Dangerous Mind
2 Capítulo 1: O começo de uma tragetória de vida.
Os primeiros dois anos de vida de Harriet foram tranqüilos, mas depois que ela completou três anos, Janet e Alan decidiram que ela já estava crescida o bastante para ir de avião com eles à New York visitar a família. A mãe de Janet já estava pressionando-a para conhecer a neta desde que soube que ela nasceu, mas como ela ainda estava muito frágil eles não quiseram ir.
Estavam todos em frente ao pequeno túnel de vidro que levava à aeronave, e Alan olhava para trás, fixando seus olhos em sua filha que estava vindo com a mãe de mãos dadas.
– Segure na minha mão, Harriet. Vamos entrar no avião e eu quero você bem junto de mim, minha princesa. – Alan estendeu a mão para a pequena, que saiu correndo e segurou com firmeza. Os seus passos ainda eram desequilibrados, mas ela corria por todo o aeroporto caindo e levantando, sem chorar. – Você é bem corajosa mesmo, igual ao seu pai. – Harriet sorria, mostrando seus dentes de leite. Janet vinha logo atrás com as malas de mão, e todos entraram no avião de mãos dadas. A previsão de saída do aeroporto era às 06:30 da manhã e tinha chegaria em New York ás 08:10.
No começo da decolagem, Janet apertou bem os cintos e os de Harriet, e segurou firme na mão de Alan. Ela estava morrendo de medo, mas ao contrário de sua mãe, a pequena Harriet não sentia nenhum medo daquilo e ficou ainda mais agitada quando sentiu o avião se locomover em alta velocidade e deixar o solo.
A viagem inteira, todos dormiram no avião, mas a pequena mantinha seus olhos fixos na janela, sem expressão. Janet acordou a noite e viu a filha olhando para o céu. Seus olhos refletiam a lua cheia, e o seu rosto inexpressivo deixou-a preocupada.
– Estás bem, minha filha? – alisou os cabelos de Harriet e tentou dar um meio sorriso. – É a lua, não é bonita? – Apontou para a lua através do vidro, mas sua filha continuava inexpressiva e olhava para o nada. Seus olhos se encheram de lágrimas, que caíam pelo rosto dela. – Não precisa ter medo. Estou aqui meu anjo, mamãe não vai deixar nada acontecer com você. – Pegou-a no colo e acalentou-a até que dormiu. Ao colocá-la de volta na poltrona com cuidado, ela ficou observando-a dormindo, com a mesma expressão. Achou isso muito estranho, pois sua filha era uma criança que na maioria das vezes era agitada e histérica, então porque tinha ficado tão apática? Vai ver a pequena Harriet estava com medo de quem lhe aguarda: Avós, tios, tias, primos. Ela não poderia cobrar-lhe tanto. Era só uma criança frágil. Então, virou-se para o outro lado e encostou a cabeça no ombro de Alan e voltou a dormir. Só acordaram quando a aeromoça voltou a falar com os passageiros, anunciando a aterrissagem do avião em New York.
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