Dancing With You
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Já pararam para perceber o motivo de as coisas acontecerem? Eu não gosto muito de ficar pensando nos erros do passado, mas as vezes, é inevitável. O passado nos ajuda a construir um carater, mas ele não nos define. Nosso passado é completamente cheio de erros, mas lindamente completado de lembranças. É algo que já foi o presente, mas nunca será possível traze-lo de volta. Meu passado foi espetacular! Foi nele que conheci a razão do meu presente.
– Sant! — Brittany me trouxe de volta. — Você está bem? — Ela soltou um risada aconchegante. Estavamos sentadas numa das três mesas do jardim. Dividíamos a mesa com Kurt, Puck, Quinn e Mercedes.
– Tudo bem! Só estava pensando...em você, pra variar. — disse revirando os olhos e sorrindo. — O que eu perdi?
– Que eu vou para New York; vou trabalhar no meu albúm. Meu publicitário disse que seria bom eu abrir campo. — disse Mercedes.
– Bom! E como vai o CD? — pergunto. Eu realmente me interessava pela voz de Mercedes.
– Bem, vamis começar a lançar alguns singles. A festa de estréia vai ser em LA. — Mercedes comenta rindo, checando Sam com os olhos. Como se esperrasse que ele ouvisse a informação. — E você Quinn? Vai visitar Puck em NY?
– Quando ele menos esperar... — ela diz, rindo. — Ele vai ficar pouco tempo por lá.
– É, vou tentar me mudar para perto da Quinn. — Puck diz e envolve o ombro de Quinn com seu braço.
– Não sabia que em New Haven tinha aviação. — comento. Nessa hora, um barulho de microfone adormece meus ouvidos. Ah, não. É a Rachel. Na realidade, senti falta disso. Da sua voz, das suas falas intermináveis.
– Pois é, nem eu. — responde Puck, antes de a Rachel começar a falar.
– Oi! Eu fiz o Artie trazer o Karaoke dele pra cá, para celebrarmos com música. E como eu sou uma ótima pessoa, vou deixar alguém ir primeiro. Ela olhava para as três mesas à procura de alguém.
Artie levantou a mão.
– Eu vou! Eu gosto de abrir os "shows" — diz Artie, rodando sua cadeira até a Tv no canto do jardim.
O jardim era verde e bem cuidado. No meio do verde intenso brotavam flores. As três mesas ficavam no centro e, uma quarta, mesa de bebidas na parte esquerda. Na parte direita, tinha a garagem e a Tv.
Artie começou a cantar. A música escolhida era calma e romântica. Os olhos do cadeirante seguiam para os da loira da nesa do meio. Brittany deitou sua cabeça no meu ombro. Puck sussurrava coisas no ouvido de Quinn. A tensão foi diminuíndo, tudo que estavamos fazendo era curtir a música. A música terminou e Rachel havia saido para atender seu telefone. Por isso, não havia ninguém cantando.
– E quando vocês vão para o Hawaii? — perguntou Mercedes.
– Daqui a uma semana e meia. — respondo sorrindo. Seríamos eu e Britt. Não poderia estar mais anciosa. Eu anciava por isso.
– Eu e o Blaine estamos pensando em passar a lua de mel em Toronto. — comenta Kurt. — Mas primeiro, o casamento!
– Vocês já decidiram muita coisa? — perguntou Mercedes, bebericando seu drink.
– Não e, por incrível que pareça, nem quero! Por enquanto.
– Hummel. Eu realmente não entendo. Nem um pouco. — digo rindo. — Apenas a parte de amar pessoas do mesmo sexo. Essa eu adoro!
Rachel volta. Sua face parece maravilhada. Algo bom aconteceu. Ela pega o microfone e canta do seu jeito irritante, mas genial.
– Sant. Posso falar com você? — perguntou Britt. Concordei com a cabeça e fomos até a mesa de bebida.
– O que fou Brit? Aconteceu alguma coisa? — pergunto preocupada.
– Não, não. Não aconteceu nada. Eu só queria dizer que estou feliz. Você me fez sentir o amir de novo. Eu estava com saudades. — ela diz. Eu abraço-a e aperto-a, como se fosse o último desejo de um criança. — Eu te amo. — ela sussurra no meu ouvido.
– Eu também te amo! — sussurro de volta. Sinto ainda algumas borboletas no estômago quando eu a toco.
As borboletas deveriam fazer parte apenas do meu passado. Mas eu as sinto pir causa de Brittany. Meu passado, meu presente e futuro. Soltei-a, mas fiquei segurando sua mão. As borboletas pareciam sair voando da minha boca. Senti minhas pernas moles. Algo aconteceu. Tudo parecia mais quieto. Bem devagar. Quinn corre até mim, com meu celular em mãos.
– É a sua mãe, S. — diz Quinn. Ela me entrega o celular e vai pra mesa de bebidas, logo atrás.
Eu atendi. Minha mãe gritava, chorava. Estava exasperada. Eu não entendia nada. Brittany me olhou preocupada. Ela havia entendido. Eu lutava para compreender as palavras da minha mãe quando ela repetiu: Sua abuela, Santana. Está internada. O câncer agravou. Vem pra cá.
Brittany tentou me segurar, mas caiu comigo na grama. Uma parte interna minha gritava, mas eu estava imóvel. Desacredirada.
Como o passado pode ser? A ligação já está no passado. Tudo que eu tenho é o presente. Não posso mudar meu passado, mas posso correr e mudar meu futuro.
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