Dark Eyes

12 Feliz dezoito anos, Kimberly!


Notas iniciais
Oi meninas, obrigada pelos lindos reviews! Fico feliz que estejam gostando da fanfic. Bom, esse capítulo ficou MUITO grande e espero que gostem. A partir daqui, a história finalmente começa. Espero que tenham passado um ótimo natal. Feliz ano novo! Até o ano que vem! Beijos!

Capítulo X

“Feliz dezoito anos, Kimberly”

P.O.V. Kimberly

Depois de alguns segundos encarando aqueles olhos, vi que tinha feito uma merda muito grande. Como assim eu, Kimberly, tinha beijado o deus da guerra selvagem duas vezes em um mesmo dia? O que meus irmãos iriam pensar? O que eu tinha na cabeça para fazer aquilo? Ah, sentimentos estranhos.

Eu não sabia o que dizer sobre Ares. Ele me tirava do meu mundo solitário. Não que Connor e Travis não fizessem isso, porém era de uma forma diferente. Meu mundo paralisava quando eu entrava em contato com o olhar do deus da guerra. Ele provocava sentimentos confusos, eu não sabia se gostava dele ou se o odiava por fazer eu me sentir assim. Eu não conseguia acreditar nas suas palavras por mais que tentasse. Admito que amei ouvi-las.

Minha cabeça girava tentando entender o que diabos eu realmente sentia pelo deus da guerra. Amar era errado. Ao menos foi o que eu aprendi desde sempre com minha mãe. Não que a deusa da neve seja uma inspiração para aprender sobre amor; ela está mais para professora de como sofrer. Quione me ensinou que quando se quebra um coração de uma filha da neve, ele nunca pode ser consertado. E, bom, Ares era galinha.

–Isso não devia ter acontecido. – Afirmei e ele me encarou sem entender nada.

–Como? – Questionou.

–Você não devia ter me beijado, seu idiota. Eu não vou ser mais uma na sua lista. Eu não vou deixar você me abandonar e me fazer sofrer, Ares. Não vou. – Ele segurou minhas mãos que se debatiam. Meus olhos provavelmente estavam com lágrimas. –Por que eu deveria confiar no que você me diz?

–Olha para mim. – Acalmei-me ao sentir seus braços me envolverem num abraço. Eu era baixinha mesmo para sua forma humana. Seu queixo batia na minha cabeça. –Porra, você acha que eu gosto de sentir isso? Eu nunca senti isso, Kim. Nem pela louca da Afrodite.

–Não fale de outra, caralho. – Disse irritada.

–Tá com ciúmes, Kim? — Ele questionou.

–Jogue-me no tártaro se um dia eu sentir ciúmes por um idiota que nem você. – Retruquei. Ele me ignorou e riu.

–Voltando ao assunto, mocinha. — Ele levantou meu queixo e eu acompanhei seu olhar- Está com medo de eu ser “um galinha” ridículo e te fazer sofrer?! Porra, Kim. Eu não vou fazer isso com você. Não com você.

–Eu não quero me transformar na minha mãe. Ela vive friamente e nos ensina a ser assim. E ... Merda, você ta me fazendo amolecer... – Fui interrompida pelo seu beijo. –Não me beija de novo! – Gritei e dei um tapa em seu peito.

–Você fala demais. – Ele disse rindo.

–Ares! Estou falando sério. Por que você não faria isso comigo? Já fez com tantas outras. – Questionei.

–Nenhuma delas era uma baixinha linda com cabelos pretos e os olhos obscuros mais garotos da fase da terra. Nenhuma delas amoleceria o deus da guerra. – Eu ri baixinho. –Nenhuma delas me fazia sentir assim. Só você, Kim.

–Ares ... – Suspirei e ele beijou minha testa.

–Estamos no mesmo barco tentando entender esses sentimentos, ok? – Assenti com a cabeça. – Eu só sei de uma coisa. – Ele me fitou com os olhos. –Eu não consigo mais ficar longe de você. – Ele sussurrou.

Sentir borboletas no estômago não era legal. E era isso que eu sentia naquele momento. Ele roçou seu nariz no meu e sorriu. Nossas testas estavam coladas e ele selou nossos lábios. Poxa, como aquilo era bom.

(...)

Voltava para meu chalé quando passei pelo chalé de Ares. Clarisse estava quase matando Connor por alguma razão. Foi quando olhei para cima e vi os irmãos de Clarisse cheios de spray na cara. Ares, o deus da guerra, estava do meu lado e olhou perplexo para os irmãos Stoll. Eu gargalhei demais e ele me olhou, reprovando meu comportamento. Fui até Connor e o tirei das garras da filha do meu errr ... sei lá.

–Porra, Connor. Depois você tem que me falar aonde compra essa porra. Apronta com eles desde sempre. – Comecei a rir e Clarisse bufou.

–Sai da minha frente, Kim. – Ela falou séria.

–Não ouse encostar um dedo no meu melhor amigo, filha de Ares. – Falei e a encarei.

–Ela tem razão, Clarisse. Deixa que eu resolvo isso. – Ares disse e apertou o punho. Chegou mais perto de onde eu estava e Connor quase correu para as colinas de tanto medo. O deus da guerra se aproximou, mas eu estava entre ele e o filho de Hermes. – Kimberly!

–Não, Ares. Só por que você me beijou, eu não vou fazer tudo que você acha certo. Se sua filha não consegue brincar um pouco ou não gosta de pegadinhas, tudo bem, mas eu não vou deixar você bater no meu melhor amigo. – Disse seriamente e depois vi que tinha falado merda.

–Você o que? – Clarisse berrou e encarou Ares. – Você beijou uma filha de Quione. –Ela gritou alto demais. Tão alto que chamou a atenção do chalé de Apolo que estava na companhia do pai.

–Mas o que? – Apolo olhou para mim e se aproximou. –Mais rápido que uma bala. – Murmurou.

–Algum problema, Clarisse? – Ares questionou.

–Ela tem idade para ser minha irmã, pai. – Ela reclamou. – Além disso, é minha amiga.

–Clarisse... – Chamei-a.

–Não! Não estou preparada para isso. – A filha de Ares entrou no chalé junto com os irmãos.

–Você só me arranja problema, garota. – Ares falou.

–Você se declara para mim, me beija e EU que arranjo problema? – Questionei.

–Kim, eu estava brincando. – Ele me chamou e eu me virei, ignorando-o.

–Foi um prazer vê-lo novamente, Apolo. – disse para o deus do sol que sorriu.

(...)

Três dias depois ...

Sabe, não aconteceu porra nenhuma útil ou diferente nesses últimos três dias. Treinamento, ballet, esgrima com chalé de Ares – falando nisso, Clarisse melhorou o humor e insiste que eu tenho que namorar o pai dela-, arco e flecha com Apolo – sério, ele tem que parar de me olhar daquela forma quente -, eu pegando Ares quase toda hora (nada sério, ok?) – Travis não achou nada legal e anda me evitando — e, por fim, treinos para o festival de inverno que anda mais próximo. O que me lembra que meu aniversário é amanhã.

Ah, o meu chalé não aceitou nada bem o meu lance com o deus da guerra. Dimitri, que é mais velho do que eu, quase me matou. Todo o chalé não entendeu nada. Uma filha de Quione com um deus? Era loucura demais. Uma loucura boa para mim.

Caminhava pelo rio do acampamento meio-sangue; deviam ser aproximadamente umas vinte e três hora e todos estavam nos seus chalés. Sentei-me na relva escura e observei a lua. Ela brilhava como nunca. Senti um vento gelado passar por mim. Era bom!

–Pensando no mundo da lua? – Ouviu uma voz suave e me virei.

–Oi, Apolo. –Disse.

–Devia está no seu chalé. As harpias vão sair daqui a pouco. – Ele disse.

–Com você aqui, eu duvido muito. – Eu falei e ele riu torto.

–Quem disse que eu te salvaria, filha de Quione? – Ele me perguntou e eu ri.

–Confio em você. – Disse e encarei seu olhar.

–Acho que me irmão não gostaria dessa resposta. – Ele falou baixo, mas eu ouvi. – Então, vai ficar aqui fazendo nada?

–Não sei... – Fui interrompida por sua voz.

–Vamos fazer algo divertido. – Ele disse e riu malicioso. –Duvido você nadar melhor do que eu.

–Nadar? Já viu que horas são? – Questionei e ele se levantou.

–Ande, Kim. Não seja chata. – Ele falou e eu encarei-o irritada.

Ele tirou sua blusa branca e eu tive que me conter para não babar. Apolo tinha um físico que wow! O deus do sol retirou seu tênis azul marinho e me encarou. Eu bati o pé e coloquei a mão na cintura. Apolo caminhou até mim rapidamente e me pegou no colo. “Ele não vai fazer isso”, pensei. O deus da medicina pulou na água comigo em seus braços.

–Eu vou te matar. – Gritei e taquei água na cara dele.

–Isso, tecnicamente, é impossível. – Ele ria e eu cheguei mais perto, batendo em seu peito.

–Seu ridículo. – Bufei.

Apolo tacou água em mim e me aproximei, revidando. Ok. Estava perto demais. Senti sua respiração perto de minha. Elevei meu olhar para o deus. Ele sorria para mim. Seus dentes eram perfeitamente brancos. Apolo chegou mais perto e se inclinou em direção ao meu ouvido. Admito que me arrepiei.

– Feliz aniversário, filha de Quione. – O deus do sol sussurrou no meu ouvido.

Era meia-noite.

O deus do sol estalou os dedos e um embrulho dourado apareceu em sua mão. Ele sussurrou “abra” e eu peguei o embrulho delicado de sua mão quente. Abri delicadamente e me deparei com um colar de prata com um pingente de um aviãozinho de papel.

–Para lembrar que você pode voar para onde quiser, Kim. – Ele disse e eu sorri.

–Obrigada, Apolo. Mesmo. – Sorri verdadeiramente e ele pegou o colar.

Virei-me e ele pôs o colar no meu pescoço. Novamente senti sua respiração acelerada e quente, só que desta vez na minha nuca. Senti sua mão pousar no meu ombro e ele me virar de volta. Ele mordeu o lábio. Acho que estou sendo seduzida. Ele depositou um beijo em minha testa e eu me separei rapidamente. Sai da água gelada sem olhar para trás. Senti seu olhar em mim.

É, meu aniversário tinha começado bem.

(...)

Acordei com gritos de “parabéns” de todos os meus meio-irmãos. Abri os olhos, ainda sonolenta, e vi Kaya sorrindo para mim. Ajeitei-me na cama de casal e observei-os. Dimitri segurava um cupcake cinza e alguns dos meus irmãos seguravam caixas de presentes.

Kaya me entregou uma caixa média roxa com uma fita branca. Sorri para ela e abri meu presente. Eram uma roupa para Naomi, um CD do Nickelback e uma blusa preta. Dei um beijo em sua bochecha e ela deu pulos de alegria. Dimitri me deu um livro com fotos de NY, ele disse que preciso conhecer a cidade um dia. Kirsty chegou de fininho e eu a abracei fortemente. Minha irmã sorriu e me deu seu presente. Era um coturno branco novo.

–O seu já está surrado. – Ela disse e sorriu.

–Obrigada. – Agradeci e apaguei a velinha do bolo.

–Ah, que lindo! Todos os meus filhos unidos. – Ouvimos uma voz atrás da porta.

Abriram um espaço e encararam a pessoa que estava na nossa frente. Minha querida mãe caminhava junto com sua loba em minha direção. Quione usava um vestido branco longo e grego. Seus cabelos estavam presos em uma trança lateral e ela usava uma tiara com flocos de neve. A deusa da neve me encarou.

–Olá, filha! – Disse sorrindo. – Feliz aniversário! – Exclamou e entregou um presente em minhas mãos.

–Não esperava te ver aqui. – Falei e ela me olhou.

–Após sete anos, eu nunca perderia mais um aniversário seu. Nunca. – A deusa disse e fez sinal para que eu abrisse o presente.

Abri a caixa enorme que estava com neve. Kaya pegou um pouco da neve e ficou soltando pelo quarto. Eu sorri assim como meus irmãos. Peguei o primeiro presente que era um globo de neve do castelo, o segundo era uma câmera profissional e o último era um álbum de fotos vazio. Tinha um bilhete nele que dizia: “fotografe sua história”.

–Obrigada. – Agradeci.

(...)

Quíron, o centauro, na hora do café-da-manhã me deu uma caixa de chocolate suíço. Meu favorito. Todos se surpreenderam com a presença da minha mãe no acampamento meio-sangue. Descobri que ela, Kaya e Jolie planejaram uma festa e fiquei chocada. Eu o-d-e-i-o festas! Estou irritada, mas não devo contestar minha mãe sobre isso. Ela convidou o Sr. D. ;então ta tudo lindo, por enquanto. O outro lado bom foi que fui dispensada das atividades.

Como eu dormi o dia inteiro e não levantei da cama por um segundo, fui acordar praticamente duas horas antes da festa que minha mãe e minhas irmãs mais novas prepararam para mim. Naomi, minha loba, estava abraçadinha comigo enquanto eu descansava. Abri meus olhos devagar e ela soltou uma bola de pelo branco no meu rosto. Isso, na linguagem da minha loba, era um “parabéns, Kim, agora me dê comida”. Levantei-me da cama totalmente despertada, peguei o saco com sua ração especial by Deméter – coitada da minha loba- e coloquei no seu potinho azul. A safada saiu correndo da cama e foi comer. Neste mesmo momento, Dimitri e Kirsty entraram.

–Eu não acredito que você acordou agora. – Kirsty disse. – A festa é daqui a pouco. – Ela falou preocupada.

–Como se eu ligasse. – Dei os ombros e Naomi pulou no meu colo.

–Kim, é a primeira festa sua que nós vamos. – Dimitri falou e fez beiçinho.

–Ai Dimi, não faz assim! – Ele continuou. –Ah, ta, eu vou!- Exclamei e eles fizeram um “hi, five” com as mãos.

Tomei banho, escovei meus cabelos negros e penteei-os. Saí do vestiário com apenas o roupão preto e a roupa intima. Caminhei até ao meu quarto e vi que todos já estavam se arrumando. No meu quarto só tinha as garotas. Fui até a minha cama e vi uma caixa enorme vermelha. Sorri. Tinha um bilhete escrito num papel preto. Sentei-me na cama e li.

“Você ficou dormindo o dia todo. Eu te observei ... Parecia um anjo. Não quis te acordar. Quero que você use hoje. Foi feito para você. Parabéns, minha lady snow. Nos vemos daqui a pouco.

–Ares”

Sorri lendo o bilhete duas vezes. Abri a caixa vermelha e vi o que parecia ser uma roupa num papel branco. Tirei o papel branco e me deparei com um vestido preto lindo. É, realmente parecia ter sido feito para mim. Sorri novamente quando abri uma caixa menor e retirei o pequeno anel que estava ali. Era lindo e já o coloquei no meu dedo.

Quando terminei de me vestir, Kirsty chamou o Dimitri para me ver. Virei-me para os dois e eles estavam de boca aberta. Sorri e vi meu reflexo no espelho. Senti-me bonita. Eles pegaram na minha mão e nós fomos até ao pavilhão. Claro, não antes de pegar Naomi que estava com um vestido prata.

Estava tudo arrumado perfeitamente. Kaya, Quione e Jolie fizeram um bom trabalho. Tinha uma mesa grande onde tinha um bolo branco e cinza de quatro andares – era muita gente para pouco bolo-, doces, néctar e outras coisas. Havia mesas com cadeiras – ambas brancas- espalhadas para todos se sentarem. O piano de Apolo estava posicionado ali e uma aparelhagem de DJ também. O DJ era o filho do tio D.

Eu corri para os braços do Dionísio quando o vi. Ele me abraçou fortemente e falava o como eu cresci e porque ao invés do deus da guerra, eu não estava com um dos seus filhos. Ótimo, até ele já sabia. A maioria dos campistas já estava na festa. Travis e Connor me abraçaram quando me viram. Eles me deram flechas novas. Deviam ter gasto um longo tempo polindo as lâminas. Eu sorria agradecida.

Eles só se afastaram de mim quando Ares chegou sorrindo. O deus da guerra estava sexy e lindo com aquela roupa. Usava uma calça jeans preta, blusa vermelha, bota militar e não estava com seus óculos.

–O vestido realmente foi feito para você. – Ele sussurrou em meu ouvido. – Feliz dezoito anos. – Beijou-me.

–Obrigada. – Sorri e ele me abraçou de lado. –Eu amei os presentes. – Ele pegou na minha mão direita e viu o anel. Sorriu e me deu um beijo na bochecha. Provavelmente, eu fiquei vermelha igual um tomate. O sorriso saiu da sua face quando ele viu outro colar em cima do que Quione tinha me dado.

–Quem te deu isso? – Questionou e parou de me abraçar.

–Apolo. – Disse.

–Eram vocês no lago? –Ele perguntou e me encarou. Eu não neguei. – Kimberly! Ele e você nadando...

–Para! – Pedi.

–Desculpa. – Ele acariciou meu rosto.

–Chega de ciúmes, deus da guerra. – Eu disse e dei um tapa em seu braço. Ele fingiu que doeu e me beijou.

Apolo foi ao piano e começou a tocar “Kiss me” do Ed Sheeran. Eu observei-o tocar e me fitar com o olhar. Logo no meio da música, ele pôs seu filho, Will, para continuar a tocar. O deus do sol andou até mim e me retirou para dançar. Peguei sua mão e senti os olhares dos campistas se direcionarem até mim. Dançamos juntos até o final da música sem trocar uma palavra. Com os dedos, ele brincou com o meu colar e sorriu. Após a música acabar, voltei ao encontro de Ares.

A festa estava perfeitamente bem. Tirei fotos com a câmera que Quione me deu de presente. Eu estava feliz podendo comemorar meu aniversário com todas aquelas pessoas. No castelo, era quase sempre a mesma coisa. Eu, Quione, Travis, Connor e Quíron. Isso quando os irmãos Stoll podiam me visitar. Mal eu sabia que minha felicidade estava prestes a ser arruinada. Quando eu acabei de assoprar as dezoito velas, Rachel veio acompanhada com Percy até mim. Ela era ruiva e, para o azar, o oráculo. Rachel que ditava as profecias. Ela me entregou uma caixa pequena cinza. Achei simpático de sua parte e agradeci.

–Feliz dezoito anos, Kim. – Rachel disse e, sem querer, acabou tocando em minha mão.

Seus olhos ficaram verdes e Rachel olhou fixadamente para mim. Ela abriu a boca e palavras de uma profecia começaram a sair:

– O fruto de dois deuses crescerá sem saber o seu passado.

Por batalhas,no exterior e interior, passará.

O sol e a guerra se enfrentarão para conquistar seu coração.

Sangue ela carregará em sua mãos.

Um dos deuses ela terá que escolher

Até o último floco de neve cair sobre o acampamento.

Quando a noite chegar, o mais profundo segredo será revelado.

Os versos “O fruto de dois deuses” e “O sol e a guerra” começaram a ficar na minha cabeça. Ouviu uns filhos de Apolo sacudindo Rachel, mas ignorei. Aqueles versos martelavam na minha cabeça. Quione tinha mentido para mim. Ela disse que meu pai estava morto. Morto. Eu era filha de um deus! Uma cratera se abria no meu peito quando me dei conta do outro verso “o sol e a guerra”. Apolo e Ares só tinham se aproximado de mim por causa dessa profecia idiota. Como eu fui burra e estúpida. Não queria mais pensar nos outros versos. Encarei Ares e Apolo com fúria. Eu estava derramando lágrimas de raiva e decepção. Quione, a deusa da neve, caminhou até mim, porém eu afastei-a.

–Você mentiu para mim. Eu sou filha de um deus?! – Exclamei com ódio. – Você disse que meu pai estava morto, Quione. – Gritei, com raiva.

–Kim... – Ela começou a falar, entretanto viu que não adiantava nada.

– Era por isso que se aproximaram de mim? – Olhei para o deus da guerra e o deus do sol. Eles abriram a boca diversas vezes e me fitaram. Eu já sabia a resposta.

Notas finais
Continuo com uma recomendação ou SE CHEGAR AOS 100 REVIEWS :) Desculpa, mas ficou bem grande. Espero que gostem e digam nos comentários o que acham que vá acontecer. FELIZ ANO NOVO!