Dark Love

2 How to deal with a stubborn man


Notas iniciais
Olá meus amores! Gente, eu estou - MUITO! - feliz, de verdade. Eu queria agradecer do fundo do meu coração aos meus mais novos e perfeitos leitores: lana vamp; Ana Paula Souza (q já me acompanha em outras fics, obg por acompanhar mais essa, significa muito!); ThaisAndrade; LuhStew; argentum; TatinaFanfiction09; Byy Patts; MiIla Cullen (obrigada por me acompanhar em mais uma história, significa muito); Bia Bruna; Caroline Salvatore, claragb; cyntia; ás meninas victória, stewart, cole, fuckkmestew, stewartland, dhampir e khaleesi - meninas vcs comentam em todas as minhas fics, MTO OBG EU ADORO VCS!; Thaís Adriana; oi mai; e Laura Brandon - MENINA EU AMEI SEU REVIEW, juro q fiquei super lisonjeada e simplesmente amei, obrigada Então galera, como vcs foram uns anjos nos comentários, resolvi postar mais um cap. Como é a primeira vez q faço em terceira pessoa, queria pedir novamente a paciência de vcs e pedir q me critiquem mesmo quando o cap sair ruim. UNS AVISOS: no meio da fic eu vou mostrar um pouco do edward na guerra, alguns vou falar sobre ele e a família, outros vou falar sobre a Bella, então fiquem seempre atentos as datas nos capítulos, ok? Eu passei um ano na fic pra não ficar enrolando muito no edward em recuperação, mas vai ter uns momentos na fic que terão flashbacks sobre a época dele recente de pós guerra. E eu estou AMANDO pesquisar mais sobre a Rússia e descobrir coisas novas, espero que vcs tbm gostem. Se cuidem e APROVEITEM o capítulo, não deixem de comentar pq eu AMO o carinho de vcs. Beijo grande e obrigada

*leiam as notas iniciais*

URSS, Kiev, 4 de maio de 1946

– Já faz um ano, Isabella. – Carlisle apoiou o rosto nas mãos e o esfregou, um claro sinal de cansaço. – Eu preciso de sua ajuda, por favor. Ele... Ele só precisa de alguém que o mostre como é viver novamente, nem a nós ele recebe mais. – Ele disse derrotado, a tristeza nítida em suas orbes azuis.

O peito de Isabella se apertou. Ela sentia pena daquele homem, pena da brutalidade que fora feita com ele. Ao mesmo tempo ela sentia compaixão e solidariedade. Além de tudo, Carlisle Cullen era um amigo antigo da família, ela não teria como recusar tal pedido.

– Eu aceito, senhor Cullen. – Ela sorriu minimamente. Carlisle a encarou como se ela fosse uma manhã de natal, foi até ela e a abraçou forte, como um pai faria. Seu peito se apertou novamente.

– Muito obrigada, moy dorogoy – minha querida. Obrigada. – Ele agradeceu com lágrimas nos olhos, completamente emocionado, e tudo isso devido á esperança que acabara de nascer ali, naquela pequena sala. Isabella se sentiu feliz pela primeira vez em muito tempo, era gratificante para ela poder fazer algo pela família Cullen Scherbítsky, que sempre a acolheram e cuidaram dela.

– Tudo bem você partir para Leningrado hoje a noite? – Ele disse esperançoso. Por que esperar mais, não é mesmo? Não havia nada que a prendia ali.

– Claro senhor Cullen, será um prazer. – Ela sorriu novamente e o homem louro a puxou para um abraço – pela segunda vez. Isabella sempre se perguntava por que a família Cullen preferia ser chamada de Cullen. O sobrenome russo deles era muito bonito, afinal. Isabella ignorou os pensamentos tolos e sorriu para Carlisle.

Bella se despediu dele e subiu para seu quarto. Ela pegou todas as malas que haviam na casa e começou a preenchê-las com roupas, sapatos, luvas, chapéis e pertences no geral. Ela iria se mudar para Leningrado, a vida em Kiev ficaria para trás, assim como o passado que ela carrega. Dentre os pertences que juntou, um lhe chamou a atenção e apertou-lhe o peito pela segunda vez naquela tarde. Um retrato.

Isabella encarou os rostos sorridentes e uma lágrima escorreu por um de seus olhos. Ela abraçou o retrato e colocou-o delicadamente em uma das malas, fechando a mesma em seguida.

Sua bagagem já estava pronta, então ela desceu e foi até a cozinha. Isabella havia preparado seu prato russo preferido: Pelmeni – bolinhos de massa recheada com almôndegas. Isabella os esquentou no fogo e passou manteiga nos mesmos. Ela sentou – sozinha como sempre – em sua pequena mesa de madeira e se possibilitou saborear a comida deliciosa que ali estava.

Ela olhou ao redor. Certamente sentiria falta daquela casa, doía seu peito deixá-la. Mas ela não iria se desfazer dela, definitivamente não. Ela ficaria fechada, até que Isabella pudesse retornar – se é que ela retornaria.

A noite caiu e o frio da Rússia fez-se mais forte. Por ser acostumada com o frio, Isabella apenas colocou um sobretudo por cima de seu vestido, acompanhado de luvas e um chapéu delicado.

Hoje Isabella deveria estar muito bem apresentável. Então ela colocou um de seus melhores vestidos e se arrumou como uma digna mulher de classe médio-alta que ela era.

Vestido:

O carro que lhe esperava era um Ford 1946¹, o carro do ano. O que não a espantou, devido ao poder aquisitivo que a família Cullen sempre teve.

O chofer pegou as malas de Isabella e delicadamente as colocou no carro. Ela entrou no mesmo e se sentou ao lado do motorista. Seriam 15 longas horas de viagem, a chegada de Isabella estava prevista para 10 a.m.

O Sr. Ivanov Vinográdov entrou no carro com um sorriso simpático. O homem grisalho colocou o sinto e Isabella fez o mesmo. Ele ligou o carro e começou a dirigir pela Rússia.

Isabella se sentia cansada, mas não conseguia dormir, a ansiedade era maior.

Ivanov se segurava para não começar uma conversa com a bela moça. Era tão solitário viajar no silêncio. E ele, como motorista do Sr. Edward, havia um ano que não o levava em nenhum lugar, um ano que ele estava trancafiado naquele quarto. Resolveu tomar coragem e falar, afinal, uma boa conversa não faria mal, não é?

– Swan, hm? – Ele perguntou sorridente. – Não é um sobrenome russo, senhorita. – Isabella sorriu e assentiu com a cabeça, todos perguntavam isso.

– Meu pai não é de origem russa, só minha mãe. – Ela sorriu simpática, aliviada por Ivanov ter começado a conversa. – Meu pai veio da Itália para cá, o que explica o nome Isabella. – Ela sorriu de novo. – Meu nome do meio é Tchébrikov, como minha mãe. – Ela sorriu para disfarçar a cara de tristeza que gostaria de se formar em seu rosto. Doía mais do que ela calculava falar de seus pais.

– Interessante, bonitos nomes senhorita Swan. – Ele sorriu simpático. – Então, animada? – Ele perguntou curioso. Ivanov ainda não entendia porque uma moça bonita daquele jeito gostaria de ficar trancafiada em uma enorme casa, cuidando de um homem que não queria ser cuidado.

– O senhor nem imagina o quanto. – Ela disse realmente animada. – Até perdi o sono, estou ansiosa para conhecer Leningrado, e o Sr. Cullen é claro. – Ela sorriu. Ivanov á encarou por um momento.

– Senhorita, sabes que o Sr. Cullen é um homem muito... debilitado, em vários níveis. A senhorita deve estar preparada para encará-lo. Ele não é caloroso e amigável como Carlisle, Edward esta com o coração muito amargo. – Ele disse tristonho. Ivanov nunca foi apenas um motorista, ele e Edward tinham uma amizade, eram parceiros. E Deus, como ele adorava a Sra. Tanya e a pequena Claire.

– Estou ciente dos ferimentos de guerra dele. Carlisle me contou que os nazistas o torturaram por quase um mês. – Ela disse, um arrepio surgindo em sua espinha, mas ao mesmo tempo alívio da guerra ter chego ao fim.

– O Sr. Cullen tem mais do que ferimentos de guerra, senhorita Swan. Vai precisar de muita paciência com ele. – Ivanov refletiu, suspirando. Isabella sabia que sua mulher e filha tinham sido assassinadas, ela imaginava a dor que ele sentia, ela sabia a dor que ele sentia.

Carlisle tinha dito á ela que ele não saia do quarto á um ano. Edward ficava apenas no escuro de seu quarto, escondido do mundo e de si mesmo. Ninguém via seu rosto, ninguém falava com ele, ninguém sequer o ouvia. Ele era como um fantasma.

Isabella olhou pela janela do carro, o céu tão escuro, mas ao mesmo tempo tão estrelado. Era quase o fim da primavera, e logo chegaria o tão esperado verão. Ela olhou o céu até finalmente cair em um sono leve e calmo.

Ivanov notou que Isabella tinha adormecido e sorriu. Ele realmente tinha esperanças que esta garota pudesse tirar o Sr. Cullen da escuridão. Ela tinha uma áurea alegre, quase angelical. Ela é tudo o que o Sr. Cullen precisa, ele pensou.

Ivanov dirigiu por mais 10 horas pelas estradas da Rússia, chegando finalmente em Leningrado. O sol já estava no topo do céu, mas o frio ainda se fazia presente. Ele parou o carro em frente á mansão e desligou o carro. Tocou o ombro de Isabella para acordá-la e no mesmo momento esta abriu os olhos.

– Chegamos senhorita. – Ele sorriu e desceu do carro. Isabella olhou pela janela e ficou deslumbrada com a enorme mansão á sua frente. A casa era exageradamente enorme. A entrada da casa era extremamente clara, haviam seis pares de colunas de mármore, entre cada uma delas uma porta de vidro. O andar de cima era todo cor de vinho, também com janelas de vidro. E o último andar continha um telhado claro, também repleto de janelas de vidro. Isabella olhou para trás e viu duas enormes escadas que davam para um campo exageradamente verde em frente á casa. Era realmente uma propriedade enorme, e ela se perguntou como o Sr. Cullen conseguia morar apenas com os empregados nessa enorme casa.

Ivanov começou a tirar as malas de Isabella do carro e ela o ajudou. Uma mulher simpática e baixinha abriu uma das portas de vidro e foi animada até Isabella e Ivanov. Ela nem pensou duas vezes e já foi abraçando Isabella, que inicialmente se assustou.

– Olá, sou Roza, você deve ser Isabella, correto? Seja bem vinda querida! – O sotaque russo de Roza era tão agradável aos ouvidos de Isabella, ele a lembrava de sua mãe. Isabella sorriu para a simpática senhora.

– Prazer. – Isabella sorriu. – E obrigada pela recepção.

– Imagine moy rebenok – minha criança. É bom ter mais uma pessoa para conversar. – Ela sorriu. – Vamos, eu ajudo vocês com as malas. – Roza sorriu simpática e ajudou Isabella e Ivanov com as malas. Eles entraram na imensa casa e Bella ficou ainda mais deslumbrada.

Um salão enorme e claro a recepcionava. No fundo do salão havia uma imensa escada dourada, simplesmente linda. Nas paredes haviam diversos quadros deslumbrantes. As janelas estavam fechadas por cortinas vermelhas, no teto um lindo e enorme lustre dourado, com várias pedras brancas em volta.

– Lindo. – Ela suspirou, sorrindo em seguida. Quando deu por si, percebeu que Roza e Ivanov tinham sumido com suas malas. Minutos depois eles voltaram de mãos vazias.

– Deixamos sua mala em seu quarto, no andar de cima. – Roza sorriu. – Seu quarto é ao lado do Sr. Cullen, Carlisle quer que você fique bem próxima de Edward, caso ele precise de alguma coisa. – Isabella assentiu. – Antes da senhorita, eu quem cuidava do senhor Cullen. Levava comida á ele, limpava suas roupas, o ajudava no banho, essas coisas. Mas o Sr. Carlisle me disse que a senhorita se encarregará disso, estou certa?

– Sim senhora. Serei a enfermeira do Sr. Cullen, Acabei de me formar. – Isabella sorriu orgulhosa de si mesma, pelo menos um dos sonhos de seu pai tinha se realizado.

– Perfeito. – Roza sorriu. – Venha, lhe mostrarei seu quarto. – Roza a puxou pelo braço e elas atravessaram o salão, passando pela vasta cozinha e chegando á uma escada enorme. – A senhorita pode usar a escada principal se quiser, mas nós preferimos usar a dos empregados mesmo. – Ela sorriu.

– Claro. – Isabella sorriu novamente.

– A casa tem no total 26 cômodos. Dentre eles uma biblioteca, sala de música; 5 quartos no andar de cima; 5 no andar de baixo; uma cozinha; 6 banheiros; sala de jantar; sótão; lavanderia; a sala de esculturas; a garagem de carros do Sr. Cullen que fica no subsolo; uma sala onde fica a telescópio do Sr. Cullen, ele mapeava as estrelas – ela sorriu tristonha. – E por fim, uma sala onde o senhor Cullen guarda todas as lembranças da guerra. Somos proibidos de entrar lá, muito menos para limpar. – Roza deu as instruções e Isabella ouviu com atenção, assentindo com a cabeça. Ela mal podia esperar para ver a biblioteca.

Roza a deixou em seu enorme quarto, suas malas delicadamente colocadas no chão do imenso quarto. Isabella olhou ao redor, maravilhada. Uma cama enorme de cetim ficava no centro do quarto. O dossel marrom da mesma era maravilhoso, a madeira era toda desenhada á mão, e o cetim branco cobria o mesmo, fazendo um lindo mosquiteiro. No canto do quarto tinha um grande armário marrom claro, e no outro canto havia uma penteadeira simplesmente linda. De frente para a cama de Isabella havia uma enorme estante de madeira, que ia do chão até o topo do quarto, esta repleta dos mais diversos livros que existiam. Sua janela era coberta por uma cortina branca, e o lustre no centro de seu quarto era de cristais. As paredes do quarto eram todas pintadas á mão, traços e desenhos milimetricamente calculados e feitos, a coisa mais linda que ela já vira na vida.

Isabella desfez suas malas e arrumou suas roupas e pertences pelo quarto, este que seria seu por um longo tempo. Ela retirou o grande casaco e o colocou no cabideiro ao lado da estante. Ela soltou o alto coque de seu cabelo e encarou seus olhos verdes no espelho da penteadeira. Esta é sua nova casa. E Isabella daria o melhor de si para poder chamá-la de lar.

Ela saiu do quarto e se deparou com o enorme corredor. Ela andou quatro passos e então viu uma porta igual á de seu quarto.

Este deve ser o quarto do Sr. Cullen, ela pensou. Então, sem nenhum receio ou pudor, ela deu dois pesados toques na porta. Demorou um tempo mas finalmente uma voz saiu de lá de dentro.

– Saya sledovatel’no! – Ele gritou ‘saia daqui’ em russo. Sua voz carregada de toda a dor que ele sentia. Isabella quase chorou ouvindo a voz daquele homem, ela engoliu em seco e se aproximou da porta.

– Senhor, sou Isabella Swan, estou aqui para cuidar do senhor. – Ela disse docemente. Mais um longo silêncio, depois um grito.

– Não preciso de cuidados, proveryat’ khotya (vá embora)! – Ele disse teimoso. Isabella bufou e cruzou os braços.

– Senhor Cullen, não sairei desta porta até falar com o senhor. – Ela disse brava. Que homem mais difícil, ela pensou.

– Então espero que goste de se desapontar, não quero falar com ninguém, vá embora! – Ele gritou novamente, agora exibindo seu inglês perfeito. Sua voz trêmula fez Isabella querer abraçá-lo.

– Senhor Cullen, por favor. – Ela suplicou. – O senhor vai passar boa parte do seu tempo comigo, então acho melhor se acostumar. Abra a porta, senhor. – Ela disse autoritária, como uma mãe que manda em uma criança. Segundos depois a imensa porta se abriu e Isabella não viu nada além do escuro, uma pequena e singela luminária acesa no canto do quarto.

Assim que sua vista se acostumou com a escuridão, ela viu um homem sentado em uma cadeira rústica. Um manto preto cobria-o por inteiro, da cabeça aos pés. Um outro pedaço de pano cobria seu rosto, deixando apenas seu nariz e seus olhos á mostra. A luz do sol atravessava as cortinas negras levemente, causando uma penumbra sobre o Sr. Cullen. Então Isabella pode ver seus olhos – seus lindos olhos – verde esmeralda. Certamente os olhos mais lindos que ela já vira, mas também os mais carregados de dor e angústia. Ela se aproximou dele cautelosamente e cruzou as mãos em suas costas.

– Sou Isabella Swan, senhor Cullen. O seu pai me con... — ele a cortou.

– Sei quem a senhorita é. – Ele disse prepotente. Isabella não pode evitar de revirar os olhos, o que não passou despercebido por Edward.

– Que bom, isso me poupa de apresentações. – Ela disse á altura. Não ia deixar aquele homem montar nela. Ela o estava ajudando e ele ainda era rude?

– O que deseja? – Ele perguntou, se ajeitando na cadeira, olhando melhor para a moça pequena á sua frente. Ela era estupidamente linda. No momento ele achou ser a mulher mais linda que ele já vira em toda vida – até mais linda que Tanya. Seus longos cabelos negros iam até sua cintura, emoldurando seu rosto branco e delicado como a neve da Rússia. Seus olhos eram tão verdes que ele quase podia se ver perdendo-se neles. Seu corpo era pequeno e curvilíneo, ela devia chegar até a altura dos seus ombros, no máximo. Suas bochechas eram naturalmente rosadas e sua boca tão vermelha como uma suculenta maçã. Ele terminou de inspecioná-la quando ouviu sua doce e autoritária voz.

– Gostaria saber que hora do dia o senhor gostaria de fazer a fisioterapia. – Ela o encarou.

– Não quero fazer fisioterapia nenhuma, senhorita. – Ele disse grosso novamente. Edward não via o porque voltar a andar bem, ele não ia a lugar algum mesmo. Ninguém entendia que ele queria morrer?

– Temo que o senhor não tem escolha, senhor Cullen. – Ela disse desafiadora. E alguma coisa nela chamou atenção de Edward. Ela é a única pessoa que falou com ele desse forma em todo esse tempo, a única pessoa que não teve medo de encará-lo e enfrentá-lo, e isso o fez gostar dela.

– Temo que a senhorita não seja minha mãe, portanto não mande em mim. – Ele disse birrento, e Isabella bufou alto.

– Escute, senhor. Eu sou a única pessoa que o senhor tem agora, então acho bom me tratar bem. E eu temo, senhor Cullen, que mesmo que o senhor não queira fazer fisioterapia, eu vou obrigá-lo a fazê-la, nem que eu entre no quarto do senhor no meio da noite e a faça contra sua vontade. E por favor, quantos anos o senhor tem? Cinco? Posso não ser sua mãe, mas estou aqui para cuidar-te, então pare de dar uma de criança birrenta, e aceite a minha ajuda de bom grado. – Ela disse nervosa. Meu Deus, que homem mais teimoso! Isabella cruzou os braços e Edward a encarou divertido, um mínimo sorriso brotando em seus lábios. Menos de 10 minutos e a senhorita Swan já o tinha feito sorrir, mesmo que minimamente, algo que ele não fazia á mais de um ano.

– Ao amanhecer está bom para mim, minha perna dói menos. – Ele disse por fim. Isabella sorriu verdadeiramente satisfeita, mas antes que ele pudesse ver seu lindo sorriso, ela voltou para sua postura de mandona.

– Tudo bem então. Amanhã ás 10h nós começamos. – Ele assentiu. – Com licença senhor. – Isabella o cumprimentou com a cabeça e saiu do quarto. Ela fechou a porta atrás de si e se apoiou na mesma, sua respiração acelerada. Meu Deus ela o tinha enfrentado, podia ter levado uma bofetada no meio da fuça.

Isabella tocou a própria testa e sorriu com o próprio atrevimento. Ela se desencostou da porta e desceu até a cozinha. Roza preparava algo com um cheiro delicioso, e ela desconfiou ser Borshch – sopa de beterrabas.

Isabella se sentou na imensa mesa da cozinha e novamente contemplou o enorme lugar onde estava, sua nova casa. Um ótimo pressentimento a atravessou, e então ela soube, que mesmo em meio de todas as dificuldades, tudo iria dar certo.

Notas finais
carro ¹:http://www.seriouswheels.com/pics-1940-1949/1946-Ford-Super-Deluxe-Woody-Wagon-Rear-Angle-st.jpg casa²:http://i299.photobucket.com/albums/mm290/antoninimorrone/ow2.jpg AEEEEEEEEE MAIS UM CAP - UHUL leiam as notas iniciais meus amores! obrigada por lerem, beijooooo