Dark Love
17 Beggin again
Notas iniciais
URSS, Leningrado, 1 de agosto de 1946 – 20:20 pm – Mansão de Edward Cullen Scherbítsky
Ele correu em direção á sua família como um cachorro corre até seu devido dono, e era isso que Tanya se sentia, a dona dele.
Edward chegou cambaleando na frente de sua filha, caindo de joelhos no assoalho da mansão, encarando a pequena á sua frente. O coração dele não cabia no peito e tamborilava tão alto que era a única coisa na sala que podia ser ouvida, além das respirações espantadas e ofegantes de todos. Edward estava tão atônito que nem conseguia chorar, era como se o tempo tivesse parado, todos os seus sentidos, sinais, sua respiração, tudo havia parado, e só havia ele e Claire ali. Ele abriu os braços e esperou. Claire se soltou da mão de Tanya e correu para o pai, pulando em seu pescoço, e só então, ele conseguiu chorar. Tanya, comovida com a situação á sua frente, se abaixou na altura do ex marido e da filha e os abraçou, tentando fazer parte do afeto dos dois, principalmente tentando ser notada por Edward, que estava extasiado.
Todos na sala permaneciam imóveis, com medo de dizer algo que pudesse acabar com esse momento, pois este era surreal demais para ser verdadeiro. Ivanov e Roza se entreolharam espantados e emocionados, afinal, conviveram com Tanya e Claire por um grande tempo. Edward se soltou da filha e a encarou, segurando seu pequeno rosto e sorrindo abertamente pra ela.
– Você esta viva! Filha, o papai sentiu muito a sua falta. Meu anjo! — Ele chorava e ria ao mesmo tempo, não acreditando que era realmente sua filha ali, sua princesinha. — O papai pensou todos os dias em você, todos! Eu guardo uma foto sua perto do meu peito... — Ele soluçou, chorando ainda mais e acariciando o rosto da filha, como se precisasse se certificar de que ela era real. — Claire eu te amo tanto! Eu sinto muito! — Então ele a abraçou de novo, a enchendo de beijos, o que fez a menina dar a risada infantil mais fofa do mundo. Bella encarava a cena comovida, mas ao mesmo tempo com um aperto no peito. Ela tinha medo de perder o lugar no coração do Edward, pois afinal, ele e Tanya nunca puderam colocar um fim na história dos dois. Antes que qualquer pessoa pudesse dizer qualquer coisa, Tanya puxou Edward pelos ombros e o abraçou, segurando seu rosto e o beijando em seguida.
O coração de Isabella parou, e nesse momento ela sabia que não fazia mais parte daquilo, ela tinha perdido.
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela saiu apressadamente da sala, sem ficar para ver o resto do reencontro familiar, este que já a estava dando náuseas. Na sala, todos encaravam assustados Tanya e Edward. Ele se sentia mal demais para rejeitá-la na frente de todos, tanto tempo achando que elas estavam mortas, e apesar do casamento deles não ser um dos melhores ele já á havia amado muito. Com delicadeza ele se separou de Tanya e voltou a abraçar sua filha, a pegando no colo e a abraçando. Depois do momento de silêncio, Carlisle resolveu tomar as rédeas.
– Não é maravilhoso a família reunida? Vamos pessoal, deem boas vindas para Tanya e Claire! — Roza e Ivanov, sem graças com a situação foram abraçar Tanya, e Alice foi em direção ao Edward e Claire. Jasper e Emmett se entreolharam e Emmett deu a mão para Benjamin e saiu da sala, indo atrás de Isabella.
Alice, por mais que soubesse de grande parte das investigações, nunca poderia imaginar que Tanya e muito menos Claire estariam vivas. Esme foi ao encontro deles e os quatro se abraçaram. Jasper andou em direção á Carlisle e parou ao seu lado.
– Que belo presente Sr., mas não entendi porque o trouxe no meu aniversário. Não é como se fosse um presente para mim. — Jasper disse desafiador, encarando Carlisle, que sorriu com escárnio.
– Este é um dos muitos presentes que tenho para você, Sr. Hale. O aprecie enquanto pode, nunca sabemos por mais quantos anos estaremos por aqui, não é? — Carlisle riu debochado e saiu andando, o que fez Jasper fechar os punhos e respirar fundo, tentando se recompor. Ele olhou para Edward e o viu deslumbrado com a filha, desacreditado que ela estava ali, e não era justo acabar com a felicidade do amigo, não hoje. Então ele simplesmente esqueceu tudo e foi até onde Edward, Alice, Claire e Esme estavam, e apenas se possibilitou aproveitar de seu aniversário.
Isabella estava na varanda, sentada em um dos bancos de mármore, chorando em silêncio. Seus irmãos chegaram de fininho, cada um sentando de um lado dela, a aconchegando no meio deles, a confortando. Depois de um longo tempo ali, em silêncio, Emmett encarou a irmã, limpando as lágrimas de suas bochechas.
– Eu disse a você que sairia machucada. — Ele sussurrou.
– A última coisa que eu preciso é escutar um 'eu disse', ainda mais de você, Emm. — Ela disse sentida, fungando.
– Eu sei, desculpe. Mas eu só queria evitar de vê-la assim.
– Você fala como se soubesse que elas estavam vivas. — Ela riu sem humor, considerando o que acabara de dizer, encarando o irmão em seguida. — Isso era o que não podia me contar? — Ela sussurrou pra ele, magoada.
– Claro que não. — Ele tremeu. — Eu só sabia que ele te deixaria na primeira oportunidade, e eu nem precisei fazer nada, Bella. Você viu com seus próprios olhos, ele não ama você. Já estava até aos beijos com ela. — Ele disse, sendo duro demais com ela.
– Você tem razão, eu fui uma tola. — Ela encarou as próprias mãos, as lágrimas caindo pelo seu rosto novamente.
– Bella, você não é tola. E eu amo você, não precisa de mais ninguém. — Benjamin disse, segurando as mãos da irmã, que sorriu triste.
– Oh querido, — Ela o colocou no colo dela. — Eu realmente sou muito sortuda em ter você, obrigada. — Ela sorriu, fazendo Benjamin sorrir também. Logo depois eles ouviram passos agitados, correndo em direção á varanda, então se viraram para porta. Quando Bella virou ela viu Edward, Claire e Alice indo de encontro á eles. Ela se levantou do banco no mesmo momento e limpou o rosto, tentando esconder a cara de choro.
– Bella?! — Alice chamou, chegando primeiro ao seu encontro. — Tem uma pessoa que quer conhecer você. — Ela sorriu, dando espaço para Claire se aproximar dela.
Bella olhou a pequena menina loira que batia na metade de suas pernas, no máximo. Os cabelos loiros e levemente cacheados, as bochechas fofinhas e os olhos iguais os do pai, tão iguais que quase a fizeram chorar. Ela se abaixou na altura da menina e sorriu, e para sua surpresa, Claire a abraçou.
– Oi tia. — Ela disse sorrindo. — A tia Alice e o papai falaram de você. — Bella encarou Edward, se perguntando o que ele poderia ter falado dela. — O papai disse que você cuidou dele. Que eu era a luz dele quando eu morava aqui, ai eu fui embora com a mamãe e você ficou de luz dele no meu lugar. Mas agora que eu voltei, a gente pode ser a luz do papai juntinhas. — Ela disse sorrindo, beijando a bochecha de Bella, que já chorava como uma criança. Elas se abraçaram e Bella sorriu.
– Seu pai lhe disse isso, é? — A menina assentiu com a cabeça e Bella encarou Edward, triste demais para sorrir. — Fico feliz que tenha voltado, Claire. Eu também ouvi muitas coisas sobre você, e é ainda mais linda do que nas fotos. — Ela sorriu para a menina.
– Você também é muito bonita. — Ela disse, mostrando suas covinhas ao sorrir, o que derreteu o coração de Bella ainda mais, e o que a fez temer criar um afeto tão grande pela menina quanto criou pelo pai dela. Claire segurou na mão de Bella. — Vem tia, você precisa conhecer minha mamãe. — Ela encarou Alice assustada, enquanto a menina puxava seu braço. Depois encarou Edward, que estava tão pasmo quanto Alice. Emmett e Alice se entreolharam e ambos sabiam que não seria uma boa ideia.
– Filha, olha só, foi muita coisa para a tia Bella para um dia só, e tenho certeza que ela pode conhecer sua mãe amanhã. — Edward disse calmo, segurando Claire pelos ombros.
Isabella ficou brava no mesmo momento. Ele achava o que? Que ela não conseguiria se comportar na frente da ex mulher dele? Que ela podia falar algo inapropriado? Que ela não aguentaria a concorrência? Muito pelo contrário!
– Claro que não, Sr. Cullen. Será um prazer conhecer sua esposa. — Ela disse calmamente, o encarando.
– Ex. — Ele corrigiu apenas para que ela escutasse.
– Não é o que me pareceu. — Ela respondeu no mesmo tom baixo, suas voz mais sentida do que ela gostaria. E então Claire a puxou com força, a fazendo entrar na mansão novamente, indo em direção ao seu pior pesadelo — Tanya.
Chegando na sala, todos já conversavam animados, a o ar de surpresa já havia sumido. Claire passou correndo pela sala até chegar em Tanya, que encarou Bella de olhos arregalados.
– Mamãe, olha, a tia Bella! Ela que cuidou do papai, e agora ela é a luz dele comigo! — Ela disse animada, quase pulando. Bella riu sem graça e encarou Tanya, que estava se segurando para não gorfar com a situação.
– Oh, sim. Roza mencionou você e seus serviços. — Ela fez questão de a colocar no lugar dela. Isabella sabia que não podia culpá-la por ser hostil, pois afinal, ela era uma ameaça, mas todavia não era necessário ser uma megera com ela. — Obrigada por cuidar do meu marido enquanto eu estava fora. A guerra pode ser uma vadia para alguns de nós.
– Eu sei como a guerra pode ser. — Bella disse fria. — E não fiz nada por você, afinal, até hoje de manhã eu levava flores para sua lápide.
– Que atenciosa, mas não será mais necessário. — Tanya forçou um sorriso.
– Pude perceber que não. — Isabella também forçou um sorriso. E antes que elas pudessem continuar o duelo de hostilidades, Claire puxou o vestido da mãe.
– Mamãe, o que é uma vadia? — Isabella segurou o riso, encarando Tanya.
– Não é nada, e pare de escutar conversas dos outros menina. Saia daqui. — Ela disse grossa, o que fez um bico enorme se formar na cara da menina. Bella a encarou atônita, como ela podia ser tão estúpida com a filha?
– Vamos Claire, preciso apresentar meu irmão á você, tenho certeza que serão bons amigos. — Bella disse sorrindo, pegando a menina no colo. — Com licença. — Ela disse firme, saindo andando em seguida. Edward, que acompanhara a cena, foi até Tanya.
– Que cena foi essa com Claire? E como trata Bella desse jeito? — Ele disse rude. Tanya podia até estar de volta, e ele até podia estar feliz por não ter sido o responsável por sua morte, mas isso não tinha apagado os últimos péssimos meses de casamento dos dois. O semblante dela mudou no mesmo momento, quase como se fosse outra pessoa.
– Oh Edward, me desculpe amor, e eu estou um pouco confusa sabe, é muita informação para um dia só, acabei perdendo a cabeça com Claire. E Bella, oh, que menina doce! Bom saber que ela cuidou tão bem assim de você, mas isso não é mais preciso agora, eu estou de volta, e agora podemos viver juntos de novo. — Ela o abraçou pelo pescoço, o deixando desconfortável. — Se lembra como você dizia que adorava minha pele, que adorava quando o sol tocava o meu rosto, e adorava quando eu acariciava você... — Ela sussurrou pra ele, passando a mão pelos seus braços. Edward a segurou pelos pulsos a fazendo parar.
– Isso já faz muito tempo, Tanya. Muita coisa mudou desde a sua... Desde que você foi embora. E não é assim que as coisas funcionam, eu sinto muito. — Ele se soltou dela, a encarando. Tanya fingiu uma cara de choro.
– Eu já devia saber. Esta com essa serviçal, não é? Eu duvido que ela faz sexo com você como eu. — Ela disse no ouvido dele.
– Já chega. — Ele a empurrou pelos ombros. — Eu vou fingir que nada disso aconteceu, amanhã nós conversamos. Já mandei Roza arrumar um quarto para você.
– Não vou dormir com você? — Ela perguntou manhosa, e ele a encarou desacreditado.
– Não tem espaço no meu quarto. — E então ele saiu, indo em direção para onde Isabella fora com Claire, deixando Tanya com raiva e mais frustrada do que o normal.
Edward saiu da mansão, andando pela grama em direção ao lago, onde ele enxergou Claire, Isabella e Benjamin brincando. Ele se aproximou devagar, para conseguir olhar a cena sem ser visto. A felicidade dos três era tão alta que ele nem precisou chegar tão perto para ouvir.
– Muito bem Claire! — Bella disse animada, batendo palmas. — Agora vamos ver o Benjamin, quantas vezes ele faz a pedrinha quicar no lago! — Ela e Claire bateram palmas, o encorajando. Então ele jogou a pedrinha e a fez quicar 4 vezes. Claire abriu a boca em um O gigante, como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo. Ela bateram palmas para ele.
– Agora sua vez maninha! — Benjamin falou, encorajando Bella. Ela se lembrava bem de como fazer isso, Edward á tinha ensinado quando pequena, e ela nunca mais esqueceu. Ela jogou a pequena pedra e esta quicou 8 vezes. As crianças gritaram e bateram palmas.
– Meu Deus tia! — Claire disse surpresa, suas pequenas mãozinhas dos dois lados de sua cabeça. — Você é muito boa.
– É Bella, ensina a gente! — Benjamin disse animado e Bella riu.
– Sabe quem me ensinou? O seu pai, Claire. Quando a gente era pequeno. Eu devia ter a sua idade quando ele me ensinou a primeira vez. — Ela disse sorrindo, se lembrando da amizade que os dois tinham quando pequenos.
– E você não perdeu o jeito. — Edward disse finalmente, fazendo todos notarem sua presença.
– Papai! — Claire gritou, correndo até ele e o puxando para perto do lago. — Ensina a gente igual você ensinou a tia? Porfavorzinho? — Ela pediu com um biquinho irresistível, e Deus, se essa menina pedisse qualquer coisa, ela teria. Não tinha como resistir á algo tão fofo. Bella riu encarando os dois, o que fez Edward sorrir pra ela.
– Com licença crianças, o rei das pedrinhas chegou! — Ele disse cheio de si, o que fez as crianças rirem e Bella revirar os olhos. Ele pegou uma pedrinha e a jogou, fazendo pular 12 vezes na água. As crianças foram a loucura.
– Papai eu não acredito! — Claire estava quase surtando, e era a coisa mais fofa que Isabella já tinha visto.
– Meu Dues tio, você é o rei das pedrinhas mesmo! — Benjamin disse atônito, o que fez Isabella bufar.
– Puff, o tio Edward pode até ser bom em jogar pedrinhas, mas sabem no que ele é péssimo? — Ela o encarou de sobrancelhas erguidas, o que já arrancava um sorriso dele. — Pega-pega. — Bella encarou as crianças, que pularam animadas com a ideia e já saíram correndo. Isabella encarou Edward e foi andando lentamente de costas, ele andando em sua direção.
– Você sabe que eu posso lhe alcançar em segundos, mesmo com a perna um pouco ruim, não é? — Ele disse desafiador, ainda andando em direção á ela, enquanto ela recuava.
– Eu adoraria ver você tentar. — Ela sorriu de canto, e então ele começou a correr, o que fez virar de costas pra ele e correr também. Bella começou a gargalhar, e riu mais ainda quando Edward a agarrou pela cintura e a jogou sob seus ombros.
– Oh querida, eu disse que lhe pegaria facilmente. — Ele riu e mordeu a coxa dela sob o vestido.
– Aiii! Me solta. — Ela gargalhou, quase sem ar para conseguir falar qualquer coisa. Logo depois ele já tinha alcançado Claire e Benjamin, então os quatro caíram sobre a grama do jardim. Todos estavam ofegantes e rindo bastante, então Claire se levantou novamente.
– Benjamin, você não me pega! — Então ela saiu correndo, e logo em seguida Benjamin sorria atrás dela, o que deixou os dois sozinhos. Finalmente, ou não. Edward deitou de lado e encarou Isabella, que olhava o céu. Seu semblante era calmo mas ele a conhecida demais para saber o quão chateada ela estava.
– Ei. — Ela o encarou. — Por que esta assim? — Ele perguntou calmo, acariciando a bochecha dela. Bella virou o rosto.
– Nada. Só cansada de correr. — Ela forçou um sorriso e ele puxou seu rosto, a fazendo olhá-lo.
– Nós dois sabemos que não é isso. — Ele disse ainda calmo. — Eu sei que é difícil para você..
– Não é. — Ela o cortou.
– Se você parasse de ficar na defensiva, talvez nós pudéssemos resolver isso.
– Não tem o que resolver. Sua mulher voltou, é isso. — Ela disse fria.
– Como, ´'É isso" ? O que quer dizer? — Ele a encarou.
– Eu sempre disse a você que não podia competir com Tanya, e ela estava morta. Agora que ela esta viva, muito menos. — Ela disse séria, o encarando. — Não quero atrapalhar qualquer coisa, e eu entendo que a história de vocês foi interrompida, e é natural vocês quererem reviver isso, mas eu só queria te pedir uma coisinha. — Ela o encarou, ao lágrimas formando nos seus olhos. — Só não faça na minha frente, por favor, por que vai ser mais do que o que eu consigo suportar. — Ela respirou fundo. — E se você preferir, eu posso ir embora. Você já esta melhor mesmo. — Ela disse triste. Um bico como o de uma criança se formando em seus lábios, o que fez Edward á achar adorável.
– Bella.. — Ele colocou uma mecha de cabelo dela atrás da orelha.
– Não, por favor, não dificulta mais as coisas. — Ela tirou a mão dele e ele riu.
– Amor, para. — Ele a puxou pra si e a abraçou, beijando o topo da sua cabeça. — Não quero que vá embora, nunca! — Ele beijou a cabeça dela de novo. — Olha pra mim. — Ela o encarou com o bico infantil ainda nos lábios. — Eu te amo e não tenho mais nada pra viver com a Tanya. A nossa história já tinha acabado bem antes de tudo acontecer. E quantas vez vou ter que dizer pra você que não existe competições? Eu amo você agora, e eu estou com você. E a Tanya não vai mudar isso, sim? — Ele beijou o bico dela. — E você fica linda com esse biquinho de criança.
– Posso até ficar linda, mas o "biquinho" que você beijou mais cedo foi o da Tanya. — Ela fechou a cara de um jeito infantil, cruzando os braços, fazendo Edward rir de novo.
– Leelan, desculpa! Foi no calor do momento, e a Tanya me beijou e eu não sabia o que fazer, fiquei sem graça de empurrar ela na frente de todo mundo.
– Vai saber quando esse "calor do momento" vai acontecer de novo né. — Ela revirou os olhos, ainda de braços cruzados.
– Para de ser boba. — Ele a virou pra ele. — Não quero ninguém além de você. — Ele beijou a testa dela. — Não quero outro beijo sem ser o seu. — Ele deu um selinho nela e Bella já foi amolecendo. — E não quero acordar ao lado de nenhuma mulher a não ser você. — Ele beijou a ponta do nariz dela e era isso, ela era dele. — Mas uma coisa é certa, só vamos precisar de paciência com a Claire. Ela ainda não entende essas coisas de adultos e eu não sei se ela ainda acha que eu estou com a Tanya, entende?
– Eu sei. — Ela disse triste, seu rosto se iluminando em seguida. — Ela é um doce de menina, Edward. A coisa mais preciosa desse mundo. — Ela sorriu de canto. — Você não esta se perguntando o que houve? — Bella disse baixinho, com medo de tocar no assunto.
– Mais do que você imagina. — Ele sussurrou de volta. Era extremamente intrigante para o Edward saber como elas estavam vivas e além do mais, saber como o seu pai as encontrara. E em seguida eles sentiram que alguém os observava, o que fez os dois olharem pra cima. Carlisle.
Bella levantou rapidamente e arrumou as roupas, limpando os resquícios de grama em seu vestido. Edward fez o mesmo, se levantando rapidamente.
– Que bonito. Sua família toda lá dentro e você rolando com Isabella na grama aqui fora. — Carlisle disse com desdém, o que fez Bella se recolher em sua insignificância.
– Não sei se sabe, mas eu estou com Bella agora, pai. Então por favor, á respeite. — Edward disse firme, a trazendo para perto de si.
– Oh sim, já tenho ciência, o que não quer dizer que eu aprove tal atrevimento. — Ele disse rude. — Eu a contratei para ser enfermeira, não para ser uma meretriz. — Ele disse grosseiramente, assustando Isabella. O homem que sempre fora como um segundo pai, tão doce com ela, esta ali, lhe dizendo coisas horríveis, e isso á fez pensar se ele sempre fora este monstro. Antes que Bella pudesse dar qualquer resposta á altura, a mão de Edward já tinha voado no rosto do pai, o fazendo cambalear para trás.
– Você, saia da minha casa! Se não pode respeitar a minha mulher, não é bem vindo aqui. — Edward sempre soube que Carlisle gostava de Tanya, mas nunca imaginou que ele pudesse ser tão desagradável.
– Você irá se arrepender disso, Edward. — Ele disse como uma promessa e saiu pisando forte. Bella tremia parada no mesmo lugar. Edward a abraçou.
– Esta bem? — Ele beijou-lhe a testa.
– Uhum. Apenas surpresa. Seu pai nunca me tratou assim. — Ela disse baixo e ele a aconchegou em seu peito.
– Não liga pra ele, ok. Vamos entrar, esta esfriando aqui fora. — Ele a puxou pela mão e eles entraram de mãos dadas, Isabella soltando da mão dele quando chegaram á sala de jantar. Carlisle tinha ido embora sem dar explicações, o que deixou Esme um tanto intrigada, mas não o bastante para ir embora também.
Jasper e Emmett conversavam de canto á um bom tempo, o que deixou Isabella se questionando qual poderia ser o assunto, e pelo o que ela tinha percebido, nem Emmett nem Jasper ficaram surpresos com o presente de Carlisle, o que a fez questionar o quanto seu irmão sabia sobre a família Cullen e o quanto esse segredo poderia ser perigoso.
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