Dance Club - Life Is a Suprise

20 Season 2 / Chapter 10 - The Finals


Notas iniciais
Capítulo final. Hiatus de uma semana pq sou maldoso, apesar de já ter terminado tudo dia 30/11 com NaNo. :') Espero que gostem! ♥ ~sim, estou mantendo curto porque por enquanto não quero falar muito, conto as novidades na season 3. ♥

Chapter 10 – “The finals”

Mandy

A garota olhou para a rua cheia de casas brancas, antigas e que lhe lembravam dos livros que havia lido alguns anos antes sobre um semideus grego nos tempos atuais, Percy Jackson. Ela sorriu para a visão, no horizonte se via um mar azul e brilhante, trabalhando com o céu azul para trazer a calma – que tanto precisavam – para seus corações. Cidade de Oia, em Santorini, era um dos pontos turísticos organizados por eles mesmos que não os deixava desanimados. O local – como já descrito – era lindo e reluzente. E todo aquele clima antigo, o cheiro de comida fresca no ar, só os deixava com mais fome e fascinados pelo local. Infelizmente não poderiam ficar ali pra sempre, nem para a competição, que se realizaria na cidade principal do país, Atenas.

Marley estava de mãos dadas com Mandy, fazendo a garota apreciar ainda mais o dia. Ela e Mandy correram até um comerciante que subia a rua com um carrinho pequeno de mão, gritando na língua local e em inglês o que tinha ali: sorvetes. Elas se entreolharem sorrindo e tiraram alguns dólares das carteiras. Marley segurou a mão de Mandy e negou com a cabeça, mostrando que pagaria para a, agora, namorada. Mandy colocou uma mão no peito e outra na cabeça, sinalizando ‘obrigada’. Marley sorriu, dando um selinho nela.

“Olá, eu vou querer um de morango e um de chocolate.” Marley pediu ao homem de camisa tropical com uma estampa de coqueiros e um sol. Ele sorriu com o rosto semelhante à cor de Angelim-pedra, ou seja, um cerne marrom-amarelado. Os dentes brancos quase refletindo a luz do sol. Marley pegou o sorvete, dispensou o troco e agradeceu ao homem, enquanto Mandy pensava sobre que o homem aparentava ter cerca de cinqüenta anos e deveria ser solteiro, talvez um filho. Ela adorava pensar sobre como poderia ser a vida das pessoas, e muitas vezes ela acabava acertando.

Elas subiram um pouco mais da rua, escutando seus amigos logo atrás. Kurt e Sam riam de mãos dadas, correndo e vez ou outra batendo na porta de algumas casas, esperando alguém surgir e elogiavam as pessoas, as reações eram variadas, desde gente agradecendo e elogiando de volta, até gente que batia a porta na cara deles, era mais comum o primeiro tipo. China conversava com a irmã, Autumn, enquanto tiravam fotos de todos e juntas. Thomas conversava com Potato. Curtis e Tatanka riam enquanto corriam com a cadeira de rodas, desviando de pessoas, comerciantes, vez ou outra parando pra comprar algo ou tirar fotos. As garotas da banda tiravam fotos, postavam e riam; sempre mantendo os crescentes fãs atualizados, cantando pelas ruas elas iam encantando algumas pessoas. Liz e Naya iam trocando a câmera uma com a outra pra tirar fotos uma da outra, às vezes da paisagem, das pessoas e exposições de arte que estavam disponíveis ao ar livre naquele dia.

“Que tal irmos ver o museu?” Marley perguntou, vendo Mandy assentir, sendo puxada em seguida, correndo.

...

Elas estavam sentadas observando o pôr do Sol, aproveitando o calor fraco em suas peles.

“Eu estou amando isso.” Marley comentou e Mandy assentiu.

“Também.” A garota encostou a cabeça no ombro da namorada, abrindo a mão para a da de cachos entrelaçar na sua.

“Estou muito contente de estar aqui, com você. Sair um pouco daquelas confusões em casa sabe?” Mandy assentiu, dando um beijo no ombro da garota.

“Vai ficar tudo bem.”

“Espero que sim.”

Naya

A latina deu um beijo na bochecha da amiga, vendo Liz rir com as cócegas que ela fazia na sua barriga.

“Golpe baixo!” Liz gritou, tentando usar seus pés para expulsar a garota de cima dela. Naya sorriu maliciosamente, cessando as cócegas e sentando sobre a cintura da amiga, vendo-a soltar uma risada final por perceber a perversão da – levemente – menor.

“Que tal a gente se divertir antes de irmos dormir?” Liz assentiu, puxando a outra pelo pescoço. “Gosto quando é você quem toma as atitudes.”

“Ótimo.” Liz disse, virando-as na cama, descendo a calcinha da amiga e sentando em cima. “Porque você vai perder a cabeça.”

...

“Isso foi ótimo demais.” Naya disse, caindo na cama de costas.

“Não posso discordar. Só sei que agora mesmo eu não sou capaz de opinar.” Naya soltou uma risada, concordando.

“Preparada pra essa competição?” Naya perguntou, após um tempo de silêncio.

“Um pouco nervosa. Acho que pela importância que isso tem e também por ser nossa primeira final, mas nada que seja impossível de lidar sabe?”

“Sei. Eu não estou tão nervosa, mas acho que é mais a expectativa e o medo de falhar. Enfim...” Naya desviou-se de qualquer possibilidade para continuar aquela conversa. “Como sua mãe está? Faz um tempo que não vou a sua casa.”

“Ela está bem, você sabe como.” Naya riu, e como sabia. A mãe de Liz era conhecida por ser A Hippie. Sempre de bem com a vida, adorando a natureza e espalhando positividade. Enquanto o pai era o oposto. Uma pilha de nervos; trabalhava demais, sempre correndo. O mais engraçado era ver os dois juntos, sempre o melhor jeito de lidar com o Senhor Tomáz. Liz não tinha um relacionamento muito fácil com ele (justamente pelo temperamento), mas o homem tentava entender a filha e entender o que ela sentia, sem julgamentos. Quando esses dois se juntavam de acordo a favor de algo, não tinha ninguém que pudesse os parar. “E sua avó?”

“Arranjando mais trabalhos cujo não sei.” Liz riu, fazendo Naya saber que ela havia se lembrado do dia que se assumiu para a avó. Um tanto hilário.

“Que bom que ela está bem.” Liz respondeu e Naya assentiu, dando a mão para a amiga, fechando os olhos e dormindo.

Lea

Ela olhou para a fora da janela, o sol nascendo junto de seu bom humor. Ela não queria levantar da cama, mas eles teriam que voltar pra Atenas e como seria pelo oceano, tinha que ser logo de manhã. Ela olhava para o sol nascente com uma determinação estranha, como se algo deveria acontecer naquele dia, o que era estranho levando em conta que só seria dali uma semana que iriam pro auditório onde aconteceria a apresentação final do ano.

Dianna levantou a cabeça do travesseiro, olhou para Lea, que sorriu para a loira e soltou um leve riso nasal pela bagunça que estavam os cabelos da mesma, e revirou os olhos.

“To vendo você rindo de mim, senhorita.”

“Ela é antiga, ela.” Lea zombou, fazendo Dianna sentar na cama e mandar o dedo do meio para a amiga. “Seu amor me comove, dá próxima deveria tentar um beijo.”

“Você não me tente.” A loira levantou da cama, jogando o edredom longe e andando até a roqueira, segurando o queixo dela.

“Esperando...” Lea sorriu provocadora e Dianna riu, dando um selinho nela. “Mais do que achei que faria.” Admitiu.

“Achou que eu faria o que então?” A loira questionou, pegando a toalha em cima do criado-mudo.

“Correria pro banheiro.” Assumiu Lea, rindo.

“Isso é o que vou fazer agora.” E a última coisa que a de roupas preta viu, foi o baque da porta.

...

Após dez minutos elas já estavam arrumadas no saguão, esperando o último par de pessoas para caírem fora dali. E quando viram Sam e Kurt saindo do elevador, Lea levantou as mãos pro céu e agradeceu em alto e bom som, fazendo Kurt corar e Sam rir.

“Eu realmente achei que vocês tinham morrido lá em cima.” Dianna confessou e Lea riu sarcasticamente.

“Certeza que eles estavam morrendo, morrendo de fo-”

“A boca, Lea.” Enzo chamou a atenção, rindo dos alunos.

“Só trabalho com fatos, professor.” O restante da turma riu e ela sorriu ‘inocentemente’.

...

Dentro do navio eles já se acomodavam em seus respectivos dormitórios, em duplas. E novamente, Lea e Dianna ficaram juntas.

“Você não aguenta ficar sem mim, né?” Lea provocou, vendo a amiga assentir, crispando a boca sarcasticamente como se fosse muito difícil.

“Impossível.” Lea riu, deixando a mala perto da cama e pegando o notebook para assistir algum filme, quem sabe isso lhe gastaria um pouco do tempo. Em navio, coisa que ela odiava, nunca achava algo para ser feito. Ela achava, mas já Dianna amava, sempre achando algo de novo para fazer. “Vou ficar aqui hoje.” Por isso foi uma surpresa pra Lea quando essas palavras saíram da boca da loira. “Preguiça de ir pra fora.”

“Então que tal a gente ver um filme?” Lea sugeriu, vendo Dianna assentir e deitar de barriga ao seu lado, ficando rosto ao lado de rosto. A morena engoliu em seco, entrando na Netflix e clicando no filme que havia começado a ver na noite anterior, voltando pros minutos iniciais, afinal, não tinha visto nem dez minutos do filme mesmo. Era um filme brasileiro sobre uma arquiteta e ela se relaciona com uma mulher, isso era tudo que a garota sabia – o suficiente pra ela querer ver.

Dianna parecia interessada no filme, o que era um bom sinal, mas Lea estava sentindo aquela determinação do início do dia novamente, uma sensação inquietante no peito. Dianna desviou o olhar do filme, sorriu para ela e – inesperadamente – a deu um beijo. Apesar dos olhos arregalados, Lea retribuiu, fechando os olhos e aproveitando o momento, mordiscando os lábios da amiga. Assim que o beijo cessou, Dianna colou a testa na de Lea, pausando o filme com a mão, sem olhar pro notebook.

“Olha, que tal a gente não dar um rótulo pro que isso vai ser? Somos amigas, além disso a gente vê com o tempo, pode ser?” A loira sugeriu e Lea assentiu rapidamente, puxando-a para um beijo enquanto sentava sobre a cintura dela, fazendo Dianna rir, o sorriso no rosto da morena cresceu.

Potato

“Como você está?” Ele perguntou, olhando para o amigo pelo celular.

Estou bem. Com saudades.” Potato riu, mandando um beijinho.

“Também estou, mas volto logo.”

Não é minha maior preocupação, mas sim com você sobre essa apresentação de vocês.” Spike contou e Potato assentiu.

“Vai dar tudo certo... certo?”

Claro. Vocês vão fazer uma apresentação incrível!” Justin fez uma dancinha do outro lado da câmera, fazendo Potato gargalhar. “Eu te amo.” Justin falou, vendo crescer o sorriso do amigo.

“Também te amo.” Potato abraçou a câmera, colando-a no pescoço. “Tá quente.” Ele assumiu, vendo o outro rir.

...

Potato desceu as escadas do local e se viu de frente a uma sala de jogos, onde Thomas já estava (obviamente, pensava ele). Potato sentou ao lado de Thomas, vendo ele jogar Pac-Man, o menino mexia freneticamente o console, raiva estampada na cara dele.

“Está tudo bem?”

“Só meu pai.” Thomas respondeu, em seguida limpando uma lágrima.

“Que houve?” Potato levou a mão esquerda pro ombro do amigo, vendo-o conseguir um combo no jogo.

“Digamos que não é fácil lidar com ele quando ele me viu beijando um cara antes de sairmos de férias. O problema é que ele aproveitou que fiz minha mala e tudo pra me dizer que agora eu estou fora de casa. Por mensagem!” Os joelhos de Thomas caíram tão rápidos quanto as lágrimas em seus olhos. Potato o abraçou, consolando-o.

**

No dia seguinte...

— Que música vamos dançar? – Perguntou Potato, vendo a sala toda ficar em silêncio.

— Eu pensei em uma, na verdade em todas. E que condizem com o tema desse ano e dá pra fazer dança numa pegada teatral. – Max falou, não irmão de Kurt (sim, todos sabiam).

— Nos conte! – Enzo exclamou.

— Então, a primeira é Bad Boys, da Alexandra Burke, a segunda é When I’m Gone de Pitch Perfect com Freedom de George Michael e a terceira é Help Me Out de Maroon 5.

— São ótimas escolhas. Agora nos conte: o que teve em mente sobre as danças com pegada teatral? Temos seis dias para terminar de planejar isso e estou confiando você pra ser encarregado da apresentação desse ano. – Enzo elogiou.

— Então temos muito trabalho pela frente. Em seis dias, tudo tem que ficar perfeito.

E assim se foi uma semana incrível, mas trabalhosa.