Dark Love
29 Bad blood - Part 2
Notas iniciais
URSS, Sudeste de Leningrado, 16 de abril de 1947 — 11h37 am — Estrada velha de Petersburg, antiga base militar ilegal Alemã
Edward abriu os olhos com dificuldade, sua visão ainda embaçada. Ele piscou várias vezes antes de olhar para o lugar onde estava. Sentiu que havia alguém atrás dele e só podia ser Jasper, que ainda estava desacordado. Quando ele se virou para frente, Isabella estava amarrada em uma espécie de madeira. Seus braços e pernas estavam amarrados, assim como sua cabeça, de forma que ela ficava em pé na frente dele. A barriga dela já estava maior do que ele se lembrava, mas ela estava mais magra.
— Edward! – Ela gritou alarmada e ele abriu os olhos realmente, a encarando. A adrenalina percorreu o seu corpo e ele tentou se levantar da cadeira, mas seus braços e pernas estavam amarrados.
— Bella! – Ele gritou de volta e ela chorou. – Me tirem daqui! – Ele gritou nervoso, balançando a cadeira abaixo de si! – Bella! – Ele gritou com mais urgência e ela começou a chorar.
Carlisle entrou na sala com um sorriso nos lábios, andando até Isabella. Dois homens o acompanhavam.
— Como esta, querida? – Ele perguntou sarcástico, tocando a bochecha dela. Isabella virou o rosto e continuou a chorar.
— Tire as mãos dela! – Ele praticamente rosnou e Carlisle riu, amarrando um pano na boca de Bella.
— Ah, você vai me impedir de algo? Pelo o que eu vejo, você esta amarrado e eu estou solto! – Ele riu de novo e Edward grunhiu. Então os dois homens foram até ela e amarraram sua boca, a impedindo de falar.
— Eu vou matar você, eu juro! – Ele ameaçou e se aproximou dele, segurando-o pelo rosto e esmagando suas bochechas.
— Acredite, eu sou a única coisa que não vai morrer aqui. – Ele disse próximo ao rosto dele, soltando com tanta força que Edward quase caiu para o lado.
— Onde esta Claire? – Edward perguntou com mais raiva ainda.
— Esta com a mãe dela. – Ele deu de ombros.- Gostosinha sua filha, tão novinha. – Ele disse encarando Edward nos olhos. A raiva subiu mais forte nele enquanto ele se debatia na cabeira, fazendo-a pular.
— Se tocar nela... – Ele ameaçou, gritando.
— Vai fazer o que? Oh sim, me matar? – Ele gargalhou. – Tente! – Ele debochou de Edward, sentando em uma cadeira próxima a ele e suspirando em seguida. Então ele deu um soco no rosto de Edward, quase o derrubando da cadeira novamente. – Oh Edward, eu odeio ter que fazer isso com você, mas infelizmente eu preciso acabar o que comecei. – Ele disse sarcástico, dando de ombros.
Edward sentiu alguém apertar sua mão e só podia ser Jasper. Ele devia ter se mexido tanto na cadeira, que agora eles estavam bem próximos. Ele não disse nada sobre Jasper, pois percebeu que ele ainda fingia que dormia e deduziu que ele podia ter algum tipo de plano. Carlisle estava em pé, em frente á uma mesa de madeira cheia de diferentes tipos de armas de tortura, e ele parecia escolher o que usar.
— Antes que eu morra, posso lhe perguntar o porque? – Edward perguntou cético, olhando para Bella em seguida. Os olhos dela estavam arregalados e ele mexia os braços e pernas, tentando em vão se soltar dali. Ele lhe lançou um olhar cúmplice e seu peito apertou por vê-la naquele jeito. Mas ele não podia ficar nervoso nem perder o controle se ele queria vencer. Tanya entrou no quarto no momento seguinte e andou até eles. Carlisle sorriu e a abraçou pelos ombros.
— Chegou bem na hora, Tanya! Eu estava escolhendo algo para o Edward, quer me ajudar? – Ele perguntou animado, virando de costas pra ela e mexendo na mesa. Ela olhou para Edward com os olhos arregalados e discretamente mostrou a ele um gravador que ela tinha em baixo da blusa. Será que ela o estava ajudando, realmente? Ele precisaria testar o risco. – Onde esta Claire? Estou com saudades! – Carlisle sorriu animado e Tanya fez uma careta, sorrindo quando ele se virou para ela.
— Esta com Roza. – Ela disse desconfortável, encarando Edward em seguida. E porra, ele tinha Roza ali também? Será que Ivanov estava com eles?
— Bom.- Ele disse indiferente, suspirando. – Esta difícil, não consigo escolher um brinquedo pra você, Edward. Muitos deles já foram usados de qualquer forma, você se lembra? – Ele se virou para Edward sorrindo. Ele fechou os olhos e respirou fundo, controlando a raiva.
— A primeira tortura a gente nunca esquece. – Ele disse sarcástico e Carlisle riu.
— Isso é bom, você ainda tem senso de humor! – Ele riu novamente, encarando as armas na mesa e escolhendo uma espécie de martelo que havia umas pontas em um dos lados. Aquela porra devia doer pra caralho.
— Antes que você me mate, pode me explicar o porque de tudo isso? Sempre fui intrigado. – Edward perguntou, o encarando. Ele sorriu e foi até ele, se sentando em sua frente.
— Homens, nos deixem á sós por favor. Vão verificar o perímetro do lado de fora. – Ele ordenou e os homens saíram. Ele se ajeitou na cadeira, se aproximando mais de Edward e depositando o martelo no chão. – Bom, por onde começar? Eu gosto tanto dessa história. – Ele sorriu e fingiu que pensava por um momento, depois suspirou. – Bem, eu acho que tudo começou com a minha aliança com os alemães, mas eu acho que isso você já sabe, não é? Andou me investigando. – Ele disse debochado. – Eu nunca fui leal ao meu país. – Ele deu de ombros. – O lado alemão sempre foi mais vantajoso pra mim em questões econômicas, o que eu podia fazer? – Ele perguntou rindo.
— Tudo o que me ensinou sobre honra foi uma grande mentira. – Edward disse cético e ele riu.
— Ah Edward, quando eu achava que você era o meu filho, eu realmente queria algo bom pra você, e eu estava te preparando para me suceder. Mas bem, depois que eu descobri o que a vagabunda de Esme fez, eu tive que mudar meus planos um pouquinho. – Ele deu de ombros e Edward trincou os dentes.
— Você não pode falar da minha mãe. – Ele disse nervoso e Carlisle gargalhou.
— Sua mãe? – Ele riu mais ainda. – Ai Edward, Edward, tão ingênuo! – Ele riu mais um pouco. – Esme não é sua mãe. Os seus pais são Roza e Ivanov, os empregados. – Ele disse rindo e a cara de Edward foi de choque. – Não esperava por isso né? Eu fiquei com essa mesma cara que você esta agora quando descobri. Rosa e Esme ficaram grávidas na mesma época e o parto acabou sendo no mesmo dia. O filho meu e de Esme nasceu morto, e de Roza veio você. Como ela não tinha dinheiro para te criar, Esme te criou como nosso filho e eles ficaram com o meu filho morto. – Ele disse como se não fosse grande coisa e Edward se sentia branco como papel. – Eu descobri antes de irmos para a guerra, então meu plano mirabolante se iniciou a partir daí. – Ele sorriu. – Sejamos francos, eu nunca fui um homem bom. – Ele deu de ombros. – E eu nunca te amei realmente, mesmo quando achava que você era meu filho. – Ele disse simplesmente e Edward sentiu nojo.
— Você é um psicopata. – Ele disse frio e Carlisle sorriu.
— Obrigado! – Suspirou. – Mas enfim, continuando. Essa é minha parte favorita.- Ele sorriu mais abertamente. – Logo depois veio o seu casamento. E ai vai algo que você não sabe, Tanya é uma alemã, não é legal? – Ele sorriu e Edward encarou Tanya. Ela abaixou os olhos, envergonhada. – Eu uni o útil ao agradável. Você precisava de uma esposa e eu precisava selar minha união com os alemães na guerra que chegava, e bem, qual a melhor forma de fazer alianças a não ser pelo casamento, não é mesmo? – Ele disse debochado e Edward continuou com os dentes trincados.
Ele sentiu Jasper se mover levemente atrás dele, até que sentiu algo pontudo tocar em sua mão. O bastardo tinha uma lâmina com ele, e por Deus, as chances deles saírem dali vivos tinha acabado de aumentar 300%.
— E bem, quando eu soube que você não era meu filho, os caras ficaram putos! E porra, eu apanhei bastante. – Ele suspirou e se inclinou na direção dele. – Você acha certo Edward, eu apanhar por um bastardo como você? – Ele indagou fazendo um bico irônico, sorrindo depois. – Você precisava sentir o que eu tinha sentido na tortura, então eu inventei a história toda sobre Tanya, e adivinhe, eu mandei capturarem você, mas acho que já sabia disso também, não é? – Ele sorriu. – Eu tenho que admitir, vocês pesquisaram bem. – Ele bateu palmas de forma debochada. – O resto você já sabe, não? Eu mantive Tanya e Claire na casa dos pais dela por um ano e blá blá blá. – Ele terminou impaciente, se encostando na cadeira.
— E sobre Isabella. – Edward perguntou nervoso, a encarando de novo. Ele revezava os olhares entre Edward, Tanya, Carlisle e sua barriga. Ele se agitou na madeira quando Carlisle levantou de sua cadeira e se aproximou dela. Jasper ainda trabalhava nas cordas que os amarravam, mas era muito difícil conseguir cortá-las.
— Ah, linda Isabella. – Ele se aproximou mais dela e passou o indicador em sua bochecha. Ela voltou a chocar e virou o rosto. – Tenho que admitir também, você escolheu bem, Edward. – Ele sorriu e passou a mão pela lateral do corpo dela, passando a mão pelas coxas dela e as apertando. Ela se agitou de novo, se debatendo. O sangue de Edward subiu e ele berrou.
— Não a toque! – Ele disse tão nervoso que seu rosto ficou completamente vermelho. Carlisle fingiu susto e o olhou, levantando os braços como se rendesse, depois se virando para ela.
— Não se preocupe, docinho. – Ele passou a mão pelo rosto dela de novo. – Quando eu mata-lo, nós vamos ter nosso tempo juntos. – Ele sorriu e Edward grunhiu. Carlisle suspirou de novo. – Edward, estou perdendo a paciência com você. Não gosta de dividir? – Ele perguntou sarcástico e Tanya encarou Edward de olhos arregalados, tocando o gravador por cima da sua blusa, lembrando Edward que ele estava ali. Ele respirou fundo e a cor da sua pele foi voltando ao normal. Carlisle bufou. – Vamos acabar logo com isso! – Ele disse simplesmente, andando na direção de Edward.
— Espere. Eu preciso entender por que matou os pais dela. Não fez sentido pra mim você ter sido tão descuidado, eu achei tudo tão facilmente. – Edward o desafiou, sabendo que isso o faria falar. Carlisle riu e se sentou na frente dele de novo, ficando de costas para Tanya e Isabella. Tanya se aproximou dela e colocou o dedo indicador sobre a boca, pedindo o silêncio dela, então ela afrouxou o aperto nos braços de Isabella, que agradeceu com os olhos.
— Descuidado? – Ele perguntou ofendido. – Eu fiz tudo perfeito, Edward! Mas eu creio que você não encontrou o motivo. – Ele sorriu desafiador e Edward deu de ombros.
— Realmente, isso me deixou intrigado. – Ele disse sério e sentiu uma movimentação em suas mãos de novo, sentindo a corda se afrouxar ali, mas ainda não era a hora. Carlisle suspirou.
— Essa história é um pouco chata. – Ele fez uma careta. – Eu e Charlie éramos melhores amigos, nós sempre fomos. Você deve estar surpreso por eu ter tido algum amigo na vida, mas ele tinha sido o único que eu havia gostado pelo menos um pouco. – Ele fez uma careta, sorrindo depois. – Resumindo, ele estava me investigando e descobriu que eu tinha uma aliança com os alemães e ameaçou me expor para o exército. Então eu mandei capturarem os filhos dele, os deixando em um cativeiro, depois esse seu amigo intrometido os achou. – Ele deu de ombros. – E sobre Isabella e Renée, bem, o estupro foi uma consequência né, os alemães são uns loucos por sexo, você deve saber. – Ele disse debochado e Isabella voltou a chorar. Ele segurou firmemente na madeira e mordeu o pano em sua boca, segurando a raiva. – Charlie acabou descobrindo que eu havia mandado os homens na casa dele foi atrás de mim para me matar com Renée. – Ele começou a rir. – Você devia de ver como foi engraçado, ele acreditou que tinha uma chance. – Ele riu mais ainda. – Eu dei um tiro na cabeça de cada um, nada muito emocionante. – Ele deu de ombros. – Isabella era para ter morrido também, mas Esme foi atrás dela antes e acabou cuidando dela. – Ele revirou os olhos. – E não me restou nada além de fingir que eu gostava dela, né? Eu tinha algumas aparências para manter no exército da Rússia, infelizmente. Depois Jasper salvou você e tudo mudou. Isabella voltou pra casa dela e Esme ficou em cima dela por um tempão e eu nunca tive uma chance. – Ele disse triste. – Depois veio a ideia de cuidar de você e ela acabou ficando sobre sua proteção. – Ele bufou. – Então eu mandei Tanya de volta pra me ajudar, eu tinha cansado de vocês realmente. – Ele deu de ombros de novo, suspirando e se levantando da cadeira. – Essa história é chata, mas ainda bem que agora podemos dar um final bem legal á ela. – Ele disse sorrindo, pegando o martelo do chão. — Eu fiz tudo, Edward. Eu manipulei tudo e todos e eu matei todos em meu caminho, e agora só faltou você e a sua namoradinha. Finalmente podemos ter um tempo juntos. – Ele disse sorrindo, apertando um botão sobre a mesa e aproximando a boca do mesmo. – Subam dois homens, agora. – Ele ordenou.
— Agora. – Jasper sussurrou para Edward, que soltou as mãos das cordas já frouxas, as arrebentando.
Carlisle arregalou os olho e foi para cima dele com o martelo. Edward desviou e o socou na barriga, fazendo ele se curvar. Jasper pegou as armas no canto da sala, indo até a porta. Quando os dois homens entraram ele atirou em ambos, indo até Isabella e ajudando Tanya a soltá-la.
Edward desarmou Carlisle e o socou no rosto. Carlisle revidou, o socando no mesmo lugar de antes, fazendo ele sentir mais dor. Aproveitou e o chutou no peito, jogando Edward contra a parede. Ele se levantou com dificuldade e andou até Carlisle, se jogando em cima dele, derrubando os dois no chão. Eles rolaram, se socando e chutando, de uma forma que Jasper não conseguia mirar em Carlisle, com medo de acertar Edward.
Ele e Tanya terminaram de soltar Isabella e Jasper tirou o pano da boca dela. Ele a colocou no chão e no momento seguinte ele se curvou de dor, colocando as mãos sobre a barriga.
— Ela esta com contrações. – Tanya disse alarmada e ela e Jasper a carregaram até uma sela, deitando-a em um lençol rasgado ali. Isabella gritou de dor mais um vez e Tanya correu para a sala, procurando que pudesse ajudar no parto. Enquanto ela procurava, Edward e Carlisle ainda se socavam, e no momento seguinte, três homens entraram na sala.
— Jasper! – Tanya gritou, pegando uma arma sobre a mesa e mirando nos homens, errando miserávemente. Um dele atingiu a perna dela de raspão e ela acabou caindo no chão. Jasper saiu da cela e atirou em um deles, rolando sobre o chão e atirando em outro, matando o terceiro em seguida. Ele correu até Tanya, que chorava de dor. Então Isabella gritou de novo. Dois homens entraram na sala e Jasper se escondeu com Tanya trás da madeira que Isabella estava. Ele se virou direcionando os tiros para os homens, acertando em um. O cartucho da arma dele acabou, mas rapidamente ele foi sobre a mesa e pegou uma nova arma, se colocando atrás da madeira á tempo de se proteger. Por sorte deles, havia um metal rígido atrás da madeira, o que os protegia dos tiros. Tanya gritava de dor, assim como Isabella.
Jasper se virou denovo, atirando na direção dos homens, os matando. Ele olhou para Carlisle e Edward e eles ainda estavam no chão. Ele escutou passos no corredor e olhou para Tanya.
— Consegue correr até a Bella? – Ele perguntou nervoso, já completamente suado. Ela assentiu sem muit certeza, se levantando e gritando de dor. – EU cubro você. – Ele disse confiante e ela começou a cambalear até a sela. Um homem entrou e atirou na direção deles, errado. Jasper atirou na direção dele, atingindo sua perna depois sua cabeça. Tanya finalmente chegou até a cela e se ajoelho na frente de Isabella enquanto ela gritava de dor. Jasper matou o próximo homem que entrou, e o outro. Ele recarregou a arma e correu até a porta, a trancando.
Correu até onde Edward e Carlisle estavam, pegando uma seringa em cima da mesa e indo até eles. Edward conseguiu segurar Carlilse pelos pescoços, o enforcando. Jasper foi até eles e colocou a seringa no braço dele, fazendo ele desmaiar. Ele caiu no chão com força e Edward suspirou. Ele estava ensanguentado e um dos seus pulsos tinha quebrado. Antes que eles pudessem falar algo, o grito de Isabella veio alto de dentro da sela. Edward e Jasper correram até lá, encontrando-as no chão. Ele se abaixou do lado de Bella.
— Vai nascer. – Tanya disse nervosa. Jasper se abaixou ao lado de Tanya e ela ficou entre as pernas de Isabella. – Bella, quando vier a contração, você empurra, ok? – Ela pediu nervosa e Isabella começou a chorar, gritando de dor novamente.
— Eu não consigo. – Ela chorou, nervosa. Edward segurou a mão dela firme na sua, a encarando. Ela chorou ainda mais ao vê-lo.
— Vamos amor, você consegue sim. – Ele sorriu, colocando a cabeça dela em cima de suas pernas, afastando os cabelos suados de sua testa. Ela respirou fundo e encarou Tanya.
A próxima contração veio e ela gritou.
— Empurra! – Tanya gritou pra ela, que fez toda a força que podia. Logo em seguida mais uma contração, então ela empurrou de novo, gritando alto.
Jasper pegou o rádio dele e pediu reforços médicos para os seus homens. Isabella gritou de novo e empurrou mais um vez.
— Eu estou vendo! – Tanya disse nervosa. – Vamos, Bella! – Ela encorajou e Isabella gritou de novo, fazendo força. – Esta vindo! – Tanya disse animada, vendo a cabeça do neném aparecer. – Com toda força, Bella. – Ela pediu. E quando a dor veio, ela uniu todas suas últimas forças e empurrou.
Logo depois um choro alto ecoava pela sela. Tanya começou a chorar, segurando o bebê ensanguentado em suas mãos. Edward soltou a mão boa de Isabella e pegou o bebê nos braços. O cordão umbilical ainda estava ali, pois nenhum deles sabia como fazer isso. Mas Jasper já havia chamado o resgate, então logo estaria bem.
— É o nosso garoto, Bella. – Ele disse emocionado, finalmente conseguindo chorar por tudo. Ela chorou também, sorrindo pra ele e olhando o bebê. De repente ela se sentiu fraca de mais e seus olhos se fecharam lentamente. Edward, que olhava sorrindo para o bebê, a encarou e arregalou os olhos. – Bella?! – Ele chamou, gritando. Tanya se levantou e Jasper correu até eles. Tanya pegou o bebê de Edward e ele se debruçou sobre ela, segurando em sua rosto. – Bella! – Ele gritou em cima dela e Jasper abaixou ao lado dos dois.
— Ela não esta respirando. – Jasper gritou nervoso e Edward juntou as duas mãos, pressionando sobre o peito dela e fazendo força. Jasper levantou correndo e voltou para a sala, revirando as gavetas. Ele correu até uma mesa de metal onde tinham um frascos e algumas seringas, procurando algo ali.
Edward fazia massagem cardíaca nela, seus olhos arregalados em desespero enquanto ele chorava, não obtendo resposta dela.
— Você não vai morrer, não vai! Não vai me deixar, Bella! – Ele disse nervoso, forçando o peito dela mas uma vez, colocando ar em sua boca voltando a apertar as mãos no peito dela com força. – Volta! – Ele gritou, ainda fazendo força no peito dela. A sua mão doía como o inferno pelo pulso quebrado, mas a dor de perde-la era maior que isso. – Bella, não me deixa, por favor! – Ele pediu gritando, as lágrimas caindo pelo seu rosto. – Você prometeu que ficaria comigo! – Ele gritou pra ela, ficando cansado. Ele abaixou o rosto na frente do dela, tocando seu rosto. – Você é a minha luz, leelan. Por favor. – Ele pediu chorando, tocando o peito dela e esperando sentir algo, mas não tinha nada.
Jasper voltou correndo e colocou uma seringa no peito dela firmemente, depositando o líquido ali. Ela abriu os olhos de repente encarando Edward do lado dele. Ele sorriu abertamente, enquando chorava mais. Logo depois a porta se abriu em um estouro e os homens de Jasper entraram, junto com os paramédicos. Ele os chamou para dentro da sela e eles atenderam á Bella e o bebê. Edward manteve a mão segurando a dela enquanto os médicos a estabilizavam. Eles cortaram o cordão do bebê e o limparam, assim como Isabella. Como estavam longe demais do hospital, fizeram assepsia e suturaram ela ali mesmo, parando o sangramento. Eles enrolaram o bebê em um cobertor térmico e colocaram Isabella em uma maca. Ela já estava desacordada quando Edward precisou soltar sua mão. Os paramédicos á levaram para cima e Tanya acompanhou os soldados para indicar onde Roza, Ivanov e Claire estavam. Alguns soldados e policiais chegaram no local, amarrando Carlisle e o levando para a polícia. A mão de Edward terminou de ser engessada pelos paramédicos e então ele subiu também, junto com Jasper.
Chegando lá em cima, Claire, Roza e Ivanov estavam sentados em uma mesa, recebendo comida e em volta de cobertores. Edward andou até eles, indo até Claire. A garotinha correu até ele e o abraçou. Ele chorou novamente, aliviado por ter sua filha em seus braços. Roza e Ivanov foram até os dois e Edward os abraçou, emocionado demais para falar qualquer coisa. Ele os amava muito, e de qualquer forma eles sempre foram pais para ele. Apesar da omissão, ele poderia deixar a conversa para depois, agora ele queria aproveitar que sua família estava bem.
Carros de resgate vieram buscar todos, assim como a polícia criminal, que precisava avaliar o local. Edward foi embora com Claire, Ivanov e Roza até o hospital. Eles tinham ferimentos leves, mas estavam indo para ver Bella e o bebê.
Edward suspirou aliviado, depois de todas as coisas ruins, finalmente tudo começaria a dar certo.
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