Notas iniciais
Olá! Me desculpem! Eu sei que estava sumida por um tempo (tipo, muito) mas foi difícil postar ou escrever qualquer que fosse a coisa graças ao período em que me encontrava. A coisa tava preta, mas estou melhor, obrigada! Espero que gostem e agora que estou mais otimista, espero postar mais. Amo-te. Sem dúvidas!

Silenciosa. Mas tão barulhenta! Assim que Britt descreveu sua primeira semana em New York. Íamos com certa freqüência até meu ex-apartamento, mas ele ainda me pertencia, os momentos sempre serão meus.

–A última caixa! -Anunciei para Britt, que me ajudava a empacotar as coisas. Como queríamos economizar, fomos levando minhas coisas aos poucos, para não gastar com o caminhão de mudanças. Mas era difícil, por causa do deslocamento até o nosso apartamento!

Nosso apartamento! A sensação era a melhor, tudo nele era perfeito para nós. Não conseguimos dormir nele ainda, mas já havíamos estado lá para organizar as coisas. Ele não era um apartamento convencional, ele ficava na sétima avenida, pra rua de dentro, perto da Times Square. Era muito perto do centro, o que facilitava muito, mas havia muito movimento principalmente naquela área. Mas era ao nosso estilo! Britt havia amado, e eu também. Ele não era pequeno, mas era exatamente perfeito para que o espaço pudesse ser preenchido de amor! Ai, como estou ansiosa e animada! Não por causa do apartamento, mas por causa dela! Começaríamos uma vida amanhã! E de todas que provei, essa é a que mais gosto!

Deixamos a caixa no apartamento e demos "oi" pro nosso vizinho, Caleb, que estava entrando. Caleb também era gay e dizia que éramos "dignas de respeito por começar a morar juntas e mostrar que o amor gay é forte e sincero!" Sim, ele havia sofrido por amor e sim, ele não havia cansado de tentar achar sua alma gêmea. Não sabíamos muito sobre ele, fizemos poucas visitas ao nosso apartamento. Ele havia nos dado boas vindas e que não sabia que pessoas se mudariam pra lá. Ele trabalha à noite, o que fez Britt pensar que ele fosse um Super herói ou um prostituto. Talvez fosse, pensei, o mundo precisava de heróis. Agradeci por Caleb não se parecer com Peter Paker.

Quando atravessamos o quarteirão, sentimos aquele cheiro! O cheiro que sentimos quando fomos levar Quinn para cortar o cabelo, nas Nacionais. O cheiro era forte e New York inteira tinha quase aquele cheiro, perdendo apenas para os cachorros quentes e pizzas. Era o cheiro de Starbucks! Nossa, quando eu vim pra cá, ia tomar café com o Kurt e, quando podia, a Rachel. E era simplesmente ótimo!

–Britt, antes de voltarmos pra lá, vamos passar e tomar um café? perguntei, meio que quase entrando.
–Eu não sei se gosto do café daqui. Eu li que crianças mágicas fazem o café daqui. disse Britt, encarando o nome com olhos brilhantes. Olhe! Tem uma sereia aí.
–Sim, é mágico! Mas também tem chocolate quente! disse quase que cantarolando.
–Vem, vamos entrar. Britt me puxou pra dentro e pedimos um cappuccino e um chocolate quente.
Enquanto esperávamos, sentamos numa mesa e ficamos olhando as pessoas passarem.
–Você ainda não me disse o que fez no resto da viagem. perguntei, brincando com uma mecha de cabelo loiro.
–Fiz algumas coisas, perdi meu celular, mas aquele cara me devolveu. Acho que ele ficou com medo, sei lá. Fui à piscina e fiquei olhando os casais, as crianças com seus pais e olhei para o lado sorrindo. Mas você não estava lá e aquilo acabou comigo, eu não queria mais ficar lá. Então, eu vim!
–Você é tão apaixonante!
–Eu sei. E você é linda e apaixonante. Britt disse.
Eu dei um beijo nela. Senti que meu dia passaria a brilhar muito mais com um beijo de bom dia, todos os dias. Se antes eu achava o mundo frio? Com certeza e ainda acho. Ele nunca mudará, mas o meu modo de vê-lo quando ela, e apenas ela, está perto já muda totalmente a minha sensação de ser, ver e amar.
–Brittany. Santana. Cappuccino e chocolate quente. Balcão. disse o atendente. Levantamos e fomos pegar nossas bebidas quentes. Algo para acompanhar?
–Nã... eu ia dizendo quando fui interrompida pela Britt.
–Sim. Pode ser uma caixa de muffins de chocolate, por favor. Britt disse olhando as opções.
–Tudo bem. Alguma coisa extra? Estamos com uma promoção de café da manhã. disse o atendente.
–Não, tudo bem. É só isso mesmo, obrigada. disse Britt.
–Os Muffins saem em uns quinze minutos. disse o atendente checando o horário em seu celular. Obrigada por escolher a Starbucks.
Fomos caminhando de volta para nossa mesa, com o café e chocolate em mãos. Eu olhei para Britt com o canto dos olhos.
–Britt... O que foi? Você quer ir visitar o Kurt e a Rachel?
–Não. Eu só estava pensando, ainda não dormimos no nosso apartamento. O que acha de pegarmos esses muffins e ficar a manhã inteira dormindo no nosso colchão sem base, abraçadas e sonhando com o futuro. Só hoje. Por favor! disse Britt, que me deu um meio abraço. Podemos fingir que a música está saindo do piano da sala, mas na verdade está saindo do seu Iphone?
–O que eu acho? Acho perfeito. Nem precisa implorar. Podemos fazer todos os dias em que acordamos naquele apartamento. Droga, você é tão romântica! E eu te amo, por ser assim. disse lhe dando um beijo.

Então, refizemos o caminho. Subimos as escadas, rindo e olhando uma nos olhos da outra. Pegamos a chave, entramos e demos um beijo tão significativo que palavras não podem descrevê-lo. Apenas emoções e atos. Foi como: uma estrela a brilhar. A brisa bater forte no inverno. A crosta de gelo formada no lago. Os bolinhos assando no forno. Era inexplicável. Mas tão bom e preciso. Que teria até medo em que fosse um sonho.
Arrumamos o colchão, abrimos a caixa branca, fizemos uma montanha de travesseiros e demos play. As risadas e palavras ecoavam pelo apartamento, sendo substituídas pelo silêncio apenas para nos beijarmos. A manhã demorou a passar o que achei estranho, porque o que é bom passa rápido, mas não. Aquele dia fez valer as vinte e quatro horas exatas de seu tempo. O incrível era poder ter a certeza de que aquele não era o último muffim da caixa, ou a última música antes de apertar o play de novo, nem a última vez que dançávamos juntas I Want to Know What Love is. Mas que poderiam passar trezentos anos e tudo que faríamos era mudar a música. E percebemos naquele momento que o amor era a coisa mais importante do mundo.

Quase uma semana depois, acordei e pus um par de óculos escuros que estava no meu lado, o sol entrava pela janela inteira. Não tínhamos cortina ainda e dormíamos apenas no colchão. Dormíamos? Isso significa plural, mas na cama está apenas o singular. Toquei o lado da cama, estava quente, mas vazio. Como o coração quando deixamos que um amor fosse seguir a sua vida.
No travesseiro tinha um bilhete em folha cor-de-rosa: Não fugi, nem fui seqüestrada. Estou apenas na cozinha, siga as flechas.
Olhei em direção à porta e segui as flechas. Encontrei Britt me esperando na mesa.
–Bom dia! ela disse. Levantou-se e meu deu um abraço.
–Bom dia! ri da animação matinal dela, com certeza superava ao mal humor.
–EI. Adivinha que dia é hoje? ela perguntou tampando os meus olhos.
–Humm. Hoje faz uma semana com que viemos morar aqui? perguntei rindo.
Ouvi Britt sussurrando: claro! Por que eu não pensei nisso?
–Isso! -Ela disse. Só ignore os papeis de homenagem aos Jogos Vorazes. Porque hoje não faz dois anos que lançou o primeiro filme.
Ela tirou a mão dos meus olhos e vi em cima da mesa, um muffim. Com uma velhinha em cima e papel com os personagens dos Jogos Vorazes. Eu ri. Ri pelas particularidades que nunca fariam nossa vida virar rotina e simplesmente amei.
–E você ainda diz que eu sou romântica. disse Britt, ficando vermelha.
–Psiu. Você é, acredite. Tive que anotar no calendário para lembrar. disse. Fiquei botando uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha.
–Então, feliz uma semana de morando juntas! disse Britt. Juntas, assopramos a velinha e tiramos umas fotos. Apertei uma tecla do piano.
–Ainda temos que usar o Iphone, porque o piano está fora de pensamento... disse rindo.
–É... Mas podemos usar ele para qualquer outra coisa, que não seja sua função usual. ela disse. Sentou-se sobre as teclas, o que fez um barulho alto, e sorriu com o canto da boca. Se é que me entende.
–Eu entendo. e corri de encontro a ela. Beijei-a ferozmente e ela apertou as pernas na minha cintura. Seguimos para o quarto e trancamos a porta. Nem nos importamos com o sol que entrava. Nada importava naquele momento.

Notas finais
Tchau... aaaaaaa. Tudo bem, mas daqui a pouco tem mais! Se quiser deixar sua opinião, por favor, eu insisto. Se quiserem deixar mensagem, também. Amo vocês e espero que estejam felizes, muito obrigada galera! Beijinhos!!! XOXOXOXOXO Amos vocês!!! uau! huehuehue