Dance Made
22 #21- Três garotas.
Notas iniciais

***POV: Elin***
Já se passou uma semana desde que eu e o Breno ficamos. Pela primeira vez, parece que tudo está dando certo. Ele não está agindo estranho comigo nem nada, na verdade, nossa sintonia nos personagens da apresentação só aumentou.
Hoje é terça-feira, já tivemos uma semana de ensaio para a apresentação, e, tenho que confessar, o Yan escolheu os papéis muito bem.
Estou muito animada para hoje, meu melhor amigo vai voltar de viagem, ele ficou fora por quatro meses. O nome dele é Vinicius, cabelos castanhos e olhos mel. Já gostei dele, mas, agora, somos só amigos. Ele prometeu ir me visitar no estúdio hoje, para podermos nos encontrar logo. Foi o Vini que me recomendou o Yan. Ele já fez aulas com ele, mas em outro estúdio. Mal posso esperar para apresentar a turma!
Nesse momento, estou me arrumando para ir à aula. Vou vestir nossa blusa da amizade, eu sei, é bem tosco. Mas, compramos blusas iguais quando estávamos em um evento muito especial juntos. Quero que ele se lembre.
Cheguei um pouco em cima da hora hoje, todos já estavam se alongando na sala. Dei um oi geral e me juntei a eles. Breno sorriu para mim. Nem acredito que tudo estava dando certo entre nós.
Alguém bateu na porta. Não damos muita atenção, porque na maioria das vezes são bailarinas.
—Vinicius! Quanto tempo, garoto! —Disse Yan, abraçando-o.
—Muito bom te ver, Yan! —Disse Vini. Sim, o meu Vini.
—Vini! —Levantei correndo e dei um abraço bem forte nele.
—Quanto tempo, sua tampinha! —Ele me carregou e bagunçou meu cabelo. Que saudades desse idiota. —Não acredito que tá usando nossa blusa! Ah, vem cá. —Outro abraço.
—Galera, —Começou Yan— esse aqui é o Vinicius, foi meu aluno por cinco anos. Vai fazer uma aula com vocês hoje. Bem-vindo, carinha.
Vini agradeceu. Fizemos a aula normalmente, e na hora do intervalo fui apresentar a turma. Por algum motivo, ele e a Bea já se conheciam. Estranho. Quando fui apresentar o Breno, fiquei meio envergonhada, porque já tinha falado de tudo que rolou entre a gente para o Vini. Principalmente as partes tristes. Espero que ele não tenha uma visão ruim.
A aula terminou bem, todos mortos de cansados, mas orgulhosos do resultado que estamos tendo para a apresentação. Perguntei para o Vini se ele queria uma carona para casa, mas ele disse que ainda iria falar com o Yan. Conversamos mais um pouco e nos despedimos. Que incrível ter ele por perto, havia me esquecido de como era.
***POV: Breno***
Estava terminando de juntar minhas coisas, quando o tal do Vini apareceu para.... Sei lá, acho que ele quer conversar.
Coloquei a mochila no ombro e parei em sua frente. Finamente alguém com a mesma altura que eu.
—Posso ajudar? —Perguntei.
—Então você é o famoso Breno. —Ele disse, me encarando.
—Famoso?
—Só um jeito de falar. Não sei se você sabe, mas eu sou o melhor amigo da Elin.
—Não sabia, ela nunca falou nada de você.
—É, típico dela. Mas, ela falou muito de você.
—De mim? Até parece. —Notei que essa conversa não daria em nada, e comecei a andar em direção à saída.
—Breno. Você tem noção do quanto fez ela sofrer?
Parei.
—Eu fiz ela sofrer? Ela se fez sofrer. O tempo todo eu disse para ela se afastar, que eu não era o que ela esperava. Quem quis arriscar foi ela.
—Sim, eu não duvido. Ela sempre foi assim.
—Não sei aonde você quer chegar.
—Breno, a gente nem estaria tendo essa conversa se você não tivesse ficado com ela nessa última vez.
—Que?
—Escuta, ela já estava desistindo de você. Até um tal de Rodrigo encorajar ela nesse jantar que vocês foram.
—O Rodrigo fez o que?
—Ah, você não sabia? O Rodrigo ajudou a Elin a te fazer ciúmes, para você ir atrás dela e poderem ficar juntos.
—Ela não faria isso.
—Já fez.
Suspirei.
—Olha, Vinicius. Eu não me importo com as coisas que ela fez ou não. O que importa é que agora está tudo bem entre a gente, e não é você que vai estragar isso.
—Imaginei que diria isso. Breno, eu não viria aqui se não achasse que você prejudica minha melhor amiga. Estou fazendo isso por ela.
—Isso...?
—Há uma coisa sobre sua amiga Bea, que só três pessoas sabem. Certo?
Fiquei calado.
—Essas pessoas são: Ela, você... e eu.
—Até parece que eu vou cair nessa, Vinicius. Boa noite. —Comecei a sair.
—Quer que eu fale em voz alta ou escreva?
Tudo bem. Ele não sabe o que é, mas.... Eu não queria arriscar que alguém soubesse disso.
—Escreve.
Ele me entregou um papel. E nesse papel o maior segredo da minha melhor amiga. Algo que ela nunca quis que ninguém soubesse. E o pior, eu tenho certeza de que se alguém visse isso ia entender errado.
—Como sabe disso? —Estava ficando irritando.
—Como você acha que eu sei?
—Você estava naquela festa...?
—Olha, até que é esperto.
—Vinicius eu não sei quais são suas intenções com isso, mas saiba que ninguém mexe com a minha melhor amiga. Fala logo o que você quer.
—É bem simples. Você vai se afastar da Elin.
—O que?!
—Isso mesmo. Eu tive que apelar, Breno. Ela já chorou muito por um babaca como você. Só se afasta, e o segredo da sua amiga nunca vai ter existido.
—Caso contrário...
—Caso contrário, vai deixar de ser segredo.
Me desculpa, Elin. Eu não posso fazer algo assim com a Bea.
—E então? —Ele perguntou.
—Você ganhou. Espero que esteja feliz com isso. Mas eu garanto que essa não é a felicidade da sua melhor amiga. —Fui embora.
Cheguei em casa, a Elin havia me mandado uma mensagem.
*MENSAGEM ON*
Elin: Oie! Quer se encontrar sábado?
Breno: Tenho compromisso.
Elin: Que seria...?
Breno: Uma festa.
Elin: Até parece, você nem vai mais nessas festas hahahaha
Breno: Acredite no que quiser.
Elin: É sério isso? Eu só queria te ver...
Breno: Vai me ver quinta, na aula.
Elin: Breno... O que tá acontecendo?
Breno: Me esquece, Elin.
Elin: Mas e tudo que a gente passou juntos?
Breno: Não foi nada.
Elin: Eu não te conheço mais.
Breno: Ótimo, continue assim então.
~Elin está off-line~
*MENSAGEM OFF*
Eu não acredito que fiz isso. Liguei para a Bea e pedi para me encontrar com ela. Infelizmente ela só podia amanhã. Tudo bem, eu aguento até lá.
***POV: Bea***
~Dia seguinte~
Breno e eu vamos nos encontrar no parque de diversões hoje à noite. Eu não sei o que ele quer, mas, se pediu para me ver, é porque ele está em uma situação extremamente difícil.
Chegando no parque, combinamos de nos encontrar na roda gigante. Eu sempre chego primeiro, então não estranhei não ter encontrado ele lá.
Por incrível que pareça, ele só atrasou dez minutos dessa vez.
—Chegou cedo, Breno.
Ele deu uma risadinha e me abraçou.
—Por que você escolheu a roda gigante?
—Pra eu te pegar, né? O que que você pensou?
—Idiota. —Dei um tapinha no ombro dele.
—Não, é sério! Olha só pra você! Esse short jeans e essa blusa colada, tão intrigante.
—Cala a boca, Breno. —Disse, rindo.
—Você mereceu.
Entramos na fila. Confesso que fiquei meio desconfortável ali. Todos nos olhavam tipo “eu sei o que vocês vão fazer aí”, sendo que a gente só ia conversar.
—Tudo bem aí? —Ele perguntou, rindo.
—Vão achar que a gente namora.
—Você quer esconder nosso namoro assim? Pensei que você me amasse! Oh, não! O que farei agora?
—Eu te odeio tanto, Breno. Você não tem noção.
Ele riu e colocou o braço em volta do meu ombro. Entramos na cabine.
—Arrocha! —Gritou um garoto desconhecido no meio da fila.
Breno notou que eu estava bem desconfortável com isso.
—Ai, que nada a ver, mona! —Ele disse, respondendo o garoto.
Não me aguentei e comecei a rir mais do que devia. Ele riu comigo, mas depois suspirou e pareceu meio preocupado.
Me recompus.
—Ei, o que houve? —Perguntei, segurando sua mão.
—Bea.... Se alguém te fizesse escolher entre o Diego e eu, o que você faria?
—Escolheria você, sem pensar duas vezes.
—Mas você ficaria péssima por ter perdido o Diego.
—É, ficaria... Mas, se fosse importante pra você, eu saberia que valeu a pena.
Ele sorriu.
—Você sabe que é a melhor amiga que alguém pode ter, né?
—Você nunca me disse algo assim...
—Se eu falar muito vai deixar de ser especial.
Nos abraçamos. Quando fui me soltar do abraço, ele me apertou mais forte, e começou a chorar. Sim, o Breno começou a chorar.
Eu sei que a pior coisa a se perguntar nessas horas é “o que houve? ”, então, só fiquei ali. Acariciando suas costas.
Quando ele se acalmou, deitou no meu colo e começou a respirar fundo, tentando me contar o que havia acontecido.
—Ei.... Sem pressa—Disse a ele.
—A roda gigante vai acabar.
Rimos, os dois meio sem graça.
—Tudo bem, vamos encontrar uma árvore legal par ficar em baixo.
Ele assentiu.
Fomos abraçados até uma árvore grande, sentei no chão, apoiando as costas no tronco. O Breno deitou no meu colo, de novo.
—Me dá sua mão? —Ele pediu.
Muitas pessoas pensam que o Breno é só uma pessoa fria, que prefere esconder sentimentos e nunca demonstrar nada. Mas, para quem o conhece, ele é uma das pessoas mais sensíveis do mundo. Nossa amizade tem uma força e sintonia incrível, não a trocaria por nada.
Segurei sua mão, acariciando seus dedos.
—As coisas com a Elin estavam finalmente dando certo.... Daí apareceu esse Vinicius. Ele me pediu para ficar longe da Elin.
—E.... Você vai fazer isso?
Ele se virou para me olhar. Fez uma expressão meio triste, e assentiu.
—Por que, amigo...?
Ele apertou minha mão mais forte.
—O Vinicius sabe. Ele sabe o que você fez naquela festa, Bea.
Não aguentei. Eu sabia que tinha que ser forte por ele, mas só consegui chorar. Breno se sentou ao meu lado, me abraçando e chorando junto comigo.
—Tá tudo bem, Bea! Eu vou me afastar da Elin e ele não vai contar para ninguém.
Tentei me acalmar, para pelo menos conseguir responder.
—Você não pode fazer isso com ela.
—E eu posso fazer isso com você?
—A gente tem que contar pra Elin, Breno.
—A gente não pode! Ele vai contar seu segredo.
—Mas...
Nos soltamos do abraço, mas ficamos de mãos dadas.
—Você me disse na roda gigante que faria o mesmo por mim. Me deixa fazer isso por você!—Ele disse, sem tirar o olhar do meu.
Eu assenti. Não queria que ninguém soubesse do meu segredo.
—Eu vou dar um jeito de resolver isso, Breno. Só preciso de tempo.... Tá?
Ele assentiu.
Ficamos nos olhando. Breno colocou meu cabelo atrás da orelha e beijou minha bochecha.
—Não esquenta sua cabeça com esse segredo, Bea. Ele nunca te atrapalhou a ser quem você é hoje.
—Eu nem sei se gosto de quem eu sou hoje....
—Eu gosto. E muito.
Sorri.
—Posso te levar para casa? É o mínimo que posso fazer por você depois de hoje. —Ele perguntou.
Assenti. Nos abraçamos de novo.
—Como vai se afastar dela...?
—Vou em uma festa, sábado.
—Mas.... Você quer ir nessa festa?
—Definitivamente não.
—Sem querer ser estraga prazeres nem nada, mas.... Vai que você encontra uma garota.
—Até parece.
Ele me deixou em casa. Hoje foi uma noite especial para a gente. Momentos assim são importantes na amizade. Agora que ele fez tudo isso por mim, tenho que fazer pelo menos um pouco por ele. Vou dar um jeito de concertar isso, nem que demore.
***POV: Breno***
~Sábado~
Quinta-feira eu consegui ser pior ainda com a Elin. Felizmente nossos personagens na apresentação estão com uma boa sintonia.... É o que importa, né?
A Bea me deu muita força para aguentar tudo isso. Eu sei que se o segredo dela fosse revelado doeria muito mais do que isso que eu estou sentindo agora. É tudo por ela.
Liguei para o meu amigo de festas, mais conhecido como Henrique. Ele faz dança com a gente, mas não sabe de nenhuma das tretas que estão acontecendo. Definitivamente a pessoa perfeita para sair hoje.
Coloquei uma blusa social vinho, com uma calça jeans preta. Arrumei o cabelo, passei perfume.... É, estou pronto.
Ele chegou com o táxi. Logo logo eu vou ter 17 anos, e ele 18. Não vamos mais precisar disso.
A festa estava bem cheia. Tinha piscina, open bar, pista de dança.... E uns quartos.
Tinha me esquecido de como era sair assim. Receber olhares enquanto eu passo ela pista, beijar garotas que eu nunca tinha visto na vida, beber coisas com nomes bonitos. Até legal.
Não sei se eu estava pronto para ficar com uma garota depois do que aconteceu. O Henrique queria ficar com uma menina, então ele saiu e eu fiquei encostado em uma parede. Olhar as garotas dançando não era nada divertido. Eu só queria ver uma.
—Posso te oferecer uma bebida? —Disse uma garçonete que estava lá. Era uma coisa azul, mas segundo a moça não tinha álcool. Aceitei.
Depois de tomar uns dois goles, vi uma garota se aproximando. Ah, que novidade, mais uma garota como qualquer outra dali.
—Hm... Oi. —Ela disse, segurando uma bebida igual a minha.
—Oi. —Respondi, estranhando as bebidas.
—Então.... As minhas amigas me desafiaram a ir falar com o primeiro garoto que eu visse com uma bebida igual a minha.
Notei ao fundo umas três meninas dando risadinhas e cochichando alguma coisa entre elas.
—Bom.... Parabéns, venceu seu desafio.
—Na verdade.... Ah, esquece. Eu não quero atrapalhar você.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela foi se encontrar com as amigas de novo. Notei que elas estavam zoando a garota, talvez elas queriam que ela ficasse comigo. Eu sei que esse tipo de amizade é péssimo, mas, eu não iria deixar ela ser humilhada assim.
Deixei o copo de lado e fui em direção as garotas.
—Foi bom conversar com você, mais tarde você me encontra de novo? —Perguntei, colocando a mão nas costas dela.
As meninas pararam de falar na mesma hora, e pareciam surpresas.
—Claro. —Ela disse, sorrindo.
Me afastei, notando os gritinhos e cochichos positivos. Fazer boas ações é legal, ás vezes.
Fiquei conversando com o Henrique e uns outros amigos que fizemos lá, esperando o fim da festa.
Disse a eles que tinha que ir para casa, e fui para o lado de fora respirar um pouco. A rua estava vazia, exceto por uma garota que estava sentada na calçada.
Não era uma garota qualquer, era a garota que falou comigo na pista de dança.
Lá estava escuro e não consegui reparar nela.... Mas agora conseguia ver perfeitamente. Ela tinha cabelos que batiam no ombro. Cabelos castanhos e ondulados. Havia umas sardinhas no rosto, e olhos caramelo. Ela estava com um vestido preto e saltos ao seu lado. Nada mal.
—Você! —Ela disse, sorrindo— Obrigada pelo que fez antes.
—Sem problemas.... Sei como essas garotas são.
—Nem sei porque sou amiga delas.... Acho que por falta de opção. Ah! Nem me apresentei, sou Elisa. 16 anos.
—Breno, 16 anos. —Estendi a mão para cumprimenta-la.
Ela aceitou, e pediu ajuda para se levantar.
—E então? Veio aqui porque? —Ela perguntou, ajeitando o vestido.
—Tenho que esquecer a garota que eu amo.
Ela fez uma expressão confusa e preocupada ao mesmo tempo.
—Por que?
—Pra proteger uma amiga...
—A garota sabe que você a ama?
—Não sei.... Talvez.
—Hm...
—Por que?
—Se ela soubesse, não importa o que você faça, ela ainda vai ter esperanças em você....
—É, por isso que ela não pode saber.
—Sua situação parece grave.
—E você? Veio porquê?
—Queria me enturmar. Odeio essas festas.
Dei uma risadinha.
—O que foi? —Ela perguntou, sorrindo e confusa.
—Nada.... Eu só.... Eu entendo isso que você tá sentindo.
—Ei, quer me acompanhar até em casa?
—Bom....
—Tem algo melhor pra fazer? Fica a vinte minutos daqui.
—É, tem razão.
Ela sorriu e se abaixou para pegar seus saltos.
—Vai descalça? —Perguntei, rindo.
—Melhor do que usar esses saltos.
Ela olhou para mim e sorriu. Gostei do sorriso dela. Talvez mais do que eu devia.
—Então.... Me conta mais dessa garota.
—Elin? Ah.... Eu vim aqui pra esquecer ela, não pra alguém ficar me lembrando.
—Certo. —Rimos. —Do que vamos falar então?
—Já que eu vou andar vinte minutos com você, a gente podia se conhecer melhor.
—Concordo. Você tem direito a três perguntas.
—Só?
—Só. Ops, agora só restam duas.
Revirei os olhos e ela riu. Ela tem que parar de sorrir assim.
—Hm.... Qual é a melhor coisa do mundo pra você?
—Escrever. Quando eu sinto que tudo está prestes a desabar, eu escrevo alguma coisa. Qualquer coisa, em qualquer lugar.
—Não esperava por essa resposta.
—Foi ruim?
—Não, foi muito boa na verdade.
—O que você faz quando seu mundo desaba?
—Eu danço. Deve ser uma sensação parecida.
—Não sei, se um dia você me ensinar a dançar, eu deixo você ler o que eu escrevo.
—De acordo.
—Você ainda tem uma última pergunta.
—Ok.... Se você encontrasse um garoto em uma festa, e ele te dissesse que você salvou a noite dele com esses sorrisos.... O que você diria a ele?
Ela me olhou e deu um sorriso envergonhado.
—Sinceramente? Eu não saberia o que dizer a esse garoto. Mas, com certeza eu não me esqueceria dele e ficaria honrada.
—Bom saber....
Ficamos em silêncio por um tempinho.
—É aqui, chegamos. —Ela disse, parando em frente a uma casa.
—Ah, claro.
—Quando você vai me ensinar a dançar?
—Quando você quiser, eu acho.
—Obrigada pelo passeio, Breno.
Assenti.
Ela sorriu e entrou em casa.
Chamei um táxi, e fui checar as mensagens enquanto eu estava dentro do carro.
*MENSAGEM ON*
Bea: Breno!
O Henrique contou pra Elin que você saiu da festa com uma garota!
Breno?
Ta aí?
Aff, me ignorando como sempre. A festa já acabou, eu seu que você pode falar.
Breno: Como assim?
Bea: Ah, agora você aparece.
A Elin não achou que você fosse.
Breno: O que você quer que eu faça? Eu disse pra ela que eu iria.
Bea: Tá, desculpa amigo. Só to tentando resolver isso logo.
Breno: Tudo bem.
Bea: Que garota era essa?
Breno: Elisa. Conheci hoje.
Bea: Elisa significa alegre.
Breno: Por que você sabe isso...?
Bea: Gosto de saber significados de nomes.
Enfim! Talvez ir em festas não seja a melhor ideia pra afastar a Elin.
Breno: O que você sugere?
Bea: Você não pode deixar de ser amigo dela, se afasta só no sentido de relacionamento.
Breno: Ok, acho que entendi. E como eu faço isso?
Bea: Hehe :)
Breno: Não, Bea. Não mete a Elisa nessa história.
Bea: Por que?? Ela é perfeita.
Breno: Guarde seus planos malignos pra você. Se eu precisar deles, eu peço ajuda.
Bea: Ok. Muahahahaha
Breno: Boa noite.
Bea: Tchaaau.
*MENSAGEM OFF*
Talvez a Bea esteja certa. Se eu e a Elisa tivéssemos alguma coisa, a Elin poderia entender porque eu me afastei. Mas.... Assim eu só estaria usando a Elisa.
Eu tenho muita coisa para resolver....
O pior é que eu sinto que só está começando....
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