Dance Club - Life Is a Suprise
11 Season 2 / Chapter 1 - New Year, New Troubles.
Notas iniciais
Angus Ryan
"Eu não quero voltar..." Ela suspirou, falando alto consigo mesma, nervosa, já que dali dois dias teria que voltar para a escola onde todos a tratavam como lixo. Ela já havia pensado em várias alternativas e até o momento não tinha pensado na que era a mais óbvia. Ela olho para o teto, deitando-se na cama de casal do próprio quarto. Ela estava cansada da escola para a qual ia todos os dias e não tinha amigos, somente pessoas que a humilhavam e despejavam preconceito nela, por mais que ela tentasse usar as roupas que esperassem que ela usasse, mas ela só não se sentia bem naquilo e se tinha algo que havia a ajudado a se entender e parar de tentar 'concertar'. "Puta merda, por que eu não pensei nisso antes?! OH MÃE!".
"Sim, querida?" A mãe entrou no quarto, sentando-se aos pés da filha, vendo-a sorrir.
"Quero mudar de escola." Angus disse, vendo a mãe erguer uma sobrancelha.
"O que aconteceu?" Ela questionou, pensando que finalmente sua filha lhe contaria o que vinha enfrentando na escola.
"Lá é uma merda, me tratam mal porque eu simplesmente não sou como eles esperam que eu fosse. Eu sou um lixo lá, jogada de um lado para o outro, como se minha existência não valesse, e no fim do dia, me questiono se eles não tem razão... Eu não aguento mais um lugar tão horrível que me faz passar mal e ficar questionando o valor da minha vida. Eu sei que deveria ter te contado antes, quando me perguntava, mas eu não conseguia." A garota se sentou, olhando nos olhos da mãe, tendo consciência que seus olhos estavam marejados, já que a visão estava turva. A mãe a puxou para um abraço.
"Eu sinto que devemos fazer algo... Que tal se irmos na diretoria fazer uma declaração formal sobre o bullying e então lhe mudamos de escola?" A mulher mais velha questionou, os olhos castanhos combinando com a tonalidade da pele.
"Não, mamãe. Eu só quero ficar longe daquele lugar, e se eu fizer queixa da bullying, me meto em problema e eu não quero alvos nas minhas costas." Angus disse, vendo a mãe assentir hesitante.
"Qual a escola que você quer ir?" A mãe fechou as mãos na mão esquerda da filha, vendo-a sorrir, apaziguando a preocupação exorbitante da mãe.
"Liberty!" Ela exclamou e a mãe assentiu, falando que se encarregaria de ir para a escola no dia seguinte e fazer todo o procedimento de troca de escola.
...
Na manhã que haviam anunciado ser o primeiro dia escolar daquele ano, Angus estava numa felicidade que não cabia em seu peito. Estar trancado no carro enquanto sua mãe dirigia em direção à escola também não ajudava em nada em sua Ansiedade — há muito desenvolvida e por pouco não tão agravada.
Assim que o carro parou ela abriu as portas, deu um beijo no rosto da mãe e saiu, respirando fundo e andando até o portão, cujo ao passar já trombou com alguém, fazendo com que se desequilibrasse e se segurasse na parede para não cair.
"Nossa, moça, desculpa!" A garota disse, a segurando. Angus olhou para a menina e sorriu, agradecendo a ajuda e se colocando de pé novamente. "Nossa, eu tô tão perdida, é meu primeiro dia aqui, sabe? Parece um labirinto de tantos corredores, Jesus... Ah, prazer eu sou Luana."
"Angus." Ela apertou a mão da garota falante.
"Seu nome, o significado é único... literalmente." Luana sorriu. "Desculpa, é que eu meio que sou viciado em saber significado de nomes, então, eu estou sempre pesquisando."
"Sem problemas... então você também é nova aqui?" Angus perguntou, vendo-a assentir. "Eu também! Nossa, como é bom achar alguém que está no mesmo pé que eu."
"Ai que tudo, e qual sua primeira aula?" Luana perguntou, vendo Angus olhar para o papel que segurava na mão e responder com um monótono e claramente desgostoso geografia. "Eu também! Vamos, partiu procurar a sala..."
Luana puxou Angus pelo braço, iniciando uma caça à sala de geografia.
...
Quando elas já estavam no final da terceira aula, esperando o sinal bater para o intervalo, elas já haviam se tornado amigas e conversavam de tudo um pouco. Luana era muito engraçada e um pouco atrapalhada, fazendo Angus rir muito quando Luana falava de algum cara bonito e então se tocava que havia falado muito alto, corando em seguida. Quando o sinal bateu, para a alegria e infelicidade delas, já que Angus não teria mais uma aula com Luana, ambas seguiram a maioria dos alunos, entrando no refeitório.
"Nossa, olha quanta coisa boa." Luana disse, já se aproximando da fila, e nesse mesmo instante um babaca – Angus realmente não precisava parar para analisar e saber sobre aquele imbecil – falar de modo, no mínimo, horrível com uma senhora que servia a comida.
"Vai gordona, serve logo minha comida, você presta pra isso." Assim que ele terminou de falar a mulher arregalou os olhos, vendo uma garota se levantar de uma mesa onde comia sozinha, a mulher negou veemente com a cabeça, tentando impedir a menina.
"Quem você pensa que é pra falar assim com a minha mãe?!" A garota parou atrás do brutamontes sem cérebro e exclamou, vendo-o virar para encarar ela, um olhar típico de 'sai daqui, menininha', mas não um menininha qualquer, era um olhar de desprezo. "Você lança esse olhar pro seu pai, seu bosta! Você não se atreva a falar da minha mãe novamente desse modo. Você deveria estar feliz, caso contrário você não comeria nada, porque provavelmente é um desses garotos que recebiam a mesada e tem uma família rica, mas perdeu o dinheiro que recebia do papai, porque não soube se controlar na bebida e acabou quase em um acidente de carro, ou qualquer outra bosta semelhante. E mais, qual a porra do problema de ser gordo? Vai te fuder."
"Ei, olha o respeito." Ele falou e ela riu, um riso estrondoso e claramente descrente.
"Mano, vai tomar no seu cu. Respeito? Porque não pensou melhor antes de desrespeitar minha mãe? Se ofendeu? Então pega a senha e entra na fila, porque é todo dia um homem branco com familiares ricos ofendido porque alguém critica ele numa atitude errada." A garota disse, o silêncio tomando conta do local, já que todos pararam para observar.
O garoto pegou o suco, desenroscou a tampa e jogou o conteúdo na garota, fazendo-a gritar de raiva antes de se jogar em cima dele e ele a empurrar, quase fazendo-a cair.
"Ei, não faz isso com ela não, seu bosta!" Luana correu até o cara, socando ele e o segurando pela jaqueta do time, puxando-o, tentando o jogar no chão. Angus não esperou nada e se aproximou, levando um soco no peito.
"Sai daqui, bicha!" O outro exclamou, olhando com ódio para Angus que sentiu a ira subir mais ainda, se não bastasse ele ter desrespeitado a mulher, ter usado 'gorda' de modo pejorativo e como ofensa (E Angus era gorda, ela se sentiu ofendida pessoalmente também), agora também empurrava e machucava os outros. Ah não mesmo!
Angus pulou na perna do brutamontes e mordeu ali, fazendo-o perder o equilíbrio, mas não cair. E então duas garotas se aproximaram – uma que aparentemente era descendente de asiático e uma loira de cabelos curtos, que batiam nos ombros –, desempatando e ajudando as três garotas a derrubar o garoto. Assim que ele estava no chão, com a própria comida colorindo a roupa dele, a garota que fora defender a mãe se levantou e colocou o pé direito no peito dele.
"Coma poeira, babaca." Ela disse, vendo a maioria das garotas baterem palmas para as cinco que ali estavam.
"MAS QUE PORRA ESTÁ ACONTECEU AQUI?" O diretor berrou, vendo todos se virarem de imediato e fingirem que não haviam visto nada. "Estou esperando."
"Esse otário falou bosta da minha mãe e eu fui defender ela. Acabou que ele jogou o suco em mim depois de ser confrontado e então eu pulei em cima dele, e essas quatro maravilhosas se juntaram a mim, e me defenderam." Ela falou, enfatizando o maravilhosase sorrindo para o diretor.
"Qual seu nome, senhorita?" O diretor perguntou, o sorriso que aparentemente as duas alunas que se juntaram mais tarde olharam arregaladas, como se conhecessem aquele sorriso.
"Marilene, mas pode me chamar Marley." A menina sorriu, doce, mas esperando qualquer deslize de comportamento do diretor para o repreender, o que, diga-se de passagem, não demorou.
"Quem você pensa que é para juntar um grupo e bater em um cara?" O sorriso doce da menina foi substituído por uma cara fechada.
"Nossa, quanta grosseria, sr. Diretor. Imagina, assim, eu não chamei ninguém. Pronto, tá aí a resposta. E quem eu penso que sou? Marley diva e rainha." O diretor fechou a cara.
"Detenção para as cinco. Yumi e Liz, vocês já sabem o horário, informe-as." O diretor deu as costas e Marley o chamou de volta.
"E essa mula aqui, como fica?" Ela perguntou se referindo ao garoto em seus pés. O diretor sorriu e voltou a andar. "Ele realmente vai deixar esse cara impune?"
As meninas, agora nomeadas, Yumi e Liz assentiram. Elas sorriram pra mim e eu olhei elas mais atentamente, elas me eram familiares.
"Angus, como vai?" Yumi perguntou e eu arregalei os olhos, reconhecendo-a imediatamente.
"MEU DEUS COMO VOCÊS ESTÃO DIFERENTES!" Eu falei, abraçando elas. "Gente, essas são umas das minhas ídolas do grupo de dança dessa escola. Vocês já ouviram os nomes delas, mas né, Yumi e Liz."
"DANÇA?! Ai eu quero. Como faço pra entrar?" Liz e Yumi sorriram cúmplices.
"Que bom que perguntou, aqui está uma folha, é só assinar e depois da detenção ir fazer a apresentação de tentativa." Yumi explicou, vendo Luana assinar feliz.
"Sendo assim eu também quero!" Marley exclamou junto de Angus, estas se entreolharam e assinaram o papel.
Yumi
Sentei na cadeira daquela sala mais ignorada que a sala de Artes. Ela olhou para a professora de matemática rir ao encontrar um instrumento antigo, um ukelele que ela tocou com maestria. Yumi encarou o relógio, aproveitando o som do ukelele, constatando que elas teriam que ficar ali por uma hora sem muitas conversas. Liz estava na cadeira ao lado da sua, desenhando algumas roupas no caderno, aparentemente um sobretudo com uma camisa de seda parecendo um vitral, a calça de boca de sino preta, combinando com a silhueta magra e alta da mulher no desenho.
"Nossa, você desenha bem!" Ela sussurrou, vendo Liz sorrir e agradecer. "Eu não sabia que desenhava, gente, nós convivemos juntas durante três meses e viramos uma família e eu não sei que você desenha?!"
"Está tudo bem com você?" Liz perguntou, vendo a outra incrédula consigo mesma.
"Eu não sei, me bateu uma insegurança do nada, nossa que bosta..." Yumi curvou seu corpo sobre a mesa, a cabeça batendo na carteira, fazendo Liz rir. "Eu só... tipo, somos amigas, todos do grupo somos amigos, sabemos que podemos contar uns com os outros, mas o quão bem sabemos uns dos outros?"
"É aí que você foi pega, existem amizades com níveis de proximidade maior, outras nem tanto, e não tem problema nisso. E ainda sim, só nos aproximamos tem pouco tempo, a gente vai se conhecendo mais com o tempo." Liz sorriu, tranquilizando Yumi que sorriu em agradecimento.
"E vocês, já se conheciam antes?" Yumi virou, olhando para Angus, Marley e Luana.
"Eu conheci Luana na hora que entramos. Marley só conhecemos na hora da briga." Esclarece Angus, vendo as outras duas assentirem.
E se entreolhando, todas caíram na risada. Era um situação muito cômica, para dizer o mínimo.
"Meu Deus, nós batemos nele!" Marley disse, gargalhando, fazendo a professora olhar para elas, um sorriso no rosto, se divertindo com a visão.
"Sim, eu mordi a batata da perna dele, como eu fiz isso?!" Angus riu, levando a mão para a barriga, que doía.
"Eu dei um soco nele, no rosto dele!" Yumo gargalhou, se lembrando de quando seu pulso acertou o queixo dele, o desequilibrando e levando ao chão.
"Uma situação um tanto quanto inusitada." A professora diz, as roupas esvoaçantes e vermelhas a dando uma aparência de uma fada. Os cabelos levemente ondulados caindo até os ombros. Ela sorriu, as bochechas um pouco mais marcadas por causa das bochechas grandes. O batom vermelho da mulher muito bem aplicado realçava os olhos escuros dela, dando um leve destacar na pele cor de âmbar da mesma. "É incrível ver como o destino une as pessoas."
Instantaneamente elas se sentiram conectadas a professora, a mulher exalava uma confiança, um poder e uma gentileza no modo de falar e andar que as deixou admirando ela por um tempo.
"Sim, sim..." Luana murmurou, vendo a professora sorrir em sua direção.
"Eu tenho que olhar uma coisa, mas devo voltar em uns dez minutos." A professora avisou, e sumiu tão depressa quanto havia entrado na sala. As garotas se entreolharam e levantaram, passeando pela sala, admirando os instrumentos que tinham ali, alguns tão empoeirados por tanto tempo sem uso, outros recém retirados de caixas, brilhando quase como se implorassem para ser usados. Yumi segurou o teclado que não estava conectado, mas brilhava como se nunca tivesse sido usado. Ela plugou na tomada, e ajeitou o mesmo, testando-o, vendo o som sair perfeito e muito audível, realmente, não haviam usado ele nunca.
Ela então não esperou para tocar algumas notas, vendo a cara de reconhecimento das outras.
Yumi começou recitando a música (apesar de ela não achar ser uma ótima cantora):
NowI'm out herelookinglikerevenge
Feelin' like a 10, thebest I everbeen
Andyeah, I knowhowbad it must hurttosee me likethis
But it getsworse (wait a minute)
Luana pegou um pandeiro e começou a chacoalhar, o chocando na mão esquerda, acompanhando o ritmo da música, preparada para assumir a segunda estrofe:
Nowyou're out herelookinglikeregret
Ain't too proudtobeg, second chance you'llneverget
Andyeah, I knowhowbad it must hurttosee me likethis
But it getsworse (wait a minute)
Angus andou pela sala, acompanhando o som com estalos, até achar um violão e o pegar, tornando a música mais harmoniosa. Ela limpou a garganta e começou a próxima estrofe.
Nowpaybackis a badbitch
And baby, I'mthebaddest
Youfuckin' with a savage
Can'thavethis, can'thavethis (aah)
Andit'dbeniceof me totake it easyonya, butnah
Marley sentou na bateria e mostrou que sabia (muito bem) o que estava fazendo.
Baby, I'msorry (I'mnotsorry)
Baby, I'msorry (I'mnotsorry)
Beingsobadgot me feelin' sogood
Showingyouuplike I knewthat I would
Baby, I'msorry (I'mnotsorry)
Baby, I'msorry (I'mnotsorry)
Feeling inspired 'cause thetableshaveturned
Yeah, I'monfireand I knowthat it burns
Liz pegou a guitarra e fez um solo com a mesma, enquanto as outras cantavam, junto dela, a próxima parte.
Baby, finenessisthewaytokill
Tell me how it feel, betit'ssuch a bitterpill
Andyeah, I knowyouthoughtyouhadbigger, betterthings
Betrightnowthisstings (wait a minute)
Liz cantou a próxima estrofe, e em seguida, todas combinaram as vozes, terminando o melhor cover de Sorry Not Sorry.
'Cause thegrassisgreenerunder me
Bright as technicolor, I cantellthatyoucansee
Andyeah, I knowhowbad it must hurttosee me likethis
But it getsworse (wait a minute)
A professora, que só agora elas percebiam que estava ali, bateu palmas. Ela entrou na sala sorrindo.
"Eu sabia que isso ia acontecer... vocês formam um grupo excelente, podiam ser uma banda." As garotas pararam de tocar e olharam arregalando os olhos para a professora, surpresas. Elas guardaram os instrumentos e se sentaram novamente, ainda processando o que acabara de acontecer. "Liberty Girls... Como soa para vocês?" A professora perguntou retoricamente, sentando-se na mesa dela e apreciando o silêncio, que duraria pelos próximos minutos até que o tempo de detenção acabasse.
Luana Sugar
A garota de pele no tom de canela, olhos na cor de âmbar e cabelos castanhos escuros e profundos riu enquanto entrava no auditório, sem querer atraindo a atenção de todos que conversavam somente aos sussurros, devido sua gargalhada que mais parecia uma hiena asmática.
Ao perceber que todos faziam silêncio, uma boca crispada claramente mostrando que eles estava segurando a vontade de rir, ela ficou quieta, corando. Com Yumi e Liz na frente delas as guiando, elas desceram e subiram a escada de três degraus que davam para o palco, onde Yumi e Liz as deixaram, indo se sentar ao lado do pessoal.
"Hey!" Luana disse, um pouco insegura, mas isso durou pouco, afinal, ela sabia que usar a graça era o melhor método de combater a vergonha. "Pois é, demoramos um pouco, mas a gente estava ensaiando antes de vir pra cá sem nada, e como era detenção, não foi fácil."
"Realmente, o diretor passava de vinte em vinte minutos pra ver como a gente estava." Marley revirou os olhos, enquanto se dirigia para a banda e pedia três instrumentos em específico: pandeiro e violão. Os entregou para Angus e Luana, sentando-se na bateria e empurrando-a para o lado das garotas. "Que diretor cuzão, hein."
O pessoal riu, as dando a brecha para começar.
"Vamos cantar e performar um mashup de Love Myself da Hailee Steinfeld com Love Yourself do Justin Bieber." Luana notificou e Angus sorriu, o violão em parceria da bateria.
Luana olhou para frente, em um ponto entre todos, para não demonstrar seu nervosismo, e começou a cantar.
For allthe times thatyourainonmyparade
Andalltheclubsyouget in usingmyname
Youthinkyoubrokemyheart, oh youfor goodnesssake
YouthinkI'mcrying oh myown, well I ain't
And I didn'twannawrite a song
'Cause I didn'twantanyonethinking I still care
I don'tbut, you still hit myphoneup
And baby I'vebeenmovin' on
And I thinkyoushouldbesomethin'
I don'twannaholdback, maybeyoushouldknowthat
Luana chacoalhava o pandeiro de vez em quando, andando sem rumo pelo palco, como se estivesse decepcionada e ao terminar sua parte, ficou somente com o pandeiro em mãos, vendo Angus ir para frente do palco, ainda tocando o violão.
When I getchillsatnight
I feel it deepinsidewithoutyou
Yeah
Knowhowtosatisfy
Keepingthat tempo rightwithoutyou
Yeah
Pictures in my mind on replay
I'mgonnatouchthepainaway
I knowhowtoscreammyownname
Scream myname
(I love me)
Gonnalovemyself, no, I don'tneedanybodyelse
(Hey)
Gonnalovemyself, no, I don'tneedanybodyelse
(I love me)
Can't help myself, no, I don'tneedanybodyelse
Anytime, dayornight
Scream mynamesaiu como um agudo alto, fazendo Angus dançar com uns passos mais conhecidos no rap, a felicidade no rosto de quem fazia o que gostava e repetir ao mundo que se amava era a melhor sensação do mundo. Na vez de Marley, a garota saiu da bateria, vendo um dos garotos da banda a substituir, acompanhando as outras garotas.
Whenyoutold me thatyouhatedmy friends
The onlyproblemwaswithyouandnotthem
Andevery time youtold me myopinionwaswrong
Andtriedtomake me forgetwhere I came from
For allthe times thatyoumade me feelsmall
I fell in love, now I feelnothingatall
I neverfeltsolowwhen I wasvulnerable
Was I a fooltoletyou break downmywalls?
Assim que ela terminou, ela se aproximou das outras duas, Luana ri quando foi puxada para um abraço por Marley, assim como Angus. Elas pediram, com um aceno de mão que o garoto parasse de tocar, iniciando uma versão finalizada do mashup acapella, dançando juntas em sincronia com Angus fazendo os sons com a boca, enquanto Marley estalava os dedos e batia os pés, para então ela e Luana finalizarem, e Angus fazer um agudo com a frase final.
I'lltake it niceandslow
Feeling goodonmyownwithoutyou
Yeah
Got me speaking in tongues
The beautiful, it comes withoutyou
Yeah
I'mgonnaputmybodyfirst
Andlove me so hard 'till it hurts
I knowhowtoscream out thewords
Scream thewords
(I love me)
Gonnalovemyself, no, I don'tneedanybodyelse
(Hey)
Gonnalovemyself, no, I don'tneedanybodyelse
(I love me)
Can't help myself, no, I don'tneedanybodyelse
Anytime, dayornight
Enzo
O professor viu todos ao seu redor levantarem e baterem palmas, ele logo fez o mesmo, aquela apresentação fora uma das melhores que ele já havia visto, tudo bem que não houve muita dança, afinal, a música era mais concentrada na canção e instrumentos, mas o que elas dançaram mostrava que cada uma tinha um ritmo e então ele abriu a boca, tossindo alto.
"Obrigado." Ele agradeceu quando seus alunos ficaram quietos. "Eu tive aula com vocês duas, não tive?" Ele se referiu a Luana e Angus, vendo-as assentir. "Me desculpem ainda não ter gravado, mas qual o nome de vocês?"
"Luana e Angus" Angus respondeu e o professor assentiu. "E ela é a Marley."
"Prazer, crianças." Ele disse e Liz acenou pra ele. "Sim, Liz?"
"A Angus é a nossa fã do espetáculo que nos visitou logo após você sair." Ela explicou e ele abriu um sorriso aberto, olhando para a outra que tinha um sorriso acanhado e que demonstrava o nervosismo.
"Então era você? Nossa fã número um está agora com a gente." O professor disse, vendo-a arregalar os olhos lentamente, pulando em seguida comemorando. "E as outra também" E a partir dali, as três ficaram pulando alegres.
...
Tony limpava as janelas, quando Enzo entrou em casa, colocando sua bolsa pendurada ao lado do casaco no cabideiro. Enzo encostou na parede, observando seu noivo, vendo-o dançar na escada durante a limpeza.
"Cheguei." Ele disse mais alto do que possivelmente estava o fone do outro, vendo-o virar para o ver, sorrindo.
"Acabei de começar." Tony o avisa, virando-se para limpar. "Como foi hoje?"
"Foi muito bom, a gente recrutou mais três alunas excelentes e dei início a aula de hoje, aproveitando que esse ano começamos do início, eu apresentei sobre a história da dança. Eles foram bem participativos, como sempre. E o seu trabalho?" O outro se aproximou do noivo e o puxou para seus braços, o carregando até o quarto, vendo-o rir da queda repentina para os braços do outro.
"Ei! Não me distraia. E mais, eu acabei de começar a limpar." Ele riu, vendo Enzo assentir.
"Então venha passar um tempo com seu noivo na nossa cama e depois nós fazemos isso juntos. Agora me conta, como foi seu dia?"
...
Após limparem a sala e finalizarem a cozinha, eles se sentaram juntos no sofá para resolver os últimos detalhes do casamento deles, como qual a flor que eles usariam, essas coisas que ainda gerariam muitas coisas para eles rirem.
"Eu estava imaginando Lírios." Tony falou, pegando uma flor e mostrando ao professor, que olhou pra ele indeciso de como falar o que falaria.
"Ahn... Lírios? Certeza?" Enzo perguntou, vendo o outro sorrir, sabendo que ele queria dizer algo, mas estava arranjando um modo de chegar no assunto.
"Desembucha." Tony mandou, vendo o outro rir, mas com nervosismo morder o lábio inferior, fazendo Tony se inclinar e dar um selinho no maior, que sorriu e encarou os olhos amorosos do parceiro.
"É que Lírio me lembra morte..." Assim que ele terminou, Tony gargalhou.
"É melhor então não termos Lírios..." Tony afirmou, jogando o Lírio longe, vendo o maior rir. "Qual sua opção?"
Enzo olhou para os espécimes que tinham em cima da mesa e levou os dedos para uma Jasmim.
"Jasmim. Combina com branco e ainda significa alegria e doçura. E há as com o centro amarelo e vermelho, podemos escolher a com amarelo." Ele explica, vendo o olhar do marido sobre si. "Que foi?"
"Nada, só você." Tony fala, sentando no colo do namorado e o puxando para um abraço. "Você é maravilhoso... em todos os quesitos." Tony beijou o pescoço do maior, que riu, vendo o riso cessar ao sentir a boca do menor no seu maxilar.
"A organização do casamento pode esperar!" Enzo exclamou, fazendo o outro rir ao ser pego no colo e levado correndo para o quarto.
***
Um pouco mais de um mês havia se passado, com mais aulas por semana no mês graças a uma estranhaboavontade do diretor. Enzo e Tony se preparavam para o casório, que não demoraria, sendo que já estavam quase na metade do segundo mês do ano letivo, sendo assim teriam somente mais quatro semanas para escolherem a roupa que usariam e iniciar a cerimônia.
Angus e Luana se aproximaram muito de Marley edas garotas, Liz eYumi. Começaram a sempre visitar (nem que fosse uma vez a cada dois dias) a casa de uma delas, cantavam juntas e passeavam pela cidade, se divertindo em montanhas-russas e karaokês.
Kurt voltou a fazer seus vídeos para o Youtube, retomando o ritmo semanal, mesmo que após a final dos grupos Regionais do ano anterior (que mais parecera Nacional) o havia atrasado, já que nas férias ele não dedicava muito tempo para o seu canal.
China foi trabalhando o terreno para seus pais, ela planejava contar em breve, sem demoras já que ela sentia que não era algo para ficar sendo escondido e tolerado sempre que eles a forçava ir para a igreja.
Diannacada vez mais se afundava em questões e mais questões quanto asi mesma, e ter os pais que tinha não a ajudava para sanar as dúvidas que a tiravam o sono. A garota continuou estudando ferrenhamente, já que aquele ano começavam a notar mais os alunos interessados e no fim do mesmo começavam a recruta de alunos para a faculdade.
Lea vinha saindo com uma garota, mas ela não conseguia sentir nada por ela, o que fazia a roqueira se afundar em culpa, se achando errada de tentar continuar nisso, já que nada a fazia se interessar pela garota.
Sam e Kurt viviam em confusão consigo mesmo, eles tinham realmente medo de perder um ao outro, e isso os levava a impedir de algo que pudesse vir a acontecer entre eles.
Tatanka se sentia melhor dia após dia, seja pela conversa com os amigos ou tendo sua psicóloga e treinos deauto defesa. Ela e Curtis se aproximaram ainda mais, principalmente por causa das férias, já que eles se mantinham em contato todos os dias.
Mandy e Marley acabaram se aproximando – ainda mais – nas férias. Elas sempre se encontravam – quando possível — com Potato e Spike, fazendo piqueniques, passeando pela cidade no metro ou sentados na pequena piscina no fundo da casa de Potato. Com as voltas às aulas, consequentemente eles acabaram convivendo ainda mais e desenvolvendo uma amizade maravilhosa. E finalmente Potato havia criado coragem de entrar para o clube.
***
Curtis
O garoto encarou o relógio acima da lousa da sala de aula pela vigésima vez, a cabeça maquinando e rezando para o tempo passar. Ele secou as mãos na calça e tentou respirar fundo, tentou se acalmar, mas nada que ele fazia tirava a urgência do corpo dele. Ele sabia que isso era o sinal do corpo dele que uma crise estava vindo. Ele olhou para Tatanka que entendeu e levantou a mão, pedindo licença e tirando ele da sala, saindo com ele da escola, passando das portas. Ela colou o rosto no dele e sussurrou: "Você não está em perigo, calma, você está bem, está seguro, nada de mal pode te acontecer agora.".
E então ele sentiu as lágrimas caindo, e ali ele soube, a crise começava.
...
"Está melhor?" A garota perguntou, prendendo os cabelos, sentada ao lado do garoto, ele assentiu e fechou os olhos, respirando fundo e tentando sentir cada coisa que acontecia, seja externa ou internamente, o vento fraco, fazendo o cabelo dele mexer, as folhinhas que acompanhavam a brisa e grudavam no seu rosto.
"O único problema é ter que lembrar que eu não tenho que lutar contra meu pânico, mas sim lembrar que é algo humano e vai passar..." Ele abriu os olhos e viu a mão da sua amiga segurar a sua, os fazendo encarar os olhos um do outro.
"Eu estou aqui, você sabe que pode contar comigo." Assim que ela terminou de falar, China, Kurt e Autumn atravessaram a porta principal, China brecou os pés no chão, segurando os amigos atrás dela para não caírem sobre os dois que conversavam.
"Vimos vocês saindo da sala de português, tá tudo bem?" China perguntou, enquanto os outros perguntavam a mesma coisa, vendo Tatanka e Curtis se entreolharem e rir da cara que eles faziam. A cena era cômica, para dizer o mínimo. "Jura, cês vão rir da nossa preocupação?" China fez uma cara de ofendida, colocando as mãos no peito e encarando eles, segurando a risada, vendo os dois revirarem os olhos em meio aos risos.
Potato
O garoto entrou no auditório, respirando fundo para sua apresentação, ele via Spike sentado abaixo, enquanto os outros entravam no local. Marley mandou um joia, encorajando ele com seu sorriso. Mandy acenou, fazendo-o retribuir.
Assim que todos estavam sentados, o professor entrou ao lado de Dianna e se sentou com seus alunos, fazendo Potato tossir um pouco para começar a falar.
"Oi, eu sou Potato, e essa é minha tentativa após levar alguns meses para tomar coragem." Ele riu, vendo os outros sorrirem. "Eu vou dançar Robarte Un Beso do Carlos Vives e Sebastian Yatra."
A banda começou com os instrumentos, vendo o garoto começar se dançar, aparentemente a dança tinha os traços latinos da canção.
Sonmuchosaños que pasaronsindecir te quiero
Y enverdad te quiero
Pero encuentro formas de engañar mi corazón
Sonmuchosaños que pasaronsinrobarteunbeso
Solo quierounbeso
Y por esa boca no me importa ser ladrón
No puede ser que no he encontrado todavíalaspalabras
Y enesanoche no dije nada
No puede ser que enun segundo me perdíen tu mirada
Cuando por dentro yo te gritaba
Déjamerobarteunbeso que me llegue hasta el alma
Como unvallenato de esosviejos que nos gustaban
Sé que sientes mariposas, yotambiénsentí sus alas
Déjamerobarteunbeso que te enamore y tú no te vayas
O menino parecia se divertir, ele estava feliz, era algo que ele gostava de fazer e desejava há tempos, e Spike sorria vendo o outro feliz, vendo-o abrir os olhos e focar em seus olhos, fazendo Spike piscar para ele, que sorriu e começar a bater palmas, vendo um por um dos que o via, o acompanhar.
Déjamerobarteunbeso que me llegue hasta el alma
Como unvallenato de esosviejos que nos gustaban
Sé que sientes mariposas, yotambiénsentí sus alas
Déjamerobarteunbeso que te enamore y tú no te vayas
Déjamerobarteelcorazón
Déjameescribirte una canción
Déjame que conunbeso nos perdamoslos dos
Déjamerobarteelcorazón
Déjamesubirle a esta canción
Para que bailemos juntos como nadiebailó
Déjamerobarteunbeso que me llegue hasta el alma
Como unvallenato de esosviejos que nos gustaban
Sé que sientes mariposas, yotambiénsentí sus alas
Déjamerobarteunbeso que te enamore y tú no te vayas
A música já terminava e o outro, acima de tudo estava feliz por se despir – metaforicamente falando – para aquilo que queria. Sem perceber, começou a entoar a música, em tom mediano, mas todos conseguiam escutar, ouvindo o quão bela era a voz do outro, assim como sua pronúncia de espanhol.
Yo sé que a ti te gusta que yo te cante así
Que tú te pones seria pero te hagoreír
Yo sé que tu me quieres, ¿por quétú eres así?
Y cuando estamos juntos yano se que decir
Yo sé que a ti te gusta que yo te cante así
Que tú te pones seria pero te hagoreír
Yo sé que tú me quieres, ¿por quétú eres así?
Y cuando estamos juntos yano se que decir
Déjamerobarteunbeso que me llegue hasta el alma (hasta el alma)
Como unvallenato de esosviejos que nos gustaban
Sé que sientes mariposas (sé que sientes mariposas)
Yotambiénsentí sus alas (yotambiénsentí sus alas)
Déjamerobarteunbeso que te enamore y tú no te vayas
Déjamerobarteunbeso que me llegue hasta el alma
Como unvallenato de esosviejos que nos gustaban
Sé que sientes mariposas, yotambiénsentí sus alas
Déjamerobarteunbeso que te enamore y tú no te vayas
Finalizando, todos ficaram de pés e bateram palmas, vendo o outro sorrir.
"Você está dentro." O professor falou, em tom alto, sobrepondo as palmas, vendo o outro comemorar, correndo e pulando do palco, abraçando Spike, em seguida Marley e Mandy.
"Parabéns!" Os outros alunos disseram, cumprimentando-o.
Mandy
A garota estava de cabeças para baixo na cama de Marley, que observava o teto. Marley cutucou a menor, vendo-a levantar para olhar para si.
"Eu tô com preguiça..." Marley riu, vendo a outra concordar.
"Eu fico pensando em quantas coisas poderíamos fazer, mas estar aqui com você está ótimo demais." Mandy disse, sentando ao lado da outra e dando as mãos.
"Concordo" Marley apoiou a cabeça no ombro da menor e fechou os olhos, adormecendo juntas.
Spike
O garoto pegou sua mochila e saiu do estabelecimento que trabalhava.
"Então é aqui que trabalha..."
"Pai?!"
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