Notas iniciais
Oie, meus queridos! Tudo bem? Estou ruborizada por não ter postado este capítulo mais cedo, mas peço mil desculpas por isso! Eu caprichei um pouco mais do que meu manuscrito, mas espero que tenha ficado bom! Bem, abraços e boas leituras!

Uma semana depois:

Um fio de luz me acordou. Levantei e fechei totalmente a cortina. Eu amei os primeiros dias no Hawaii, mas esse Sol estava começando a me incomodar. Voltei para cama, me reconfortando no corpo quente ao meu lado. Britt passou seu braço sobre minha cintura, já estava acordada.

–Bom dia! -ela me disse sorrindo, me dando um beijo de bom dia.

–Bom dia -disse me aconchegando em seus braços.

–Acordasse bem? -ela me peguntou, fazia carinhos em meu cabelo.

–Muito bem. E você? Acordou agora?

–Na verdade, Sant, eu acordei à uma hora atrás. -ela me disse.

–Por que? Por que não me acordou? -perguntei abrindo os olhos.

–Porque eu gosto de te ver dormir. Me faz lembrar das nossas noites de sexta-feira. E, também, fiquei pensando no que vai acontecer quando nossa "lua de mel" acabar.

–Britt... -eu a chamei, dei um suspiro. -Olha, eu sei. Sou um desastre quando se trata de pensar, mas... -Britt começou.

–Shi, shi, shi. Você é um gênio! De verdade! Eu sei que temos muito que conversar sobre isso, mas vamos aproveitar nossa "lua de mel". Eu ainda não quero voltar para realidade.

–Eu também não! Se eu pudesse, ficaria aqui. Bem, talvez não. Poderíamos nos mudar para o Canadá! É onde fica o Papai Noel dos gays e a neve! -Britt disse.

–Claro! Eu iria para todo lugar, contanto que você estivesse ao meu lado. -eu a apertei ainda mais.

–Ei! Essa frase é minha! -ela me beijou. -Oh, é a "nossa condição de sempre". Achei que a sua fosse: "golfinhos são tubarões gays".

–Essa também! Se bem que, nadei com golfinhos aqui e não pareiam nem um pouco gays... Talvez sirva para os macacos...

Deixamos o nosso quarto lá pela um hora. Fomos até um navio, que Britt queria muito conhecer. Conhecemos todo o seu interior e quando acabamos já era duas horas. Decidimos almoçar no Hall do Navio.

–Sant! Eu ainda não acredito que um navio desse tamanho flutua! Acho que os homens daqui são mágicos! -Britt disse rindo, olhando em volta.

–Ha ha ha. Pois é, principalmente o gerente... Sabe, eu nunca estive um navio, não gosto muito do mar. Mas quando a gente subiu e eu vi aqu... -fui interrompida pelo meu celular tocando. -Oh, ouh! É o Kurt!

–Alô? Santana? -Kurt me chama.

–Olá, Lady Hammel. O que aconteceu? -Ela está em pânico de palco, Santana. Tentamos de tudo. Ela não quer sair da cama. Ela ficou a noite inteira lendo cada comentário negativo sobre ela. Ela está negando nossa ajuda, Sam quase saiu morto do quarto dela! -Kurt disse, parecia cansado e nervoso.

–Tudo bem. Aonde eu me encaixaria nisso?

–Santana! Ela precisa de você, de seu choque de realidade. De realidade positiva.

–Como assim, Kurt? Quer que eu fale com ela? Pelo celular?

–Não. Ela precisa de você, Santana. A estreia é daqui a três dias. Eu sei que você está longe e tentando achar um futuro com a sua incrível namorada, mas... Por favor, tente. Tenho que ir, indo pra lanchonete. Tchau! Tente! -Kurt terminou e desligou.

Desliguei o celular e olhei pra Britt. Ela me olhou com a cara: "O que aconteceu?"

–Rachel. Está tendo um crise de palco. -respondi. -Kurt quer que eu volte pra New York, tipo agora.

–Crise e Rachel numa mesma frase... Impossível, ela deve estar muito mal mesmo. -Britt assentiu com a cabeça. -Você vai? Voltar?

–Eu não sei... -respondi. Eu realmente não sabia, aquilo me pegou de surpresa.

Britt segurou minha minha por cima da mesa. Uma cena repentina me ocorreu, eu e ela num jantar onde eu não podia segurar a mão dela por cima da mesa. Nossa, decididamente crescemos juntas. Isso é tão bom, poder demonstrar quem você ama!

–Sabe, você devia... Você está se preocupando mais com as pessoas, e isso é ótimo! Eu sei que se fugimos, juntas, acharíamos a resposta para nosso futuro. Mas não. Acho que tínhamos que ficar esse tempo sozinhas para perceber a falta que uma faria a outra.

–Você não vai ficar chateada? Afinal, essa era pra ser nossa "Lua de mel" -eu disse sorrindo triste.

–Não vou ficar, não. Teremos outras "luas de mel", quantas quiser. Quem sabe até uma de verdade... -Britt apertou minha mão. -Mas, alguém está precisando mais de você do que eu. Claro, que só porque é a Rachel. Se fosse outra, você já sabe...

Fiquei ruborizada. Apenas a Britt, tudo se resumia nela.

–Então, você vai ficar? -eu perguntei depois de um tempo, em que ficamos nos olhando.

–Sim, mas você vai. Rachel precisa de você. E eu, também preciso, mas agora preciso pensar. E você pode ver como é nosso apartamento!

–Pera, nosso? Então você vai pra NYC? -perguntei sorrindo.

–Por que você não me pergunta daqui a uma semana? -ela disse sorrindo e me beijou por cima da mesa.

Nova York! Eu senti sua falta! Eu nunca achei que pudesse me apaixonar por algo, depois da Britt, claro. Esse cheiro de comida processada, aquecida rapidamente, para ser comprada rapidamente por pessoas que comem rapidamente, porque são apressadas. Os mendigos que deveriam ganhar um Oscar por atuação. A mistura das pessoas. Enfim, Nova York, eu voltei! Sai do aeroporto e gritei por um táxi. Era assim, que você não era assaltada.

–Pra onde? -perguntou um taxista emburrado.

–No cruzamento de Manhattan e Brooklin. Pisa fundo e para de me olhar estranho... Estou com pressa! -disse emburrada também.

–Não sabia que você era daqui... -o taxista disse pra si mesmo.

–Eu não sou... -disse pra mim mesma.

Cheguei no apartamento. Escancarei a porta. Estavam todos na sala. Sam, Mercedes, Kurt, Blaine e Tina estavam sussurrando e cansados.

–Ok, aonde é que ela está? -perguntei.

–No quarto dela. -respondeu Tina. -Ainda não acredito que você veio!

–Aham, nem eu. -respondi.

Fui até o quarto de Rachel e entrei. Ela se virou e parecia terrível.

–Você é minha última esperança? -Rachel me perguntou irônica.

–Pois é. -disse rindo, indo em sua direção. Ela se sentou. -No caminho pra cá, fiquei pesquisando alguns comentários, para eu ter uma noção do quanto você havia visto e escolhi os seguintes: "Será que ela será capaz? Não consigo confiar em Judeus." "Se ela tivesse o talento do tamanho de seu nariz, ela seria uma estrela. Mas ela não tem" "Por favor, cancelem isso. Não vai funcionar, ela vai estragar tudo."

–Viu, Santana? Eles são horríveis! Eu vou ser massacrada! -Rachel disse e me sentei ao seu lado.

–Isso não impediu Barbra. Rachel, esses comentários são sobre a Barbra, quando ela ia estrear. Será que você não percebeu? Você é a Barbra, Rachel! Ela não ligou para esses comentários idiotas. Ela confiava nela. E você devia fazer o mesmo! Porque, Rachel, você sabe ser irritante em muitas coisas. Mas, perfeita em tantas outras. E isso Rachel, é o que você sabe, e nasceu pra fazer!

Ela me abraçou e soluçava. Eu senti que ela estava frágil e precisando de ajuda, ela tinha que ouvir as palavras certas de uma certa pessoa. Mas ele não estava mais aqui, e se isso conseguiu com ela se sentisse melhor, me sinto honrada.

–Obrigada, Santana! Você não foi minha última esperança, você é minha esperança. -Rachel disse sorrindo, seus olhos estavam vermelhos. -Me desculpe por ter que trazer até aqui. Quer dizer, por ter que deixar a Brittany lá... Afinal, por que não trouxe ela com você?

–Porque decidimos dar um tempo pra pensar, não é um tempo longo, é só um tempinho. Não se preocupe, eu precisava voltar na verdade. Ver minha famíl... Vocês...

–Tudo bem... Somos mesmo uma família -Rachel disse sorrindo.

Ela se levantou, me puxou e seguiu em direção a sala. Ela segurava minha mão. Então, anunciou:

–As cortinas vão se abrir. O show vai começar. E Rachel Berry estará impecável!

A estreia chegou e todos estavam ansiosos. Rachel não havia dado nenhuma crise, e estava até nervosa. Estávamos sentados em nossas cadeiras e as cortinas de veludo vermelho se levantaram. Rachel foi tão magnifica! Tão sensível e emocional! Estava perfeita, uma grande estrela.

Seguimos para o intervalo, que era de meia hora. Estávamos todos indo até o camarim de Rachel para lhe desejar os parabéns, mas Britt me ligou bem na hora. Segui na direção contrária e entrei num camarim de dançarinas, que estava vazio.

–Oi Britt! -estava feliz por estar falando com ela. -Está tudo bem?

–Sim, tudo bem! Estou te atrapalhando? Você já está na estreia?

–Sim, mas está tudo bem. Hora do intervalo. -disse sorrindo, sorria tanto que doía.

–Que bom! E como está indo? Ela está bem? O que aconteceu quando você chegou ai?

–Ela está perfeita, Britt. Cá estre nós, é meio óbvio que seria. Ela é Rachel Berry! -disse e rimos juntas. -Bem, ela está muito melhor. Eu ajudei, claro. Hahaha. Ela esperava por você, quando eu vim.

–Todos esperavam, imagino. Mas de repente, dar um tempinho foi necessário, sabia? Ajudou muito. -Britt disse. -Já visitou nosso apartamento?

–Não, queria ver com você. Ta, mas como estão os pensamentos? -eu perguntei rapidamente, precisava saber.

–Estão indo bem. Agora, estou pensando em como NYC mudou e não mudou. Ela está diferente, mas parece igual. Continua fantástica!

–Sim! Aqui é incrível! Principalmente à noite! Mas como ass... Não! Você está aqui?

–Bem, hahaha. Eu pensei e vi que não queria ficar um minuto sequer longe de você. Então, peguei um avião e ouça!

Britt pôs o celular no alto e eu conseguia ouvir o trânsito, único e caótico, de New York.

–Eu te amo! -eu disse rindo. -Eu também te amo! E venha me buscar! Tenho quase certeza que vou pegar o táxi errado.

O calor que percorreu meu corpo foi inevitável. Sai do Camarim e cenas minha e da Britt juntas, com uma música de fundo, passou por minha cabeça. Quando acontece quando alguém morre. A vida passa pela sua cabeça. Isso estava acontecendo comigo, porque eu estava morrendo de felicidade!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Escrevo para vocês e pra vocês somente! Aceito críticas, ideias, opiniões tudo que for para melhor desenvolvimento da história! Comentem! Mil beijinhos e até a próxima!