Notas iniciais
Pessoal! Aaaaeeeeehhh! Mais um! Desculpe a demora, problemas. .. mas aqui está! Boa leitura!

Não me lembro de nada no caminho para o hospital. Nem antes. Tudo que está passando em minha cabeça são as palavras da minha mãe. Não consigo acreditar. Eu não sabia! Ninguém me contou! Estamos eu e Britt no banco de trás e Quinn e Puck nos da frente. Minha cabeça está explodindo. O que ela estava pensando? Por que minha mãe não falou nada? Britt segurava minha mão, desde a casa do Artie. Eu não soltaria, apenas o seu toque fazia com que eu não me perdesse nesse momento.

–Vamos ser fortes. Eu estou aqui. -Brittany sussurrou e levou minha mão até seus lábios.

–Sempre. -Sussurrei de volta. Uma lágrima involuntária desceu por minha face.

Chegando ao hospital, minha mãe esperava do lado de fora. Ela acenou para que eu a visse. Puck businou e deixou nós três na porta do hospital, para que ele fosse estacionar o carro. Minha mãe veio até mim e me deu um abraço. Eu ainda segurava a mão de Brittany.

–Santana. -ela disse. Eu soube por sua voz que ela estava magoada e triste. Com minha outra mão dei-lhe um meio abraço, mas não falei nada.

–Maribel. -Brittany falou e a abraçou.

–Brittany, querida. -Minha mãe disse. -Quinn.

–Oi tia. -disse Quinn, por fim.

Silêncio mortal. Eu queria que esse silêncio se prolongasse. Mas não. Foi quebrado e pela minha mãe, dizendo a frase que eu mais temia:

–Sua avó quer vê-la. Chamou por você, umas três vezes. Vá até lá. Depois eu conto o que quiser saber. Brittany pode ir junto se quiser.

Brittany olhou assustada. Ela temia mais que eu própria. Apertei sua mão e sussurrei:

–Não precisa.

–Sempre. -ela disse, com um sorriso triste.

Caminhamos em silêncio até a recepção. Onde perguntei o número do quarto em que minha avó estava. Mais silêncio. Mais medo. Mais sufoco. 14. Era esse. Bati de leve na porta.

–Entra. -disse minha avó com uma voz melancólica.

Abri a porta e entrei. Ainda segurava a mão de Brittany e foi diretamente pra lá que ela olhou e, logo em seguida, desviou.

–Sou eu. Madre me disse que querias me ver. -disse. Minha voz saía pesada e metálica. Ah, sim. Dolorida.

–Sim, Santana. Eu quero. Essa é sua "amiga"? -perguntou.

–Não. -respondi francamente. Já basta. Ela não muda! -Brittany é minha namorada!

Ela fechou os olhos por um momento. Como se pudesse desfazer o ocorrido. Tenho notícias! Não pode!

–Sei. Não pedi que viesse aqui para dizer o quanto estou errada, Santana. Ainda não me arrependo de ter sido sincera. -ela diz. Seus olhos em mim, pesando.

–Por que? Pelo que vejo, a senhora continua igual.

–Sabe, Santana, existe um momento em nossa vida que nos faz questionar o certo e errado de situações da vida. O bom e o mal. Se for algo ruim, me perguntava o motivo de ter feito aquilo. Minha cabeça pode ser velha, mas meu coração não. Eu já amei, sabe? Sei bem como é sentir isso. O frio, as pernas bambas, a boca seca. Você deveria entender. Eu fui criada num universo diferente do seu. Essa doença só faz com que eu pare e pense. Se vale a pena, de verdade, ignorar minha neta pelo amor que ela sente. O padre da Igreja citou alguém, dizendo que "Se a pessoa ama, quem somos nós para acabar com esse amor?" Quem sou eu, Santana? Você não deixou de amá-la e ainda sou sua avó. Será que você poderia perdoar os pensamentos antigos dessa avó?

Eu chorava. Como não? Corri até ela, que com os braços abertos, me esperava. Eu sonhei com esse dia. Ela chorava, sentia suas lágrimas queimarem meu ombro.

–Obrigada. Abuela-disse segurando sua mão.

–Brittany! Me desculpe também. Se feri você de alguma forma. Você parece ser tão gentil. -Abuela fala.

–Só quando feriu Sant. Então, me feriu também. -disse Brittany.

–Ah, o amor jovem. -Abuela disse rindo. -Maribel me contou da viagem pra o Hawaii!

–Sim, iremos daqui a uma semana. -disse ainda secando minhas lágrimas.

–A senhora já foi pra lá, né? Porque com esse brozeado... -disse Brittany chegando mais perto.

Minha avó ri.

–Ah sim. Qualquer dia lhe conto a história que tive lá. E você passou para o MIT? Além de linda, é inteligente.

–Passei, mas Santana me fez perceber que eu não gostava daquilo, não de verdade. -Brittany disse e ficou em pé, ao meu lado.-E que minha paixão verdadeira, é a dança!

–Dança! Eu era uma ótima dançarina. Dancei em NY até conhecer seu avô, num cabaré. Você deveria tentar! Soube, também, que estão indo pra NY?

–Sim. Bem, eu já havia me mudado pra lá. Vamos ir juntas, depois da viagem- eu disse sorrindo.

–Isso me fez lembrar. E não conte isso pra sua mãe. Santana, preciso viver. O sufoco dessa cidade me deixa pior. Eu comprei uma casa na Espanha. Meu tempo está acabando. -ela solta a bomba- E tem outra coisa. Uma coisa pra vocês.

Eu e Brittany nos entreolhamos.

–Acabei de contar que eu trabalhava em NY. Eu ainda sou dona do meu apartamento. Quero que vocês fiquem com ele. É um presente. Para vocês viverem!

–Abuela...-digo.

–Sem mas! Pegue! É de vocês. Pela lua de mel! Não sei se vou estar viva até lá, mas...

Britt ri. Eu a abraço.

–É...Obrigada! — e agradecemos juntas.

–Me dêem um abraço! -ela pede. Se senta na cama e lhe damos um abraço. -Você é muito especial pra minha neta. Eu não via, mas agora eu sinto!

Ficamos o resto da tarde e o começo da noite. Minha Abuela contava histórias de quando era dançarina. Brittany ria e fazia perguntas. Sem soltar minha mão. Eu as olhava, sorrindo. Quase havia me esquecido do motivo de estar ali, mas não queria escutar nada de ruim hoje. Porque não importava as reações, o conjunto de fatores já gavuam melhoradi minha vida. Sentada, num quarto de hospital, percebi que não queria estar em nenhum outro lugar. Sempre.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Sou aberta a crítica e quanto mais melhor! Vim passar para deixar claro uma coisa. Eu transformei a avó da Santana porque eu acredito que o mundo está assim! Abertos para novos amores e as pessoas acreditam nisso! XOXO seus lindos!