Dark Love
10 Someday I will be strong enough to lift not one, but both of us
Notas iniciais
URSS, Leningrado, 10 de junho de 1946 – 8:32 pm – Mansão de Edward Cullen Scherbítsky
O beijo deles se manteve calmo o tempo todo.
Edward mantinha suas mãos firmes em Isabella, enquanto ela agarrava seu cabelo e ombros. Nenhum dos dois se atrevia em deixar tudo mais urgente, a sensação de calmaria e doçura era boa de mais para ser quebrada. Bella arrastou a mão que estava enroscada no cabelo de Edward pelo seu rosto, sentindo a cicatriz em sua bochecha. Ela o sentiu estremecer sobre seu toque mas continuou, afagando-a. O beijo dolorosamente parou e eles encararam um ao outro, ofegantes. Edward sorriu de canto e tocou-lhe o rosto.
– Você é tão linda. — Ele sussurrou com pesar. Ele não se achava bom pra ela, afinal. Bella o encarou e sorriu, deslumbrada com tudo o que ele havia feito para ela.
– Isso é lindo. Você é lindo. Obrigada, Edward. — Ela sorriu e beijou rapidamente os lábios dele. — Eu nem acredito que você fez tudo isso, e esta usando um terno! E tem música também! — Ela disse animada, sorrindo abertamente. O sorriso de Edward aumentou ao vê-la de tal forma, tão iluminada. Ele pensou em lhe dizer que não era bonito o bastante pra ela, ou que nada do que ele pudesse fazer chegaria aos seus pés, mas ele se contentou em sorrir. Seria tudo sobre Bella esta noite, e nenhum de seus fantasmas pessoais o assombrariam.
– Eu fiz tudo isso mais para um pedido de desculpas do que para qualquer outra coisa. — Ele respirou fundo e segurou o rosto de Bella entre as mãos. — Eu sei que eu nunca te pedi uma desculpa sequer, apesar de ter sido rude algumas vezes... — Bella o cortou.
– Muitas vezes. — Ela revirou os olhos e ele riu.
– Sim, muitas vezes. — Ela sorriu. — E eu sinto muito. Esses dias que você não esteve aqui foram a minha ruína, Isabella. E eu sinto que não vou suportar se você for embora. Por favor, não me deixe agora. Eu preciso tanto de você, leelan. — Ele suplicou, finalmente admitindo que precisava de alguém além de si mesmo. Bella sorriu e seus olhos se encheram de lágrimas novamente, e dessa vez ela sabia que eram lágrimas de adoração.
– Eu estou tão feliz que eu quase estou te perdoando. — Ela cruzou os braços em volta do pescoço dele, aproximando seus corpos. Edward a abraçou pela cintura, sorrindo de canto e a encarando.
– Quase? — Ele perguntou divertido. Bella sorriu e fez que sim com a cabeça. Ele a trouxe mais perto de si, colando seus corpos. — E o que eu preciso fazer para a Senhorita me desculpar? — Ele levantou uma das sobrancelhas. a encarando. Ela sorriu e virou a cabeça de lado, o encarando fofamente.
– Deixe as luzes acesas, todos os dias. Eu gosto de ver você. — Ela disse simplesmente. Edward se sentiu tocado pela primeira vez em muito tempo, se sentiu querido e amado. Era uma coisa simples que ela o pedia, mas não tão simples pra ele. Até de Roza e Ivanov ele sentia vergonha, até de sua própria irmã! E deixar todas as luzes acesas implicavam em clarear a sua feiura e sua dor, mas apesar de não se achar capaz e digno de tanta luz em sua vida, ele sentia que poderia fazer qualquer coisa por ela.
– Eu deixo. — Ele disse, deixando Bella surpresa e orgulhosa. — Mas devo lhe avisar que não será a melhor das visões, leelan. — Ele deu de ombros, encarando a linda mulher á sua frente.
– Mal posso esperar. — Ela soltou uma risada. — Estou louca pra ver como você come. — Ele riu divertido.
– Como eu como? — Ele franziu a testa, rindo.
– Aham. E se eu odiar o jeito que você come? Não posso ficar com você desse jeito. — Ela disse seriamente, o que fez Edward gargalhar.
– Com toda a minha aparência, você se preocupa com o jeito que eu como, Bella? — Ele abaixou o tom de voz. Falar de suas marcas sempre lhe causava um frio na espinha, assim como pontadas em seu coração escuro.
– Que aparência, Edward? Você é lindo. — Ela sorriu tímida. — Eu sinto que poderia olhar para os seus olhos por um ano inteiro, sem me cansar. E quando você sorri eu sinto como se tudo fizesse sentido. — Ela sorriu docemente. — E além do mais você tem belos músculos, e uma linda bunda como eu já te disse. — Ela piscou pra ele, que riu novamente. — Eu gosto de você assim, — Ela acariciou seus cabelos. — Sereno, tranquilo, sorridente. Você podia sair! — Ela suplicou, lhe agarrando pela camisa. — Podia ver as flores da primavera comigo, sentir a neve no seu rosto, o sol te aquecendo. — Ela sorriu de canto, sussurrando pra ele. — A gente podia se beijar na chuva e ver o sol nascer da sua varanda. Não seria bom, Edward? — Ela indagou, o carinho em sua voz. — Você pediu para eu te manter aquecido, mas eu não posso fazer isso se você não esta disposto a dividir o cobertor comigo. — Ela suspirou. Ele entendeu o que ela quis dizer, não tinha como Bella fazer tudo por eles dois. — Me deixa entrar, Edward. Me deixa ajudar você, por inteiro.
Ele a encarou, pensando em tudo o que ela havia dito. Seria maravilhoso ter uma vida normal novamente, só ele sabia como! Mas tinham tantas coisas em seu passado, coisas que o davam vergonha e asco, coisas que o faziam sujo. E a perda de sua filha era algo tão profundo e cortante que ele temia nunca conseguir superar em toda sua vida. Mas ter Bella ali, querendo lutar por ele e ajudá-lo o fazia querer ser uma pessoa melhor, porém ele sabia que um machucado não se curava de um dia para o outro. E ele temia não conseguir ser o homem que Isabella estava esperando, pelo menos não agora. Ele queria desesperadamente contar á ela tudo o que havia acontecido. Desde o começo, quando Carlisle o obrigou a treinar para ser do exército, sua primeira batalha, o modo que o sangue de outros homens correu por suas mãos, todo o tempo que ele foi torturado e humilhado e toda a culpa que ele sentia por não ter estado aqui por sua família, mas tudo isso era muito pesado pra ele. Um fardo maior do que o que ele podia carregar, e tanto ele como Bella sabiam disso. Além do que, ele temia que quando ela soubesse o quanto ele era ruim, saísse pela mesma porta que entrou e o deixando na pior miséria de sua vida. Ele engoliu em seco e se virou de costas para Isabella, indo em direção á vitrola, colocando um de seus discos favoritos. Bing Crosby começou a cantar 'Moonlight Becomes You'¹ e Bella suspirou decepcionada. Edward se virou para ela novamente.
– Dança comigo? — Ele perguntou. Seu calcanhar latejando em seu sapato fechado, o causando lufadas de dor pela espinha, mas tudo isso se foi assim que ele viu o sorriso no rosto de Isabella.
– Claro. — Ela sorriu, derrotada. Bella queria que ele se abrisse com ela, mas tinham sido muitas coisas em um dia só. Ele progredira tanto esta noite, e tudo por causa dela! E apesar de querer saber tudo sobre ele, ela entendia que seria demais lhe invadir o espaço daquela forma. Por hoje estava bom, ela pensou.
Edward colocou uma de suas mãos na cintura dela e a outra pegou sua mão esquerda. Bella pousou sua mão direita no ombro dele e apoiou o queixo na mesma, sentindo o mesmo perfume de menta amadeirada que a deixava tonta. Ele a segurou firmemente, tão perto que seus corpos quase se fundiam. Eles começaram a balançar de um lado para o outro. Edward cambaleava ao colocar o peso sobre seu calcanhar machucado, mas nada que não fosse esquecido tendo Bella em seus braços.
Ele parou os lábios perto do ouvido dela, sussurrando a letra da música em seu ouvido.
– Moonlight becomes you, it goes with your hair. You certainly know the right thing to wear. Moonlight becomes you, I'm thrilled at the sight and I could get so romantic tonight. — Ele sussurrou no ouvido dela, a fazendo arrepiar.
Edward encostou sua bochecha na Bella e ambos fecharam os olhos, balançando calmamente de um lado para o outro. Ela nunca tinha dançado com ninguém além de seu pai, e a lembrança de Charlie a fez perder o fôlego, esmagando-a. Edward voltou a cantar pra ela e tudo sumiu de sua mente a medida que sua voz rouca alcançava seus ouvidos. Os pelos da nuca dela se ouriçaram e suas mãos tremeram um pouco. O dia mais especial de minha vida, ela pensou, radiante por Edward ter avançado tanto com ela em menos de uma hora.
Ao mesmo tempo o cheiro dela e a maciez de sua pele o inebriava. Fazia tempos que ele não dançava com uma mulher assim, tão perto. E fazia mais tempo ainda que ele não se sentia tão amado e especial. Bella tinha esse efeito nele, o dom de fazê-lo sentir bem no meio de toda essa merda que ele tem guardada no peito. Ela o mantinha no caminho, e ele nunca tinha se sentido tão bem ao se submeter.
Quando Bing Crosby cantou 'If I say I love you, I want you to know...', Edward se afastou um pouco de Bella, a olhando nos olhos enquanto cantava. Ele a afastou mais de si, a segurando pelas mãos, depois a rodopiando e trazendo-a de volta para o seu peito. Ela riu e encostou a testa na dele, então eles continuaram a dançar.
'Moonlight becomes you' terminou e Edward parou de dançar. Segurando uma das mãos de Bella e beijando a palma da mesma.
– Senhorita Swan. — Ele saudou. Ela riu e se afastou um pouco, segurando os dois lados do vestido e se curvando para ele.
– Senhor Scherbítsky. — Ela saudou de volta e Edward sorriu ao ouvir seu sobrenome russo. Ele preferia mais Cullen, não gostava de muitas coisas que lembrassem seu pai, e seu sobrenome era uma delas.
Ele sorriu e deu o braço para que ela tomasse. Bella o segurou e eles caminharam rapidamente pelo quarto, chegando em um local mais escuro. Edward se soltou dela e pegou um fósforo, ascendendo as 6 velas dos castiçais sobre a pequena mesa redonda de jantar. Bella ofegou novamente. A mesa redonda estava montada e pétalas de rosas bravas rodeavam a mesma no chão. Também tinha algumas pétalas sobre a mesa e um vinho antigo estava posto na mesinha ao lado. Os talheres de prata estavam tão polidos que ela podia usá-los como espelho. Edward parou atrás dela e a segurou pela cintura, colocando seus lábios em seu ouvido.
– Gostou? — Ele sussurrou. — Eu fiz o jantar, mas não garanto que esta perfeito. — Ele sorriu de canto. — Eu pedi que colhessem todas essas flores para você, são minhas preferidas. — Bella se emocionou novamente, se virando para ele e beijando-lhe os lábios.
– É lindo, Edward. Obrigada. Esta perfeito. — Ela sorriu então ele a conduziu até a mesa, puxando a cadeira para que ela sentasse. Ele se sentou e relaxou finalmente. Seu pé latejava como nunca por conta do sapato, e ele estava feliz em não estar mais de pé, por mais que valesse o sacrifício.
– Eu fiz Pelmeni². — Ele sorriu orgulhoso. — É o seu prato favorito, não é? — Ela franziu a testa, sorrindo pra ele. — E de sobremesa temos o bolo praga, que também é seu favorito.
– Como sabe disso? — Ela indagou, o fazendo sorrir de canto.
– Talvez eu tenha meus informantes, Senhorita. — Ele piscou pra ela. Edward tinha ligado para Roza pela manhã e contado á ela seus planos para de noite. Ela lhe disse o prato favorito de Bella e deu-lhe umas dicas sobre as mulheres, afinal, depois de um longo ano, ele tinha perdido um pouco o jeito.
Eles comeram e conversaram por quase uma hora. O pé de Edward latejava mais do que ele podia suportar, e apesar de ser humilhante, ele acabou pedindo a ajuda de Bella para chegar até sua cama. Ela lhe ajudou a tirar o sapato fechado com cuidado, tentando fazer com que doesse o mínimo possível. Ele quase gritou de dor mas se conteve, trincando o maxilar. Bella o olhou preocupada, então ele forçou um sorriso.
– Não precisava de tudo isso, agora esta sentindo dor. — Ela disse tristemente, fazendo um carinho casto na coxa dele.
– Isso não é nada, leelan. E se fosse preciso, eu sentiria o triplo de todas as dores que eu já senti pra ver o seu sorriso. — Ele a segurou pelo queixo, encarando-a. Bella sorriu e segurou uma de suas mãos, vendo as cicatrizes e as marcas nas mesmas, então ela teve vontade de chorar. Ela sabia o quanto ele fora torturado, mas apesar de ser dolorido, ela queria os detalhes, queria entendê-lo. Doía pensar toda a dor que ele havia sentido, sem ninguém lá para ajudá-lo ou cuidar dele. Ela pensou em lhe perguntar sobre as marcas de suas mãos, mas percebeu que não era o momento. Ao invés disso, perguntou outra coisa que a deixava intrigada.
– Você já me chamou de leelan algumas vezes. O que significa? — Ela o encarou e ele retribuiu com um sorriso. Ele segurou seu rosto nas mãos, encarando-a.
– Men seni sevaman, deb o'ylayman³. — Ele disse em uma língua que ela não entendeu. Bella franziu a testa e ele sorriu. — Você é muito curiosa, leelan. — Ele a chamou carinhosamente, fazendo-a revirar os olhos. Edward riu.
– Como eu sei que você não esta falando nada sujo nessa língua ai? — Ela indagou, uma de suas sobrancelhas levantadas. Ele se aproximou dela e sussurrou em seu rosto.
– Tem muitas coisas sujas que eu adoraria falar para você, Isabella. Só que em uma noite tão romântica como esta, não caberiam tais conotações, não acha? Estou tentando ser um cavalheiro aqui, não dificulte as coisas pra mim. — Ele a encarou divertido. Bella se sentiu desnorteada por um momento. Ele estava mesmo falando de sexo com ela?
– Eu acho que nada disso importa e quero saber do que tanto você me chama. — Ele riu. — E claro, conotações sexuais não seriam apropriadas. Até porque, senhor convencido, eu não vou para cama com qualquer um. — Ela levantou as sobrancelhas. Ele sorriu torto e a encarou.
– Ao que parece você esta na minha cama nesse momento. — Ele avançou sobre ela, a fazendo deitar no colchão, ficando por cima. Ele apoiou o peso em seus braços ao lado da cabeça de Bella. — Acho que as conotações sexuais seriam mais apropriadas agora. — Ele sussurrou na cara dela. Ela se arrepiou e o encarou desafiadoramente.
– A não ser que queira levar um chute no meio das pernas, seria muito apropriado sim. — Ele riu e saiu de cima dela, sentando na cama novamente. Edward nunca se sentira tão confiante e tão calmo em tantos meses. Ele sempre fora um homem divertido, romântico e ousado quando devia ser. E todas essas coisas que ele era, tudo o que ele tinha, estava começando a ser recuperado, aos poucos. E Isabella era a culpada de tudo isso.
Bella se sentou também e acabou bocejando, cansada do dia que teve. A maior parte do tempo passou no hospital e ela não dormia bem a dias. Edward tão pouco dormia bem, ele nunca foi um homem de dormir a noite toda, e ainda mais depois que Bella se mudou para a mansão, ele a via dormir todas as noites. E ficava, a maior parte da madrugada velando seu sono profundo e calmo, e ficar sem vê-la dormindo por uma semana tinha o atormentado mais do que ele gostaria.
– Esta cansada, não é? — Ele perguntou docemente. — Como esta Ivanov?
– Estou morta. — Ela esfregou os olhos. — Esta bem. Foi para o quarto hoje, finalmente. O médico disse que em 15 dias ele já deve estar de volta para suas atividades rotineiras. Eu espero que ele se recupere logo, eu tomei um susto enorme.
– Eu também. — Ele suspirou. — Fazia tempos que eu não sentia como era se preocupar com alguém, e é bastante perturbador. — Ele suspirou. — Quando você perde pessoas que ama, o medo de perder outras pessoas que você ama é esmagador. Parece que a qualquer momento todos irão embora, entende? Acho que quando você perde pessoas que ama sua esperança na vida morre um pouco. — Ele disse de cabeça baixa, lembrando de sua filhinha. Claire sempre fora a luz da sua vida, e não tê-la acordando-o todas as manhãs era destruidor.
– É. — Bella disse simplesmente. Ela também tinha suas dores e suas mágoas, como qualquer pessoa. E ela o entendia. Perder quem se ama te deixa mais fraco, vulnerável. E justamente por entender tudo isso que ela sentia uma necessidade maior em ficar perto dele. Eles se entendiam, tinham passado por dores semelhantes e ambos precisavam de um concerto interno. E por mais que Bella tenta negar, ela sabe que esta pisando em um território mais perigoso do que o qual ela gostaria. Nunca fora seu plano se apaixonar por ele, afinal. Ela só gostaria de ajudá-lo, como ninguém a tinha ajudado. E por mais que ela sentisse compaixão por Carlisle, não era uma tola. As conversas que ele tinha com seu pai eram mais suspeitas do que ela gostaria, e ela tinha plena consciência de que ele era o próprio lobo na pele de cordeiro.
O tempo que ela passou com Esme a fez ver o quão boa a Sra. Cullen pode ser. Esme se sente culpada por abandonar o filho, mas ao mesmo tempo não se esforça o bastante. Ela e Roza tem uma complexidade que Bella ainda tentava entender, elas tinham uma ligação que ia muito além da relação empregada-patroa. Mas talvez isso fosse coisa da cabeça dela e Esme só é uma boa pessoa, quem sabe.
Edward abraçou Bella pelos ombros, a trazendo para o seu peito e interrompendo seus raciocínios. Ele cheirou o cabelo dela e beijou o topo de sua cabeça. Ela parecia tão pequena em seus baços, tão frágil e delicada. Ela suspirou e ele acariciou seus cabelos.
– Eu estou morta de sono. — Ela balbuciou. — Se continuar a mexer no meu cabelo assim eu vou acabar babando na sua roupa. — Ele riu e ela levantou de seu peito. — Eu precisava dormir um dia inteiro, hibernar talvez.
– Fique a vontade para dormir amanhã, eu não dispensei a empregada de minha mãe ainda. — Ela sorriu, imensamente agradecida por poder dormir um dia inteiro.
– Obrigada. — Ela suspirou. — Por tudo. Foi lindo, Edward. Eu realmente amei.
– O que eu posso fazer se sou bom em tudo. — Ele disse presunçoso e Bella lhe deu um tapa no ombro. Ele riu alto.
– Convencido. — Ela reclamou.
– Que mulher agressiva que eu fui arrumar. — Ele disse divertido. Bella lhe mostrou o dedo do meio e se levantou da cama, fazendo Edward gargalhar. — E mau educada também. — Ele completou, rindo. Bella o encarou, brava, e então ele segurou o riso. — Desculpe, linda. — Ele sorriu torto e ela se derreteu novamente, totalmente impossibilitada de ficar brava com ele.
– Precisa de ajuda? — Ela indagou sugestivamente.
– Pode me ajudar com a gravata? Sou péssimo com isso. — Ele bufou e ela riu.
– Bom em tudo, uh? — Foi a vez dele de lhe mostrar o dedo. Bella riu e parou na frente dele, enquanto ele tirava o paletó e desabotoava alguns botões da camisa. Ela ficou hipnotizada por um momento, querendo desesperadamente passar a mão pelo corpo dele. Ela notou que tinha algo desenhado em seu peito, que descia pelo seu tórax. Bella se viu encarando-o e tentando entender o que era aquilo, ele percebeu e sorriu.
– Alice que começou. — Ele tampou o desenho com a roupa. — Ainda não esta acabado.
– Posso ver? — Ela perguntou.
– Quando estiver pronta. — Ela forçou um sorriso, um tanto decepcionada, então o ajudou com a gravata, a tirando de seu pescoço. — Obrigada. — Ele sorriu, pegando-a pela nuca e a abaixando até a altura de seu rosto, beijando-a intensamente.
Bella segurou em seus ombros fortes e se sentou em sua perna boa, uma das mãos dele pousando em seu colo. O beijo parou e eles se encararam, ofegantes.
– Um belo beijo de boa noite, eu devo admitir. — Ele piscou e ela sorriu, saindo de seu colo. — Tenha bons sonhos, linda. Vejo você amanhã. — Ele beijou-lhe a testa. Ela sorriu e andou em direção á porta, saindo pela mesma.
– Spokoynoy nochi , lyubov' (boa noite, amor) . — Ela sussurrou para si mesma, impossibilitada de assumir para o homem dentro do quarto que já estava perdidamente apaixonada por ele.
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