Danger.

3 Matou e... quase morta.


Notas iniciais
Olá! Demorei um pouco pra escrever, né? Foi preguiça mesmo e meio falta de ideias. Gente, quero mais reviews hein? Sempre quando tem pouca review eu acho que nao tão gostando... Gente por favor... Leu, dá review! Isso muda tudo. Beijos e boa leitura.

Deitada no chão coberto por palha do galpão chorando silenciosamente e analisando os fatos:

Não era apenas culpa de Lana, aliás, pode não ter sido nada culpa de Lana, mas toda minha por ter perdido a paciência.

Podia ter apenas ignorado, chamado outra garçonete.

Nesse momento estaria atendendo muitas pessoas naquele restaurante.

Rolei para o lado, ficando de barriga pra baixo e com a respiração abafada nas palhas, que estavam sujas e fedendo.

Rolei de volta e pus minhas mãos na cabeça, chorando demais. Eu não tinha ninguém, a única “Mãe” que eu tinha, teria me mandado embora. Não tinha teto direito. Não tinha namorado.

Lágrimas rolavam no meu rosto sem parar, meus gemidos de tristeza saiam à tona. Meu coração estava se encolhendo. Meu estomago estava de cabeça para baixo. Uma agonia estava se formando dentro de mim e, cada vez mais ela aumentava e me fazia pensar que eu não tinha mais para onde correr.

Tive a ideia, então, de passear de carro pelo interior de Vegas e ver se eu penso em algo. Ir para fora, respirar um ar puro. Deixar o vento bater em meus cabelos e em meu rosto.

Levantei, peguei minha roupa que estava dentro de uma caixa e fui.

P.O.V Justin Bieber

Depois do massacre de Ciara, fomos até nossa casa, pegamos algumas sacolas de plástico, envolvemos em nossas mãos e fomos ao mato de novo. Becca havia tido a ideia de joga-la em um rio e, para não arriscar a deixar nossas digitais e alguém ver. Corremos até onde Ciara se encontrava morta.

Ofegante, Becca pegou suas pernas, eu peguei seus braços e Matt cuidava se não vinha ninguém ou se havia algum policial por lá ainda, perdido.

Pausávamos e corríamos de novo. Becca estava suada e com sede. Já havíamos andado mais ou menos uns 3 horas e não achávamos nenhum rio, cascata, ou algo do tipo.

Eu estava cansado, estava fraco e não aguentava mais olhar para aquele defunto nos meus braços.

Então, achamos uma cascata. Estávamos no topo dela e, até um certo ponto, a cascata descia, para um solo coberto por agua, mas, recoberto de pedras.

– Vamos jogar ela aqui. – Becca disse e assenti com a cabeça e Matt se posicionou com nós dois. – No três. Um... dois... três!

Jogamos Ciara no rio. Ela estava toda ensanguentada e com ossos quebrados, devido a forte surra que Becca a deu.

Seu corpo sem alma foi levado vorazmente até a agua que estava a metros abaixo da descida. Olhamos a queda e escutamos os estrondos de seus ossos se despedaçando mais do que já estavam.

Becca se ajoelhou na beira da cascata e começou a tomar água. Ela tomava com desespero aquela água. Estava morrendo de calor, estava suada e ofegante, ficou na beira, se segurando em uma pedra para a correnteza não a levar.

– Becca, cuidado. Se soltar, tu morre. – eu disse, me ajoelhando na beira e colocando agua nas garrafas que tinha em minha mochila.

Matt também entrou na agua e os dois ficaram ali um bom tempo, enquanto sentei no chão, escrevendo e desenhando coisas na terra com meus dedos.

– Tá, hora de voltar. Não tem nada pra fazer nesse mato. – eu disse, levantando, enquanto Matt e Becca brincavam na agua, se segurando nas pedras.

De repente, Becca sem querer e sem raciocinar, solta a sua mão da pedra para jogar agua em Matt e ela é arrastada a um certo ponto da correnteza.

– MEU DEUS, SOCORRO! ME AJUDEM! SOCORRO! – Ela gritava, desesperada, olhando para nós enquanto olhava para os lados, procurando uma pedra pra se agarrar.

– VIU O QUE TU FEZ, MATT? – pedi, correndo na beira atrás dela.

– CALMA AÍ, OH, MANÉ, A CULPA NÃO É SÓ MINHA!

– CALA A BOCA E AJUDA, SEU BOSTA!

Consegui alcança-la.

Ela estava a mais ou menos uns um metro da descida da cascata. Ela estava chorando, estava gemendo atrás de socorro.

Peguei em seus braços, mas parecia que ela estava me puxando junto, por causa da força da correnteza. Até que eu consegui me prender entre uma pedra e a correnteza. A pedra bloqueava minha ida para o rio. Matt veio todo molhado e também pegou seus dois braços, se pondo ao meu lado.

– Cara, eu não quero que mais uma amiga minha morra hoje. – eu disse, chorando tentando traze-la de volta.

– Eu não vou morrer Justin. – ela disse baixo. – EU NÃO VOU MORRER! – ela gritou alto, chorando.

– Tu não vai morrer mesmo! – Matt disse com raiva, ficando mais forte e mais corajoso, até que Becca chegou mais perto.

– Caralho, meus braços estão ficando fracos, não vou mais aguentar muito tempo. – disse, fazendo força.

Porra! – Becca exclamou.

– Deixa comigo. – Matt disse, a puxando mais forte, deixando-a mais distante da descida, mais ou menos uns 20 centímetros de nós.

– Vai Matt, salva a minha vida!

O ajudei agora, nossas duas forças se uniram, a trazendo para a borda, facilmente.

Becca deitou na borda, chorou aos prantos, enquanto eu e Matt fazíamos carinho nela. Então, ela sentou-se e nos abraçou com muita força, agradecendo.

– Obrigada por sempre estarem comigo e sempre me ajudarem. Eu sou uma burra mesmo. – Becca disse, desfazendo do abraço e limpando as lágrimas do rosto.

Ela havia machucado o pé, pois foi arrastada com muita força e acabara batendo forte o pé em uma pedra pontuda.

Envolvemos um braço dela em meu ombro e logo o outro no ombro de Matt e fomos assim, até nossa casa. Foi o mesmo trajeto, as mesmas 3 horas. Estava ficando escuro e quase não conseguíamos mais ver para onde estávamos indo e aonde estávamos andando. Era muitas arvores idênticas. Não podíamos usa-las como referencia, mas depois de uma longa caminhada, achamos nossa pequena casa no meio do mato, escondido de toda Las Vegas.

A sentamos em nosso sofá rasgado e caindo aos pedaços. Matt se ajoelhou na frente dela, pegando seu pé e analisando o corte.

– Foi um corte bem profundo, Becca. – Matt disse, levantando o rosto e ela respondeu com um gemido, jogando sua cabeça pra trás.

– Caramba... Isso deve doer pra cacete. – disse, coçando a nuca.

– Ah, jura? – ela disse, irônica.

– Só tô falando, Becca.

– Justin, prepara uma agua quente pra ela e põe um pouco de álcool dentro. Também pega um pano e o meu kit de primeiro socorros lá no armário.

Obedeci. Matt quando se tratava de curativos era muito bom. Ele foi soldado e aprendeu também lidar com machucados, hemorragias e fraturas. Das mais leves até as mais graves. A de Becca estava no meio entre essas duas opções. Mas estava sangrando muito e o corte foi muito fundo.

Peguei uma vasilha qualquer, coloquei a agua e o álcool e água como pedira e dei a ele. Logo depois, fui pegar o kit de primeiro socorros que estava no armário de nosso “quarto”. Digo “quarto” porque é apenas um cômodo com 3 colchoes podres e rasgados.

Escutei os gemidos e os gritos de Becca lá do quarto. Aquele álcool devia estar fervilhando em seu corte. Matt pedia para ela respirar fundo e tentar se concentrar em outra coisa, mas aquilo parecia não adiantar.

– AH, MATT! ISSO TA DOENDO MUITO, CARA! AAAI! DEUS ME AJUDE! – ela gritava.

– Calma... respira fundo... expira... – dizia, enquanto ela respirava fundo e assentia.

Peguei aquela maleta branca com uma cruz vermelha e levei logo a sala. Estendi a maleta até Matt, mas quase vomitei quando vi o pé de Becca. Agora estava inchado, roxo e sangue pingava dele.

– Cara, como você consegue lidar com isso? – disse, colocando a mão na minha boca.

– Você é um assassino, mata pessoas de modos horrendos, vê sangue e tem nojo de uma coisinha dessas? – ele disse, rindo.

Coisinha dessas? Não é você que está sentindo essa dor. – ela disse, trincando os dentes.

– Eu tenho um furo na perna, Becca. Já levei cinco tiros. Senti coisa pior.

Matt pegou a maleta e pediu para segurar o pano em cima do pé de Becca. O sangue atravessava o pano rapidamente, me fazendo encarar de um modo estranho.

Pegou algodoes, curativos e alguns cremes que eu nunca tinha visto na vida. Tirei o pano de cima e então, ele passou aquele creme em cima do machucado com faixas envolto de sua mão para não tocar no sangue.

– Meu Deus que alivio, cara... – Becca disse, fechando os olhos enquanto ele passava aquilo no machucado. – Essa coisa funciona, hein.

Pegou o algodão pôs o creme e uma gota de álcool e colocou sobre o machucado com faixas e curativos.

– Bem melhor, Becca disse, deitando-se inteira no sofá.

P.O.V Tiffany Johnson

Estava morrendo de fome. Não tinha comido nada desde de manhã e nem depois que voltei do meu passeio. Fiquei apenas chorando e pensando em possibilidades para melhorar minha vida. Mas nada me vinha a cabeça. Era tarde da noite e peguei a lasanha de ontem que eu havia comido dentro da bolsa térmica e coloquei dentro do fogão a lenha.

Arrumei algumas cobertas que eu tinha e coloquei em cima do meu colchão que ficava em cima de algumas caixas de madeira. Fiquei deitada olhando para o teto esperando a lasanha ficar pronta, até que eu tive uma ideia: Amanha, iria ir na casa de Lana, no centro de Las Vegas e iria contar a verdade. Ela não entendeu o porque eu fiz aquilo com aqueles caras, ela teria que me escutar agora.

Eu não tinha outra escolha a não ser essa ou me matar.

Notas finais
E aí? Bom? Ruim? Razoavel? Dá review, por favor. Nao vai morrer por isso (: