Notas iniciais
Mais um capitulo pra vocês. Boa leitura!

“Quando você sentir o meu calor

Olhe nos meu olhos

É onde meus demônios se escondem

Não se aproxime muito

É escuro aqui dentro

É onde meus demônios se escondem...”

Violet

Tate entrou de repente no quarto e eu pulei da cama.

– Sai daqui! Você não presta! Não quero nunca mais olhar na sua cara!

Eu dizia isso enquanto o empurrava para fora do quarto, mas ele me empurrou de volta e me prensou contra a parede.

– Você se acha muito, garota – Ele colou em mim, me empurrando ainda mais contra a parede – Acho que você precisa de umas lições, para ver quem é que manda nisso aqui.

De repente suas mãos foram para minha bunda, apertando-as e me empurrando contra seu corpo. Como era fácil esquecer que ele era o homem que eu odiava, estando ali, junto do seu corpo.

Ele subiu uma de suas mãos, puxando meu cabelo de leve e me forçando a olhar para ele.

– Vou te ensinar que não se brinca comigo.

Ele se aproximou dos meus lábios e mordeu suavemente.

O que estava acontecendo comigo? Eu não conseguia me mexer, não conseguia falar nada, porque eu estava simplesmente sem palavras.

Ele colou na minha boca, tentando me beijar e foi então que tive um pouco de noção do que estava acontecendo e do que ele estava tentando fazer. Eu fechei minha boca, enquanto ele tentava desesperadamente invadi-la com sua língua. Ele via que eu me recusava, mas insistia.

Cansei de lutar e me entreguei ao beijo novamente, pela segunda vez. Seu beijo era urgente, forte. Suas mãos me empurravam contra seu corpo. Minhas mãos ainda estavam do lado do meu corpo, eu não conseguia me mexer. Aos poucos fui subindo uma de minhas mãos e comecei a acariciar sua nuca. Ele deu um sorriso em meio ao beijo.

Ele tirou a mão do meu cabelo e a levou até meu seio esquerdo, me fazendo soltar um baixo gemido. Ele sorriu de novo. Aposto que estava adorando me ver daquele jeito. Tate parou de me beijar, e ficou me encarando. Eu podia ver luxuria em seus olhos, podia ver o desejo e imagino que eu também estava assim naquele momento. Ele sorriu, um daqueles sorrisos que antes me faria ter vontade de voar em seu pescoço, agora me deu foi vontade de voltar a beijá-lo. Minha mão, que ainda estava em sua nuca, o forçou contra meu rosto e ele veio prontamente, invadindo minha boca com um gosto incrivelmente bom.

Minha outra mão, que ainda estava ao lado de meu corpo, foi para sua cintura, me forçando contra ele. Ele desceu sua mão do meu seio e a colocou por debaixo da minha blusa, acariciando minhas costas e barriga. Seu toque me fazia sentir arrepios de prazer.

– Porque você está fazendo isso? – Murmurei em meio ao beijo. Ele parou e me encarou.

– Por quê? – Ele se aproximou do meu pescoço, dando um beijo naquela região – Porque eu quero possuir você – Outro beijo – E eu sempre possuo tudo aquilo que eu quero.

Ódio! Desejo! Um misto de sentimentos me atingiu nesse momento. Ódio pela prepotência dele, por ter me feito sofrer e não sei explicar o porquê do desejo.

Mais uma vez eu fiquei sem palavras. Ele voltou a invadir minha boca. Nossas línguas faziam movimentos longos e urgentes.

Suas mãos passeavam pelo meu corpo, deixando um rastro de desejo por onde passava. As senti apertando minha perna, e ir escorregando para a parte interna da minha coxa. Sem duvidas ele estava me deixando louca. Naquele momento eu realmente desejava ser possuída por ele. Eu estava desejando ser possuída pelo homem que eu odiava. Pelo homem que estava acabando comigo e deixando a minha vida de pernas para o ar. Ele colocou suas mãos em minha cintura e me puxou contra ele, me fazendo sentir sua excitação. Foi nesse momento em que eu gelei, parei de beijá-lo e acordei para a realidade. Eu não podia transar com o homem que eu odiava, eu não podia fazer isso.

– Pára. Eu não quero – Eu disse, tirando suas mãos do meu corpo. Ele me olhou com um ponto de interrogação estampado na testa.

– Eu sei que você quer.

– Eu não... quero – Tentei por firmeza na minha voz, mas eu vacilei. Eu queria. — Eu te O-D-E-I-O.

– O amor e ódio andam lado a lado.

Sua mão desceu para minha coxa. Ficou acariciando aquela área e depois foi para o meu sexo, fazendo uma leve pressão por cima da calça, lançando uma onda de prazer pelo meu corpo.

– Eu posso sentir que você está louca de desejo – Sua mão rapidamente abriu e fecho da minha calça e adentrou em minha calcinha, me fazendo soltar um gemido alto – Como eu imaginei. Já está pronta para mim.

Não sei de onde tirei forças, mas o empurrei e ele caiu, surpreso com a minha reação.

Corri para o banheiro e me tranquei lá. Enchi a banheira para tomar um banho. Eu me sentia suja. Não podia estar apaixonada por ele quando ele me fazia sofrer tanto. Entrei na banheira e fechei os olhos. Tudo o que eu via era o Tate! OMG!!! Como eu me odiava! Perdi a noção de quanto tempo fiquei lá me odiando pelo que eu tinha feito. Não podia ter cedido daquela forma. Eu era fraca! Olhei para a água a minha volta e senti vontade de me afogar nela para não ter que encará-lo novamente.

*

Jonas

Fui embora pensando em tudo que acontecera. Eu amava Violet, era um sentimento forte e muito diferente do que eu sentia por Rafa ou Ale. Era profundo e sentia uma necessidade enorme de protegê-la. Era algo que ia muito além de paixão. Meu peito doía com a rejeição dela, ela pedira para eu ficar, mas não suportaria vê-la nos braços de outro. Apesar de ser grato por tudo o que a madrinha fizera por mim, sempre sentira aversão por Tate, eles sempre foram muito diferentes. Eu vi o sofrimento de Violet quando ele foi embora anos atrás e o amaldiçoei por fazê-la sofrer tanto. Ela chorava escondida e eu a havia pego várias vezes chamando por ele quando adormecia em meu ombro.

Não podia entender como ela esquecera tudo o que ele a fizera sofrer. Achava estranha sua volta tão repentina, aí tinha. — “Maldito! Por que não ficou lá de onde veio. Tinha que estragar tudo!” – eu pensava nisso no caminho para o apartamento de Ale e Jairo. Nós havíamos combinado que ficaríamos juntos até me estabilizar, mas eu não pensara que seria tão cedo.

O táxi parou na frente do prédio. Paguei o motorista e desci do carro. Caminhei até a porta e apertei o interfone do número 206. Ale atendeu:

– Quem é?

– Sou eu Ale, o Jonas.

Ela abriu a porta e eu entrei. Subi as escadas e parei diante do apartamento. Não precisei bater, pois Ale já estava abrindo a porta.

– Jonas o que você faz aqui a uma hora dessas? Está tudo bem?

Então o olhar dela caiu sobre a minha mala e ela entendeu tudo.

– OMG!!! O que houve?Onde estão os outros? Você está se mudando pra cá?

– Eu vou lhe explicar tudo depois que você me deixar entrar e sentar um pouco.

– Ah... Claro, desculpa, entra. Jairo! – Ale deu um berro e Jairo apareceu de cabelo molhado. Ele olhou de mim para a mala e pareceu assimilar tudo...

– Não esperava que você viesse tão cedo. O que aconteceu para você se adiantar? – Ele disse isso enquanto se sentava ao lado da Ale.

– Violet terminou comigo para ficar com o Tate. Então eu vim embora, não ia ficar segurando vela para os bombinhos...

– Como?- Ale se espantou com a notícia. — Mas e a Rafa?

– Eles terminaram e ela foi embora.

– Para onde? Porque ela não veio para cá?

– Eu não sei Ale, foi tudo muito rápido, mas parece que ninguém sabe para onde ela foi.

Ale se levantou num pulo e disse:

– Essa história está muito mal contada Jonas. Jairo traga a lista telefônica! Vamos ligar para todos os hotéis e motéis desta cidade. Precisamos achar a Rafa! Só ela pode nos dizer o que realmente aconteceu.

E assim nós passamos a noite, ligando para todos os lugares da lista onde Rafa poderia estar, fomos achá-la num motelzinho de quinta na beira da rodovia. Não perdemos tempo, chamamos um táxi e fomos direto para lá.

O dia já estava amanhecendo quando chegamos ao motel onde ela estava e fomos direto para o quarto. Ale bateu na porta.

– Rafa, sou eu a Ale, abra a porta!

Demorou algum tempo para abrir a porta. Ela tinha olheiras e cara de quem não dormira a noite toda.

– Rafa – Ale a abraçou e começou a chorar — Não faça mais isso, não suma de novo!

Rafa também estava chorando, Jairo e eu entramos e fechamos a porta. Ficamos esperando as duas se acalmarem.

– Não exagere Ale, está tudo bem. – Jairo disse tentando acalmá-la.

Ale se afastou de Rafa.

– Começa a falar. Conta tudo, não nos esconda nada!

Então Rafa reparou na minha presença e começou a gritar em pânico:

– Jonas!? O que faz aqui? Você deixou a Violet sozinha com aquele... aquele...

Antes que pudesse terminar de falar ela começou a chorar novamente.

– Ela terminou comigo Rafa! Para ficar com ele! Achei que você melhor do que ninguém já soubesse...

– Rafa se acalma – Ale a abraçava – nós queremos ajudar, mas você precisa nos contar tudo o que sabe.

Rafa respirou fundo e soltou todo de uma vez:

– Eu estou esperando um filho daquele canalha! Ele me expulsou de lá e não quis nem saber...

Nós olhamos para ela, perplexos com a notícia.

– E ainda por cima ameaçou a mim e ao nosso filho se eu falasse algo. Mas eu vou para bem longe e ele nunca vai me encontrar. Eu estou preocupada com a Violet, eu prometi a ela que não faria nada sobre isso, mas nós precisamos dar um jeito de tirá-la de lá. Jonas o que você está fazendo aqui?

– Já disse, ela terminou comigo e eu fui embora...

– Ficou surdo? Não ouviu o que eu acabei de contar? O Tate não presta! Não acredite em uma palavra do que ela disse a você, ele deve tê-la feito dizer tudo o que ele queria. Ele me ameaçou e deve tê-la ameaçado também. Você jamais deveria ter ido embora!

Eu lembrei de como Violet estava arrasada quando terminou comigo e pus a cabeça entre as mãos.

– Você tem razão, eu não podia deixá-la. Eu tinha que protegê-la, mas eu estava com muita raiva e tive medo de fazer alguma besteira. Ela não falou nada sobre a sua gravidez, Tate não deve ter deixado e sabe-se lá o que mais ela está escondendo.

– Rafa, isso é muito grave – disse Ale — se é verdade isso que você está falando, Tate não pode continuar com a guarda de Violet, ela é menor de idade e qualquer coisa que ele fizer pode ser usado contra ele...

– Vamos ter que bolar um plano para pegá-lo – Jairo dizia – para provar que é errado o que ele está fazendo. Não podemos denunciá-lo sem provas.

– Será que isso é mesmo necessário? — Ale perguntou preocupada.

– Espero que não Ale, mas precisamos de algo para detê-lo e fazê-lo parar de ameaçar as meninas.

Nós tivemos que concordar com ele. Precisávamos garantir que ninguém mais se machucasse nessa história. Todos estavam dispostos a fazer o que fosse necessário para proteger Violet.

– Eu tenho um plano – disse Jairo – mas eu vou precisar que você volte para casa Jonas. Vamos precisar de você lá. Acha que você consegue?

– Se for para pegar aquele canalha eu faço qualquer coisa!

Notas finais
Amaram ou odiaram? Comentem!