Dangerous Mind
1 Capítulo 1: O começo de uma tragetória de vida.
Notas iniciais
Eram sete e meia da manhã em Indianápolis, no Hospital St. Vincent de Indiana, no dia 10 de Dezembro. Há essa hora em uma sala, uma nova vida surgia em meio aquele inverno rigoroso nos Estados Unidos.
Depois de horas de trabalho de parto, Janet deu a luz a uma linda menina de cabelos loiros. Ela ofegava, olhando a sua filha que ressonava tranquilamente ao sair de seu ventre. Achou estranho, afinal a maioria dos recém-nascidos choram ao sair do útero da mãe que é tão aconchegante. As enfermeiras lavaram o bebê e lhe colocaram brincos, e mesmo assim a pequenina não chorava, e depois de lavada, foi entregue para as mãos do médico. Ele entregou-a para sua mãe, com um ar de preocupação.
– Aqui está a sua menina. – Com muito cuidado o médico depositou aquele frágil ser nos braços de sua mãe. Tirou suas luvas, colocou-as na pia e lavou as mãos. Seus cabelos grisalhos relutavam em sair de sua touca, então ele enfiou-os para dentro de novo. Aproximou-se de Jane. – Qual será o nome dela? – Deu um pequeno sorriso ao ver a moça admirar a sua filha. Sentia falta da sua família. Sua mulher havia morrido de câncer dois anos atrás e sua filha estava vivendo em Washington com o marido.Definitivamente trabalhar como médico em partos lhe fazia lembrar-se de quando sua filha nasceu e da alegria nos olhos de sua falecida esposa. A criança que acabara de nascer era idêntica a sua filha. Os mesmo cabelos loiros, apenas os olhos que ele não tinha certeza se eram iguais.
– Será Harriet. Minha pequena Harriet abra os seus olhos para mim, filha. Abra. – Janet sorria para Harriet, que continuava ressonando e de olhos fechados. Jane era mãe de primeira viagem. Tinha 27 anos. – Olhe para o doutor... Qual é mesmo o seu nome? – Olhou para cima e focou seu olhar nos olhos do doutor. Ele tinha um belo par de olhos cinza claro e a pele meio rosada, que dava a impressão de que na sua juventude ele era um rapaz bonito.
– Me chamo Ralph. Ralph Goldstein. – Uma das enfermeiras entregou-lhe um lenço e ele enxugou o suor em sua testa e voltou sua atenção para Harriet.
A pequena abriu seus olhos e fixou seu olhar nos de Ralph. Seus olhos eram azuis-turquesa, mas ao redor da pupila era um tom de verde claro e havia riscos desta cor pela íris. Ralph estremeceu e a encarou também, quando finalmente ela começou a chorar.
– Xii, não chore filha. Estou aqui... – Sua maca foi levada para o quarto e sua filha para o berçário para descansarem.
Ralph acompanhou quando as enfermeiras levaram Harriet para o berçário junto dos outros recém-nascidos. Fizeram exames para saber se ela não tinha nenhum tipo de deficiência mental ou física, mas não deu nada. Mas não era isso que o deixava intrigado, e sim aquele olhar profundo que ela possuía.
Quando a colocaram na cama do berçário de peito pra cima, vestida com uma calça e uma blusinha rosa bebê e um gorrinho, ela pegou no sono.
Um homem alto aproximou-se do vidro e se pôs a procurar a filha que acabara de nascer. Ele sorria e seus olhos começaram a lagrimar. Ralph chegou perto do homem e perguntou-lhe:
– Você é marido de Janet Marrie Schneider Mcgregor? – Olhou para a ficha de sua paciente e para os olhos acobreados do rapaz, que assentiu.
– Sou sim, e eu sou o pai da menina. Chamo-me Alan Scott. – Apertou firmemente a mão de Ralph, quase o machucando com sua força. Pelas observações de Ralph, Alan era algum tipo de atleta, ou gastava no mínimo duas horas diárias na academia. Era um rapaz que deveria ter um metro e oitenta e cinco, cabelos loiros escuros e olhos mais escuros que os de Harriet.
– Você sabe qual daquelas é a minha filha? – Bateu com o dedo no vidro algumas vezes, desejando que o médico lhe dissesse qual era a sua filha.
– É aquela ali dormindo, senhor. A que está com a roupa rosa e gorro. Sua esposa colocou o nome dela de Harriet. – Apontou para ela e Alan deu um sorriso enorme.
– Ela é igualzinha a mãe, igualzinha. Muito obrigado doutor, e você pode me dizer qual o quarto onde minha esposa está? – Apertou novamente a mão do doutor com força e largou. Olhou para o relógio por um momento e voltou a olhá-lo nos olhos.
– É no quarto 1301. Logo ali, naquela porta à direita. Até logo e parabéns meu jovem. – Deu-lhe uma tapa leve no ombro, e continuou seu caminho pelos corredores do hospital.
Ao entrar no quarto, Alan beijou a mulher e passou mais de duas horas com ela. Assim que Janet adormeceu, ele deu-lhe um beijo na testa e foi tentar tirar um cochilo na poltrona. Faltaria o trabalho neste dia e só trabalharia amanhã, quando sua mulher recebesse alta do hospital.
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