Dance is the rule
3 Capitulo 2- Miraculous, o lar da liberdade...
Notas iniciais
5 minutos depois foi ouvido um carro a parar a beira da janela, uma rapariga com dois totós, de cabelo cor de rosa com franja negra apareceu dentro do descapotável branco a acenar, dava para ver que tinha 22 anos apesar do acenar e do sorriso infantil. Ela tinha uma máscara vermelha, umas calças fato de treino todas cor-de-rosa e uma camisola de alças preta. A Mari olhou para a amiga com um sorriso aberto.
— Pronta?
— Pronta nasci eu, saímos pela porta da frente?
— Claro que não, não quero o Nino e Adrien a ouvir a porta e a descobrir que eu vou ao clube, eles saberem a minha identidade com LB não é muito conveniente...
Pôs as mãos na janela e saltou para o outro lado visto que era o primeiro andar, a Alya fez o mesmo. Mal os pés da Mari pousaram no chão, como num relâmpago, a jovem de cabelo cor-de-rosa abraçou a azulada com toda a força que tinha, LB retribui o abraço. Quando se largaram a Marinette olhou para a Alya.
— Tikki, esta é a Lady Wifi, a minha melhor amiga.
— Prazer, como vai a rede ?
— Ah ah ah piada velha…
As três gargalharam baixo e metram-se no carro. A Mari conversava jovialmente com a Tikki sobre assuntos aleatórios. A Alya olhava, a curiosidade era bem grande.
— Olhem, eu não sei…mas parecem bastante próximas…
A Marinette olhou para a Tikki que sorriu, a azulada sorriu de volta.
— Tudo começou quando eu tinha 11 anos…
“Saltou pela janela, queria uma aventura, queria ver o mundo, chamavam-lhe pequenina, isso chatiava, iria provar o quão crescida era. Com a sua elasticidade passou pelas redes de fora. Corria, livre, ela gostava daquela sensação, tanto que se esquecia do objectivo da sua saída. Nesse dia correu demais e acabou perdendo-se. Boa, estava perdida. Foi parar a um beco escuro, caminho errado outra vez. Quando se virou para trás um par de homens olhava para ela de maneira macabra.
—A menina precisa de ajuda?
—O que faz uma pequenina aqui sozinha?
Ela recuava ate que tropeçou e caiu no chão, os dois homens continuaram a andar em sua direção.
—Vamos não tenha medo.
Ela fechou os olhos e quando se preparava para ser agarrada, um baque surdo foi ouvido. Ela abriu os olhos e o que viu deixou-a boquiaberta. Uma rapariga com grandes olhos azuis brilhantes, cabelo cor-de-rosa em dois totós com franja preta, pele clara, uma camisola curta cor-de-rosa com um ombro caído, por baixo um top preto de ginástica, umas calças fato de treino com uma risca cor-de-rosa na parte externa das pernas e uns ténis pretos e rosas dando um soco num dos homens. A rapariga que não parecia ter mais de 17 correu e pegou na Marinette ao colo, levando-a para longe. Marinette olhou para a cara da sua salvadora e qual não foi a sua surpresa quando reparou numa máscara rosa que apenas cobria a parte de cima da cara. Sem uma palavra a garota levou a pequena confusa e entrou pelas traseiras de um edifício entrando numa cozinha perfeitamente normal em que um rapaz de cabelo espetado preto olhos verdes, dois ganchos com orelhas de gato, um capucho, calças e ténis pretos bebia café calmamente. Olhou para a azulada e depois para a rosada e sorriu. A rosada tirou a mascara e pousou-a na mesa revelando as faces de boneca que ela possuía deixando-se cair na cadeira. A pobre Mari estava bem confusa.
—Eu acho que te enganas-te no queijo, eu pedi Camemberte não “pequenota”.
—Eu não sou pequenota!
—Claro que sim pequenota, tens um nome?
—Eu sou grande!
—Oi grande, eu sou o Raphael…
A este ponto a rosada desmanchou-se a rir.
—Mais conhecido como Plagg…
—Sim Tatian Kyara, claro que tinhas de chamar isso á baila…
Desta vez quem se desmanchou a rir foi a pequena Mari.
—Explicando: O meu nome é Raphael, mas uma vez fomos visitar um casal inglês amigo, eles tinham a dispensa cheia de camembert que eu esvaziei e sai de fininho, quando eles foram á despensa pensaram que tinha sido um rato e desataram aos berros “PLAGUE, PLAGUE” e ficou…
—Tatian...
—Eu tenho um pai japonês e uma mãe americana, não se decidiam, está feita a explicação, costumam me chamar Tikki.
—Bem… onde estou?
Mari engraçou com os jovens mas havia uma série de problemas que a cabeça dela não ultrapassava, primeiro estava perdida, segundo estava com um par de desconhecidos, terceiro era noite e ela não sabia quanto tempo tinha passado. Tikki sorriu para o Plagg. A jovem pegou na mascara e Plagg fez o mesmo pegando numa máscara preta que dos lados da cara era maior e que de cada lado um fio tipo bigode saia só ai, quando ele se levantou é que reparou que havia uma cauda de gato falsa presa as calças que a fez dar um sorriso de canto. Ele foi na frente enquanto Tikki pegou na mão da pequena e a levou por uma porta passando por muitos corredores até que chegaram a uma sala com uma grande janela de onde dava para ver um grande clube com crianças, adultos e , em maior quantidade, adolescentes e jovens. O local reflectia em todos os cantos luzes coloridas. Todos usavam máscaras. O local era…mágico. Tikki aproximou-se do vidro esticou os braços olhou para Mari e apenas disse.
—Este é o Miraculous, o lar da liberdade…”
A partir daí Tikki ia buscar a pequena á socapa durante a noite indo para o clube, a azulada começou-se a deixar ir, ao contrário de toda a rigidez exigida no ballet, tornando-se apenas com 12 anos na melhor dançarina do local sendo considerada a “senhorita” ou “lady” do mesmo. Tikki e Plagg, mais Tikki, tornaram-se como os irmãos mais velhos da pequena.”
O resto da viagem foi silenciosa, mas o clima até era bastante agradável, todas sorriam de canto. Quando o carro parou, foram em direção ao outro lado do edifício imponente que se erguia no meio da noite. Não era velho mas parecia mais com um prédio de habitações normal, por dentro os 3 andares eram escritórios da miraculous, o rés-do-chão era enorme, aí era o clube, por isso as pessoas entravam numa porta no chão (construída pela própria empresa) para ninguém ir os escritórios. No primeiro andar vivia Tikki e Plagg. Da casa havia uma ligação direta para o clube. Na parte de trás do edifício havia uma porta que ia direta para a cozinha do casal, por onde as 3 iam entrar. Quando se aproximaram da porta começaram a ouvir uma discussão entre dois rapazes.
— PLAGG EU JÁ DISSE! EU NÃO VOU CONTAR AO MEU PAI SOBRE ISTO!
— Porque não? Ele é um homem poderoso, a influência dele pode ser necessária!
— SABES MUITO BEM QUE SE ASSIM FOR CORREMOS AINDA MAIS RISCOS! ELE TEM UMA IMPRESA DE MELHORADORES DE DESEMPENHO TAMBÉM, E SE ELA ESTIVER LIGADA Á PAPILLON?
— Ganhas-te, ok? Mudando de assunto, estás ancioso para conhecer a tua parceira?
— Tu disses-te parceiro ontem…
— Não tens provas que comprovem…
— Ok… Mas ela é uma noviça?
— Noviça? Ela é uma veterana em relação a ti. Ela já esteve noutras filiais até…
— Estou desejoso de ver quem me arranjas-te…
— Deixa lá a ironia vais gostar dela…
— Claro…
Passos foram ouvidos e uma porta a fechar. A Mari estava parva, como ele podia falar assim sem a conhecer? Ela sabia que iria ter um parceiro mas não assim! Uma palavra para o descrever? Presunçoso…. A Tikki entrou e olhou para Plagg, o mesmo apenas abanou a cabeça em negação.
— Bem o que me tens a dizir Tikki?
— Ela está de volta…
A azulada entrou com um sorriso na cara ao lado da Alya que permanecia silenciosa. O Plagg deu um sorriso de canto e olhou para Alya. Todos tiraram as máscaras. Toda a gente sabia a identidade de toda a gente ali.
— Lady, como vai a conecção?
— Ah ah ah, 2 vezes numa noite...
— E tu pequena?
— Pequena uma ova…Como estás Plagg?
Começaram uma conversa animada até que ouviram um bater na porta uma hora depois, os quatro a correr puseram as mascaras, um rapaz de cabelo castanho, moreno com máscara e chapéu azul apareceu lá dentro. Ele é o novo Dj do clube, conhecido como Bubbler, ele olhou para a azulada e arregalou os olhos depois olhou para a Wifi.
— Aquela é-é a…
— Prazer, o meu nome é Ladybug, tenho ouvido falar muito de si…
E tinha mesmo, ela nunca tinha deixado de estar em contacto com a Tikki que lhe contava tudo e falou-lhe do DJ que era muito talentoso. Ele sorriu.
— É uma lenda, todos aqui a conhecem… Ah e vim dizer, esta tudo cheio lá em baixo. É hora do show.
Os 5 saíram da pequena casa e desceram as escadas para o clube. Era como se entrassem num mundo diferente, as luzes misturavam-se de forma a criar um ambiente milagroso… A Mari olhava pela janela como se fosse a primeira vez, daquela janela dava para ver para o clube mas ninguém do clube via para dentro, ao fundo do corredor havia um quarto vazio que servia para conversas privadas se fosse necessário, era acolhedor com carpete peluda e sofás, era a prova de som. Ao lado da janela havia uma porta que ia dar ao palco do lugar, com a mesa do DJ no fundo. O Bubbler entrou no palco.
— Bem pessoal, é hora de começar a noite mas hoje temos algo muito especial e por isso que vem iniciar a noite são os próprios donos do lugar que vão falar, convosco: TIKKY E PLAGG!
Eles entraram junto com a Alya que ficou no canto do palco a observar acenando para alguns conhecidos. Ambos pegaram num microfone e o rapaz começou.
— Como estão pessoal?! *recebeu um berro colectivo de toda a gente de lá do publico, ao longe um gato preto observava (com um grupo de raparigas á volta dele) *
— Ainda bem que estão todos a divertir-se, hoje como disse o Bubbler, eu estou aqui com o Plagg, para anunciar o retorno dos mortos, iremos ter aqui a rainha dos palcos…
— A senhora dos milagres…
(os dois ao mesmo tempo) — LADYBUG!
A Mari entrou a acenar, havia muita gente que ela conhecia de á 3 anos, outras pessoas eram novas e ela não conhecia, o público foi as alturas, muitos berravam, outros choravam ao vê-la, outros tapavam a boca em surpresa. Um certo loiro engasgou-se, podia ser?
— COMO ESTÁ TUDO POVO!? Passei 3 anos fora mas agora estou de volta! Todos vocês que eu conheço, espero que estejam cada vez melhores e que o vosso amor pela dança continue a crescer! Em contra partida vejo muitas caras novas, para vocês irei-me apresentar. O meu nome é Ladybug, daqui a um bocado eu desço para vos poder conhecer, este lugar é MUITO especial, todos usam máscara para proteger as identidades de cada um assim ninguém é julgado por ser quem é aqui dentro, como alguém me disse a primeira vez que aqui entrei…
Ela olhou para a Tikki e sorriu, esticando os braços repetiu a frase que tinha ouvido já á muitos anos atrás…
— Este é o Miraculous… o lar da liberdade!
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