Dance is the rule
2 Capitulo 1- Tikki spots on!
Notas iniciais
Os 3 caminhavam para o seu novo apartamento, que partilhariam a partir dali, o Nino andava na Academia de Musica que ficava ao lado da de dança, onde estudava Marinette, Adrien e Alya. Riam e conversavam de coisas aleatórias, até que, como se o destino lhes mandasse um pontapé na bunda, uma risada irritante vinda de trás tirou todos da conversa animada. E quem era? Quem disse Chloe leva um brigadeiro. Ela estava diferente tal como todos os outros, os rapazes não tinham mudado muito na realidade, apenas o cabelo do Nino tinha crescido um pouco, Adrien tinha ficado com os músculos mais definidos, fora isso estavam apenas mais altos. Agora as meninas…essas tinham crescido, Marinette como já disse deixou crescer o cabelo bastante, até a cintura e usava-o sempre num rabo-de-cavalo, o seu corpo um pouco mais defenido, não com atributos muito grandes, médios (*insere a lenny face here*) mesmo assim, com uma beleza invejável, a Alya continuava com as californianas vermelhas só que o cabelo era mais curto, pelo fundo da cara, continuava com óculos, mas o seu corpo muito mais desenvolvido e com atributos bem maiores do que os de Mari. Chloe usava o cabelo solto, um pouco mais curto que o da azulada, a meio das costas, a sua roupa bem excêntrica e tacões.
—Adrekins! Faz tanto tempo! Como consegues andar com essa…coisa…de cabelo duvidável…afinal é azul ou preto? Hihihi
Ai como ela queria matar aquela **** de cabelo oxigenado! Mas todo aquele tempo fora deu-lhe paciência e muuuita calma. O Adrien que já estava pronto para responder, sendo parado pelas costas da pequena mão da Marinette no seu ombro. Ela deu uns passos em frente, pondo uma mão na cintura e a outra caída ao lado do corpo. Com voz baixa e calma começou a falar.
—Bom em te ver Chloe, continuas a usar lixivia? Ai espera, se não tiveres eu empresto-te a minha, uso a sempre para limpar os ouvidos por causa da tua voz…Coisa? Coisas é aquilo que não tens na cabeça, se não não fazias cosplay de pavão oxigenado todos os dias! Situa-te, até os teus tacões são maiores que o teu cérebro. Mais uma vez, prazer em te ver e tem um bom resto do dia ^^
Bufando e batendo com os pés, a Chloe saiu dali amuada. De trás da azulada tínhamos a seguinte situação, o Nino com a mão na barriga devido a dor por se rir tanto, o loiro a controlar a risada com uma mão na boca e a avermelhada a rir se as gargalhadas inclinada com a mão no ombro do moreno. Marinette sorriu. A avermelhada tentando se acalmar olhou para a azulada.
— Diz lá…
— O que?
— Ainda tinhas mais uma na cabeça…
— Achas?
— Sim, até parece que não te conheço…
— Não era nada de especial era só: Usas tanta lixivia que o teu cérebro ficou branco…
Aí toda a gente caiu na risada, continuaram a rir e conversar até chegarem á casa. Era uma pequena moradia com quatro quartos, no andar de baixo as raparigas, a cozinha, a sala e uma casa de banho, em cima os rapazes e outra casa de banho. A casa era simples na verdade, mas acolhedora. Quando entraram o Nino atirou-se para o sofá com lamúrias de cansaço, a Marinette olhava á sua volta, eles deviam ter arrumado a casa antes de ela chegar, tudo limpo e no seu lugar. Era uma casa modesta e até bem actualizada. Até que sentiu uma respiração junto ao seu ouvido.
— Gostas da casa?
Ela estremeceu, como e que ele ainda tinha aquele efeito sobre ela ao fim de 3 anos? Simples, o seu coração não mudou. Ela corou violentamente afastando-se dele. Ele apercebeu-se do desconforto dela e corou também. Se ele fez de prepósito? Nunca admitiria isso.
— S-sim, tu és lindo! Quer dizer, a casa é linda! A c-casa! Vou desfazer as malas…SIM AS MALAS!
Boa, gaguejou a frente dele, parecia outra vez a mesma adolescente de antes. Para sua sorte, ele não percebeu a primeira parte da frase, maldita lei da acção-reação. O mesmo gostava de provocar e satisfazia-se com aquela reacção, mesmo sem saber o porquê.
Ela desfez as malas lentamente no seu quarto, até que chegou a um saco que escondeu no fundo do seu guarda-roupa. Aquele saco dava vida a uma pessoa muito importante na sua vida. Deitou-se um bocado a pensar e, sorrindo, adormeceu. Uma hora depois apareceu a Alya aos berros com ela empurrando-a da cama para a trazer para jantar. A azulada chegou á sala de cabelo solto, um par de calções de ganga e uma camisola de alças preta. No fundo um loiro engasgou-se internamente com a visão, ainda sem saber porquê, mais uma coisa que ele nunca admitiria. A azulada olhou para a mesa e o que viu? Pizzas e gelado, não, não faria nada bem á sua dieta de bailarina mas ela decidiu tacar o f***-se na vida e comeu até não poder mais.
— Mari, eu decidi-me!
— Decidiu o que?
— Hoje vou dormir no seu quarto!
E foi aqui que o universo lhe deu o segundo pontapé na bunda. Ela planeava sair á socapa para ir a um clube nocturno chamado Miraculous, que ela frequentava desde os 11. Foi ai que ela soube que ia dar bosta. Ela ia tentar sair pela janela como sempre, só que com a Alya no seu quarto. Ela rezou a Murphy para a deixar em paz por um dia na sua vida. Despediram-se de todos e foram as duas para o quarto, montaram uma pequena cama no chão para a Alya dormir. Passaram umas horas a conversar até que a avermelhada adormeceu. Foi a sua chance. Pegou no saco e foi a casa de banho, retirou de lá umas calças de fato de treino, umas all stars vermelhas, um top de ginástica vermelho as bolinhas pretas e umas bandas vermelhas que pôs nos pulsos no lugar das pulseiras que costumava usar. Vestiu-se, prendeu o seu cabelo comprido em duas marias-chiquinhas como antigamente. Olhou para o espelho e depois para o saco. Retirou delicadamente de lá uma máscara vermelha as pintinhas pretas. Olhou para ela demoradamente, lembranças felizes e delicadas cobriram-lhe a mente. Com um sorriso de canto colocou a máscara. Marinette era perfeita, nunca errava um passo, era uma máquina humana. Mas havia um lado dela…um lado selvagem e livre de qualquer estereótipo, se Marinette amava o ballet, esse seu lado amava a dança e a sua liberdade, ela movia-se como nunca num ritmo rápido que não deixava uma única batida de fora para respirar, esses movimentos e essa loucura dava vida á rainha da filial parisiense do clube nocturno Miraculous, Ladybug. Descobrira esse local numa escapadela nocturna nos seus 11 anos.
Ela pegou no telemóvel e moveu-se para o quarto devagar aproximando-se da janela quando uma mão pousou no seu ombro. Ela deu um pequeno salto e olhou para trás, obrigado Murphy, tens razão quando dizes que se pode dar bosta vai dar bosta, afinal a Alya estava de pé a olhar para ela como um burro para um palácio. E ela…sorriu…PERA AI! QUÊ?
— Alya eu posso explicar…eu eu…
— Eu sei Mari… quando eu estava sobre o efeito do Akuma foste tu que me deste o antidoto…não é?
— Como…
— Tenho os meus meios…agora deixa-me ir vestir que eu vou contigo.
A Alya correu para o quarto e, em menos de dois minutos estava de volta, ou melhor, a Lady Wifi estava de volta. A azulada não questionou, pegou no telemóvel e escreveu para um numero que conhecia bem.
Tikki tens espaço para mais uma?
Claro que sim! Estás pronta?
Tikki spots on!
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