Dark Love

5 The good and the evil, this is war


Notas iniciais
Olá meus leitores mais lindos do muundooo, como vocês estão? Eu queria pedir mil desculpas pelas demora - não me matem! - mas eu estava super atrapalhada com a faculdade e estava realmente sem tempo! Eu queria agradecer e dedicar esse capítulo as minhas duas leitoras Laura Brandon e Nadja Dias que fizeram duas recomendações SUPER HIPER ULTRA MEGA lindas para a fanfic, muiito obrigada de coração! Sei que a fic esta no começo, então eu espero não decepcionar vcs e espero que acompanhem a história até o final *.* Hoje eu vou postar um flashback do Edward e do começo da guerra, ao longo da história vão ter caps assim da vida dele e da vida da Bella, então espero que gostem! Por favorzinho comentem muiiiiiiiiiiito, que assim eu volto mais cedo pra atualizar a fanfic! Obrigada pelos coments do capitulo anterior, espero que gostem! beijo grande e aproveitem o nosso russo haha ♥

URSS, Base militar do exército vermelho, 17 de Setembro de 1939, 12:37 p.m.

Edward suava frio.

Ele sabia que o caos cairia sobre sua cabeça. Por mais que a União Soviética tentasse impedir, uma guerra seria inevitável.

Edward passou a mão pelos cabelos nervosamente e apoiou os cotovelos sobre a mesa, depositando seu rosto em suas mãos. Ele não queria uma fodida guerra, não mesmo.

A Polônia havia acabado de ser invadida pelos Alemães, e era uma questão de tempo para a guerra chegar até eles. Carlisle, como sempre foi de muita precaução, recrutou os soldados e os levou para a base militar em Minsk.

O Pacto nipônico-soviético havia acabado de ser assinado, e em algumas horas o exército vermelho invadiria a Polônia.

Apesar do Pacto Ribbentrop-Molotov existir — este que foi assinado em 1939 e dizia que deveria haver 5 anos de paz entre a Alemanha e União Soviética e estes iriam invadir a Polônia e dividi-la em dois -, Edward sentia medo da guerra os atingir. Ele nunca acreditara muito na seriedade do Heil e de sua palavra. Apesar de inicialmente a Alemanha e a URSS serem ‘parceiras’, isso não duraria muito.

Jasper entrou esbaforido na sala de Edward, sua cara branca como um papel. Edward se levantou da cadeira no mesmo momento, alarmado.

– Seu pai esta recrutando os soldados, esta na hora de irmos. – Ele disse nervoso. Esta seria a primeira operação na segunda guerra mundial de ambos e os dois estavam temerosos.

Edward pegou sua espingarda que repousava sobre a mesa e olhou o porta retrato no canto da mesma e uma foto de Tanya grávida estava ali. Ela estava linda como sempre, seus cabelos louros brilhando no sol e seu sorriso iluminando a vida de Edward como sempre fazia. Ele havia tirado a foto. Ele se lembrava do dia, não que este fora tão distante assim, mas fora lindo e memorável para ele.

Por um momento ele esqueceu o estopim da guerra em seu coração e sua mente vagou para aquele dia...

Tanya sorriu para a foto e depois correu para longe de Edward. A grama extremamente verde voava sobre seus pés, caindo como penas sobre o solo. Edward guardou a câmera no rosto, e com uma gargalhada, correu atrás de sua amada mulher. Ele nunca se sentira tão feliz como naquele momento em particular, ele a ama tanto.

Edward a alcança e a agarra pela cintura, a levantando do chão. Tanya gargalha como uma criança e Edward sorri ainda mais ao ouvir sua deliciosa risada. Ele a coloca no chão e a vira para ele, tocando suas testas.

– Eu amo você. – Ele sussurra. E neste momento nem o barulho do fino vento os atrapalha, só existem ambos no meio de toda aquela imensidão verde.

– Também te amo. – Ela sussurra de volta. – Agora tente me pegar novamente. – Ela da um selinho rápido no marido e começa a correr novamente sobre a grama. Seus cabelos louros cacheados pulando em suas costas, seus vestido balançando conforme ela corria, e a barriga não tão grande fazendo volume em suas roupas, simplesmente linda. Edward a olhou novamente e sorri, o sol em seu rosto deixando seus olhos mais iluminados do que o normal. Ele pensou novamente como amava aquela mulher, então correu atrás dela de novo, e ele a alcançaria logo.”

Edward tocou a foto de sua esposa no porta retrato e segurou a espingarda mais firme sobre o peito. Ele iria lutar por sua vida, não importa quantas vidas ele tivesse que tirar. E apesar desse pensamento ser assustador e frio, ele tinha que voltar para casa, não importa as consequências. E se para isso ele tivesse que matar um exército inteiro, bem, ele o faria.

URSS, Base militar do exército vermelho – Concentração dos soldados, 17 de Setembro de 1939, 14:30 p.m.

Toda a estratégia já havia sido repassada. Todos os soldados sabiam o que deviam fazer.

Edward, Jasper e os demais marcharam até o pátio central da base, onde a concentração dos soldados vermelhos estava sendo realizada.

Todos se colocaram um ao lado dos outros. Edward e Jasper na fileira da frente, juntamente com mais 8 soldados. Todos saudaram o Comandante Carlisle e ficaram em sua posição de soldados. O Comandante, este que estava em cima de um palanque, deu dois passos á frente e saudou os soldados, se posicionando a frente de um microfone ali repousado. A bandeira da União Soviética balançava com o vento frio de Rússia, o que por um momento fez Edward tremer. Ele encarou a bandeira, piamente acreditando que entrar nessa guerra era a decisão certa a tomar, era a decisão de bravura. Carlisle respirou fundo e segurou o microfone entre as mãos.

– Soldados, hoje é um dia muito importante para o nosso exército, hoje mostraremos do que os soviéticos são capazes. Nós invadiremos a Polônia, e não sobrará pedra sobre pedra sobre o lugar. Eu sei que estão assustados, que muitos de vocês não gostariam de estar aqui, mas eu os peço, que não lutem só pelo seu país, mas que lutem pelas suas famílias e por quem amam. A Polônia é território inimigo, assim como os soldados que lá estão. Não devem hesitar em momento algum, pois esse momento pode ser o fim dos senhores. Eu peço também que não lutem só com seus braços e pernas, mas que lutem com o coração, e com o amor que têm pela nossa amada pátria. Será uma batalha difícil, mas será uma batalha ganha. Não me decepcionem e não decepcionem seu país. Vocês têm uma casa para qual voltar, lutem por ela! – Ele finalizou o discurso e se afastou do microfone, se colocando em posição descansar e encarando os soldados á sua frente. — Vsya vlast’ Sovetam. Krasnaya Armiya, ataka! – O comandante gritou, pegando sua espingarda da cintura e dando um tiro no meio do céu. Os soldados repetiram o grito de guerra do exército – “Todo poder aos Soviétes. Exército vermelho, atacar!” – e logo em seguida posicionaram suas armas, atirando para o céu no mesmo momento.

URSS, Fronteira leste URSS – Polônia, 18:00 p.m.

“Todos os tratados entre a União Soviética e a Polônia acabam de ser considerados nulos.” – Molotov anunciou na rádio.

O exército havia sido dividido em duas frentes – Frente Bielorrussa e Frente Uncraniana — e 7 exércitos, cada um composto de 450.000 a 1.000.000 de tropas.

Edward esta na frente Bielorrussa, e logo o ataque das tropas irá começar.

Os soviéticos aproveitaram a fraqueza da Polônia, recém atacada pela Alemanha, e assim que fora anunciado o fim do pacto, eles não perderam tempo para atacar. O exército vermelho esperou. Como os poloneses haviam enviado a maior parte de suas tropas para oeste, afim de atacar os alemães, deixando o leste desprotegido e com apenas 20 batalhões com cerca de 20.000 soldados defendendo a fronteira, seria fácil.

As mãos de Edward suam. O suor escorre por sua nuca fria, o causando calafrios. Ele segura firmemente sua espingarda, dando passos lentos sobre a mata, assim como os demais soldados. Eles haviam acabado de atravessar á fronteira, a ao contrário dos Alemães, eles iriam invadir a Polônia pelo leste.

Os soldados andam por mais um tempo e logo estão oficialmente em território Polonês. Carlisle avista as tropas polonesas e ordena o ataque. Mais de 500.000 soldados do exército vermelho correm em direção as tropas polonesas. Edward encara sua farda por um momento, depois a faixa vermelha que é a marca de seu exército. Ele respira fundo, reza para um Deus que ele nem ter certeza de que existe, e corre junto com os demais soldados para a luta.

“Os soviéticos entraram. Ordenei a retirada total para a Roménia e a Hungria pela rota mais curta. Não se combate os bolcheviques a menos que eles ataquem ou tentem desarmar as unidades. As tarefas para Varsóvia e as outras cidades é a de se defenderem sozinhas dos alemães — sem alterações. As cidades abordadas pelos bolcheviques deverão negociar a retirada das suas guarnições para a Hungria ou a Roménia. Edward Rydz-Śmigły, Comandante-chefe das forças armadas polacas, 17 de Setembro de 1939”

Os poloneses se rendem. Eles estão ordenados para não atacar, só se defender. Como havia sido dito, era um guerra ganha.

Polônia, 20 de setembro de 1939, fim do ataque do exército vermelho, 10:37 a.m.

Quase todos os soldados poloneses foram mortos, muitos deles que sangraram pelas mãos de Edward. Ele, agora sentado em uma tenda que era dos soldados poloneses, revia as cenas sangrentas em sua mente.

Tiros. Facadas. Partes de corpos. Sangue. Muito sangue.

O sangue voou em seu rosto, por sua farda. Sua munição quase acabara, e suas mãos estavam vermelhas como carmim. Ele estava com um dos últimos soldados poloneses nas mãos. Edward viu nos olhos dele o pedido de socorro, de piedade, mas sua raiva era maior. Ele arrancou a faca do bolso e a posicionou na garganta do soldado, este que continuou olhando em seus olhos, sem derramar nenhuma lágrima ou se mover. Edward olhou firme para o soldado e rapidamente passou a faca pontuda pelo pescoço do mesmo, fazendo o sangue escarlate escorrer pelo pescoço do polonês e atingir a mão de Edward, que jogou o corpo sem vida no meio de muitos outros.

Ele se sentiu sujo por um momento, mas logo depois o prazer da vitória o tomou. Ele esta vivo, vai voltar para casa.

A invasão pelo leste durou 3 dias. Os soldados poloneses do oeste, muitos deles, conseguiram migrar para França, se recusando a traçar um pacto de paz com a Alemanha. Nos dias que seguiram o ataque dos soviéticos, a Alemanha derrotou os exércitos polacos de Crarcóvia e Lublin, que se finalizou no dia de hoje – 20 de setembro.

Estava feito, a Polônia havia sido tomada pela Alemanha e URSS e agora, esta seria dividida em duas nações.

Enquanto Carlisle conversava com os coronéis do exército alemão, Edward foi atrás do amigo Jasper na enfermaria.

Ele adentrou na tenta cor verde musgo e avistou o amigo em uma das camas. Ao ver que esta já estava bem melhor, sorriu abertamente e andou até a cama branca. Jasper sorriu ao ver-lhe.

– Edward, camarada! – Ele exclamou sorridente. Jasper se apoiou na cama e sentou na mesma com dificuldade. Edward sorriu e sentou ao lado dele.

– Como esta esse traseiro gordo e redondo? – Ele perguntou sacana. Jasper gargalhou e lhe deu um soco no braço.

Debil! – Ele o chamou de idiota em russo, rindo novamente depois. – Meu traseiro continua lindo, e doendo pra cacete se quer saber. – Jasper reclamou. Ele havia tomado um tiro de pistola na bunda no segundo dia de batalha, o que o obrigou a ficar fora do campo de luta. – Mas sabe, camarada, pelo menos eu ganhei uma bela massagem daquela enfermeira ali! – Jasper apontou para uma loura cheia de curvas no fim da tenda. Bastardo sortudo, ele pensou. E apesar de ser casado, ele era homem, sabia reconhecer uma bela mulher. — Svyatoye der'mo – puta que pariu Edward, que mulher é essa? Eu tomaria outro tiro no trazeiro se isso significasse mais uma bela massagem daquela gostosa! – Jasper anunciou, o que fez Edward gargalhar e dar-lhe um tapinha nas costas.

– Uma pena que ela já tenha visto sua cota de bundas por uns longos anos, ou você acha que foi o único a ser atingido no traseiro? – Edward encarou o amigo, que o olhava emburrado.

– Você é um fodido invejoso, isso sim, tudo por que eu consegui uma puta de uma massagem da enfermeira gostosa e você nem teve tempo de bater uma bela punheta! – Jasper retrucou, fazendo Edward rir mais alto.

– Não preciso bater uma bela de uma punheta seu idiota, amanhã mesmo estarei de volta a Leningrado e minha esposa super gostosa estará me esperando para fazer este serviço por mim. Ao contrário de você, que vai usar suas mãos! – Edward zombou, se levantando da cama e indo em direção á entrada da tenda.

– Quem sabe eu não convenço a enfermeira a fazer isso por mim! – Jasper gritou e Edward soltou uma gargalhada alta antes de sair da tenda. Ele andou até sua própria barraca e se fechou dentro da mesma.

Ele encheu a bacia com água limpa e descarregou sua espingarda, a colocando em cima de uma mesa de madeira velha. Desabotoou sua farda e a tirou lentamente. Seus músculos doíam e o peso em seus ombros era bem mais do que físico, mas emocional. Ele não era frio a ponto de não ligar para as pessoas que matara, ele era melhor do que isso. Não que ele sentisse compaixão, mas pelo menos pena ele sentia.

Edward jogou sua farda suja no chão da barraca e pegou uma esponja em cima da mesa de madeira. Ele a umedeceu na bacia e a passou em seu rosto suado, com terra e com sangue. A cor negra avermelhada se impregnou na esponja e então ele a umedeceu novamente e esfregou o rosto. Depois de muito limpar-se, ele lavou as mãos e derramou a água suja fora da barraca, reenchendo a bacia e lavando o rosto pela segunda vez. Ele se encarou em um pequeno espelho e viu os pequenos arranhões em seu rosto. Tudo isso foi uma merda, mas ele estava vivo, porra! E ele fodidamente precisava comemorar!

Edward vestiu sua farda limpa e saiu da tenda, deixando suas roupas sujas em um saco do lado de fora da mesma. Ele marchou até a tenda de seu pai e um dos guardas entrou para avisar seu presença, em poucos minutos Edward entrava na barraca.

– Filho! — Carlisle o saudou animado. — Foi brilhante hoje, esplêndido! Ganhará sua devida medalha por todos os soldados que matou! — O modo que Carlisle disse tais palavras deixou Edward incomodado. Ele iria ganhar uma medalha de honra por matar pessoas. 'Irônico, não?' — ele pensou, porém sorriu animado e abraçou o pai.

– Obrigado comandante. — Eles se saudaram. — Peço permissão para deixar a Polônia e retornar a Leningrado, se o Sr. não precisar mais de mim, obviamente. — Edward disse receoso. Ele queria muito ir embora da Polônia, queria ver sua mulher, a imensa barriga que ela estava, queria abraça-la, beija-la, te-la para si. Ele respirou fundo e Carlisle apoiou uma de suas mãos no ombro de Edward.

– Vá ver sua família filho, você merece. — Ele sorriu para Edward, que assentiu com a cabeça e deixou a tenda do pai, mais sorridente do que o comum.

URSS, Leningrado, 21 de setembro de 1939, 7:26 a.m.

Edward desceu animado do jipe e correu escadas acima, entrando em sua mansão. Ele encontrou Roza e Ivanov no meio do caminho, largou as bagagens no chão e beijou ambos no rosto rapidamente, subindo as escadas correndo e indo em direção ao quarto dele e de Tanya, como ele sentia saudades de sua mulher!

Edward abriu a porta esbaforido e viu que a mulher ainda dormia. Ele correu até a cama e pulou na mesma, deitando ao lado de Tanya e a abraçando pela cintura, a trazendo para si. Ele a encheu de beijos e a mulher acordou sorridente, encarando o marido com lágrimas nos olhos.

– Você está em casa! — Ela chorou, tocando todas as partes do rosto de Edward, relembrando como é o seu rosto. Ele sorriu pra ela e limpou suas lágrimas, a beijando nos lábios em seguida.

– Voltei por vocês. — Ele sorriu, beijando a barriga enorme da mulher em seguida. Tanya puxou o rosto dele de encontro ao seu e o beijou apaixonadamente. O coração de Edward estava acelerado e tão animado quando o sorriso que ele levava no rosto. Ele acariciou o rosto de Tanya, depois sua barriga, e apenas aproveitou um dos momentos mais lindos que ele já vivera.

Se ele soubesse que estes momentos acabariam logo...

Notas finais
COMENTEM MUIIIIIIIIIITO PRA EU POSTAR MAIS RAPIDINHO, OK? KKKK BEIJOS AMOOORES E MUITO OBRIGADA! até o próximo cap