Notas iniciais
Clean: É, saímos rápido do hiato porque o Tenjin queria escrever e etc etc etc. Mas pelo menos agora vou ser mesmo um co-autor, porque sou eu que vou escrever violência o/ Titio Clean não maneira não, se preparem :T

– Ka-Kan... Quan... Quando o imão ai oltar? — Um garoto bem pequeno ainda, balbuciou aquelas palavras mal-ditas para outro garoto, que estava saindo de casa com uma mala e sua mochila. — Ê... Ê ou icar sem er oxê?

– Claro que não, seu bobinho! — O mais velho se ajoelhou e bangunçou os cabelos do mais novo, falando no ouvido dele. — Vou passar as férias inteirinhas com você! E toda a noite vamos nos falar por Skype! Calma, moleque, a última coisa que vou fazer é te deixar pra trás!

– Á... Á... ... ... — O garoto engoliu em seco, tentando falar. — Á... Tá!!!!

– Boa!! Quando eu voltar, eu quero ouvir você falando tudo!! — O mais velho se levantou, entrando no taxi.

– S... Sim!!

Essas... Essas foram as últimas palavra que eu ouvi do meu irmão mais velho.

Antes de ele ir para Hope's Peak.

...

Minha mão estava congelada na frente daquele papel e com aquela caneta na mão. Um misto de medo e desespero me atingia por dentro. E se eu errasse e o décimo morresse? E se por causa do meu erro, eu fosse considerado o assassino? Eu não consigo... Eu não aguento essa pressão! Enquanto estava encolhido em um canto do ginásio, quase me descabelando, ouvi Sugiyama me chamar. Fui até ele.

– Taniguchi-kun, já escreveu alguma coisa? — Ele me perguntou. — Respira fundo. Eu preciso que você se controle agora.

– Não cara... Eu não faço idéia de que porra é essa no slide... — Respondi. — Tá em branco ainda.

– Ótimo. — Ele me mostrou seu papel, já com o código quebrado. — Preciso que escreva a mesma coisa que eu escrevi.

– Cara... Eu não quero ser o assassino... Não pode pedir para outra pessoa? Eu não quero que esse cara morra, mas ao mesmo tempo, eu não quero ter sido quem matou, caso erre...

– Se você fizer isso, nem eu nem você podemos ser considerados assassinos, mesmo se errarmos. — Ele me respondeu, abrindo um leve sorriso.

– Hã...?

– Aquele urso bizarro disse "um de vocês". Ou seja, ele provavelmente não quer sacrificar dois. Então, se nós dois colocarmos a mesma resposta, nós dois seríamos assassinos, e ele teria que escolher outra pessoa, para ser apenas um. Vamos lá. Vale a pena tentar.

– Ok... — Vi o que estava escrito no papel dele, e coloquei no meu. — Como você achou "HOJE SAO 10 SER QUE VIVE DENTRO"? Isso não parece fazer muito sentido...

– Primeiro, eu observei por cima e consegui achar dois números por código morse: 1 e 0, que formam 10, conhecidentemente, o número de alunos que tem aqui agora. Depois, traduzi o resto dos pontos para letras. Desembaralhei elas, e encontrei "HOJE SAO 10 SER IN". "In" é uma palavra do inglês que pode ser traduzido pra "ser que vive dentro". E então completei. Faz sentido pra mim.

Caralho... Ok, o Sugiyama não era um burro tranquilo como eu estava achando, ele sabia de umas coisas, de fato. Enfim, apenas escrevi o código que o Sugiyama encontrou no meu papel, e nós dois os depositamos em uma pequena caixa de papelão que o Ursinho Pooh colocou no meio do ginásio. Ele estava lá, encostado... Cortando as unhas? Ah, foda-se. Demorou mais uns quinze minutos para todos terminarem. Monokuma pulou de alegria e foi até a caixa.

– Hum... — Ele falou, equanto lia os envelopes. — Lixo, lixo, besteira, merda. Eu esperava mais de vocês!

Engoli a seco, igual a mais uma boa parte dos alunos no ginásio. Quase todos nós suávamos.

– Acabei! Fico feliz em anunciar que... — Ele fez uma pausa. Fala, desgraça. Do jeito que ele estava empolgado quando falou pra nós que tinha um garoto morrendo, não é certeza do que aconteceu. — Uma pessoa acertou! Parabéns, Minami-chan! Você acabou de salvar uma vida!

O Ursinho Pooh jogou uma chave para uma garota no meio de nós, enquanto quase todos olhavam para ela, que corava. Ué, eu não conhecia ela... Mas, que seja. Depois eu falo com ela, temos uma coisa mais importante para cuidar agora.

SHSL Inventor — Minami Kayako (15 anos)

– Onde está esse lugar, seu urso desgraçado?! — Megumi gritou para o Pooh. — Nós podemos ter resolvido, mas ele ainda tá lá morrendo!!

– Meu nome é Monokuma, cabeça de bagre. Ah é. Esqueci disso. Se ele morrer agora, mesmo vocês tendo completado a charada, um de vocês vai ser julgado por negligência. Entãããão... — Ele fez uma pausa, e olhou para um relógio. — Vou dar meia hora a vocês, depois tem que voltar aqui, por que eu tenho mais um aviso. O décimo estudante está preso no armário da sala de computação. Vão lá!

A repórter tomou as chaves da mão de Minami e correu na direção da sala de computação. E todos foram juntos, menos Haruka, que preferiu seguir para outro lugar. Idem Megumi, acho que ela não queria ficar no mesmo ambiente da repórter, e Gina foi a última a se separar. Minami também queria se separar, mas Kotaro a arrastou junto, usando o argumento "Vamos precisar de você!". Ela claramente estava incomodada com isso.

...

– Por que você não gosta do décimo estudante? — Uma mulher perguntou para o homem que estava ao seu lado. — Nem venha com o papo de "não é promissor", Yuuto.

– Mas ele realmente não é promissor. — O homem, aparentemente de nome Yuuto, respondeu como se fosse óbvio. — E além do mais, como você espera que um moleque retardado e que não consegue formar uma frase sem balbuciar consiga argumentar e resolver os assassinatos? Menos, Yuuki. Menos. Nós só trouxermos ele porque o chefe tem esperanças injustificáveis.

– Compreensível, o irmão mais velho dele foi o último a morrer... O quinto.

– Kouki não tem metade do que o irmão dele tinha... Nem compare. — Yuuto pausou para respirar. – Shintarou... Aquele foi um dos nossos melhores que tivemos, sem dúvidas. Pena que foi subornado e sucumbiu. Se não, ele iria estar no TOP da fase final. Agora, esse moleque não vai conseguir chegar na final! Droga... Trazer o pintor iria ser muito mais interessante do que esse pedaço de merda!!!

– Calma, Yuuto... Bem, olhe com atenção, parece que o décimo estudante está acordando... — A mulher tentou acalmá-lo. A raiva era iminente. Mas ela não tinha tanta descrença assim pelo décimo estudante.

Como o homem disse, se o décimo fosse metade do que o irmão mais velho dele foi, já era um grande avanço.

...

– Bem, acho que agora a única coisa que podemos fazer agora é dar tempo ao tempo. — O lutador falou. O décimo estudante "dormia" em uma das camas, com uma máscara de ar. — Não tem mais nada que nós possamos fazer. Mas... Temos que voltar para onde Monokuma está, para receber o outro aviso, e esganar aquele urso desgraçado!! E, falando nisso...

Kotarou fez um gesto para a garota que ele arrastou se aproximar. Corada e aparentemente com raiva, ela se aproximou.

– Olha menina, desculpa por ter te arrastado até aqui, mas... Sabe, deixar ele sozinho é muito arriscado, e como foi você que descobriu o enigma, eu pensei que seria legal que você ficasse aqui com ele. Até porque não parece gostar muito de multidões, e aqui vai ficar sozinha. E então, topa?

A garota apenas acenou positivamente com a cabeça, e então nós saímos de lá, voltando para o ginásio. Durante o trajeto, resolvi quebrar o silêncio;

– Ainda tem duas pessoas que eu não tenho idéia de quem são. — Quase ao mesmo tempo que falei isso, fiz uma pistolinha com os dedos, e apontei para um cara loiro. — Você, apresente-se. Vai, vai, vai. Rápido!

– Ei cara, calma... — Ele respondeu, desinteressado. — De acordo com eles, eu sou Yakatsu.

Kikyo Yakatsu — SHSL Actor (15 anos)

– Ok, ok! Liberado! Próxima, você! — Continuei, apontando para a outra garota. — Nome, vamos lá!

– Deixa de ser metido... Que saco. — Ela me respondeu, de maneira grosseira. — Se você está tentando me deixar o clima mais feliz ou algo do tipo, não tá funcionando. Dá pra ficar sério e deixar de ser palhaço?

Amamiya Kaori — SHSL Dancer (17 anos)

Tudo que fiz foi mostrar o meu dedo do meio para ela, o que quase gerava uma briga entre nós, mas Sugiyama a separou bem a tempo. Estávamos quase chegando no ginásio afinal, então acho que uma briga não iria cair tão bem... Afinal, daquele Ursinho Pooh filho da puta, nós estávamos esperando nada menos que uma desgraça como "aviso importante". Aquela...

Meu pensamento foi interrompido pela visão que eu tive ao abrir a porta do ginásio. Haruka e Minami, justamente as duas garotas que haviam se mostrado com a personalidade mais forte até agora, desabadas no chão. Haruka chorava, de joelhos, como se tivesse visto algo horrível. Megumi estava quase do mesmo jeito, mas não chorava, e sim tapava a boca com a mão, como se quisesse impedir um vôtimo. Gina estava sentada, imóvel, na arquibancada.

Mas... Mas que porra de aviso seria esse?

...

(Décimo estudante P.O.V)

– Ei... — Minami sussurrou para ele, tentando usar uma voz gentil. — Consegue... Me ouvir?

O-Onde eu estou...? Eu não consigo ver nada... E nem me mexer... Só consigo ouvir uma voz distorcida ao meu lado... Mas... Mas ao menos eu consigo reconhecer essa voz... Talvez... Talvez seja...

Kazami Gen — SHSL Crafter (14 anos)

– A-A-A... Ka... Kayako-chan? Ka-Kayako M-M-Mi... Minami-chan... É vo-você? — Balbuciei as palavras que por conta da máscara que eu usava, saiam abafadas e baixas, estava torcendo para que não tenha me confundindo... Ou seja, passar um mico desses confundindo uma garota com outra. Não demorou muito para minha visão voltar, mas ainda não conseguia me mover. Meus membros estavam simplesmente paralizados.

– Você se lembra do meu nome?! — Minami perguntou, aparentando estar muita surpresa. Não entendi o motivo de tanta surpresa, afinal...

– C-Claaaro q-que siiim... Id-Idiota... Cooo-Como eu essqueceria d-da ga-garota que sem-sem-sempre me ajuuda nas aulas? — Falei, retirando a máscara e colocando próxima ao meu pescoço... Não sabia o que tinha acontecido, não fazia idéia...

Minami-chan pareceu mais surpresa ainda... Eu ainda não entendia, o motivo daquilo, e queria perguntar. Queria mesmo. E de muita coisa. Por que eu estava na enfermaria, e sem conseguir me mover direito? Por que tanta surpresa? Quando eu estava prestes a falar, Minami-chan me interrompe, atirando a pergunta rapidamente.

– Por favor, me conte de tudo que nós e nossos colegas de sala já passamos juntos!

Hã?

Um silêncio constrangedor se instalou no ambiente. Eu, assim que ela terminou de falar aquilo, já havia ficado vermelho feito um pimentão. Droga, Gen! Se controle!! Não fique envergonhado! Seja um cavalheiro e atenda ao pedido da Minami-chan! Mas... Que tipo de pergunta foi essa? Isso é um sonho, ou ela não se lembra de nada? Ou... Ela está apaixonada por mim e... MENOS GEN! MENOS!!! Se eu pensar direito, ela pode estar só preocupada... Afinal, estou na enfermaria, pela máscara, sem conseguir respirar e ainda não posso me mover... Que idiota, Gen! Nós podemos ser próximos, mas também não chega a ser um amor!!

– D-Desculpa...! — Minami-chan se apressou em desculpar, tão corada quanto eu, ao perceber a minha vergonha. Ela parecia estar a ponto de chorar (Pare de pensar e vá se desculpar, Gen!).

– N-Não pre-p-precisa ssse descul-culpar!! — Me apressei em dizer. — E-Eu ado-doraria... Fa... Falarr com a Mi-Mi-Mina...mi-chan sobre o-o-o pa... passado!

Minami soltou uma pequena risada. Eu, novamente, fiquei vermelho como um pimentão, mas logo isso se foi, quando ela explicou o motivo da risada.

– Seu jeito de falar é engraçado, como chama mesmo? — Ela perguntou, em uma curta risada.

– Ka... K... Kazami... Kazami Gen! — Respondi, junto com um sorriso. — B-Bem... Por-Por onde co-começo...

...

– Eh...? — Yuuto perguntou, entediado com aquela cena melosa. — O Yuuki tem memórias? Quer dizer que o mestre colocou ele como o controlador desse jogo? Eu tinha certeza que era...

– O controlador é o Sugiyama-kun. As ordens dele foram claras: Fazer o Ronpa trascorrer como o necessário. Ele é altamente subordinado a nós, por isso, juntamente com as habilidades dele, não devemos ter muitos problemas com o andamento do jogo. O fato do décimo ter as memórias, não sei porquê.

– É, eu sabia que era o Sugiyama... Mas que droga, hein? Eu gostei do cara, queria que ele tivesse a chance de chegar nas finais. Qual a chance de ele sobreviver, você tem idéia?

– Eu diria... — Yuuki fez uma pausa, para pensar. — 99%. Antes de ser um controlador, ele quer sobreviver. Seria engraçado, um controlador passar para a final.

– Pois é, todos odeiam o controlador.

– Você não odiaria uma pessoa que mentiu para você o tempo todo enquanto todos morriam, e que sabia que certos alunos iam morrer?

– Hehe, claro que sim. — Yuuto virou a cadeira para os monitores. — Vamos continuar assistindo a festa, parece que vai ficar divertido.

...

– O que aconteceu?! — Korato correu para socorrer as duas garotas, assim como Sugiyama. — Seu urso desgraçado, o que fez com elas?!

– Nada, ué! — Monokuma respondeu. — Essas garotas estavam muuuito curiosas e nervosas para saber o aviso, e como pareciam que vocês iam demorar, eu resolvi falar logo. Só isso. — O Ursinho Pooh saltou os ombros, como se tentasse demonstrar que a culpa não era dele.

– E, afinal, que porra de anúncio é esse? — Questionei, quase voando com o meu punho para cima do Ursinho Pooh.

– Hora de explicar a última regra, o pilar dessa escola! — Monokuma se animou. — O pequeno jogo com o décimo estudante foi só um passatempo! O verdadeiro propósito... É simples! Vocês querem suas memórias de volta, não querem? E sair daqui também, não é? Só tem um jeito de fazer isso!! Na verdade, dois!! O primeiro... Vocês teram que matar um de seus colegas, e não serem descobertos!! Não é empolgante? Realizar o crime perfeito, contra uma das pessoas que está ao seu lado, e assim vão poder ter suas memórias de volta e sair daqui!! Mas, em contra-partida... Todos os outros serão executados, para liberar a saída o gênio que matou!! Vamos lá, é empolgante, não?!

Todos nós ficamos pasmos. As "surpresas" não paravam nunca...? Pior do que o caso do décimo estudante, agora teríamos que matar com as nossas próprias mãos? Como assim cara... Qual o propósito disso? Todos nós estavam em choque, o silêncio reinava. Os únicos que permaneciam controlados eram o Yakatsu-kun e Sugiyama-senpai. Haruka, sem chorar, e com um forte tom de desespero, quebrou o silêncio.

Para instalar um clima mais tenso ainda.

– Me dá isso!! — Ela falou, agarrando o cinto do Sugiyama. — Me dá!!

Não sabiamos do que ela estava falando, até estavamos começando a achar que era loucura se manifestando por causa daquele anúncio, até que da calça do Sugiyama, caiu no chão a pistola dele. Aquela .40 que antes havia sido apontada contra o Urso estava carregada, e em meio a um jogo de matança.

– Acalme-se, Haruka-chan. — Sugiyama se ajoelhou, pra ficar na mesma altura que a garota, de joelhos.

– Não, essa mocréia está certa!! — Megumi defendeu a que antes era sua inimiga. — E por que você está tão calmo?! Você tem alguma coisa haver com isso, não é?!

– Responde!! — Haruka gritou. Segurei a mão dela, em um gesto para pedir para a mesma se acalmar, embora eu estivesse suando frio, quase tendo um ataque de pânico. Mantenha a compostura, Taro.

– Eu estou tão assustado como vocês. Mas eu consigo me controlar, manter a calma. Haruka-chan, me ouça. Isso que você tem nas mãos é uma .40, como pretende se livrar dela? Armas assim não podem ser incineradas? E eu não quero deixar isso na mão de ninguém desesperado. Por isso, o melhor é essa arma ficar comigo. E, se alguém morrer baleado, vão saber que fui eu. Estamos entendidos? Você também, Megumi-san.

– S-Sim... — As duas concordaram, de cabeça baixa. Haruka havia se acalmado graças ao aperto de mão de Taniguchi. A voz quase paternal de Sugiyama nos acalmava... No fundo, ele também estava tremendo, mas pra manter essa compostura perto de nós... Ele é mesmo muito forte.

– Monokuma-san, você disse que são dois jeitos de recuperar as memórias e sair daqui. Um deles é executando o crime perfeito, e qual seria a segunda maneira?

– Huh? Como assim? Eu acho que deixei BEM explícita na resolução do código... Upupu, acho que esperei demais de vocês. Mas enfim, vou explicar! Basicamente, assim que atingirmos o número de estudante que queremos, esses sobreviventes receberão suas memórias e poderão ir!! Bem, é basicamente isso!! Podem ir, não tem nenhuma obrigação, até segunda ordem!! Upupupu.

– Eu sei o código... Aquela garota me disse. — Yakatsu-kun falou, em tom baixo. — Lá era o código morse... E traduzindo, ficava...

Tudo aquilo era coisa demais para absorvemos, quer dizer que não tinha jeito de espacar da matança... Ou matávamos ou sobreviviamos. É muito difícil acreditar... Tentei focar meus pensamentos no que o loiro falaria, e respirei fundo, preparado para o pior.

Nós só queremos quatro.

...

(Gen P.O.V)

– Q-Quuer din-di-dizer que, se-see-sem co-contar eu e você, só tem-temos mais oi-oito aqui? — Perguntei, um pouco intrigado.

– Sim... Você sabe por que, não sabe? — Minami-chan me perguntou, depois de uma pequena longa conversa nossa.

– Não estou me le-lembraando agora... Mas, ei, você não po-pode m-m-me tir-tirar daqui? Saabe, va-vamos fa-fa-falar pa-pa-ra os ooutros o qu-que a enti, a gente descobriu.

– Mas... Você já consegue se mexer? Pelo menos os braços?

– Ah é, equeeci desse detale... Então, dexa pra á. Leva essa cadeneta e motra pra eles, eu epero a-aqui! — Abri um sorriso para Minami. Se isso de não se lembrar de nada for verdade, acho que não é a melhor hora para lembrar ela do que aconteceu noite passada... Definitivamente não!

– Deixa de besteira! Eu vou te empurrar! Se não, ninguém vai acreditar em mim! — Ela encheu as bochechas, puxou uma cadeira de rodas do canto da enfermaria, e me arrastou para ela. Logo em seguida, acelerou para fora da enfermaria, e pelos corredores da escola. Nessa altura, eu já parecia um pimentão no carrinho de feira, mas logo soltei uma risada.

– Vo... Você é engaçada, Minami-chan! — Falei, e me arrependi logo em seguida, não querendo envergonhá-la. Burro!

– Você também, Gen-kun! — Ela sorriu para mim.

E ficamos assim, feito bobos, sem saber com o que iríamos topar.

...

(Kotaro P.O.V)

Depois do anúncio de Monokuma, todos nós nos separamos, eu fiquei um pouco com Taniguchi e Haruka, mas logo me separei, para investigar esse lugar. A paz era tranquilizante... Mas ela não durou muito.

– Socorro!! Socorro!! — Me assustei a ouvir gritos de uma garota, mais precisamente, da Haruka. Corri na direção dela. — É o Taniguchi!! O Taniguchi!! E-Ele não responde e não se mexe... Eu... Eu acho que ele está morto!!!!

Não fazia nem meia hora do discurso do Monokuma... E já tinhamos o primeiro morto..?

Pause

Número de testes restantes: um. zero.

Tempo limite: zero. nove. dias. dois. um. horas. um. três. minutos. zero. dois. segundos.

Notas finais
Clean: Até os comentários :T Tenjin: ... Até.