Dance Club - Life Is a Suprise

30 Season 3 / chapter 10 - "Finals brings the the best of us"


Notas iniciais
Hey! Como cês tão? Espero que bem. Então... o que dizer disso tudo? São mais de 90k de palavras muito bem dedicadas e cheias de amor e eu, antes de começar, sempre soube que isso seria incrível e era exatamente o que eu queria (e precisava) fazer e hoje, quando fui copiar e colar, eu comecei a chorar, fiquei pensando no quanto eu evolui e no quanto essa história evoluiu através do tempo. De Abril até Dezembro eu me tornei novas facetas de mim mesmo, me descobri mais ainda e descobri mais dúvidas sobre mim mesmo. Coisas novas e boas ocorreram, coisas ruins também. E elas todos me ajudaram e melhorar e aprender. E com essa história, eu tive a oportunidade de conhecer mais sobre a vida de diversas pessoas e de como elas se sentem, coisas essas que eu talvez não passe ou se passo, é de outra maneira, porque minha dor nunca será totalmente igual à de outra. E de tudo isso, eu pude ter o privilégio de ter gente me falando sobre essa história parecer uma dessas que merece ser filme (e eu fiquei completamente contente), também pude acrescentar bastante representatividade e aprender ainda mais a fundo de coisas que eu achava saber bastante. Eu realmente espero que eu tenha cumprido um pouco do que eu queria com essa história para com quem leu: representar, dar um lugar para onde essa pessoa viesse e se identificasse com algum personagem, que se visse - seja no gênero ou sexualidade, até nas características - dos personagens, mas não só isso, como reconhecer que a dor do outro pode não ser sua, mas é importante. Eu sei que eu cumpri o que eu queria com essa história: dar representatividade, amar essa história e saber que ela é amada por outras pessoas. E claro, ainda tem mais. Minhas histórias originais estão sendo ligadas, eu estou criando um universo com base nessa história e na d'O Garoto do Coturno Azul, então vocês ainda vão ouvir falar desses personagens, ainda vão descobrir mais e eu já tenho duas histórias sendo planejadas para sair em 2018. Uma tem ligação com a próxima que é um spin-off direto dessa e a outra tem ligação com essa próxima, elas serão um pouco mais esclarecidas no "respondendo perguntas" que eu espero que possa sair um pouco após esse capítulo. Sobre esse capítulo: é o final, se passou alguns meses e estamos na final (bem semelhante à estrutura do final de Glee, sim senhores), na capa do capítulo tem uma carta com imagens e uma mensagem do Enzo que ele enviou para os alunos após as aulas terem terminado, poucos meses depois de quase todos terem saído da cidade para suas faculdades: "Foi uma árdua jornada e eu amei isso. Vou sentir falta de vocês. xEnzo". Antes de me despedir dessa história, eu gostaria de lhes agradecer, à todos que acompanharam, vocês me deixam muito felizes, eu adorei ver que - por mais que poucas - tinha gente gostando. E quem comentou, vocês me ajudaram muito, tanto nas críticas, quanto nos elogios, eles não só ajudaram na escrita como na minha vida, tenham certeza disso. Para quem favoritou: ♥ . E para quem futuramente recomendar: meu muuuuuuuuuuitíssimo obrigado, fico contente e muito emocionado de saber que minha história pôde te tocar dessa maneira. (*quero notificar que no momento dessa postagem, estamos quase atingindo 1k de visualizações ♥ *) Boas festas e que venha 2018 que será um ano MUUUUUUITO melhor e cheio de coisa boa, aproveitem o final da história ♥ — Música-final: Geronimo - Sheppard. xJota

Capítulo 10 – “Finals brings the best of us”

Meses depois…

“Os vencedores são os alunos do Colégio Liberty!”

Todo mundo saltou, gritando de comemoração e se abraçando. O palco explodiu em confetes e aplausos. Depois de três anos do clube, eles haviam finalmente vencido. Era uma sensação ótima, mais que ótima; incrível.

Eles receberam o troféu e continuaram pulando. Era uma felicidade que não cabia no peito. Depois de tanto sufoco, depois de tantos problemas, ali estavam eles: Indo pra faculdade, com amizades pra vida toda, vencedores da Competição Anual Internacional de Dança e alguns tinham relacionamentos amorosos firmados.

Eles saíram do palco, ainda carregando o troféu com todo o orgulho visível. A placa de entrada ao auditório brilhava assim como o troféu, amarela. Nela estava escrita a nomenclatura da Competição e ano, junto do nome do país onde estavam, África do Sul.

O palco começou a dispersar depois de um tempo, eles ainda estavam se abraçando, alguns pulando e outros se beijando. Quando todo o local esvaziou, somente restando eles, decidiram ir para algum lugar comer e poder comemorar do melhor jeito que sabiam: rindo com comida na boca pra tirar fotos e transformar em memes.

No fast-food, eles olhavam o troféu, todos com sorrisos enormes e alegres, uma sensação de dever cumprido.

— O que vamos fazer agora? – Sam perguntou e Enzo terminou de engolir as suas batatas para responder.

— Agora vamos curtir a África do Sul, aproveitar as nossas companhias e dançar muito sem estar batalhando por algo. Mas antes de isso tudo, vamos levar esse troféu para onde estamos hospedados e deixar em um lugar seguro. – Enzo tinha um sorriso pequeno, aquele de alguém que está orgulhoso e feliz, mas não quer se gabar.

— Meu Deus, eu ainda to me sentindo muito inebriado! Nós somos os vencedores desse ano, porra! – Max disse fazendo todos da mesa riram. Dessa vez Enzo não proibiu o linguajar.

— Foi tão incrível! Eu não sabia que essa era a energia que a gente sente num palco desse tamanho dançando. – Alvin falou, vendo todos assentirem.

— Foi tão incrível! – Theo comentou sorrindo como uma criança, fazendo todos da mesa admirarem ele. – É tão legal isso, é uma pena que é meu último ano, queria poder continuar com isso.

— Vocês podem, mas serão independentes e em outra Competição. Porque a nossa é de escolas. – Enzo explicou e deu as mãos para Tony, vendo-o apoiar a cabeça no seu ombro.

— Não vai ser a mesma coisa que com vocês. – Simon disse e fez todos soltarem um “own”. – É sério, galera.

Todos riram.

Depois de terem parado no hotel, deixado o troféu seguro, foram para uma praia, aproveitar que ainda era início da tarde e estava ensolarado.

...

— Por que temos que acordar às cinco da manhã? – Theo questionou olhando para o professor, que coçava os olhos.

— Não é meu plano de diversão, mas o avião vai sair às seis e já era pra gente ter saído daqui. – Theo assentiu, pegando sua bolsa transversal e a mala. Os outros seguiram o professor para dentro do ônibus.

Theo sentou ao lado de Alvin, que colocou os fones e apoiou a cabeça na poltrona, entoando a música de Pawl, Your Love Shot Me Down.

O ônibus começou a se mover com o som da chuva batendo no teto e chão da avenida. Me enrolei no cobertor, cobrindo Alvin com outro enquanto puxava a alavanca da janela, deixando uma abertura do tamanho do meu dedo mindinho para olhar a chuva e sentir o vento gelado.

Your Love shot me down, bang bang to the ground...

This time I am hopelessly falling… — Autumn continuou a música e China começou a bater as mãos em acompanhamento. Todo mundo começou a acompanhar a música, até Alvin tirou os fones para continuar o que havia começado.

Alvin

— Eu sei que você sente algo por mim, então que tal se a gente tentar? Não custa nada, já sabemos o que esse caminho pode nos levar se não tentarmos, então vamos ver qual o resultado se persistirmos? – Alvin olhou para Max, o Player, esperando uma resposta. Eles estavam na escola um dia depois da viagem de volta do Dancer após sua vitória na última Competição.

— Que se dane. – Max falou, puxando Alvin pelo pescoço e colando seus lábios. Quando se separaram o Player sorriu, colando suas testas. – Você tira minha sanidade.

— Se não fosse pra fazer isso qual seria a graça de te ver morder os lábios perto de mim? – Alvin provocou, mordendo o lábio inferior de Max, puxando-o para si.

— E como será, já que vamos para a faculdade? – Max perguntou, após dar um selinho no de vermelho.

— Você vai agora? – Max negou. – Nem eu, vou esperar um ano e pensar bem no que eu quero, depois vou. Por enquanto, a gente curte e se conhece, depois vemos se isso vai além e se agüentamos relacionamentos a distância.

— Ótimo. Agora vamos comer alguma coisa... namorado. – Max sorriu, vendo que Alvin havia gostado de ser chamado assim. Lhe deu um selinho e deram as mãos, pegando as coisas dos armários.

— Vamos namorado, finalmente estamos livres do Ensino Médio. – Alvin comemorou com uma dancinha, vendo o outro rir enquanto era puxado para fora do colégio.

Simon

Simon abraçou a namorada, Janette, dando-lhe um beijo na testa, rindo de Max, não o Player, o amigo do clube.

— Eu ainda não acredito que tenho meu último ano... queria sair logo junto de vocês. – Ele olhou triste para dentro do armário, retirando as coisas.

— Calma amigão. Quando der sua hora você vai sair, mas é essencial que viva seu último ano como se fosse o último de sua vida. Na verdade, cada dia deve ser assim.

— Ainda sim, é triste ver que todos vão sair e só eu ficarei aqui. – Ele falou e Simon assentiu, entendendo.

— Pense assim: você é a próxima geração do grupo. Não deixe o grupo de dança morrer, assuma ele. – Max sorriu e assentiu, fechando o armário e colocando a bolsa transversal no ombro. Ele se virou e os três saíram juntos do local, passando por Mandy e Marley que abraçavam Potato e Justin, se despedindo deles que cursariam faculdades longe dali e começariam logo no ano seguinte. Os três se despediram com um abraço e seguiram seus caminhos.

Potato e Justin sorriam um para o outro, mãos dadas e um brilho no olhar que encantava Simon. Mandy e Marley riam entrando nos corredores, indo procurar algum professor, a alegria quase palpável. Ele estava feliz por ver que todos haviam se ajeitado e sabiam o que fariam dali em diante.

Lea

Nem todos sabiam, como era o caso de Lea. Ela abraçava Dianna forte agora, sabendo que a loira iria para Yale e a roqueira para Nova York recomeçar.

— Fico feliz de estarmos lidando com essa decisão tão importante de forma madura. – Dianna sorriu e Lea assentiu, acariciando sua bochecha.

— Vou sentir sua falta. – A roqueira admitiu, fazendo a loira retirar um cartão de dentro da bolsa.

— Fiz isso para você. A gente sempre vai poder se ver nas ocasionalidades, não é mesmo? – Dianna viu Lea assentir, limpando uma lágrima. – Essa é a escolha certa, não é?

— Para o momento sim. – A morena respondeu, puxando Dianna para outro abraço.

— Fico triste de esse ser o final do casal Leanna. – Lea respondeu, vendo a loira rir, assentindo.

— Podemos não ser um casal agora, mas somos amigas. Não é porque vamos pra lugares diferentes com diferentes perspectivas da vida e sabendo que relacionamento a distância não seria para nós que nossa amizade não possa sobreviver. – Dianna disse e Lea assentiu. – Eu te amo.

— Eu também te amo. – Elas deram um beijo e um abraço.

— Até. – Dianna soltou, virando-se e andando pelo corredor. Lea assentiu, sussurrando um ‘até’.

Autumn

— Esses quatro anos foram uma loucura. – Eu disse para os três na minha frente, vendo-os assentir.

— Para mim foi só três e foram os melhores até agora da minha vida. Vou sentir falta de vocês. – Tatanka disse, limpando as lágrimas que caíam de seus olhos.

— Foi uma viagem bem insana. Uma viagem que jamais teria sido a mesma sem vocês. – China falou. – Eu aprendi tanto, eu descobri tanto e isso chegou ao final.

— Mas isso não significa que a história acabou, é só um capítulo que se fechou. – Curtis disse e elas riram. – Eu sei que é bem clichê, mas qual é, é verdade!

— Não haveria outra maneira de descrever isso. – Concordou Tatanka, beijando o namorado.

Eles se abraçaram e China e Autumn foram para casa.

— Preparada para o ano que vem?

— Se eu estou preparada? Pode vim quente que eu to queimando. – China disse e Autumn riu. – E você, como se sente sabendo que vai para a França?

— Me sinto como se estivesse realizando um sonho. Eu consegui a bolsa na escola que queria e vou dedicar minha vida ao que mais amo: a dança. – Autumn tinha um sorriso imenso no rosto, a felicidade podia ser sentida em cada poro de China. – E você?

— Estou feliz pela minha faculdade de Produção Musical na Califórnia. – Ela sorriu e Autumn a abraçou de lado.

— Um novo capítulo. – Autumn disse e China assentiu, beijando a bochecha da irmã.

Enzo

— Sejam bem-vindos à minha humilde residência. – O professor disse para os alunos. – E não se aproximem do armário de bebidas, ele foi muito bem trancado.

Os alunos riram e cumprimentaram o professor e o seu marido.

— De onde veio essa idéia de festa? – China perguntou e o professor sorriu feliz pela pergunta, afinal ele já sabia que enviar mensagem para seus alunos às sete da noite pedindo para irem a sua casa com roupas para festa.

— Vocês não acharam que a gente não iria fazer uma festa para comemorar que vencemos, não é? – Ele questionou e os alunos gritaram, batendo palmas em comemoração.

— Ele é cheio de surpresas ele. – Max comentou, fazendo todos rirem.

— Pois é. Agora vou aumentar um pouco o som e vamos comemorar. Por favor, quem tiver com seus devidos pares, minha casa não está disponível para ocasionais pegações em algum quarto. Agora, sim, vamos curtir nossos últimos momentos juntos. – O professor aumentou o som, fazendo Demi Lovato soar pela casa.

Liberty Girls perguntou para Enzo se podiam pegar algum dos instrumentos e o professor assentiu.

— Galera, é para vocês participarem, hein! – Elas disseram, começando a cantar Came Here For Love, da Ella Eyre e Sigala.

Autumn fez uma pirueta, sendo seguida por Max – novamente, não o Player – e Theo, que puxaram os outros para a dança improvisada.

— Eu vou sentir muito a falta deles. – O professor afirmou para o marido, abraçando-o.

— Eles podem não ser meus alunos, mas também vou. – Tony viu o outro rir.

— Foram os melhores que tive em toda minha vida. – Tony limpou uma lágrima do maior. Beijou a sua bochecha, abraçando-o em seguida.

I came here for Love

For someone to hold me down

I won’t give it up, no

I want you to reach out

Theo

Deitei ao lado do meu namorado, vendo-o sorrir ao ser chamado assim.

— Insano como agora vou para a faculdade, Simon vai para longe daqui e Alvin vai continuar morando com o papai até achar o canto dele. E eu tenho você. – Miles sorriu, me puxando para seu peito.

— Não só isso, como agora tem sua própria casa. – Ele beijou minha testa.

— Nada que o pagamento dos anúncios do YouTube e Simon ter conseguido a bolsa de 100% para Harvard não tenham ajudado. – Miles assentiu e desligou a televisão, já que não veríamos a mesma e ficamos olhando para o céu estrelado pela janela do quarto do meu apartamento.

— Novas oportunidades nesse novo início... – Miles suspirou e eu ri.

— Isso soou completamente clichê para um professor de mecânica. – Ele assentiu, rindo junto de mim. – Meu professor de mecânica. – Ele sorriu malicioso e nos virou na cama, beijando meu pescoço.

— Seu professor. – Ele fez uma careta que era para ser uma cara maliciosa e eu gargalhei. – Tentativa de sedução falha.

— É só você olhar nos meus olhos que eu já me derreto, não precisa de uma “cara de sedução”. – Assumi e ele olhou no fundo dos meus olhos. Abracei ele, beijando seus lábios. – Eu te amo.

— Também te amo, Theo. – Ele disse, em seguida retirando minha camiseta enquanto eu retirava sua calça moletom.

“... Eu não acreditava que tudo havia se encaminhado pro melhor no final. Eu e Miles estávamos juntos e eu e meus irmãos decidimos seguir carreiras solo. Eu investiria na música, seguindo a profissão do meu pai e sendo cantor, Alvin também seguiria a música como cantor, mas Simon iria para Harvard aprender mais (inclusive se tornaria professor ali quando entrasse em seus sessenta anos) e dali alguns anos ser doutor na área de advocacia, lutando pelas causas sociais. Miles continuou como professor, mas houve momentos que ele começou outros projetos e sempre estive do lado dele, que procurou ajudar muitos alunos e inovar o mundo da mecânica. Apesar da vida corrida, sempre consigo encontrar o pessoal do antigo clube de dança que agora está sendo comandado por Potato que mora com Justin. As coisas, por mais que pudesse ter momentos difíceis, sempre foram maravilhosas e conseguimos passar por tudo juntos.

Obrigado, clube de dança, obrigado Enzo e todo mundo por tudo. Sem vocês eu não teria vivido as melhores experiências da minha vida. Nos vemos por aí. — Theo Seville”