Dark Princess
16 Independence and... Mom?
Notas iniciais
Lizzie tranquilizava sua respiração enquanto observava Bane conversar com um de seus capangas. Ele parecia tenso sobre algo, e Lizzie estava louca para saber o que estava acontecendo, é claro. A loira tentou se sentar na cama, mas aquilo foi em vão. Ela teve que segurar o grito ao sentir sua costela doer. Ela queria muito ir para a casa, queria conversar com Blake, mas parecia que ela não poderia sair dali. Depois de certo minutos, Bane fechou a porta e respirou fundo. Lizzie franziu o cenho encarando ele. Ela estava odiando não poder se mexer tanto naquele momento. Bane ficou alguns segundos parado, como se estivesse em conflito com ele mesmo. Tentando achar uma solução para o que estava acontecendo.
– Aconteceu alguma coisa?
Lizzie tirou o silencio do quarto. Naquele momento Bane saiu de seu transe e se dirigiu até a cama se sentando ao lado do corpo da loira. Ele a observou por algum tempo em silencio. Aquele silencio reconfortante quando duas pessoas orgulhosas não querem dizer o que sente um para o outro. Lizzie sentia seu coração bater cada vez mais forte. Ela não fazia ideia do que estava acontecendo dentro dela, era como uma batalha de sentimentos. Dividido em quatro pedaços.
– Aconteceu... Mas irei cuidar isso.
Bane disse como se o novo hóspede de Gotham fosse totalmente a culpa dele. Lizzie sentiu um aperto no peito, um pressentimento de que aquilo não era o certo a se fazer. Ela não queria deixar Bane sair por ai sendo que ele nunca poderia voltar. A loira respirou fundo e sem hesitar sentou-se. Antes que Bane a reprendesse por isso, ela abriu um sorriso falso, onde se podia notar que ela sentiu uma tremenda dor por fazer isso. E ela aceitou aquela dor, sabia que não deveria ter feito aquilo. E toda aquela dor, apenas para se aproximar de Bane. O que valeu totalmente a pena para ela.
– Me conte.
Lizzie disse olhando para ele séria. Ela não havia pedido aquilo, havia mandado. Bane a encarou com um sorriso debochado no rosto.
– Você está tentando mandar em mim?
A loira permanecia séria encarando-o. Ela sabia que Bane poderia quebra-la ao meio em segundos. Porém ela já estava quebrada naquele momento, e não se importava com o que ele faria com ela. Ela poderia ter medo dele, mas preferiu desligar esse sentimento de vez.
– Se você não me contar, eu não conto o plano do palhaço para acabar com Gotham.
Lizzie abriu um sorriso triunfante após dizer aquilo. Mas sentiu um frio na barriga ao ver aquela expressão séria e doentia de Bane. Aquela expressão que deixava qualquer um amedrontado. Qualquer um, menos ela. Bane levou sua mão até o queixo de Lizzie e segurou o rosto dela como se fosse um prêmio.
– Não faça isso, criança. Não brinque comigo.
Bane disse com seu tom mais grave e atormentador. Lizzie sentiu seu corpo tremer aquilo. E não era medo, não. Era algo muito diferente disso. Algo contrário disso. Era desejo. De tê-lo apenas para ela, e mais ninguém. Seu corpo gritava por ele. Ela queria se acostumar com aqueles braços grandes e musculosos apertando-a e dando-a prazer. Lizzie poderia passar a eternidade com ele sem reclamar. E isso a deixava louca. Ela se sentia tão insana.
– Crianças adoram brincar...
As palavras de Lizzie foram se perdendo no olhar furioso de Bane. Aquele olhar que a deixava mais lunática, mais intensa. Ela adorava aquela adrenalina passar pelo seu corpo. Bane involuntariamente se aproximou dela. Ele sabia que não deveria estar ali, mas ela o prendia ali como ninguém. Era como a gravidade. Ela o puxava para perto.
– Diga o que descobriu.
Lizzie permaneceu quieta por um momento. Ela queria tanto continuar aquilo, mas não queria abusar muito de Bane. Ele parecia estar bravo com ela naquele ponto. Ele ainda segurava o rosto dela de uma forma pouco delicada. Lizzie não conseguia movimentar sua cabeça, mas ela nem ao menos ligava para isso.
– Coringa vai deixar o povo de Gotham louco com um gás igual ao do Espantalho. Só que ao invés desse gás causar medo, causará insanidade... Bem a cara dele, não acha?
Lizzie riu por pensar em Coringa ainda mais louco do que era. Será que era possível aquilo? Bane soltou Lizzie e franziu o cenho parecendo curioso com aquela história de Coringa. Observou enquanto Lizzie ria como uma adolescente despreocupada. A loira logo parou de rir assim que viu Bane observa-la. Respirou fundo e colocou a mão em sua barriga sentindo a dor por ter rido.
– Ele irá mesmo acabar com Gotham desse jeito?
Bane parecia intrigado com aquilo. Ele não queria perder Gotham, não agora. Teria que dar um jeito em Coringa.
– Ele provavelmente vai mesmo fazer isso. Ele só quer ver o circo pegar fogo... Um palhaço querendo ver o circo pegar fogo!
Lizzie mordeu seu lábio inferior para não rir, ela estava farta de sentir aquelas dores. Os dois ficaram calados por um momento. Olhando para o nada, apenas pensando onde tudo aquilo iria leva-los. Bane voltou o olhar para Lizzie, ela parecia não estar se divertindo muito. A loira tinha sua mão encima de sua costela, como se aquilo fosse ajudar algo. Ela então se lembrou dos dois que fizeram isso com ela. Olhou para Bane com fúria.
– Você irá se importar se eu matar os seus dois novos capangas?
Bane não deixou de abrir um sorriso ao ver a loira em fúria. Era como se ele visse uma parte dele nela. Uma parte distante.
– Pretende fazer isso?
Lizzie apenas balançou a cabeça positivamente agora com um olhar inocente e ao mesmo tempo matador. A loira imaginou como seria quando colocasse as mãos naqueles dois.
– Então acho melhor a senhorita descansar.
Bane se levantou da cama deixando-a ali parada. Lizzie não acreditava que teria que ficar naquela cama. Ela queria sair dali, queria voltar para a sua casa. Queria ver Blake. A loira fechou os olhos e deixou seu corpo descansar na cama. Sentiu sua costela doer no momento em que ela voltou a se deitar, porém ignorou aquela dor e se concentrou no rosto do detetive. Ficou assim por um bom tempo. Apenas imaginando como seria bom estar ao lado dele, e ouvir suas graças. Ela estava tão confusa com tudo aquilo. Por um momento pensou em sua mãe. Ela seria uma ótima ouvinte naquele momento. Selina sempre a ajudava e sempre tinha as melhores respostas quando o assunto era sentimentos. Os minutos se passaram ali. E Lizzie caiu no sono. Um sono bom e profundo. Ela nem ao menos sonhou. Aquela sensação da escuridão tomando conta de sua mente, e então a calmaria.
– Wayne Manor / Thomas & Martha Home, Palisades –
Alfred andava calmamente até a porta de entrada da mansão. Sua mais visita acabara de chegar. Não que ele não a tenha visto por muito tempo. Só era estranho vê-la pisar em Gotham mais uma vez. Porém não era tão difícil pensar nessa possibilidade nesta manhã. Podem-se ver pessoas, ou melhor, multidões pelas ruas de Gotham. Sim, Gotham estava mais uma vez povoada. O Inglês pensava mais uma vez naquelas palavras que o noticiário falou no fim da noite de ontem:
“O que parecia impossível, se tornou realidade. Gotham está salva. O Departamento de Policia de Gotham junto com a Policia federal afirmou que o povo de Gotham não tem mais o que temer. As portas estão finalmente abertas mais uma vez. Gotham está a bem. E pronta para ser povoada mais uma vez.”
Alfred abriu aquele sorriso gentil que apenas ele tinha e abriu a grande porta da mansão.
– Bem vinda a Gotham, Sra. Wayne.
Aquelas palavras causaram um efeito ótimo para Selina. Estar de volta àquela cidade era uma coisa que ela nunca pensou que faria. Mas agora com sua filha praticamente morando ali. Ela pensou que não seria tão ruim assim.
– Alfred, desde quando me chama assim? Selina, por favor. Ou eu me sinto uma velha... Bom, uma bilionária velha.
Os dois riram juntos da piada com o nome Wayne nela. Selina respirou fundo e analisou aquela mansão que agora era cheia de crianças. Não eram mais aqueles móveis caros e antigos. Porém, ainda era aconchegante aquele lugar. Alfred pegou as malas de Selina e a deu para a empregada guardar. Seguiram até a sala de Alfred. Chegando lá, ela estava vazia. Alfred rolou os olhos sabendo que havia deixado uma pessoa ali. Lançou um olhar para Selina e ela entendeu na hora. Rolou os olhos e foi até aquele grande piano que nunca havia saído do lugar. Tocou aquelas três vezes precisas e logo a estante de livros falsa deu lugar a uma porta.
– Não importe quanto tempo passe, esse vai ser sempre o lugar favorito dele.
Selina disse entrando ao lugar com Alfred logo atrás. Logo desceram até o subsolo com o elevador. Lá encontraram um Bruce interessado na tela do computador enquanto Lucius explicava algo para ele. Os dois caminharam lentamente até os dois com a curiosidade de saber o que eles estavam aprontando.
– Esse lugar não é pra mim.
Selina disse olhando em volta e vendo aquele ninho de morcegos logo acima de sua cabeça. Bruce abriu um sorriso ao vê-la ali. Ele sabia que cedo ou tarde, Selina voltaria a Gotham.
– Você se acostuma.
Fox disse despreocupado mexendo em algo naqueles computadores. Selina rolou os olhos e olhou para Alfred.
– Quando eu disse que vinha para Gotham... Não mencionei querer ficar embaixo de Gotham.
Selina murmurou para o Inglês que riu baixinho.
– Tinha que ser a Senhorita Elizabeth para nos trazer de volta, não é mesmo?
– Zona Baixa, Gotham –
Elizabeth abriu os olhos pensando que aquilo fosse apenas mais um sonho. Porém era real. O Beijo de Crane, A carta do Coringa, O beijo de Bane e sua costela quebrada era verdade. Ela respirou fundo e olhou para os lados procurando pelo grandão. Porém, ele não estava ali. E nem sua máscara. Lizzie sentiu uma pequena pressão em sua barriga. A loira logo levantou seu vestido e então viu uma faixa branca apertada enrolada bem encima de sua costela. Seu corpo se arrepiou apenas de pensar que Bane havia lhe tocado ali. Percebeu que a dor não estava mais insuportável. Agora era apenas como uma dor que incomodava. Lizzie suspirou e aos poucos se levantou da cama para testar se conseguia se movimentar. E o resultado foi o que ela mais queria. Lizzie já podia andar e se mover. Não tão bruscamente, mas já podia. Caminhou até o banheiro e por um tempo ficou ali em frente ao pequeno espelho se olhando. Sentia que estava mudada, não tinha explicação para aquilo, mas parecia mudada. A loira riu sozinha de si mesmo. Retirou o band-aid de sua testa e abriu a torneira jogando água em seu rosto. Ficou um tempo ali, fez sua higiene matinal, arrumou seu cabelo e voltou ao quarto.
Viu seu coturno jogado ao lado da cama e foi até ele. Calçou-os e pegou seu casaco. Ela sabia que teria várias ligações perdidas. E tinha medo até de saber que horas eram. Respirou fundo e pegou seu celular do bolso. Vestiu seu casaco e então ligou seu celular. Lizzie arregalou os olhos ao ver que já eram 08h30m da manhã. Logo viu que havia nove ligações perdidas de Blake. Sentiu seu coração saltar em seu peito. Era como se ela devesse isso ao detetive. E ela também sabia que Blake poderia chamar seu pai, e a coisa ficaria feia se isso acontecesse. A loira então lembrou que aquele celular havia GPS. E isso seria o cumulo para ela. Logo desligou o celular, retirou o chip dele e guardou em seu bolso. Olhou para o aparelho e suspirou. Ela precisava acabar com ele se quisesse permanecer no mundo do crime. Segurou-o na mão firmemente e saiu do quarto. Olhou para o corredor de pedra gigante e abriu um sorriso. Ela adorava aquele lugar. Era tão lindo. Começou a andar pelo corredor admirando cada pedaço dele. Parecia uma criança em um parque de diversão, com um sorriso no rosto que parecia indestrutível. Logo ela começou a ouvir vozes. E aquele sorriso que parecia indestrutível se desmanchou. Lizzie chegou perto da grande porta de ferro que a separava dos capangas de Bane. Ficou analisando por um tempo aquela porta, e finalmente decidiu que não iria passar por ela.
A loira olhou para os lados vendo que não havia ninguém por ali. Fechou seus olhos rezando baixo para que Bane não a castigasse por isso depois. Então foi em direção a porta que dava para fora daquele lugar. Assim que ela abriu a porta, viu dois capangas de Bane como seguranças do lugar. Lizzie olhou para eles com um olhar de poucos amigos, e para a surpresa dela, eles abaixaram a cabeça e não disseram nada. A loira atravessou a sala e abriu a porta que dava para as escadas e logo as subiu. Estranhou aquele comportamento dos homens. Eles não a impediram de sair do lugar. E eles pareciam ter medo dela. Sem perceber, Lizzie deixou escapar um sorriso. Um sorriso que significava a autoridade que ela tinha naquele lugar. A autoridade como mulher de Bane.
Lizzie abriu a porta, logo o sol a fez fechar seus olhos por um momento. Ela respirou fundo aquele ar e fechou a porta atrás de si e começou a andar em direção a rua. Naquele momento ela viu algo que jamais pensou que iria ver em Gotham. Pessoas andando pela rua. Realmente havia pessoas ali, moradores. A loira por um momento ficou ali na calçada parada tentando entender o que estava acontecendo. Voltou a andar em rumo ao bairro vizinho da Zona Baixa, o Neville, seu bairro. Ele não ficava tão longe assim, ela gostava de andar pelas ruas de Gotham, mas preferia quando elas não tinham ninguém, ela sentia-se livre para fazer o que quiser. Quanto mais Lizzie chegava perto de Neville, mais pessoas ela via andando pelas ruas. Era como uma cidade normal. Com pessoas atrasadas para trabalhar, crianças indo para a escola e outros apenas andando sem rumo. Ao perceber que estava chegando em Neville, a loira olhou para o aparelho de celular que estava em sua mão e logo o jogou na primeira lixeira em sua frente. Ela não poderia ficar mais com ele. Não queria seu pai e Blake sabendo onde ela estava todo esse tempo. Compraria outro celular sem GPS, seria mais fácil. A loira continuou andando até chegar a frente de seu prédio. Pode perceber que ele também estava movimentado. Havia crianças e famílias entrando e saindo dele. Provavelmente trazendo suas malas e suas coisas de volta. Lizzie sorriu ao saber que teria novas pessoas ao seu redor. Era bom aquilo para ela, e para a cidade de Gotham. A loira só estava preocupada com o plano de Coringa. Com as pessoas de volta a Gotham, o palhaço poderia atacar a qualquer momento.
Lizzie tentou afastar aquelas coisas de seu pensamento e entrou no prédio. Pessoas desciam as escadas, uma criança com uma caixa na mão descia cuidadosamente tentando não cair, seus pais estavam logo atrás. Lizzie sorriu ao vê-la. Parecia não ter mais de oito anos. E tinha uma cara um pouco entristecida. Ficou um pouco curiosa sobre aquilo. Foi quando ele chegou ao seu lado e ela viu que dentro da caixa tinha um filhote de gato pequeno, seu pelo era totalmente branco e ele parecia dormir.
– Que gatinho bonito que você tem ai!
Lizzie disse chamando a atenção do garoto. Ele rapidamente olhou para ela e abriu um sorriso fraco. A loira se abaixou para ficar de seu tamanho e sorriu para ele.
– Ele não é meu. Achei ele na rua, mas mamãe não me deixa ficar com ele. Ela é alérgica.
Ele parecia realmente triste com aquilo. Lizzie sentiu uma pena dele. Logo seus pais pararam ao lado dela e a olharam curioso. A loira os cumprimentou rapidamente e voltou a atenção ao garoto.
– Posso saber seu nome?
Perguntou para o pequeno garoto. Ele tinha olhos azuis claros e grandes, o que a fez se lembrar de Crane e sorrir. O cabelo dele era de um tom loiro escuro. Ele era realmente um menino lindo.
– Luca.
Ele respondeu sem muito animo. Olhava para o gatinho que dormia dentro da caixinha. Lizzie abriu um sorriso pensando em fazer algo por ele. E ela sabia o que realmente fazer.
– Vamos fazer um acordo, Luca. Eu fico com o gatinho, sempre quis ter um! E toda a vez que você quiser, não importa quando. Pode bater na minha porta e ele brincar com ele.
Assim que ela terminou de dizer, viu os olhos de Luca brilhar. Não era uma má ideia ter um gatinho, certo? Eles são bons. E poderia fazer companhia para ela. Luca sorriu e esticou a caixa para Lizzie pegar. A loira pegou e pequena caixa e sorriu. Levantou-se olhando para o pais de Luca que olhavam para ela admirada.
– Meu apartamento é o 505. Quando Luca quiser ver o gatinho, é só bater.
Lizzie adorava ajudar as pessoas. E começaria a ajudar Gotham. Ela sentia que de alguma forma, precisava ajudar as pessoas ao seu redor. E agora que o povo de Gotham voltou para sua casa, ela poderia ajuda-los. Luca saiu andando com um sorriso no rosto depois de se despedir do gatinho, que Lizzie percebeu ser na verdade uma fêmea. O garotinho havia escolhido o nome, seria Kono. A loira até que gostou muito do nome, e deixou como estava. Seguiu para seu apartamento. Chegando na porta, ela pode ouvir vozes dentro dele. Achou estranho aquilo, nem ao menos televisão naquele lugar. Olhou para Kono dentro da caixa como se perguntasse para ela se ela sabia de algo. Retirou seu colar do pescoço e abriu a porta com a chave. Ao abrir, sentiu seu corpo tremer e por um momento pensou que deixaria a caixa cair no chão com a gatinha dentro. Blake estava de pé de frente para a cama conversando com Selina, que estava sentada na beirada da cama. Ela abriu um sorriso ao ver a filha e logo saiu correndo até ela.
– Elizabeth! Você precisa parar de fugir de casa!
Lizzie não sabia se mandava sua mãe solta-la para respirar ou se permanecia em choque. Depois de alguns segundos tentando entender o que estava acontecendo, ela respirou.
– O que está fazendo aqui, mãe?
Lizzie andou até Blake e entregou a caixa com Kono dentro. O detetive franziu o cenho e olhou para dentro da caixa se surpreendendo. Voltou a olhar para Lizzie com uma cara de “explique isso”. Mas ela ignorou. Voltou até a porta e a trancou. Tinha pessoas naquele prédio ali agora. Manteria a porta fechada, para a segurança. Selina suspirou olhando para a filha.
– Não posso mais ver minha própria filha?
Selina se fez de indignada. Mas Lizzie conhecia bem sua mãe.
– Mãe! Por favor, né... Só é estranho ver você em Gotham.
Lizzie disse tentando arrumar uma explicação para aquilo.
– Então se acostume, porque eu e o seu pai vamos morar em Gotham.
Naquele momento Lizzie petrificou no lugar. Ficou olhando para a sua mãe esperando que ela risse e falasse que era brincadeira, mas ela estava tão séria quanto Lizzie. Aquilo era mesmo verdade. Despois de alguns segundos a loira arregalou os olhos e foi até a mãe.
– É brincadeira, né? E onde vocês vão morar? Aqui que não é!
Lizzie disse rapidamente para a mãe. Ela queria onde eles iriam morar. E assim, poder arranjar um lugar bem longe deles. Sentia que isso seria ruim para o seu novo “trabalho”. Já não basta Blake, imagine seu pai e sua mãe atrás dela. Ela precisava se livrar deles, e faria planos para isso.
– Seu pai tem vários apartamentos por aqui. Vamos ficar com o apartamento do Centro. Seu pai quer ficar perto da Empresa, mesmo eu achando isso um cúmulo... E você, pode arrumar suas coisas porque vai se mudar também.
Lizzie sabia que naquele momento, ela teria que tornar sua independência oficial.
Notas finais
E para vocês, uma prévia do que vai ter daqui para a frente: Lizzie vai querer se tornar uma heroína, um simbolo para Gotham, assim como Batman. Uma nova quadrilha está querendo tomar conta de Gotham, e cabe aos antigos donos tomarem uma decisão. E é claro, Lizzie estará no meio disso. A loira também irá deixar o palhaço entrar na vida dela aos poucos, e pretende usar a aproximidade dele para chegar ao Joel. Coringa tentará colocar seu plano em ação, e uma das coisas que ele vai fazer antes disso, é infernizar a loira.
TUDO ISSO VAI ACONTECER, E MAIS UM POUCO. Mas por enquanto, essas serão as principais coisas que irão rolar.
PS: Kono rules!
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