhor Wayne, creio que você precisa comprar logo a biblioteca para essa garota.

Selina riu daquilo e voltou a comer sua salada de frutas. Lizzie apenas ficava no suco de laranja.

– Você bem que podia fazer isso, Bruce.

Elizabeth disse em um tom mais grave fazendo seu pai soltar uma risada curta. Eles então passaram longos minutos apreciando aquela manhã e jogando conversa fora como uma família normal. Alguns minutos mais tarde Elizabeth fez seu pai colocar uma roupa atlética para que eles pudessem treinar juntos.


Notas finais
Olá meus amores! Então, estou aqui com outra fic rs.
Quero dizer que quem não viu o último Batman, é melhor ver!KKKK
Essa fanfic vai ser um pouco mais demorada para postar porque eu tenho a outra né! Porém vai ter capitulos maiores.
Esse é só o prólogo. O começo de tudo, só para vocês terem uma noção.
Desculpem os erros de português.
E sim, eu mudei algumas coisas. Como por exemplo:
Selina e Bruce estão mais novos do que deviam KKKKKKKKKK
E Alfred ainda está vivo, assim como Lucius LOL
Espero que gostem =^.^=