Dance Club - Life Is a Suprise

29 Season 3 / chapter 9 - "Now what?"


Notas iniciais
Oi! Rápido não é mesmo? Enfim, não vou enrolar - quero preparar meu discurso para o próximo capítulo logo rs - aproveitem e espero que as aesthetics ajudem a visualizar mais dos personagens ♥ (O apelido da Naya é Santana, então não estranhem: Santana quer dizer pera ou conjunto de pêssegos)

Capítulo 9 – “Now what?”

Abri meus olhos lentamente, sentindo meu corpo dolorido, mas minhas pernas pareciam que tinham sido atropeladas. De dor, não que tenham sido, porque não foram. Pelo menos naquele momento eu achava que minhas pernas nunca mais seriam as mesmas, mas estava tudo bem. Olhei para o lado e meu pai chorava com Miles apoiando a mão no ombro dele.

— Quanto tempo eu fiquei inconsciente? – Perguntei, quase como se minha garganta estivesse cheia de areia. Meu pai levantou com tudo, como se tivesse tomado energético.

— Filho? Você está bem? – Ele perguntou, agora um sorriso enorme no rosto enquanto milhares de lágrimas desciam pelo seu rosto, me olhando com amor.

— Estou. Eu te amo, pai. – Ele riu e sentou com cuidado, me puxando com todo o cuidado que poderia ter e me abraçando.

Miles saiu de fininho, chamando a enfermeira. A mulher entrou com calma e sorriu para a cena, checando as coisas, verificando se havia algo para ser feito.

— Olá, Theo, como está se sentindo? – Ela perguntou, após meu pai se afastar, ajeitando meus cabelos.

— Estou me sentindo bem, mas minha garganta parece que tem areia de tão seca. E minhas pernas estão bem doloridas. – Ela assentiu.

— Não vou mentir para você, você fraturou as duas pernas e teve a sorte de não ter sido tão negativo, mas terá que ficar de repouso por mais duas semanas. Você esteve em coma pela última semana e não pudemos ingerir água pela garganta, mas agora está tudo bem e pode comer e beber normalmente. Suas pernas devem ficar totalmente curadas daqui uma semana e meia, com sorte só uma semana. Agora vou deixar vocês a sós, querem que eu chame a família de vocês?

— Sim, por favor. – Dave agradeceu e não demorou muito para Alvin e Simon entrarem com Miles atrás. Todos tinham sorrisos nos rostos, Alvin quase pulou no irmão, mas seu pai o bloqueou. – Ele não pode ser apertado. Você sabe que ele fraturou a perna e está se recuperando, então vá com calma, okay Alvin?

— Fala ae maninho! – Alvin me abraçou forte e eu retribuí. – Cara, quando a gente recebeu a ligação, passou cada coisa ruim na nossa cabeça. Sério, eu pensei “será que meu irmão está morto? Será que vai morrer?” e chorei tanto. Eu não quero te perder, então vê se faz o favor de olhar pra onde anda. – Eu ri e beijei a bochecha dele, limpando a lágrima que escorrera.

— Eu também te amo. – Falei e ele sorriu, me abraçando de novo.

— Pelo amor de um ser Sagrado, você olhe pra onde anda de agora em diante porque eu não quero perder o único irmão pirralho que eu tenho. – Simon provocou e eu dei um tapa no ombro dele. Ele afastou Alvin e me abraçou. – Te amo.

— Também te amo, panaca. – Ele riu. E continuamos conversando por um tempo enquanto eu comia e depois escovava os dentes, até que meu pai pediu licença e levou Alvin e Simon com ele sussurrando que eu e Miles deveríamos conversar.

— Como está se sentindo? – Miles se sentou na minha cama, apoiando a mão sobre a minha.

— Estou melhor, um pouco dolorido, mas emocionalmente muito bem. – Revelei e ele sorriu.

— Que bom. – Um silêncio caiu sobre nós e ficamos nos olhando sem saber o que dizer para dissipar aquilo, parecia que era o momento de um segredo ser contado e os corações se aceleram, o sangue começa a bombear numa velocidade que você não achou ser possível e quando o segredo sai é como se todos os nervos simplesmente caíssem. – Eu sou o irmão de Justin. No caso, eu sou o filho que não pôde aparecer no jantar àquele dia.

— Ah, faz sentido. Algumas peças finalmente se encaixaram agora. – Eu ri e ele assentiu. Dei a minha mão para a dele. – Olha, eu quero fazer isso entre nós ir pra frente. Mas não podemos por enquanto porque é meu professor.

— Que tal fazermos um acordo? Se após você terminar o Ensino Médio ainda se sentir assim por mim e eu por você, tentaremos. – Miles sorriu e eu assenti, encostando minha testa na dele.

— Como agora, nesse exato momento, você não é meu professor, então... – E lhe beijei.

...

— Como assim conseguimos todo o dinheiro? – Perguntei e vi meus parentes sorrindo. Meu pai me abraçou de lado enquanto Alvin e Simon abriram os celulares e me mostraram as novidades. – O restante foi o pessoal que segue a gente que doou? Mas por que não se apresentaram?

— Theo, você realmente acha que alguém iria se apresentar com você no hospital? Não somos nós por nós, mas sim um por todos e todos por um. – Simon disse e eu sorri com a vista borrando com a água das lágrimas.

— E papai deu os cinco reais que faltavam. Foi bem engraçado. Quando nos encontramos de novo, depois de todo o episódio dele chegar aqui e a gente também e se adaptar a semana que você esteve em coma, ele perguntou como estavam as coisas e falamos que faltava dinheiro e ele perguntou se poderia ajudar. E como somos peritos em fazer graça em situações de tristeza, eu falei que poderia ser muito pesado pra ele, por isso não pediria, então ele insistiu. Eu disse que era cinco reais. E ele riu. Foi a primeira vez que ele riu desde o acidente. – Alvin relatou e eu dei as mãos para o meu pai.

— Foi uma semana tensa, a gente ficou bem preocupado e por mais que a gente acreditava que você não ia partir, ainda foi difícil não pensar na possibilidade de perder o nosso pirralho. – Simon disse, tentando brincar enquanto as lágrimas se formassem em seus olhos.

— Porém eu estou aqui, estou de volta com vocês. Já podem deixar essa preocupação de lado. – Falei, bagunçando os cabelos dos meus irmãos.

— Seus amigos virão mais tarde. – Meu pai me informou e eu sorri feliz. Era estranho, eu sentia saudade deles, por mais que eu me lembrasse como se tivesse visto eles ontem.

...

— Olha ele! – China exclamou baixo, entrando no quarto e me abraçando. Autumn, Curtis e Tatanka entraram juntos. – Está melhor?

— Sim, emocionalmente está tudo nas mil maravilhas, mas fisicamente estou um pouco ferrado, admito. – Eles riram. – Cadê os outros?

— Só podemos entrar de quatro em quatro. – Curtis respondeu e todos nós nos entreolhamos. – Okay, isso foi estranho.

Rimos e eles me contaram o que aconteceu na última semana e me perguntaram mais sobre o que estava acontecendo comigo. Foi bom distrair minha cabeça um pouco.

— Eu comecei a namorar. – China revelou e todos olharam para ela instantaneamente.

— Como? – Perguntamos.

— Então vocês também não sabiam...

— Exatamente. Tão surpresos quanto você. – Tatanka respondeu.

— Ele é um amor de pessoa e a gente estava numa enrolação desde o início do ano, decidimos finalmente engatar em algo mais sério. E contei pra ele que sou assexual. E ele disse que sempre que ele falar algo errado que eu devo corrigir ele. É muito bom isso. Eu estou apaixonada. – Ela admitiu e sorrimos.

— Ficamos felizes por isso. – Autumn disse, abraçando a irmã. – Já eu, em contrapartida, descobri que sou arromântica.

— Não sente atração romântica? – Perguntei, procurando confirmação. Ela assentiu.

— Me sinto bem tendo finalmente me descoberto. – Ela sorriu, um brilho no olhar. Dei a mão para ela que apertou com carinho.

— Parabéns. Eu sei que encontrar o seu povo é algo importante. – Falei. Ela assentiu, China a abraçou, aparentemente já sabia.

— Já que é assim... eu e Curtis finalmente fizemos aquilo. – Tatanka disse, olhando o momento todo para o namorado (que já havia conversado com ela sobre que se ela quisesse compartilhar com os amigos deles, por ele estava bem – sim, eu havia conversado com Curtis em particular depois, ele queria compartilhar algumas coisas) e Curtis sorriu. Ambos estavam corados.

— Uhn, olha só que safadinhos eles! – Eu exclamei, vendo-os rir.

...

— Vê se melhora, hein! Queremos você pronto para participar com a gente. – Marley e Mandy, junto de Potato e Thomas saíram do local, me fazendo sorrir com o que haviam dito.

Apoiei a cabeça no travesseiro e escutei quando Miles entrou, ele se deitou ao meu lado, acariciando meus cabelos.

— Quando acordar eu estarei aqui. – Ele afirmou e apaguei, levantou um braço para sua cintura, puxando-o para mim.