Dance Club - Life Is a Suprise
23 Season 3 / chapter 3 - "What’s wrong and what’s right?”
Notas iniciais

Capítulo 3 – “What’s wrong and what’s right?”
— Crianças! – Nosso pai chamou e parou na frente da mesa de jantar.
Paramos nossa conversa e olhamos para ele. O homem parecia feliz, absurdamente feliz. Fiquei feliz por ele, gostava do nosso pai jogando felicidade pelos quatro cantos da casa.
— Que aconteceu? – Perguntamos os três, ao mesmo tempo. Ele abriu ainda mais o sorriso e me perguntei como aquilo ainda era possível.
— Samantha. Eu e ela vamos nos encontrar hoje e estávamos pensando sobre levar vocês juntos. – O sorriso da gente morreu. Eu me sentia péssimo pelo que faríamos, mas não tinha jeito, hoje a gente nem ficaria em casa.
— Olha, isso é ótimo, de verdade, mas vocês já pensaram em sei lá... passar um tempo juntos? Só vocês dois, sabe? – Alvin começou e eu não consegui conter meu riso. Meu irmão era um panaca. Eu vi a cara de confusão do meu pai e decidi explicar melhor, porque parecia que Simon estava com a cabeça nas nuvens.
— O que ele quer dizer, pai, é que a gente não vai estar em casa hoje à noite. Apesar de não ter aula, a gente vai ver essas coisas do clube de dança, e eu tenho outro projeto na escola, além de que Simon parece que precisa de ajuda pra voltar pra Terra. – Cutuquei a bochecha do meu irmão, fazendo-o sair do transe.
— Foi mal, gente.
— Então, que tal se vocês saírem hoje juntos para aproveitar a companhia um do outro? Sem filhos, sem outras pessoas pra encher o saco e empacar vocês. – Falei, vendo-o considerar.
— Eu vou avisar ela sobre vocês. – Ele disse, pegando o celular, antes de discar ele foi em direção da sala. – Mas antes, deixe eu levar vocês pra escola.
— Tem certeza, pai? – Perguntei e ele assentiu.
— Olha, não vou fazer muita coisa hoje, não tenho que ir trabalhar, só tenho que arrumar umas coisas em casa. Não custa nada eu facilitar para vocês até a escola, certo? – Eu sorri, agradeci e fomos para o carro, entramos, colocamos nossas mochilas no chão e meu pai voltou a falar. – E então, como as coisas estão indo na escola nova? E do que se trata esse clube de dança?
— A escola está indo bem. – Alvin respondeu, praticamente para todos nós. Simon continuava meio aéreo, dessa vez no celular. Revirei os olhos pro meu irmão, apontando pra ele, vendo meu pai e Alvin sorrirem um para o outro, e eu vi que uma pegadinha estava para acontecer.
— SIMON! – Os dois gritaram, fazendo meu irmão jogar o celular para o alto, sorte a dele a janela não estar aberta. Ele encarou os dois, um pouco puto pelo susto e depois começou a rir claramente de nervoso.
— Olha só, alguém parece ter segredos... – Alvin provocou, fazendo meu irmão revirar os olhos.
— Segredos esse que se ele não quiser compartilhar está no direito dele, não é mesmo Alvin? – Meu pai o corrigiu e ele sorriu provocativo.
— Claro pai. – Ele afirmou, olhando maliciosamente para Simon, fazendo o irmão revirar os olhos, de novo.
— Então, voltando ao foco... – Eu chamei a atenção, o que era difícil tendo Alvin como irmão, eu devo dizer. – O clube de dança é liderado pelo professor de Artes, Enzo. Conseguimos entrar ontem, e decidimos continuar. Esse era nosso trato, se entrássemos iríamos ver se não complicava para ninguém e aparentemente não complica, então entramos todos. É muito legal, já participamos da primeira aula, o professor contou a história da dança do ventre e treinamos um pouco.
— É legal vocês fazerem algo além de cantar juntos. Vai ter alguma apresentação?
— É aí que entra um problema. Devido ao nosso presidente babaca, a gente não tem muita verba para as coisas relacionadas às Artes. Ou seja, temos que arrecadar, então todos terão que se juntar para isso. A gente vai aproveitar e gravar alguns vídeos para nossos canais para isso. E como vamos pedir como arrecadação para a escola patrocinar a gente, então não terá nenhuma complicação com leis. Temos só até o início da próxima semana para lidar com isso, caso contrário não conseguiremos nos inscrever a tempo.
— Tem algo que eu possa fazer? – Meu pai perguntou com a preocupação passando rapidamente pelo olhar.
— Por enquanto não, pode deixar que a gente se vira. Mas não se preocupa, se a gente precisar a gente te avisa okay? – Ele assentiu, estacionando o carro.
— E esse seu projeto? – Ele me perguntou, antes de se despedir.
— É muito legal, é de sociologia, onde rola debate e tal. Toda semana tem. É uma das aulas extra-curriculares, mas o professor prefere que a gente chame de projeto porque é um projeto pra ele, mais do que uma aula extra.
— Que bom que esta gostando. Nos vemos mais tarde, crianças. – Meu pai bagunçou um pouco meu cabelo, piscou para os dois atrás de mim e observou nós saindo do carro.
— Tchau, pai. Nós te amamos! – Falei, vendo o sorriso dele crescer enquanto dava ré e acelerava pela avenida.
...
—... Mas então, o que é certo e o que é errado? – O professor de sociologia perguntou, dando início a uma aula que eu me interessaria bastante Era um curso onde havia debates e eu havia me inscrito, por mais que não tivesse aula, esse projeto, assim como o de dança e alguns outros estavam dando aula por opção dos próprios alunos. – Se pela lei de muitos locais, seja aqui nos Estados Unidos, no Canadá ou no Brasil proíbe relacionamentos de menores de 18 com maiores de 18... será que isso está certo? O que vocês acham?
— Eu não acho que esteja certo. – Alguém da sala disse. Algum garoto do time de futebol.
— Por quê? – O professor perguntou, sentando na própria mesa, dando uma mordida na maçã.
— Porque muitas garotas se relacionam com homens mais velhos tendo somente dezesseis anos. – O garoto comentou, escutando um “ah, mas não mesmo!” de Marley, sim, eu havia começado a decorar o nome das pessoas do clube, se não o tivesse feito eu provavelmente não conseguiria olhar na cara de ninguém com medo de errar seus nomes.
— Amigo, queridinho... Não é exclusividade de mulher ficar com cara mais velho. Tem muito homem que também fica com mulheres mais velhas. Em qualquer situação está errado, mas são coisas diferentes... – Ela ia continuar, mas o garoto continuou.
— Diferentes como?
—... uma garota é ensinada desde pequena que meninas amadurecem mais cedo... – O garoto a interrompeu de novo, fazendo-a revirar os olhos.
— Como?
— Pelo amor de Deus, cala a sua boca! – Ela disse, fazendo-o ficar quieto. — ... enfim, somos ensinadas que meninos demoram para crescer e amadurecer, então algumas procuram por garotos que são mais maduros – sendo que na verdade eles que ‘adultizam’ meninas, fazendo a gente crescer antes do tempo –, e nisso encontramos homens mais velhos que trabalham, se preocupam com o futuro, procuram algo pra vida deles, o que nós, como mulheres héteros percebemos que queremos – ou seria somente mais uma das coisas enfiadas nas nossas cabeças quando pequenas? Um homem que se compromete, que tem planos de vida, não os comuns adolescentes que só bebem e não se preocupam com o futuro e ficam de “olha como eu sou macho!”. E nisso, muitas vezes, acaba que não percebemos que entramos num relacionamento abusivo ou tóxico, ou ambos. Não percebemos que esse cara mais velho está nos controlando, impedindo de usarmos o que gostamos e queremos, controlando nossos corpos e desejos mais do que se estivéssemos em algum relacionamento com meninos da nossa idade. Crescemos com a percepção de que nunca seremos boas o suficiente, seja no que esperam da gente ou em algum relacionamento, porque homens mais velhos procuram meninas mais jovens por um fetiche, por um desejo de criaturas ingênuas que sequer experimentaram da vida, assim podem controlar essa pessoa e usar ela sempre que puder. Enquanto com um homem, hétero, no caso, essas coisas não acontecem movidas pelo machismo ou patriarcado, mas sim porque vocês desejam e podem buscar o que querem sem ser criticados e julgados e em muitos casos, sem sofrer manipulação, não que seja impossível de acontecer, mas ainda sim, é muito difícil meninos menores de dezoito buscarem mulheres maiores para um relacionamento que seja mais que sexo. O que acontece é que se você transar com essa mulher estando bêbado, ela pode ir presa por estupro de vulnerável. Enquanto em muitos casos, isso eu estou falando de julgamentos que ocorrem com juízes, essas garotas são tidas como culpadas por “saberem onde estavam se metendo” ou “Ela estava com ele”. De um modo ou de outro a mulher acaba sempre sendo a culpada pelos olhos dos homens. E veja, não estou falando em momento algum que aquela mulher que transou com um menor esteja correta, mas sim que se ela foi punida, por que homens que fazem o mesmo não são?
— Parabéns pelo seu ponto de vista e facilidade de argumento, Marley. E Player, é isso mesmo. Você tanto sabe disso que não conseguiu contra-argumentar ela. – O professor sorriu ao responder depois de três minutos de silêncio esperando a resposta do menino. – Enfim, agora falando de um caso de professor e aluno.
Eu engoli em seco, lembrando de Miles e eu no banheiro do restaurante onde eu fora conhecer Samantha e seus filhos, um não havia comparecido por ter compromissos.
— Em qualquer caso está errado e o professor, por ser o adulto da relação deveria saber disso. – Marley respondeu imediatamente, o professor assentiu. – Na verdade, em qualquer relacionamento que envolva um menor, não importa de quantos anos menos, seja um ano antes de ter dezoito, dois, se tem um adulto na relação, esse mesmo deve agir como adulto.
— Porém como se evita dessas coisas acontecerem? – O professor perguntou.
— Olha, não é fácil evitar levando em consideração que muitas vezes adultos não fazem o papel de adulto. Mas eu como amiga posso informar meus amigos, e como tia ou até mãe, posso educar meus sobrinhos ou filhos. Posso fazer textos na internet sobre isso, posso fazer vídeos para a internet... são coisas que as pessoas acham que são “poucas”, mas tem um impacto muito positivo e grande. – O professor assentiu.
— São impactos grandes, de fato. Porém há pessoas que não são atingidas ou mesmo assim se arriscam e vão atrás disso. Então, se há alguém aqui que se relaciona com um maior de idade, eu gostaria que vocês pensassem novamente, e se já tomaram uma decisão que é continuar com isso, ao menos que vocês tenham dezessete anos e estejam próximos de ter dezoito, porque pelo menos assim vocês já têm uma consciência maior do que podem fazer e como evitar ou como ajudar a si mesmos. Apesar de que eu ainda continuo falando que é errado, sei que tem muita gente na idade de vocês que não vai me escutar. – O professor falou, virando-se e começou a escrever na lousa. – Escrevam isso no caderno.
...
— ... É isso galera, a conta para a qual vocês podem enviar o dinheiro estará na descrição, mas se quiserem enviar para nossa escola, o nome do diretor está ali embaixo também. Obrigado pela atenção. – Alvin sorriu para a câmera, desligando-a em seguida. Simon sentou no palco novamente e eu desci do palco, indo para os bancos, sentando em um deles.
— Obrigado, garotos. – Agradeceu Enzo. – Agora pessoal... vocês estão livres para fazer o que bem entender. Só por favor, pensem em mais coisas que podemos fazer.
— Ah, professor! – Angus chamou, fazendo o professor voltar a virar para nos olhar. – Temos uma apresentação hoje num bar aqui perto da escola. Queríamos saber se vocês poderiam aparecer lá.
— Claro. Vou ver com Tony, mas tenho quase certeza que em algum momento consigo aparecer. Enviem o endereço para o grupo do Whats, mas antes adicionem os garotos.
O professor pegou as coisas dele, se despediu e saiu do auditório. Peguei minhas coisas, me despedi do pessoal e decidi ir embora. Passei na frente da sala de Miles, vendo-o corrigindo algumas coisas. E por mais que no fundo eu sentisse que queria entrar, decidi que falaria com ele no dia seguinte, então passei reto, lembrando do dia que havíamos ficado. Especificamente dois dias atrás.
Escutei passos apressados atrás de mim, mas continuei meu caminho, apesar de que parecia que alguém corria. Uma mão foi parar no meu ombro e por instinto, eu virei com o cotovelo levantado para me proteger, mas antes de acertar Alvin segurou meu cotovelo e me olhou com os olhos arregalados.
— Calma, sou só eu. – Ele disse. Eu engoli em seco. – Desculpa colocar a mão no seu ombro por trás, eu sei que não devo fazer isso.
— Relaxa, não foi sua culpa. É instinto, depois de você sabe... – Não consegui falar, me lembrando de quando nosso pai biológico havia me abusado. Não só psicologicamente, como sempre fazia, mas daquela vez fora sexual. Eu ainda lembrava dos detalhes. Muito tempo de terapia para finalmente começar a aceitar que eu não era culpado daquilo. E me aceitar como gay, sendo que muito tempo tive que escutar que ser o que eu era demandava de um trauma... eu escutava isso de muitos lares adotivos que meus irmãos e eu fomos durante muito tempo até Dave nos achar, nos apegarmos e confiar, para assim adotar a gente.
Balancei a cabeça, jogando esse pensamento longe, voltando meus olhos e cabeça para o momento, para meu irmão.
— Mas enfim, que aconteceu? – Perguntei, vendo-o sorrir, claramente tentando me ajudar a focar em qualquer coisa. E era impossível não focar nos dentes do Alvin, o cara tinha os dentes tão branquinhos!
— Nada, eu vou com você pra casa. – Alvin notificou, pegando minha bolsa transversal e carregando pra mim.
— Obrigado. – Agradeci e ele passou o braço pelos meus ombros, me abraçando.
...
— Vamos indo? – Alvin perguntou, levantando do sofá e eu assenti, terminando de abotoar minha camisa verde. Assenti e saímos, eu agradeci aos céus pelo bar ser perto da escola, mas quando falaram isso eu havia pensado que teríamos que pegar ônibus ou coisa assim, descobrimos que era basicamente do lado de casa, a gente só teria que descer a rua e virar duas esquinas. – Você só vai curtir a música?
— Por que a pergunta? – Questionei, vendo-o rir.
— Nada não. Só perguntando mesmo. Eu tenho que cuidar do meu irmão menor, não é mesmo? – Eu ri, revirando os olhos.
— Sim, eu só vou me divertir com as músicas cantadas pelas meninas. E você sabe muito bem que eu não bebo, ao contrário de certas pessoas. – Eu falei e ele colocou a mão esquerda aberta no peito, me olhando falsamente incrédulo.
— Ele sabe jogar indiretas, ele. – Ele brincou e eu ri, revirando os olhos. Percebi que estávamos na rua do bar, agora era só andar até a esquina. – Mas em minha defesa, eu só bebo para entrar no clima.
— Okay, me avise daqui dez anos quando você estiver bebendo até cair e provavelmente entrando em coma alcoólico o que eu devo fazer. – A patada parece que deu o recado.
— Entendi o que quer dizer. – Alvin disse claramente revoltado.
— Você sabe que eu só não gosto de bebida. Sabe que eu me preocupo com o que pode te acontecer nessas “bebidas casuais”. Quando bebemos, não temos controle do nosso corpo, sem contar que bebida alcoólica não é permitida para menores de idade por uma razão, e nem deveria ser para ninguém. Só me preocupo. Certo? – Ele assentiu, me abraçando enquanto andávamos.
— Você parece muito o papai. – Ele disse e eu lembrei de Dave e senti uma saudade enorme, queria poder estar com ele naquele momento. Abraçar e dizer o quanto eu amo ele. Faria isso mais tarde.
Entramos no bar que não estava muito cheio, mas não tão vazio quanto essa descrição está parecendo. Continuei abraçado no meu irmão e vimos as meninas entrarem no palco sorrindo.
— Ei, galera! – Elas disseram e eu virei para meu irmão.
— Não acredito que chegamos bem na hora. – Eu falei, vendo-o rir assentindo.
— Eu sei, somos muito cagados!
— Hoje eu e minhas amigas vamos nos apresentar com algumas músicas e quem puder doar um dinheiro, a gente agradece. Estamos tentando juntar o que precisamos para concorrer da Competição Nacional de Dança e vermos se chegamos as Finais! — Angus disse, dando a fala para Yuri.
— Hoje vamos cantar Hide Away, da Daya. – Yuri começou a tocar o teclado, dando espaço para Marley começar cantando.
Boys seem to like the girls
Who laugh at anything
The ones who get undressed
Before the second date…
No meio da multidão localizei Enzo com quem eu julgava ser seu marido, Tony. Ainda não havia conhecido o homem pessoalmente, e sabia que em breve nos falaríamos e seríamos apresentados um ao outro. Alvin me pediu um minuto que já voltava para falar comigo, ele iria conversar com um menino.
Olhei para as costas do menino, o mesmo menino que se não me engano, já havia visto meu irmão conversando antes.
Me virei e pedi um refrigerante para o bartender que sorriu e me deu uma Coca-Cola, agradeci e paguei, voltando ao show, dando de cara com Miles.
— Miles? – Questionei e ele me encarou.
— Theo? O que você está fazendo aqui?
— Quem é Miles e por que eu acho que conheço esse nome? – Alvin perguntou, me fazendo rir, uma mistura de nervoso mais a graça de Alvin que agora parecia super sério.
…
— Novamente, quem é Miles? – Meu irmão me perguntou pela milésima vez depois que pedi para Miles se afastar e voltar para o que ele estava fazendo. O que descobri ser um encontro, ou parecia com um. Admito, meu coração ficou meio murcho.
— Miles é meu professor, cujo eu fiquei... – Meu irmão me encarou, a sobrancelha esquerda arqueando.
— Como?
— Pois é. Eu e ele ficamos antes de começarmos a ir pra escola, então eu não sabia nem ele. E eu posso estar meio que começando a gostar dele. Não sei direito e é meio estranho pra mim levando em consideração que não faz nem tanto tempo que nos conhecemos. – Assumi e o vi colocar as mãos nos meus braços.
— Acontece, para algumas pessoas leva muito tempo pra gostar de alguém, pode ser por um quesito de conexão, mas para outros não é assim. Para você não é assim e pronto, você está a fim dele. É normal, pode ser confuso para você agora, levando em consideração que não é do seu feitio sair por aí beijando ou sequer ficar com alguém, mas vida que segue, você vai aprender a lidar com isso. Mas vamos voltar pra parte de “ele é meu professor”. – Assenti e sentei, me preparando porque seria uma longa conversa.
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