Dangerous Mind

3 Capítulo 1: O começo de uma tragetória de vida.


– Jan, minha querida! Que saudades de você! – A mãe de Janet correu ao avistá-la na porta de saída pelo aeroporto. Ela não esperava ver sua mãe antes de ir para sua casa, mas parece que ela fez questão de vir buscá-la. Sua mãe chamava-se Martha e tinha cinqüenta e cinco anos, e se não fossem pelas quantidades exageradas de plásticas que lhe envelheciam a pele ainda mais, ela pareceria mais nova. Sua pele alva estava carregada de maquiagem extravagante, que a deixava com as bochechas extremamente rosadas.

– Desculpe o atraso, seu pai não estava bem. Antes de virmos para cá ele passou mal, por saber que você viria. – Abraçou a filha com força e fechou os olhos por um momento, querendo apenas sentir seu perfume. Depois que a soltou, chamou seu marido, que vinha correndo do banheiro ao ver a filha. – Vamos George, você é muito lento, meu Deus!

Meio ofegante, o pai de Janet veio correndo devagar a abraçou a filha com ternura.

– Como você está linda, filha. Cadê o seu marido? – Segurou os ombros dela e beijou-lhe o rosto. Ao ver Alan segurando Harriet pela mão, George saiu em disparada e de braços abertos para recebê-los. – Meu genro! – Abraçou Alan e deu-lhe tapas nas costas, característico de cumprimentos masculinos.

– George! Como você vai? O senhor ainda faz boxe? – Deu uma risada pela brincadeira, afinal ele sabia que o seu sogro não tinha mais idade para isso.

– Não, não. Meu tempo já passou meu filho, isso agora é com você, pra ficar forte pra minha filha. – Agachou-se na frente da pequena garotinha que estava com seu dedo polegar na boca. – Querida, venha cá com seu vovô. Diga-me, qual o seu nome, e quantos aninhos você tem? – Ele a pegou e carregou no colo, e sorrindo para o avô, a pequena Harriet fez gestos com os dedos mostrando que tinha três anos. Depois, falou seu nome.

– Meu nome é Harriet. Você é o vovô? – Ela perguntou, com sua voz doce e melódica de criança. Seu rosto era tão angelical que parecia que George conversava com um anjo. A garotinha deixou o avô com um sorriso bobo no rosto, e ele a levou para junto de sua esposa para apresentá-la.

– Mars olha só a nossa netinha. Ela não é linda? Tem os olhos da bisavó Shopie e os cabelos iguais o da nossa Anny. – Ele sacudiu a pequena, enquanto ela sorria e continuava a chupar os dedinhos. Anny era o apelido de Janet, assim como Mars, que era o apelido de sua esposa Martha. Cada um na residência dos Schneider tinha um apelido. Só faltava a pequena Harriet ter o seu.

– Ai meu Deus, que menina mais linda! Venha cá com sua avó, meu anjo. Quero ver de perto esses seus lindos olhinhos. – Estendeu os braços bem abertos, e Harriet abriu os seus também e passou a ser carregada por sua avó, que lhe cobriu de beijos por todo o caminho ao carro.

Ao chegarem à frente do carro dos pais de Janet, que era um Cadillac Escalade ESV, Janet franziu o cenho ao ver aquele carro tão grande. Não havia necessidade de possuírem aquilo.

– Gostou filha? Eu o chamo de Beleza Negra. Compramos faz uns dois anos atrás. Esse carro é ótimo para as nossas viagens à Niagara Falls para nossos passeios românticos secretos, não é meu amor? – George beijou Martha e os dois começaram a fazer barulhos estranhos e a sussurrar coisas no ouvido um do outro. Janet ficou inquieta com aquilo e tratou de se apressar em colocar Harriet no carro. Abriu a porta no Cadillac, que já tinha uma cadeirinha comprada especialmente para ela.

– Pronto minha filha. Você está segura aqui. Não ligue para os seus avós, eles são meio loucos mesmo. – Bateu com o dedo indicador no nariz de Harriet e deu um sorriso para ela, que retribuiu com um mais entusiasmado.

Alan colocou as bagagens no porta-malas e entrou, e imediatamente George deu a partida com todos já dentro do carro. Harriet acenou para as pessoas que passavam na rua e acompanhava com os olhos tudo o que via de brilhante e interessante em New York. Prédios, casas, placas, letreiros eletrônicos de ônibus. Tudo era novo e mágico aos olhos dela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.