Dark Love

28 Bad blood - Part 1


Notas iniciais
Oi amoooresss, como estão? entãao, esse cap, como ficou bem grande, vai ser dividido em duas partes, ok? a outra parte eu acho que já posto no meio da semana!! Queria agradecer a Sol35 e a Buverlita pelas recomendações, EU AMEEEEI!! obrigada mesmo ♥ a fic esta chegando no fimmmm, então eu espero que gostem desses capítulos finais, e queria agradecer MUITO quem me acompanhou até aqui, foi muito importante!! beijaao e aproveitem o capítulo ♥

URSS, Leningrado, 16 de abril de 1947 — 7h32 am— Mansão de Edward Cullen Scherbítsky

A manhã chegou mais rápido do que o esperado.

Edward nem se importou em tomar seu desjejum, colocando sua antiga farda e se encarando no espelho. Era um pouco dolorido pra ele se ver naquela roupa depois do todo esse tempo, e ainda mais depois de todas as coisas que aconteceram com ele, depois de todas as coisas ruins que ele viu na época que usava farda. Todas as mortes, todas as explosões, todo o medo. Ele se olhou no espelho e respirou fundo, fechando o último botão da camisa do uniforme. Vestiu suas botas pretas e as amarrou firmemente. O seu pé já era algo praticamente curado, mas ainda o incomodava um pouco.

Foi até o armário e pegou as armas, guardando as maiores em uma grande mochila verde escura, equipando as armas menores pelo seu corpo – uma no cós da calça, outra em um suporte de perna, uma em cada lado do seu tórax abaixo do braço e uma maior no suporte em suas costas. Era até assustador precisar de tantas armas de fogo assim, mas ele estava ciente que poderia precisar matar alguns homens de seu pai, e ele sinceramente não estava ligando. Pra quem matou vários homens na guerra por nada, matar alguns pra salvar Isabella e seus filhos não parecia grande coisa.

Ele se olhou uma última vez no espelho e suas cicatrizes nunca doeram tanto. Se ver ali, com aquela roupa, com armas, ele se sentia como se estivesse indo para uma guerra realmente, e todas as lembranças que ele tinha de guerras não eram boas. Passou o dedo indicador em uma de suas cicatrizes, — coisa que raramente ele fazia – e se permitiu relembrar das suas épocas de luta, pelo menos por um momento. Apesar de ser dolorido, ele precisava daquela vontade que tinha quando ia ás batalhas, ele precisava saber que o medo existia para que pudesse se preparar. E o medo estava ali, com todos os homens e mais ainda com ele. O medo da falha era grande, mas ele ia se esforçar ao máximo. E se nada desse certo, estava pronto para deixar o mundo para trás. Se antes, perder a mulher e a filha quase o fizeram morrer, agora, se ele perdesse Claire novamente, Isabella e seu filho, não iria restar realmente nada para ele aqui, a não ser pela morte.

Seus pensamentos foram interrompidos por Jasper, que abriu a porta subitamente. Ele também vestia a farda e estava com armas de fogo, mas nada como Edward.

— Porra, você parece um homem bomba, camarada. – Ele disse levemente divertido, indo até o amigo. Edward forçou um pequeno sorriso. O rosto de Jasper fechou novamente. – Os homens já estão á postos lá em baixo, estamos com 5 jipes com 10 homens em cada e ainda temos o nosso, onde vamos em 5. Ao todo somos em 55, mas já avisei ao Major para ficar proximamente á postos, caso precisemos de reforços. – Ele disse pesadamente. Todos sabiam que seria difícil, além de que Tanya poderia estar mentindo sobre o local.

— Esta ótimo. – Edward disse severamente, respirando fundo. – Jasper, se o pior acontecer, eu quero que seja você á fazê-lo, você me entende? – Ele pediu frio, encarando o amigo profundamente. Tantas coisas que eles passaram juntos, tantos momentos, tanto sofrimento, tanta alegria. Parecia a coisa certa, morrer na mão de seu melhor amigo. Jasper cambaleou um pouco com o pedido, fechando a porta atrás de si e indo até ele.

— Você não pode me pedir isso, — Ele começou a falar mais foi interrompido.

— Por favor? Você sabe como foi a merda pra mim, e eu não vou conseguir passar por isso de novo, não se eu perder meus dois filhos e ainda por cima Isabella. – Ele engoliu o nó na garganta e se aproximou de Jasper. – Eu te amo, cara. Você é meu melhor amigo, um irmão pra mim, por favor, não me deixa continuar vivendo nesse mundo se as pessoas que eu mais amo forem embora. – Ele pediu em súplica, encarando Jasper tão firmemente nos olhos que até a atmosfera do quarto se tornou pesada.

— E Alice? E a Esme? Como eu posso dizer á elas... – Jasper contradisse preocupado.

— Elas vão entender, Jasper.

— E o seu pai, você não quer saber quem é o seu pai? Como você pode, — ele negou com a cabeça – eu não posso fazer isso, porra! Você é meu melhor amigo, você – ele parou novamente, passando a mão pelos cabelos – Não pode estar me pedindo pra por uma bala na sua cabeça, porra! – Ele esbravejou, completamente surtado e desconcertado com a situação. Ele entendia Edward em partes, mas ao mesmo tempo ele não sabia se seria capaz.

— Eu não sei se quero saber do meu pai realmente, Jasper. Eu entendo que eu posso nunca ter uma conversa decente com a minha mãe sobre isso, e eu não ligo de morrer com essa pendência. – Edward permanecia calmo, como se essa possibilidade, mesmo sendo provável, seria algo que não o incomodaria verdadeiramente. – E por favor, não atire na minha cara, minha mãe pode querer me velar ou algo assim. – Ele disse naturalmente e Jasper riu nervosamente.

— Você só pode estar brincando comigo, seu fodido! Eu não vou fazer isso, Edward. – Jasper disse firmemente, o encarando.

— É a última coisa que eu peço a você. – Edward disse firme, mas ao mesmo tempo seu rosto foi se suavizando e seus olhos ficaram marejados. – Você sabe como eu as amo mais que minha própria vida, cara. Você sabe como ter Claire de volta foi mais do que o mundo pra mim, você sabe como Isabella é o amor da minha vida, é tudo o que faz sentido, e você sabe como eu sonho com esse filho nosso. Pode imaginar viver sem tudo isso? – As lágrimas começaram a correr pelo grande rosto assustador dele, e elas pareciam tão pequenas ali, mas elas significavam uma dor enorme. – Pode imaginar acordar de manhã e não ter sua filhinha lhe acordando com beijos? Ou deitar a noite sem a mulher que você ama do seu lado? É devastador, cara. Por favor, não me deixa viver desse jeito. – Ele limpou o rosto, segurando o amigo pelos ombros. – Se você não fizer, eu vou fazer. Eu preferia morrer por misericórdia do que por suicídio, mas se você não puder eu vou fazer de qualquer jeito. – Ele respirou fundo. Os olhos de Jasper também já estavam marejados, e por um momento ambos se sentiram uns maricas por chorarem assim. Mas eles não podiam fazer nada, porque de todos os colhões que eles tinham, eram sensíveis na mesma proporção.

— Seu merda fodido da porra, tudo bem. – Ele disse com dor no peito, fechando os olhos com força e depois encarando Edward novamente. – Eu fodidamente te odeio por me pedir isso e eu me odeio por não ter sido mais firme em dizer não. – Ele balançou a cabeça em negação, então os dois grandes homens se abraçaram como irmãos, colocando todo o sentimento ali, porque talvez este poderia ser o último abraço que eles dariam.

— Chega desse momento sentimental, ok? Nós temos que balear alguns traseiros. – Jasper disse, se soltando de Edward e arrumando a farda. Eles se ajeitaram e saíram do quarto, pegando a mochila de munição pelo caminho.

Edward jogou a mochila de armas e a de munição na parte de trás do jipe. No carro iriam ele, Jasper, Emmett, Rickon – um dos oficiais e Jaime, o segundo major. Terminando de arrumar o carro para sair, ele se virou para a porta de entrada, vendo Alice e Esme ali. As duas estavam com o semblante completamente preocupado, e doeu nele as ver ali, ele sentia como se as abandonasse, e ele esperava do fundo do coração que pudesse voltar pra casa. Ele andou até elas pesadamente, lenteando o momento por mais tempo que pudesse, olhando para as duas com o maior carinho do mundo e memorizando suas feições. A primeira a vir ao seu encontro foi a sua mãe, que o abraçou com tanto amor que o fez querer chorar de novo.

— Mãe. – Ele disse carinhosamente e então Esme caiu em lágrimas.

— Meu filho, eu o amo tanto. – Ela o abraçou apertado, chorando em seu peito. Afastou o rosto dele depois de um tempo e olhou para cima, encarando seu rosto. – Por favor, me prometa que independente do que Carlisle lhe dizer, você nunca vai deixar de me amar. – Ela disse triste, voltando a chorar em seguida. Ele segurou o rosto dela nas mãos e beijou sua testa.

— Você é minha mãe, eu nunca vou deixar de amar você. – Ele disse doce e ela chorou mais ainda. – O que foi, mãe? – Ele perguntou preocupado. Esme limpou o rosto e passou uma das mãos pelos cabelos, respirando fundo.

— Eu fiz algo, eu – ela voltou a chorar compulsivamente, sem condições de falar. Ele ficou levemente nervoso mas não achou que seria grande coisa, afinal, o que de tão grave ela poderia ter feito?

— Mãe, esta tudo bem! Se acalme! Eu vou com Jasper e os homens e nós vamos trazê-las de volta á salvo, sim? Então depois nós podemos conversar. Eu amo você e nada via mudar sobre isso, ok? Só por favor não chore, eu preciso do seu apoio. – Ele disse carinhosamente, acariciando o rosto de Esme. Ela ficou tão tocada pelas palavras que já o abraçava de novo, beijando o seu peito e se soltando dele em seguida, acariciando seu rosto.

— Eu te amo, meu menino. – Ela disse doce, então ele se abaixou na altura dela para que ela pudesse beijar-lhe a testa. Eles deram um último abraço e Esme foi de encontro á Jasper. Edward os observou se afastarem e viu como a conversa era tensa ali, mas não pode dar muita importância porque logo sua irmã já estava ao seu lado, socando seu ombro largo.

— Ei, idiota! – Ela chamou divertida, socando a barriga dele desta vez.

— Ei, formiguinha. – Ele respondeu sorrindo de canto. Ela riu sem humor e socou seu quadril, quase esbarrando em uma das armas.

— Você parece um campo minado. – Ela disse divertida, mas a dor em sua voz era iminente, e ver o irmão indo para um caminho que poderia ser sem volta a assustava demais. Ela parou na frente dele e o encarou com os olhos brilhando pelas lágrimas, mas Alice era forte demais pra chorar. – Me prometa. – Ela ordenou firmemente. – Me prometa que não vai fazer nada estúpido, e que logo você vai trazê-las de volta. – Ela continuou firme mesmo com os lábios tremendo pelo choro. – Me prometa, Edward. – Ela ordenou de novo, deixando escapar uma lágrima, que ela limpou rapidamente. – Prometa. – Ela disse mais alto e com mais firmeza. E ele, que até então estava quieto, a abraçou firmemente, embalando-a em seu colo. – Por que você não me promete? – Ela disse mais frágil, não conseguindo segurar o choro.

— Você sabe que eu não posso te prometer isso, Alice. – Ele disse com o peito apertado, a abraçando como se precisasse disso pra respirar.

— Seu idiota, você pode. – Ela disse chorando. – Me promete, Edward. – Ela pediu em meio ao choro, e ele fechou os olhos com força, mordendo o lábio inferior pra não chorar novamente. – Me promete. – Ela repetiu de novo, chorando inconsolavelmente enquanto ele a abraçava. Depois de um tempo o choro dela se acalmou, então ele a encarou nos olhos. Ele sabia que seria difícil, mas nunca pensou que fosse doer tanto a possibilidade de nunca mais ver sua irmã.

— Eu te amo, e eu vou te amar pra sempre. – Ele disse sentido, seus olhos se avermelhando.

— Não faz isso, Ed. – Ele pediu chorando, tentando parar uma despedida que era necessária.

— Eu amo você. – Ele a ignorou, continuando. – E isso não vai morrer, Allie. Se o pior acontecer, eu prometo que vou ficar por perto. – Ele disse triste e ela chorou novamente, seus pequenos ombros chacoalhando. – E vai ficar tudo bem, ok? Não vou te prometer o que eu não posso cumprir, mas eu prometo que eventualmente vai ficar tudo bem. E por favor não seja tão dura sobre isso, porque o que eu tiver que fazer por elas eu vou fazer, você entende? E eu sou muito grato e orgulhoso de você, realmente. E se eu for embora, você viva. Vende essa casa, se mude com Jasper para longe e viva, ok? – Ele acariciou o rosto molhado dela, beijando sua testa.

— Eu te amo muito, seu idiota. – Ela beijou a bochecha dele, demorando mais do que o necessário. – Você precisa voltar porque a sua tatuagem não esta terminada. – Ela disse com um bico enorme e ele acabou rindo, a abraçando de novo. – Eu te odeio mas eu te amo, Ed. – Ela disse de um jeito fofo, beijando o peito dele enquanto o abraçava. Ele beijou a testa dela e eles se soltaram de uma forma muito dolorosa, então ele andou em direção ao jipe sem olhar pra trás, por que ele sabia que se ele virasse o choro voltaria como uma bala em sua direção.

Ele entrou no jipe, assim como todos os homens. Quando estavam á postos, Jasper deu partida no carro, dando uma última olhada em Alice, que chorava compulsivamente. Ele lançou um sorriso triste a ela, que sorriu de volta, então ele segui com o carro, guiando os demais.

URSS, Sudeste de Leningrado, 16 de abril de 1947 — 11h37 am — Estrada velha de Petersburg, antiga base militar ilegal Alemã

Depois de algumas horas eles finalmente haviam chegado no local indicado por Tanya. Os jipes pararam uns 2 quilômetros de distância da antiga base. Na época da guerra, o galpão tinha se tornado uma área de refúgio dos soldados alemãs, mas no final da guerra apenas ficou abandonado. As autoridades nunca chegaram a capturar nenhum soldado ali, pois até então era um local desconhecido. Mas não havia dúvidas de mais nada ali, ao chegarem no local, a primeira coisa que se via era um grande símbolo na parte da frente do balcão, indicando território alemão. Haviam três jipes em volta do local, mostrando que realmente havia alguém ali. A esperança no peito de Edward aumentou, assim como o medo. Eles estacionaram os jipes atrás de umas árvores na redondeza, todos os homens desceram dos carros e se reuniram para repassar o plano.

— Bom, nós precisamos atacar de surpresa, e certamente aparecer com um jipe na porta não é a melhor opção, então vamos nos dividir em 4 grupos. Um grupo entra pelos fundos do galpão, dois entram um por cada lado, e o outro entra pela frente. Eu e o Emmett vamos entrar pelo telhado com mais dois homens. O plano é cercas o galpão por todos os lados e atacar de surpresa. Todos estão com comunicadores? — Jasper indagou sério e os homens assentiram. — Ótimo. Só chamem os reforços se for necessário, sim? Quanto menos pessoas envolvidas melhor. Pelas minhas contas, Carlisle deve ter uns 25 homens com ele, então deve ser fácil. — Ele disse confiante.

As últimas ordens foram passadas e os homens se dividiram em 4, Edward ficando com o grupo que entraria pela frente da casa. Eles equiparam as armas e cada grupo correu em direção ao galpão, mas sempre mantendo o silêncio. Quando o grupo de Edward começou e se aproximar do local, eles diminuíram o passo e tomaram um cuidado enorme com o barulho. Ao se aproximar mais eles notaram dois guardas na porta. Edward parou o seu grupo e pegou a arma com silenciador. O melhor soldado do grupo se colocou ao lado dele. Eles se abaixaram, assim como todos os homens, e miraram nos guardas da frente.

Tiro.

Tiro.

Os dois guardas caíram no chão, o silenciador abafando o barulho. Eles se aproximaram na porta de entrada e dois soldados deram mais dois tiros em cada guarda, só por segurança. Eles vasculharam os bolsos dos homens e acharam as chaves do local, assim como cartões de identificação.

— Aqui é Alfa 1, estamos prontos para entrar. Câmbio. — Edward se comunicou com os grupos, parando em frente da porta e a encarando. Seu coração batia tão acelerado que ele sentia como se beirasse um ataque cardíaco.

— Aqui é alfa 3, nós também estamos prontos, câmbio. — o grupo de trás avisou.

— Alfa 5, já estamos em posição. — Jasper comunicou. Em seguida os outros dois grupos já estavam a postos.

— Alfa 1, vamos entrar. Câmbio. — Edward comunicou pelo rádio. Seu coração estava prestes a sair por sua boca. Um dos soldados pegou a chave capturada dos guardas e eles abriram a porta do galpão, entrando em posição de confronto.

Ao entrarem no local, tudo estava escuro e aparentemente vazio. Os homens ligaram as lanternas de suas armas e analisaram o perímetro, mas sem dar nenhum passo. A arma de Edward estava apoiada em seu ombro e seu queixo estava perto do gatilho, e ele sentia como se ela pesasse uma tonelada em suas mãos suadas. Nenhum homem fez barulho algum, eles apenas olhavam de um lado para o outro, prontos para atacar, mas aparentemente não havia ninguém ali.

O local estava vazio. Algumas mesas espalhadas, pedaços de madeira e cortinas rasgadas pelas paredes, que estavam quase todas pichadas. Haviam colunas enormes pelo galpão, o que não possibilitava a visão perfeita deles no local.

Edward deu um passo a diante e um tiro foi disparado do andar de cima. Os homens se posicionaram e miraram na direção do atirador, devolvendo com uma sequencia de balas. No segundo seguinte, 10 homens saíram de trás das colunas, apontando em direção ao grupo de Edward.

Ele mirou e atirou um na cabeça.

Dois.

Três.

Seus outros homens mataram mais três, restando quatro inimigos. Eles andaram pelo galpão, também se escondendo entre as pilastras, mas um tiro foi disparado e atingiu um homem do grupo, o matando na hora. 5 homens do andar de cima começaram a atirar na direção deles, fazendo o pulso de Edward acelerar quando uma bala passou muito próxima a ele, atingindo a pilastra que ele se escondia.

Para a sorte deles, os outros grupos entraram no local, atirando nos homens de Carlisle. Jasper surgiu no andar de cima e matou dois homens. Emmett atirou em um deles mas acabou errando, sendo atingido no braço. Ele caiu no chão e gritou de dor. Edward ouviu a voz dele gritando por ajuda, mas a situação deles não era tão boa assim.

Mais 10 homens de Carlisle surgiram do nada, atirando para todos os lados. 3 homens deles morreram e Edward conseguiu matar mais dois de Carlisle.

— Tirem ele daqui! — Gritou Jasper para seus homens. Dois deles pegaram Emmett pelos braços e saíram pela porta do telhado, o tirando da zona de confronto. Jasper e os outros 2 homens desceram, indo em ajuda do grupo do andar de baixo. A situação deles era favorável, mas eles já tinham 4 homens caídos, Emmett fora baleado e dois soldados haviam saído com ele, o que os deixava com 48 homens. Jasper fez uma contagem rápida e haviam 21 homens de Carlisle. Ele correu até o encontro de Edward, matando dois homens no processo, chegando até a pilastra que ele estava.

A troca de tiros não tinha trégua, e Edward e Jasper conseguiram trocar olharem por um segundo, então eles assentiram e viraram ao mesmo tempo na direção dos homens de Carlisle, atirando com toda a força. Logo de cara eles já mataram três homens, voltando para a proteção para recarregar a arma.

Uma morte.

Quatro mortes.

Duas mortes.

Edward estava suando quando finalmente todos os homens de Carlisle estavam no chão. Havia sobrado 45 homens deles, o que era algo realmente triste. Mas infelizmente, não havia tempo para pensar nos mortos agora, hoje era sobre os vivos.

Eles andaram pelo local sempre em alerta, procurando algo que lhe desse pistas. Edward correu pelo balcão, não encontrando nenhum sinal de suas meninas. Seu coração acelerado apertou em seu peito, e por um momento ele perdeu as esperanças.

Andando mais um pouco pelo balcão, ele encontrou uma porta de metal, e esta havia uma espécie de dispositivo de bloqueio.

— Jasper? Venha até aqui! — Ele gritou para o amigo, que correu em sua direção.

— O que tem ai? — Ele perguntou, se aproximando do amigo.

— Esta trancada, não tem como arrombar. — Edward bufou, segundos depois sua cabeça deu um estalo. — Derek? — Ele gritou para um de seus homens. — Os cartões dos guardas! — Ele ordenou. O homem correu na direção deles e entregou os cartões á Edward. Ele pegou um deles com as mãos trêmulas, então passou-o pelo dispositivo ao lado da porta, esta que fez um clique, se abrindo. Edward sorriu para Jasper, mas a felicidade não durou nada.

Logo em seguida surgiram homens dos cantos do galpão, atirando na direção deles. Edward rapidamente entrou com Jasper, fechando a porta atrás deles.

— Alfa 5, precisamos de reforços. Câmbio. — Jasper pediu nervoso, encarando Edward em seguida. Eles se olharam por um momento e assentiram, encarando a escada na frente deles, que ia em direção para baixo. Edward ascendeu a luz da sua arma, suas mãos tremendo e ele deu o primeiro passo, descendo o primeiro degrau. Depois de uns 30 degraus, havia uma nova porta de metal. Jasper pegou o cartão do bolso de Edward e respirou fundo, colocando o mesmo no dispositivo e a porta fez um clique. Antes que eles a abrissem completamente, alguém gritou de dentro.

— Cuidado! — Era a voz de Tanya. Logo depois dois homens abriram a porta e apontaram pra eles, mas Edward e Jasper já haviam disparado suas armas, atingindo os dois homens. Eles entraram na sala e Edward quase caiu pra trás com o que viu. Antes que ele pudesse tomar qualquer ação, dois homens vieram pelas costas de ambos e aplicaram uma injeção em seus pescoços.

A cabeça de Edward começou a girar e a última coisa que ele viu foi o grito de Isabella chamando seu nome, depois não havia nada.

Notas finais
COMENTEM MUITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO