Notas iniciais
Quarto Ronpa iniciado.
Tempo limite: um. zero. dias.
– Está na hora... — Uma mulher respirou fundo, olhando para um monitor em uma sala escura. — Eu queria ter posto um tempo mais flexível, mas seria impossível... Estou farta de desperdiçar vidas!!!
– Jogue esse seu coração mole fora... Precisamos dos melhores, apenas dos melhores!! — Outra mulher reclamou. — Selecionamos os mais produtivos a curto prazo justamente por isso!
– Eu espero...
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– Ai, meu braço, cara!! — Resmunguei para mim mesmo, me espreguiçando.
Meu braço doía demais... E minha visão estava turva, minha cabeça latejando... Ai... Ah... É meu quarto..? Não... Você não tá na sua casa, gênio. Você está na Hope Peak... Já chegou aqui faz... Faz... Faz...
Não consigo me lembrar de nada. Absolutamente nada. Estranho... Esse quarto é muito familiar para mim. Eu consigo dizer tudo de cor. As meias na gaveta debaixo, cuecas misturadas com elas, meus livros em uma caixa debaixo da cama... Fui conferir se não estava errado, e não estava. Estranho... Eu quero me lembrar do que eu fiz ontem, anteontem, mas não lembro de nada do que já passou... Apesar de me sentir familiarizado com o ambiente, e saber onde está cada coisa.
– Maldito momento que eu aceitei um gole daquela Vodka do Umaki-kun... — As palavras saíram automaticamente da minha boca, me assustei depois disso, ué... — Quem.... Quem é Umaki-kun?
Dei curtos tapas em minha cabeça, para acordar. Respirei fundo, e tentei descobrir mais coisas.
Como sabia, nada no meu quarto mudou. Tudo que veio a minha cabeça, estava em ordem. Era o típico de um jovem viciado em esportes. Tinha minha bola de beisebol, futebol americano, futebol, basquete... E os meus pôsters com meus ídolos do esporte. O quarto não era muito grande, na verdade, era bem pequeno. As paredes brancas acinzentadas e com vários pôsters causavam uma enorme poluição visual, mas eu gostava. Encostada no canto direito, meu beliche, e embaixo dele, minha mesa de estudos. Cômoda para guardar as roupas, e varal para pendurar elas... Nada mudou aqui dentro. Olhei a hora em meu relógio, eram 8:32 a.m... É, melhor eu ver o que tem para hoje no meu calendário e ir. Uma dor de cabeça enorme me dominava. Ressaca é foda. Me esqueci de tudo e vou ter que assistir as aulas semi-morto.
– Aham... Dia livre... Todos os alunos, se encontrarem no ginásio as 9:00 a.m... Acho que vou dormir mais um pouco, para passar a ressaca... E depois bater nesse tal de Umaki-kun... — Me joguei novamente na cama, muuuito preocupado com a minha falta de memória. Vodka é uma coisa absurda...
SHSL Player — Taniguchi Taro (15 anos)
– Ordem do diretor!! Ordem do diretor!! Todos os alunos, se encontrem no ginásio dentro de dois minutos!! Dois minutos!! Obrigado pela atenção. — A voz irritantemente fina soou em um interfone, que estava no canto superior do meu quarto. Resmunguei, por ter que me levantar. Nem fiz questão de trocar de roupa, apenas coloquei um moletom por cima da camisa do meu pijama, calçei meus chinelos, e fui.
Na hora que abri a porta, minha primeira surpresa. Tinha outro cara encostado do lado da minha porta. O rosto dele me é familiar... Mas não me lembro de muita coisa dele... Vamos ver o que eu consigo descobrir... Cara, espero que ele não "estivesse me esperando". Estou começando a ficar com medo, pensando nas possibilidades do que eu talvez tivesse feito enquanto bêbado.
– Hã... Oi... — Falei, com uma voz típica de quem está de ressaca. — O que te leva a esperar na porta do meu quarto?
– ... — Aquele cara me olhou, da cabeça aos pés. — Você não está assustado?
– Por que eu estaria? — Perguntei, sem entender de novo. Pelo menos, sem viadagem até agora.
– Do que se lembra? — Ele perguntou, frio e curto.
– Nada... Mas, cara, eu exagerei na bebida noite passada... Tô de ressaca, entende? Por isso tô com a memória meio apagada. — Estranhei a pergunta, mas não vi problema em responder. Se alguém descobrisse, pelo menos era um incentivo a parar de beber. Enfim, por que ele me perguntou isso? Sabia que eu estava de ressaca?
– Não é culpa da bebida... — Ele me fala, de braços cruzados. — Eu também acordei sem me lembrar de nada.
– Hã? Sério? Será que...
– Não só eu, não só você. Todos com quem eu falei não se lembram de nada. Não acha estranho que quase todos estejam com isso? Até quem não bebeu? — Ele me questionou, me senti um pouco desconfortável. Como assim...
– Como assim, cara... O que você tá sugerindo? Tipo... — Não conseguia achar as palavras certas para falar, saco!
– Isso não é tudo... Mas enfim, devemos ir para o ginásio. Vamos lá, no caminho, você vai ver no que realmente estamos metidos. Lembra de onde é?
– ... Sim ... — Falei, com a cabeça confusa.
Eu e o outro cara seguimos em direção ao ginásio, e a visão era abominável... Não era a Hope Peak que eu conheço... As paredes são as mesmas na qual estou familiarizado... Mas essa quantidade de câmeras... E as janelas, não existem janelas!!! Até onde eu me lembrava que teriam, ou era uma parede totalmente opaca, ou EVEA's pretos cobriam a passagem da luz. O ambiente estava frio. Eu quebrei o silêncio, quando vi uma das escadas, trancada mais do que a cela de uma prisão.
– Que porra é essa... Sugiyama, que porra é essa?!?! — Eu gaguejei, assustado. — Me explica, cara...
– Sabe meu nome? Aleluia, ninguém se lembrava... E o seu seria? — Ele falou, ainda calmo. Já eu, perdi a cabeça.
– ME RESPONDE CARA!!! — Falei, agarrando os ombros dele. O que estava acontecendo... — Ma... Mano... Que porra é essa...
Minha voz falhava, e soltei os ombros dele, colocando minhas mãos sob meus joelhos. Eu não estava entendendo mais nada... Por que me lembrava de algumas coisas vagas, como nome de pessoas, mas não sobre minha família, o que fiz ontem... Por que eu sinto que posso confiar nessas pessoas, mesmo não sabendo quem são..? Alguém me ajuda cara...
– Se eu soubesse, já teria lhe falado, amigão. — Sugiyama pôs as mãos nas minhas costas, tentando me acalmar. — Calma cara, essa reunião com o diretor deve ser sobre isso. Vai ficar tudo bem. É só um teste.
– S-Sim... — Concordei, e ainda abismado, segui até o ginásio.
– Ótimo.
SHSL Pilot — Sugiyama Souta (17 anos)
Chegando no ginásio, todos estavam esperando impacientemente por nós. Não sabiam e nem entendiam nada do que estava acontecendo, eu percebi pelo olhar deles que estavam tão confusos quando nós. Já estava um pouco mais calmo, me desesperar não levaria a lugar algum. Apenas me separei de Sugiyama-kun, levantei meus braços (Para mostrar que também não sabia de nada) e me sentei na arquibancada, esperando o diretor chegar. O silêncio reinava, até uma garota o quebrar.
– Cadê a porra do décimo estudande??? — Ela resmungou para todos ouvirem. — Sem esse filho da puta, essa droga de reunião não vai começar!! Cabelo-longo, você não o achou??
Megumi Souma — SHSL Drugdealer (19 anos)
– Meu sobrenome é Sugiyama. — Ele respondeu. — Não, Megumi-san. Todos os quartos, menos o deste garoto que eu acabei de trazer, estavam já abertos, e mesmo rondando a escola, não tive sinal de mais nenhum estudante. E, falando nesse cara... Alguém sabe o nome ou sobrenome dele?
– ... ... ... — Ninguém ousou a falar, eu realmente não me lembrava, e do jeito que o Sugiyama falou, ele também não se lembrava do próprio nome. — Taniguchi...
Ouvi uma voz, que estava escondida pelo meio da arquibancada (Na verdade, ela estava quase do meu lado, mas eu não tinha dado bola), era uma garota que parecia não ter muita certeza do que falava, ou foi uma impressão que eu tive por conta de sua voz demasiadamente tímida e introvertida. Cara... Eu não sei se meu nome é esse, mas eu acho melhor concordar para não deixar ela com vergonha. Essas pessoas tímidas, vou te contar...
– Nossa! Valeu, hein! — Respondi, olhando para ela, e dando um sorriso meio idiota. — Pelo menos o nosso nome a gente sabe... Já é um alívio, né? Hum... Hum... ... ...
– Haruka... — Ela respondeu, um pouco tímida, eu sorri de novo.
– Tudo bem, Haruka-chan!
SHSL Doll Artisan — Haruka Kirika (15 anos)
– Ok, ok! Chega desse sentimentalismo barato!! Precisamos do décimo estudante, precisamos achar esse filho da puta!!! Se não, vamos morfar aqui sem saber que porra é essa que está acontecendo!! — Essa garota de novo... Quem ela acha que é, pra mandar em todo mundo? — Sugiyama!! Vá atrás dele e...
Eu estava prestes a falar umas verdades para essa tal de Megumi... Quem ela pensava que é? Quando eu ia me levantar, Haruka-chan percebeu as minhas intenções, e se esticou um pouco para conseguir pegar na minha mão. Me surpreendi com o gesto, pois ela parecia ser realmente tímida...
– Não vale a pena, só vai causar mais confusão. — Ela sussurrou para mim. De certo modo, ela estava certa... Discordar daquela garota nesse momento só ia causar mais confusão desnecessária. O que não significa que eu passei a gostar das atitudes dela.
– Quem você acha que é, pra ser mandona desse jeito? — Parece que alguém tomou minhas dores. — Se toca garota, você não é ninguém aqui!!
Era uma outra garota (Eu já devia saber, garotas amam brigar entre si), que estava sentada no topo da arquibancada, e desceu apenas para encarar Megumi. E olha, ela pareceu não gostar da pontada, nem sequer continuou o que iria falar. Se dirigiu até a arquibancada da qual a outra garota já havia descido, e as duas se encararam.
– Ah é, então que idéia melhor você tem para achar o décimo estudante, gênia? — Megumi provocou. — Ou acha melhor ele resolver aparecer, e ficarmos mais um tempo considerável sem saber que porra está acontecendo? Eu não sei o que essa cabeça de vento está pensando, mas EU não estou confortável com tudo isso. E... Você parece não está se incomodando muito... Será que não tem alguma coisa haver com isso? Ou é só uma bostinha que fica atrapalhando boas idéias com essa opinião de merda?
– Não, querida. Eu não sou como você. Mas agora, eu me pergunto... Por que você mesma não vai procurar pelo décimo? Tudo pede para o Sugiyama fazer? — A outra garota rebateu. — Desse jeito, parece que quem tem realmente alguma coisa haver com isso é VOCÊ... Evitando sair daqui, e mandando as outras pessoas em seu lugar... E outra, queridinha, claro que eu estou desconfortável com tudo isso, né? Mas ficar estressada e com a cabeçinha quente que nem você... Eu acho que isso não muda nada não, olha. Eu acho é que só atrapalha mesmo.
SHSL Reporter — Naomi Gina (15 anos)
Ai. Essa doeu em mim. E parece que doeu mais ainda na Megumi-shi. Ela estava vermelha feito um pimentão. Não de vergonha, e sim de raiva provavelmente. Ou uma mistura dos dois. Mas, cara, as coisas iriam ficar boas agora. Amo briga de garotas. Se resumem a tapas e puxões de cabelo, e chamar a outra de "gorda e feia". Cara, eu amo isso.
– Ei, vocês duas... Vamos nos acalmar, se não isso não vai dar certo... — Sugiyama tentou acalmar as duas garotas, que estavam quase saindo na briga de puxão de cabelo. Não estraga, Sugiyama!!
– Essas duas estão se estranhando desde que se viram. — Um cara que estava sentado na bancada de cima comentou comigo. — Sortudo é o Sugiyama... Ter duas garotas brigando por ele... Ah, quem dera se eu tivesse essa sorte cara! E pior que elas falaram uma coisa muito estranha sobre isso. Deixa eu ver como eu vou explicar... Como você me vê, se lembra sobre mim?
– Hum... Eu não lembro nada de você, só te acho familiar. — Respondi. Não vi problema em manter a conversa com esse cara. Ele não me parecia ser uma má pessoa. E nem ter segundas intenções.
– Isso. É o que todos pensamos de todos aqui nessa arquibancada. Mas, essas duas garotas falaram que não veem o Sugiyama de maneira rasa, como nós. Mas não souberam explicar como o viam e o que sentiam. Ou seeeeeja...
– É o amoooor! — Sussurramos para nós mesmos, tomando o maior cuidado do mundo para que elas não nos ouvissem. — Gostei de você, cara. Como chama? — Continuei.
– Eu não sei direito, mas dizem que é Kotarou. — Ele me respondeu. — Taniguchi, certo?
SHSL Fighter — Tokiyama Kotarou (18 anos)
– Sim, pelo menos, dizem que sim. — Soltei uma risada. — Mas, Kotaro-kun, sabe o que eu acho? Que ás vezes é bom viver com riscos.
– O que quer dizer? — Ele me perguntou, sem entender. Até que eu me levantei. — Pera aí, cara, cê não vai...
– Tá pegando, hein, Sugiyama-kun!! — Gritei da arquibancada, chamando a atenção das duas garotas principalmente. — Divide com nóis aqui, cara! Eu posso ter esquecido de quase tudo, mas te garanto que ainda manjo das sacanagens!!
Pelo menos eu consegui fazer as duas virarem amigas por uns trinta segundos.
– Como eu fui parar nessa..? — Kotaro me perguntou, após também apanhar das duas. — Aí cara, nunca mais me meta nas suas idéias geniais... Como se sente sem dois dentes na boca?
– Valeu a pena. — Falei, ainda deitado com a cara no chão. — Acho que eu quebrei o nariz...
– Mereceu. — Kotaro resmungou, pisando e esfregando o pé na minha cabeça. — E essa é por ter me feito apanhar também.
– Amigos apanham juntos, cara... — Retruquei.
– Tira essas idéias da cabeça.
E assim, a manhã continuou. As duas voltaram a brigar, e parecia que não iriam parar tão cedo... Eu mesmo já estava ficando de saco cheio de esperar o tal décimo estudante, e a única certeza que tinha no meio daquela enorme confusão era que aquele ser humano iria apanhar e muito quando chegasse.
...
– Você tem certeza de que isso é uma boa idéia? — A primeira pessoa tornou a perguntar para a segunda. — Pode ser um desperdício.
– Nah. — A segunda pessoa, um homem, respondeu. — Esse aí é o menos promissor, provavelmente não ia render nada. Então, é mais promissor usá-lo para testar os que realmente prestam.
– ... Você é doente. — A primeira pessoa falou, enojada.
– Esse é nosso trabalho, não? — O segundo respondeu. — Mande esse seu sentimentalismo pra puta que pariu e volte a fazer seu trabalho direito.
– ... É o jeito... — Ela se afastou daquela sala, e foi para o corredor daquele estranho lugar. — Por favor, eu estou contando com vocês... Não deixem-o morrer assim.
...
– Upupu!! — Durante a confusão, um urso... Sim, um urso. É, eu tô falando sério, todo mundo tá vendo. É um urso preto e branco, parecendo... Sei lá... Um Ursinho Pooh de creepypastas? É só assim que eu consigo descrevê-lo... Todos nós estávamos prestes a falar e questionar sobre essa porra, até que ele puxou um beretta e apontou para nós, antes que falassemos alguma coisa. — Eu só vou esclarecer uma dúvida! Pensem bem no que vão perguntar, pois as coisas vão ficar divertidas! Muito divertidas!
– O diretor falou que só ia começar a reunião com os dez alunos! Supondo que você seja enviado do diretor, e que veio aqui para falar em nome dele, por que está começando agora? — Sugiyama foi o primeiro a falar, e também, pegou uma .40 que tinha escondida no cinto, e apontou para o urso. — Eu não gosto que apontem armas para mim, sabe? Vamos ficar em paz, sem querer vez quem tem o dedo no gatilho mais rápido, certo?
– Upupupu! Bem, como eu também estou com arma, acho que não posso reclamar... — O urso bizarro respondeu. — Mas, sua suposição está errada! Eu não fui mandado pelo diretor, eu sou o diretor!! E não se preocupem, eu logo explicarei a situação de vocês, mesmo sem essa pergunta ter sido feita, eu sei que o desespero está correndo por essas suas doces veias... Enfim! Respondendo a sua pergunta! O décimo estudante está aqui, mas eu tenho um pequeno jogo para vocês!
– Pequeno... Jogo? — Mumurrei para mim mesmo.
– Eu prendi o décimo estudante em um lugar dessa escola, um lugar beeeem pequeno! E sabe o que isso significa? Lugares pequenos tem pouco oxigênio, ou seja, ele pode morrer a qualquer hora!! — Todos nós ficamos chocados quando ele falou isso... Mas do que diabos ele estava falando?? — Mas voooocês podem libertar ele! Para isso, tem que cumprir um pequeno desafio!!
Quando o urso terminou de falar, a parede da quadra foi iluminada por uma imagem, parecia um slide de PowerPoint... Era um grande raio vermelho, com o número "1". A cabeça de todos nós estava confusa... Como assim ele era o diretor?? E como assim... O décimo estudante iria morrer se não conseguissemos solucionar o mistério?? Isso é uma piada de mau gosto... Só pode...
Nenhum de nós, nem mesmo a Megumi, conseguiu falar algo.
– E para deixar as coisas mais divertidas ainda... Se ele morrer, um de vocês vai ser culpado pela morte dele! E, com isso, ocorrerá um julgamento... Se vocês descobrirem quem o matou, todos vocês saem ilesos, e só o assassino irá ser executado! Afinal, é o destino de quem matou upupu... MAS! Por outro lado, se o assassino não for descoberto, ele terá suas memórias de volta, e poderá ir pra casa... Mas todos os outros irão morrer! O que acham? Divertido, não?? Se preparem, vou colocar a charada para descobrirem agora!! Deixarei nove envelopes aqui, com papel para escrever, e caneta. Você não é obrigado a escrever, mas... Se ninguém escrever, o décimo vai morrer e vou ter que escolher aleatoriamente!
Ninguém sabia o que fazer, como assim a vida de uma pessoa estava nas nossas mãos..? E quem ia ser o assassino? Ele não nos falou isso... Com certeza vai ser alguém que escrever, mas quais serão os critérios?? Eu não sei de nada... Ninguém sabe de nada, ninguém foi pegar nada, ninguém quer se arriscar!! Eu também não quero... Eu tenho medo... Mas, mais medo ainda, tenho eu de passar o resto da minha vida, pensando que eu matei uma pessoa! Nós precisamos bolar algum plano... A única escolha sensata é salvar o décimo... Mas como?? Respirei fundo, e olhei para o slide.
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Pause
Número de testes restantes: um. zero.
Tempo limite: zero. nove. dias, dois. três. horas, dois. nove. minutos e zero. dois. segundos.
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