Dark Princess

14 Joker told that you looked like a hare.


Passaram uma semana desde a morte de Mia. E depois daquele dia, Lizzie não era mais a mesma garota. A garota deveria estar gritando e trancada em um quarto sem comer ou sem fazer nada, mas era pior que aquilo, Lizzie estava guardando a dor dentro dela. Ela estava sofrendo em silencio, talvez esperando o momento certo para jogar toda aquela dor que ela sentia para fora. E esse era o medo de todos, um medo que estava se tornando uma realidade próxima. Elizabeth falava com todo mundo, sorria, era carinhosa e andava pelas ruas como se nada tivesse mudado. Bruce percebia aquilo na sua filha, e temeu por ela. Era como ver sua filha indo pelo mesmo caminho que a vida dele foi. E ele não queria nem pensar nisso.

Lizzie naquele momento estava sentada do lado de fora da casa. Estava no primeiro degrau da entrada. Passava seu celular de uma mão para a outra. O celular que Blake havia lhe dado. Ela sentia falta dele, queria desabafar tudo e deitar em seu colo para se sentir confortável mais uma vez. Ela não queria admitir, mas sentia falta de Bane, assim como Crane e Pip. Na verdade, ela sentia falta de Gotham, ela estava viciada naquela cidade, e cada um daqueles homens era uma droga diferente que ela adorava experimentar, e ela já estava ficando dependente dessas drogas. O telefone tocou em sua mão e ela logo viu no display quem era. Blake. Ela abriu um sorriso sincero pela primeira vez em dias. Queria realmente ouvir a voz dele. Ela não sabia o que havia acontecido, já tinha ligado para ele, porém ele não estava atendendo. Temia que ele Alfred tivesse dito alguma coisa para ele.

- Blake?

Sua voz saiu receosa, ela não sabia como iria ser tratada. Estava sem saber o que falar também.

- Elizabeth! Como você está?

A voz dele parecia normal. Porém um pouco longe. Lizzie sentiu um gelo percorrer seu ser ao ouvir seu nome sair da boca dele. Seu verdadeiro nome. Ela perdeu a voz por algum tempo. Culpava Alfred por isso.

- Alfred te contou?

Sua voz era baixa e nervosa. Ela estava nervosa por achar que Blake iria trata-la como uma garota estranha agora. Ela tinha mentido para ele. E ele era um detetive, Blake estava provavelmente chocado por ela conseguir mentir assim tão facilmente para um detetive.

- Não foi Alfred, foi seu pai.

Ele disse em um murmuro como se não quisesse que ninguém ao seu redor ouvisse. Lizzie parou de respirar por um instante em choque. Seu pai havia dito? Como ele fez isso?

- Como meu pai? E como ele te achou?

Lizzie se levantou do degrau aumentando sua voz um pouco nervosa. Ela ouviu Blake soltar um riso brincalhão do outro lado da linha.

- Ele é Bruce Wayne, tenho certeza que ele pode achar quem ele quiser. Eu já o conhecia, ele era um... Grande amigo meu. Coincidência a minha encontrar a filha dele em Gotham, não é?

Lizzie se sentiu uma besta por tudo aquilo. Então Blake conhecia seu pai, mas será que ele sabia que meu pai estava vivo? Essa era a questão. Mas seja lá o que for, seu pai havia ajeitado as coisas. E ela poderia finalmente confiar em Blake.

- Isso é muito bom! Eu preciso ir agora, tenho algumas coisas para fazer. Nos vemos quando eu voltar para Gotham, certo?

Lizzie dizia segurando a porta de sua casa que estava entreaberta. Ela via sua mãe conversando com seu pai pela frecha da porta, mas não ligou muito.

- Você pretende voltar ainda? Assim, logo?

Blake parecia surpreso com aquilo, e preocupado também. Lizzie então pensou em Bane. Ela meio que trabalhava para ele agora. E precisava de provas antes que ele procurasse por ela. Mas primeiro Lizzie precisava de justiça. Ou melhor, vingança.

- Quanto antes, melhor. Eu estou com minha chave do apartamento. Vou aparecer por lá algum dia desses.

Lizzie disse com um sorriso no rosto. Ele levou sua mão até seu pescoço e puxou o colar com a mão retirando ele de dentro de sua blusa e mostrando as duas chaves e o pequeno pingente de coelho. Ela olhou para aquelas chaves e se lembrou do dia em que Blake havia dado para ela. Ela tinha que admitir que foi um dos melhores dias da vida dela.

- Tudo bem, eu te espero por lá. Tchau.

Blake desligou sem dar tempo de ela dizer tchau também. Lizzie desligou o celular e colocou em seu bolso. Logo entrou em casa e foi até seus pais. Selina e Bruce estavam praticamente colocando a conversa em dia. Assim que ela chegou até eles, os dois se calaram e deram atenção para ela.

- Pai, porque contou ao Blake quem eu realmente era? De onde você o conhece?

Lizzie perguntou com curiosidade. Bruce respirou fundo e olhou para Selina. Os dois ficaram em silencio por um momento. Bruce não poderia falar para sua filha quem ele foi realmente para Gotham.

- Ele me ajudou na empresa há um tempo. E eu confio nele. E parece que foi ele que te ajudou em Gotham.

Bruce disse calmo com um sorriso no rosto. Lizzie achou fascinante aquela coincidência. E se seu pai confia em Blake, ela também pode confiar nele. O único problema agora, é que Blake vai ser o guarda dela em Gotham, e provavelmente vai falar para seu pai todas as vezes que ela sumir do nada. Selina olhou para a filha analisando ela. Viu que Lizzie estava pensativa demais e resolveu fazer algo para passar o tempo com sua filha. Afinal, ela precisava se distrair. Selina pegou na mão da filha e a puxou para a sala. Lizzie olhou para a mãe sem entender nada.

- Mãe? Algum problema?

Lizzie perguntou olhando para Selina que pegava sua bolsa encima do sofá e suas chaves. Logo puxou Lizzie para a porta.

- Vamos sair. Bruce, tome conta da casa, logo voltamos.

Antes que Bruce pudesse dizer alguma coisa, Lizzie foi arrastada de casa pela sua mãe. Selina queria muito passar um tempo com sua filha depois de tudo acontecido. Lizzie precisava de um tempo para ela. Precisava ocupar sua mente com coisas divertidas ao invés de ficar lembrando-se do que aconteceu com Mia.

- Mãe, para onde vamos?

Lizzie perguntou entrando no carro de Selina. Ela estava curiosa sobre aquilo, sabia que sua mãe estava fazendo isso por ela. E Lizzie entendia aquilo. Selina entrou no carro e deu a partida. Começou a dirigir com um sorriso no rosto. Elizabeth estava feliz por saber que sua mãe estava tentando deixa-la confortável e fazê-la esquecer do que aconteceu. Elas passaram alguns minutos no carro, às vezes em silencio, outras vezes jogando conversa fora. Até que elas chegaram ao seu destino. Lizzie não acreditou ao ver que estava na frente de um salão de beleza. Selina abriu um sorriso enorme e saiu do carro, seguida por sua filha.

- Mãe, eu não acredito que estamos aqui.

Lizzie disse olhando para o salão. Selina apenas riu e puxou sua filha para dentro do salão. Logo veio uma mulher atendê-las. Selina apenas disse que elas iriam fazer tudo que uma mulher tinha direito. Lizzie sentou-se na cadeira ao lado da mãe e ficou se olhando no espelho. Ela pensou em cortar o cabelo um pouco, mas ela realmente não sabia o que fazer. Até que ela se lembrou de Mia. Ela sempre dizia que a queria ver loira, sempre falava que Lizzie se tornaria uma loira incrível. Elizabeth sorriu ao lembrar daquilo e olhou para a mãe que já estava fazendo suas unhas e seus pés.

- Já sabe o que vai fazer, filha? Mudar um pouquinho não custa nada.

Selina disse enquanto via uma revista de cortes de cabelo. Lizzie olhou para o cabelereiro que estava atrás dela esperando sua decisão.

- Eu quero pintar meu cabelo.

Lizzie disse para ele que abriu um sorriso. Ele pegou uma pasta com árias cores e Lizzie logo colocou os olhos nos loiros. Tinha alguns loiros do tipo dourados ou quase mel. Mas também tinha o louro que ela queria. O loiro mais claro de todos que quase parecia um branco. Ela mostrou para ele qual queria e o cabelereiro se espantou. Era uma transformação enorme. Porém ele não disse nada, apenas começou a trabalhar. Selina estava distraída com suas revistas que nem percebia a transformação que Lizzie estava fazendo. Elas ficariam ali pelo resto da tarde. Concluindo seu dia de beleza. Elizabeth pensou que seria muito bom mudar um pouco seu visual, é assim que uma pessoa começa quando quer mudar um pouco sua vida. E ela não sabia se sua vida iria para melhor ou pior, mas o importante é que ela estava evoluindo de algum jeito.

Depois de algumas horas ali fazendo tudo que tinham que fazer, as duas terminaram. Selina estava pagando tudo com a recepcionista quando Lizzie foi até ela. Selina olhou para a filha e arregalou os olhos espantada com a transformação dela. Lizzie apenas ignorou rolando os olhos.

- Filha, você está diferente, muito diferente. Parece até outra pessoa!

Selina disse terminando de pagar o dia que elas tiveram ali e as duas seguiram para fora do salão. Elas tinham feito te tudo. Elizabeth sentia-se uma patricinha naquele momento.

- Que bom! Eu mesma me sinto como uma mulher agora.

A loira entrou no carro e respirou fundo. Logo sua mãe estava ali também ligando o carro. As duas ficaram quietas por um tempo. Até que Lizzie olhou para a sua mãe.

- Mãe, será que você pode me deixar na escola?

Lizzie perguntou com um sorriso no rosto. Selina estranhou aquilo.

- O que você quer fazer lá? Hoje é sábado!

Selina disse um pouco surpresa com aquilo. Lizzie ficou calada por um tempo e depois voltou a olhar para sua mãe.

- É que hoje tem treinamento do time de futebol. E eu queria ver o Jake.

Lizzie disse com um tom baixo, como se aquilo fosse algum secreto. Selina riu pensando que sua filha sentia alguma atração por Jake.

- Tudo bem, vou fazer esse favor para você.

Alguns minutos depois elas estavam na frente da escola. Lizzie saiu do carro e se despediu da sua mãe. Esperou o carro se afastar o bastante e então começou a andar pela calçada em direção a seu verdadeiro destino. Ela sabia que não deveria fazer aquilo, mas preferia deixar seus instintos guia-la. Depois de um tempo andando pelas ruas de Clifton. Ela chegou onde queria. Aquela pequena casa em que ela sempre ia. E que agora era seu pesadelo. A casa de Mia. Lizzie foi até a porta da frente e encarou aquelas faixas da policia dizendo “Não ultrapasse, cena de crime”. A loira respirou fundo e abriu a porta que estava destrancada. Passou pela faixa da policia e fechou a porta atrás de si. Olhou ao redor e viu manchas de sangue no chão. Sentiu uma forte dor no peito, mas resolveu ignorar. Ela queria ser uma garota forte. Queria não sentir aquelas coisas, parecia que aquilo a deixava exposta ao mundo e ela não gostava disso nem um pouco. Lizzie resolveu não olhar muito para o chão da sala. Ela estava ali para encontrar algo do pai de Mia. Algo que possa levar até ele.

Elizabeth subiu as escadas lentamente até chegar ao segundo andar. Olhou para todas as portas e então abriu a porta do quarto de Maria, e supostamente onde o pai de Mia dormia quando ficava em casa. Olhou para todos os cantos daquele quarto. Parecia mais um quarto de um hotel de três estrelas. Era até confortável. Uma cama de casal com lençóis brancos. Um closet não muito grande e uma pequena janela. Lizzie optou por procurar algo no closet. Ela também reparou em uma mala no canto do quarto, mas parecia não ser nada. Abriu o closet e entrou nele. Tinha roupas dos pais de Mia. E ela começou a abrir todas as gavetas procurando por algo. Achou algumas joias da Maria, mas nada mesmo do pai dela. Achou também uma caixinha de documentos de Maria e resolveu procurar por algo. Logo encontrou uma foto de Mia ainda quando era um bebê. Lizzie não pode deixar de sorrir. Ficou por alguns segundos olhando aquela foto e então decidiu que levaria com ela. Colocou a foto no bolso de sua calça e voltou a mexer nos papéis ali. Logo achou o a certidão de casamento de Maria. Joel Goodwin era o nome dele. Ela colocou o documento de volta no lugar e então pegou seu celular. Pegou seu celular e discou o número de Blake. Depois de dois toques ele atendeu.

- Seja rápida, recebi uma denúncia anônima dos capangas de Bane. Preciso ir.

A voz de Blake era distante. Lizzie não gostou nada daquilo. Os capangas de Bane eram perigosos.

- Me desculpe, Blake. Pensei que você não estava ocupado... Eu preciso de uma ajuda sua.

Lizzie mexia em algumas outras caixas por ali enquanto falava com Blake. Ela ouviu a respiração de Blake pesar. Balançou a cabeça negativamente sabendo que ele estava preocupado com ela.

- Que ajuda? Está tudo bem?

Blake agora tinha uma voz preocupada. Lizzie riu dele e parou de mexer naquelas coisas. Suspirou e encarou para seus próprios pés.

- Queria saber se você poderia checar um nome para mim.

Lizzie esperava que Blake a entendesse. Ela queria muito contar tudo para ele, mas agora não parecia a hora certa.

- Um nome? Elizabeth, no que você está se metendo?

Agora ele estava bravo. Lizzie rolou os olhos. Ela precisava arrumar amigos mais despreocupados.

- Eu vou te explicar... Quando eu chegar a Gotham. Só preciso saber de onde ele é, apenas isso. Não é muito, certo? Por favor!

Lizzie tentava ganhar ele com sua voz mimada. E pelo suspiro de derrotado do Blake, ela havia ganhado.

- Me passe o nome.

Blake murmurou. Lizzie sorriu imaginando a cara de emburrado de Blake naquele momento.

- Joel Goodwin. Casado com Maria. Vai ser fácil, você é o melhor detetive do mundo!

- Nem tente puxar meu saco, Elizabeth. Teremos uma séria conversa quando chegar aqui. Mandarei a resposta por SMS, tenho que ir. Até mais.

Blake desligou não dando tempo de Lizzie dizer adeus. Ela riu do Blake e guardou seu celular no bolso. Procurou por mais alguma coisa por ali, mas não encontrou nada. Quando ela estava para sair ouviu uma voz e passos se aproximarem do quarto. Seu corpo gelou por um momento e então ela fechou a porta do closet e virou a chave se trancando lá dentro. Ficou ali na porta olhando pela brecha que tinha e logo viu um homem entrar não quarto apressado. Ela olhou bem para ele e seu corpo esquentou ao perceber que era o pai de Mia. Naquele momento ela queria sair dali e acabar com a vida daquele homem. Ele tinha uma aparência meio velha já, era alto e seu porte era médio. Seus cabelos eram grisalhos e sua barba era mal feita. Lizzie tinha nojo daquele homem. Ele segurava um celular em sua orelha parecia escutar alguém atentamente. Ele se sentou na cama apenas em silencio. E isso fazia o lugar ficar ainda mais silencioso. Lizzie controlava seu corpo e sua respiração para não fazer um barulho sequer. E ela se lembrou de que da próxima vez que entrasse assim na casa dos outros, colocaria seu celular no modo silencioso. Seria um desastre se ele tocasse agora. Ela ficou observando ele quieto. Até que Joel levantou-se e foi para o quanto do quarto e logo voltou à cama com a mala na mão.

- O Chefe não irá ficar bravo por eu ter fugido? Ele é o Coringa! Não aceita as pessoas assim tão fácil para o clube dele.

Uma onde de choque e raiva passou pelo corpo de Lizzie ao ouvir isso. Ela não podia acreditar que o pai de Mia era um dos capangas do Coringa. Agora ela tinha mais um motivo para voltar a Gotham. Joel voltaria para lá também. E em Gotham ninguém poderia impedi-la de fazer vingança com suas próprias mãos. Porque era isso que ela mais queria. Matar aquele homem. E agora ela tinha mais razões para isso. Ela abriu um sorriso ali no closet. Por alguma razão ela estava feliz com aquilo. Voltou a espionar Joel e viu que ele não disse mais nada, pegou sua mala e saiu dali. A loira respirou aliviada, porém ficou ali por mais um minuto apenas para garantir. Logo depois saiu do closet e ouviu seu celular tocar. Era uma mensagem. Pegou ele do bolso e ligou o display. Logo viu a mensagem de Blake.

“Ele é de Gotham, e é um antigo foragido de Arkham. Vamos conversar sobre isso! — Blake”.

Ao ler aquilo ela realmente tinha certeza do que iria fazer com aquele homem. E ela apenas precisava ir para Gotham. E ela faria isso agora mesmo. Não tinha tempo a perder. Apenas precisava encontrar-se com Pip e pedir a ele um favor. Lizzie saiu daquele quarto e logo desceu as escadas. Olhou pela casa vendo se ele ainda não estava ali, mas parecia que Joel já havia ido. Tratou de sair daquela casa rapidamente, não se sentia muito confortável naquela casa. Resolveu voltar a sua casa e preparar suas coisas. Ela iria voltar a Gotham hoje mesmo. Começou a andar pelas ruas em direção a sua casa. Pensava em como iria fazer tudo isso. Passava milhares de coisas em sua cabeça, ela estava deixando se levar pela vontade de vingança, sabia que isso era errado. Seu pai sempre falou que nada se ganha com violência. Mas naquele momento é o que ela queria, e bom, ela sempre conseguia o que queria.

Lizzie chegou a sua casa depois de quinze minutos andando. Logo viu o carro de sua mãe na entrada, e a moto de seu pai. Os dois estavam em casa. A loira abriu a porta de casa e logo viu seu pai. Ele logo parou na frente dela e ficou a olhando quieto. Selina logo chegou do lado dele e riu.

- Eu disse que ela estava diferente.

Selina disse dando um tapa de leve no braço de Bruce. Lizzie riu e subiu as escadas em direção ao seu quarto. Ela olhou em volta e então foi até seu guarda-roupa. Pegou a maior bolsa dela e então começou a colocar umas roupas nela. As melhores roupas dela. Enquanto pegava suas roupas, viu sua máquina Polaroid no fundo do guarda-roupa. Pegou-a e viu que tinha duas cartelas de filmes ainda. Ela adorava aquela máquina. Sorriu sozinha se lembrando das fotos que tirava com Mia e colocou a máquina na bolsa. Logo terminou de arrumar. Não iria levar muita coisa, pois já tinha suas coisas em Gotham. Depois de arrumar suas coisas, resolveu tomar um banho. Foi até o banheiro, despiu-se e tomou um banho demorado. Por um momento não quis sair debaixo daquela água morna, mas tinha que sair antes que sua mãe brigasse.

Lizzie saiu do banho e se enrolou na toalha voltando para seu quarto. Foi até seu guarda roupas e pegou o que vestiria. Uma meia-calça preta, um vestido simples todo cinza claro e um casaco vermelho de lã. Vestiu-se rapidamente e então pegou seu coturno preto de cano médio. Calçou ele e deixou seu cabelo como estava, solto e liso com seu tom de loiro quase branco. Olhou-se para o espelho de sua penteadeira e suspirou. Estava pronta. Pegou sua bolsa e se certificou que tudo estava ali. Pegou o dinheiro que sua mãe havia lhe dado naquela semana e guardou em sua bolsa. Pensou em todo seu dinheiro que estava em Gotham, rezou para que ninguém tivesse roubado seu apartamento. Pegou seu celular encima da cômoda e saiu de seu quarto segurando sua bolsa como se fosse uma peça rara. Logo viu seus pais na sala. E correu em silencio para a porta não chamando a atenção deles. Abriu a porta sem fazer barulho e saiu de casa. Estava mais uma vez fugindo.

Seguiu andando rapidamente até o final da rua. Pegou um táxi ali até a rodoviária. Chegando lá ela percebeu que mais ninguém se atrevia a pisar em Gotham, apenas uma van pequena estava levando as pessoas que se atreviam a ir. Foi até a van e percebeu que quase ninguém estava indo. Ela olhou para quatro pessoas ali que esperavam ao lado da van. Era uma van pequena e branca. Ela olhou ao redor e depois suspirou. Teria que ir nela.

- Ei, vai demorar muito para essa van sair?

Lizzie perguntou a uma das pessoas, um homem que parecia não se preocupar muito com a hora. Ele olhou para ela e suspirou.

- Daqui quinze minutos.

A loira apenas assentiu com a cabeça e sentou-se no banco que ficava ali. O tempo ali passou bem rápido. Ela ficou mexendo em seu celular que Blake havia lhe dado. Ela acabou achando um jogo de tetris e passou seu tempo assim. Logo um homem não muito velho apareceu chamando todos ali para entrar na van. Estava na hora deles irem. Ela seu graças a Deus e entrou na van sentando no último acento. Primeiro ela pagou o senhor, que cobrou mais caro que o normal. Mas ela não disse nada, ele pelo menos não pediu sua identidade, coisa que ela tinha deixado em Gotham também. Já que seu pai praticamente a sequestrou de Gotham, não deu tempo de ela pegar suas coisas. Geralmente é uma viagem de duas horas, mas seria mais rápido com a van, o senhor parecia não ter medo de pisar no acelerador. Lizzie não se importou, queria chegar o mais rápido possível. Ela ficou olhando a vista da estrada até pegar no sono, tinha que admitir que viagens a deixava com sono. Quando foi ver, o dono da van estava sacudindo ela para sair do carro. A loira deu um pulo e pediu desculpas saindo da van. Ele apenas levava as pessoas até a ponte. Então ela teria que atravessar e chegar a Gotham. Pegou sua bolsa e respirou fundo olhando para o outro lado da ponte onde estava sua cidade favorita. Lizzie pegou seu celular e discou para Blake. Começou a andar em direção a ponte com o celular no ouvido. Depois de quatro toques, Blake atendeu.

- Está ocupado?

Lizzie perguntou por causa da demora, ele costumava atender no primeiro ou segundo toque.

- Não mais. Está tudo bem com você?

Blake já perguntou como ela estava. Ele parecia sempre preocupado. Lizzie gostava disso. Mas também tinha pena por ele. Ela só se metia em encrenca, Blake iria ficar com cabelos brancos logo.

- Sim, Blake. Estou perfeitamente bem. Onde você está?

Lizzie atravessava a ponte olhando para a paisagem dela. Era perfeitamente lindo. Ela então se lembrou de que trouxera sua Polaroid. Parou de andar e abriu sua mochila. Segurou o celular com seu ombro enquanto pegava a câmera. Logo a pegou e colocou um filme nela.

- Estou na delegacia. Pegamos um dos homens de Bane. Uma grande vitória. Agora vamos interroga-lo e ver se tiramos algo deles. E você, onde está?

Lizzie riu pensando no pobre coitado. Ele nunca falaria nada sobre Bane. Ela sabia disso porque em apenas um dia que ficou com Bane, ela soube que ele não era um homem com quem uma pessoa queira se meter. Lizzie tirou a foto da ponte e logo saiu a foto da câmera. Ela a pegou e guardou a câmera de volta na mochila. Ficou com a foto na mão e começou a chacoalha-la para ela poder aparecer. Começou a andar mais uma vez. Estava chegando ao final da ponte, podia ver três carros de policia fechando a ponte de entrada.

- Estou em Gotham.

Ela disse como se não fosse nada. Ela ode ouvir a respiração de Blake falhar com a surpresa. Riu imaginando a cena que ele tinha feito.

- Em que lugar de Gotham? Me diga, estou indo te buscar.

Ele perguntou um pouco alterado. Lizzie abriu um sorriso e sentiu um frio na barriga ao pensar que iria se encontrar com ele. Olhou para frente e viu um policial encarar ela. Ela sorriu e parou ao lado do policial encostando-se a parede da ponte.

- Estou na ponte do nosso bairro... Como se chama o nosso bairro mesmo?

Lizzie perguntou olhando para a foto que havia tirado. Ela sorriu ao ver a imagem se formar, estava linda.

- Moramos em Neville. Estou chegando, não se mova!

Blake desligou e Lizzie ficou ali olhando para a foto por algum tempo. Olhou ao redor vendo como era tudo quieto ali. Bom, fora os policiais que conversavam ali e fingiam que não viam Elizabeth. Ela ficou ali quieta por cinco minutos até ver o carro de Blake parar logo atrás das viaturas dos policiais. Ela o observou saindo do carro e então foi até ele. Blake então encontrou seu olhar com o dela e segundos depois ele ficou parado igual uma estátua olhando para ela. Lizzie chegou à frente dele e eles ficaram se encarando por um bom tempo.

- Você sai de Gotham por uma semana e volta loira!

Blake disse se fazendo de chocado. Lizzie riu daquilo e sem mais ela o abraçou. Sentiu falta de estar do lado dele. Do lado daquele perfume. Ele era tudo que uma mulher poderia querer. Blake retribuiu o abraço e os dois ficaram assim por um longo tempo e então se separaram.

- Estou loira, mas isso não significa que fiquei burra! Vamos para a casa.

Lizzie disse entrando no carro de Blake e os dois seguiram para sua o apartamento. Lizzie percebeu que tinha pessoas andando pelas ruas, de certo algumas pessoas estavam voltando para Gotham. Minutos depois eles chegaram ao prédio. Lizzie pegou sua bolsa e saiu correndo do carro para o prédio. Blake gritou para ela esperar por ele, mas ela nem ligou. Abriu a porta com sua chave e subiu as escadas correndo. Logo chegou ao quinto andar. Correu pelo corredor e logo viu sua porta. 505. Sorriu sozinha e abriu a porta. O apartamento estava impecável, como ela havia deixado. A loira correu até a cama e se jogou nela. Logo ouviu os passos de Blake e então ele entrou no apartamento e fechou a porta. Ele foi até a cama e se jogou ao lado dela. Os dois riram e então se encararam por um tempo. Lizzie estava tão perto dele. Por um momento pensou em agarra-lo e esquecer o mundo lá fora. Mas tinha vozes perturbando sua cabeça dizendo para ela não fazer isso.

- Então, será que pode me contar o que você quer com um ex-condenado de Arkham?

Blake perguntou olhando para ela sério. Lizzie fechou seus olhos por uns segundos e respirou fundo. Voltou a olhar para aqueles olhos castanhos de Blake bem a sua frente.

- Até que parte meu pai te contou sobre o que aconteceu?

Lizzie murmurou lembrando-se desse detalhe de que ele poderia saber tudo de sua vida. Blake ficou quieto por alguns segundos apenas apreciando a beleza de Lizzie.

- Ele me contou sobre sua amiga, eu sinto muito. Ele disse como vocês eram próximas.

Blake murmurou praticamente. Elizabeth sentiu um arrepio em sua espinha. Lembrar-se de Mia naquele momento só trazia mais vontade de matar Joel.

- Foi o pai dela que a matou, Blake. E ele está aqui em Gotham, é o Joel.

Lizzie disse com raiva nas palavras. Tudo que ela sentia era raiva e ódio dele. Blake percebeu isso e não gostou nada. Ele se levantou da cama e Lizzie o copiou.

- Então é isso que você quer! Fazer vingança, não é?

Blake parecia meio desapontado com a atitude de Lizzie. Mas ela não iria mudar de opinião apenas por sua causa.

- Sim, Blake. Eu não vou deixa-lo solto por ai cometendo mais crimes! Ele precisa pagar.

Lizzie disse alterando sua voz. Ela não acreditava naquilo que estava acontecendo. Era uma burra por falar para Blake.

- Então deixe que a policia cuide disso! Eu prometo que assim você fará coisa melhor, justiça!

Blake tentava manter-se calmo. Mas parecia não adiantar. Lizzie ficou calada olhando para ele com fúria.

- Você acha que a policia vai fazer alguma coisa? Vocês estão obcecados em pegar o Coringa ou esse tal de Bane que nem ligam para o que acontece ao redor.

- Eles são os causadores do que acontece pelo redor! Estamos fazendo nosso trabalho.

Lizzie não queria brigar com Blake. Não agora, mas ficar ali com ele apenas iria piorar as coisas. Ela encarava Blake tentando procurar palavras certas para não atingir ele, mas parecia impossível. A loira então respirou fundo e caminhou até a porta.

- Ei, onde pensa que vai?

Blake perguntou. Lizzie abriu a porta e olhou para Blake.

- Não te interessa!

Antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Lizzie bateu a porta e saiu correndo dali. Desceu as escadas sem se preocupar em cair e segundos depois ela estava na rua. Começou a andar sem rumo naquele lugar. O céu estava claro ainda, mas não por muito tempo, eram quase seis horas da tarde. Quando ela se deparou estava indo para onde ela se encontrava com Pip. Seria uma boa hora para ele aparecer. Lizzie andava chutando todas as pequenas pedras que via pela frente. Pegou seu celular no bolso de seu casaco e então o colocou no silencioso, algo dizia para ela fazer isso. Ela viu as horas, eram 17h55m. Quando ela viu já estava na quadra onde Pip ficava. A loira apressou o passo e então dobrou a esquina. Ao virar, seu corpo gelou e ela viu Pip e mais alguns palhaços conversando com Joel. Ele estava no meio deles. Lizzie rapidamente voltou para trás se escondendo. Ficou ali parada rezando para que eles não a vissem.

- Perdida?

Aquela voz fez seu coração saltar de seu peito e seu corpo tremer. Ela parou de respirar por alguns segundos não acreditando naquilo. Então voltou a respirar dando um grande suspiro. Tomou coragem para virar para trás e então viu aqueles olhos azuis gigantes observarem ela. Ele estava surpresa por vê-la diferente, mas não demonstrou isso.

- C-crane...

Foi tudo que pode sair da boca dela aquela hora. Ela queria enfiar sua cabeça em algum buraco fundo depois de gaguejar o nome dele. Mas Crane permaneceu parado ali olhando para ela.

- Nos encontramos mais uma vez, e no mesmo lugar.

Dessa vez ele abriu um sorriso. Ele mantinha suas mãos em seus bolsos e estava com um de seus ternos. Sempre arrumado. Lizzie abriu um sorriso nervoso.

- Mas acho que dessa vez não serei o brinde de ninguém!

Lizzie murmurou. Ela dizia aquilo mais para si mesmo. Crane suspirou e observou o comportamento da garota. Ele notou que tinha alguma coisa de errado.

- O que aconteceu com você?

Lizzie levantou a cabeça rapidamente e franziu o cenho. Ela então percebeu que Crane a analisava.

- Não faça isso, Crane. Não me analise!

A loira disse um pouco irritada, mas aquilo não era nenhuma ameaça para Crane.

- Seja lá o que aconteceu, não foi bom.

Crane praticamente pensou alto. Lizzie resolveu ignorar aquilo. A loira iria dizer algo para Crane, porém uma risada esquisita pode-se ser ouvida atrás dela. Lizzie achou estranho aquilo. Olhou para Jonathan e viu-o revirar os olhos olhando para algo atrás dela. A loira então se virou e sentiu seu coração pular mais uma vez ao ver um homem em um terno roxo e com cabelo verde. Sua cara pintada como um palhaço e em seu rosto cicatrizes que eram disfarçadas por um sorriso feito por tinta. Lizzie então percebeu quem ele era. Coringa.

- SABUGO! Quanto tempo, onde está aquela coisa que você coloca na cabeça para espalhar o medo?

Ele se aproximou de Crane como se fosse uma criança. Ele ria como um louco. Lizzie olhou para Crane e então olhou para Coringa. E tudo que ela fez foi rir. É claro que isso chamou a atenção dos dois. Ela rapidamente parou de rir e olhou para os lados.

- Você! Ah, então é você! A criança que anda por Gotham sozinha e que fez amizade com um dos que trabalha para mim!

Coringa se aproximou de Lizzie a encarando-a. Ele queria colocar medo nela, ver se ela tinha uma reação como qualquer outra pessoa. Mas para a sua curiosidade, Lizzie não demonstrou nada.

- Eu não sou criança! Qual é o problema de vocês? Eu tenho cara de criança? Eu tô com alguma boneca na minha mão e pedindo pela minha mãe? Não! Então pronto, mas que saco! Não me chame de criança!

Lizzie praticamente surtou. Ela nem ligava se era o Coringa que estava falando isso. Crane apenas rolou os olhos e olhou para os dois com uma cara de tédio. Coringa encarava Lizzie e ela fazia o mesmo. Eles ficaram assim por um tempo até que Coringa soltou uma gargalhada. Lizzie fez uma cara de confusa e olhou para Crane. Ele apenas balançou a mão como se falasse “não liga”.

- Agora eu entendo porque estão todos por aqui obcecados por você!

Lizzie já não sabia quando Coringa estava sério, ou quando ele estava sorrindo. Ela suspirou e cruzou os braços.

- Obcecados por mim? Porque estariam?

A loira então notou que Coringa estava sério. Seus olhos eram vagos e ele parecia pensar em algo. E do nada ele leva sua mão esquerda ao pescoço de Lizzie e puxa o colar dela para fora de seu vestido. Lizzie por um momento pensou que ele iria rouba-la, mas ele analisou o colar e então o largou.

- Ah, lebrezinha! Todos dessa cidade procuram o caos, o medo, a dor! É do que somos feitos. Adoramos ver o medo nessas pessoas! Pode-se ver quando seus olhos estão arregalados e seus corpos tremem de medo! Implorando pela vida que nem ao menos ameaçamos. Mas então você aparece! Uma garotinha que resolve sair no meio da noite, no meio desse caos. E quando nós nos aproximamos de você, tudo que vemos é o nosso reflexo! Algo escuro que você tem, algo manipulador! Você não tem medo de nós, e isso é um desafio precioso que adoraríamos decifrar.

Coringa dizia palavra por palavra do jeito mais sombrio dele. E Lizzie querendo ou não, havia gostado de como ele soava. A vontade dele de fazê-la ter medo era sentida naquele ambiente. E ela também adorava ser desafiada. Lizzie abriu o sorriso e olhou para Crane que não dizia nada, apenas ficava na dela.

- Eu entendo essa filosofia sua, Coringa. Mas na verdade eu estou aqui porque eu esperava pegar uma coisa que você tem. E só pra constar, meu pingente é um coelho, não uma lebre.

Crane nesse momento olhou para Lizzie não gostando daquilo. Ela queria uma coisa que Coringa tem. Isso não era bom, ninguém podia pegar nada dele. Coringa olhou para Lizzie interessado naquela garota. Assim como os outros, ele poderia ter algo que nunca teve há muito tempo, diversão! Ela poderia dar uma diversão a ele que Batman nunca deu.

- E o que é que eu tenho que você precisa?

Lizzie observou as feições dele, mas não via nada nelas. Coringa era um livro fechado a sete chaves, ele era a última peça de um quebra-cabeça de vinte mil peças, a peça perdida. Ele lambia seus próprios lábios com frequência, como uma mania dele.

- Joel Goodwin. Seu novo palhaço. Eu quero ele pra mim.

Lizzie disse com certa raiva indo até a esquina e vendo Pip conversar com ele. Logo ela sentiu Coringa bem atrás dela. Sentiu seu corpo gelar com a aproximação dele. Era estranho aquilo. A respiração dele estava bem no ouvido dela. Seu rosto quase se encostando ao dele.

- E porque uma lebrezinha como você vai querer um idiota como ele? Você pode ter coisa melhor.

A voz de Coringa sussurrando no seu ouvido a fez se sentir quente e ao mesmo tempo fria. Quente por achar aquela aproximação insana e boa. E fria por Crane estar bem ali vendo tudo. Ela sentia que estava cometendo um adultério. Lizzie respirou fundo e se virou para Coringa esquecendo-se de se afastar. Ela ficou tão perto dele que mais um centímetro o estaria beijando-o. Logo ela se afastou, ainda não quebrando seu contato visual.

- Eu não o quero dessa forma que você pensa. Eu o quero para matar.

Lizzie disse como se fosse a coisa mais simples do mundo. Crane ao ouvir aquilo entendeu o porquê do comportamento dela. Ele foi até os dois e pegou Lizzie pelo braço e a puxou para o lado dele. Lizzie sentiu seu corpo gritar com o toque dele. Coringa apenas ficou parado notando que ela e Crane tinham algo que ele ainda não tinha com ela: intimidade.

- Você está pensando em matar um homem por quê?

Crane perguntou olhando nos olhos de Lizzie. Ela não sabia o que fazer perante aquele ato dele. Sentia-se completamente entorpecida ao seu toque.

- Crane... Eu não preciso falar sobre isso, certo? Tenho meus direitos aqui.

Lizzie disse tendo coragem para se soltar dele. Logo ela ouvir o riso do Coringa.

- Então a menina gosta sujar as mãos de sangue? Bem-vinda ao clube!

Coringa tinha um tom brincalhão. Lizzie não disse nada.

- Bom, parece que meu tempo acabou aqui. Tenho assuntos para resolver, coisas para roubar e mentes para enlouquecer!

Coringa levou sua mão dentro de seu terno e puxou uma carta. Ele entregou para Lizzie que pegou a carta com curiosidade e viu que era a carta coringa do baralho. Ela não estava nem um pouco surpresa por isso. Mas o outro lado do cartão mostrava o número de celular dele. Com isso ela ficou impressionada.

- Se quiser brincar, me ligue, lebrezinha!

Coringa saiu andando como um doido deixando Lizzie ao lado de Crane sem ter o que falar. Ela olhou para ele que parecia não ligar para nada que acontecia ao seu redor. Ela sabia que Crane era tão perigoso quanto Coringa e Bane, mas ela parecia poder confiar mais nele. E ela estava perdida nesse mundo dela. Coringa nem ao menos disse se ela poderia ter Joel. Tudo que ela poderia fazer agora era ficar perto de Coringa e Crane para dar informações a Bane.

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Notas finais
Mil desculpas por ter demorado tipo... mais de 20 dias!
Mas aqui está um grande para vocês né? Gostaram? O que a Lizzie vai fazer?
Bom, minha familia está vindo para cá passar o fim de ano, então eu vou ver vocês apenas ano que vem! Feliz ano novo para vocês!