Dance Club - Life Is a Suprise

7 Season 1 / Chapter 7 - Simple, but Important, Days.


Notas iniciais
Heyo, gente bonita! Como vocês estão? Espero que bem. Desculpa no capítulo anterior não falar nada, eu estava com dor de cabeça e não tinha dormido nada. Mas é o seguinte: finalmente saímos do infeliz do hiatus, um mês sem vir aqui, mas um mês para escrever esse capítulo, espero que apreciem. (Sério, um mês akdsodkoskd) Enfim, esses dias foram muito bons para mim, estou de férias agora e livre da escola por um tempo. Isso provavelmente vai me ajudar a terminar algumas coisas e poder retomar as coisas que eu gosto de fazer. Ah! Ceis não sabem, eu entrei num grupo de Destiel (to surtando na felicidade) e num RPG de uma escola que se passa num universo alternativo de Supernatural. To planejando a fic Destiel de one-shots e uma outra história que mais tarde libero informações. Por enquanto é só (respira fundo pra não afundar nas coisas que quer fazer - ler e ver as milhões de séries que começou), boa leitura, dlcs ♥

Sam Scott

O grupo vencedor foi... DearWitness!

O local inteiro fez silêncio, e somente poucas pessoas bateram palmas, enquanto parecia que o silêncio duraria uma eternidade. Até que uma vaia inundou o local, para em seguida a maior parte do local vaiar em negação aos vencedores atuais.

— Era LibertyLovers que deveria ganhar! – Uma pessoa berrou, enquanto várias outras concordavam.

— Isso mesmo! – Alguém concordou mais alto, enquanto a onda de vaia continuava.

—Não há nada que possamos fazer. – O homem com o microfone disse, enquanto pedia, em sussurros para quem estava no palco se dirigir para fora dele antes que maiores confusões ocorressem.

LibertyLovers está em segundo lugar!

Após o homem anunciar, Sam sentiu seu pulmão chutar o ar que segurava para fora. Pelo menos eles estavam na final, era tudo que o loiro conseguia pensar enquanto recebiam o troféu ao sair do palco.

O loiro não conseguia parar de lembrar da semana anterior enquanto andava pelos corredor antes da penúltima aula, sem conseguir controlar os pensamentos que sempre tentavam se dirigir em direção de um certo moreno que sempre ficava corado dependendo das cantadas que compartilhavam, que pareciam mais indiretas do que diretas, mas eles sabiam o que sentiam um pelo outro, mas faltava coragem, de algum modo.

Sam sorriu ao avistar Kurt, vendo o outro distraído olhando dentro do armário, pegando o material da próxima aula. O mais alto se aproximou do menor, o abraçando pelos ombros, fazendo quem passava por ali ou olhar com carinho ou revirar os olhos, com nojo.

— Ei. – Sam continuou o abraço por alguns minutos, aproveitando que o outro havia se virado e abraçado ele pela cintura.

— Ei. – O menor falou, levemente encabulado, mas retribuindo o abraço com aperto.

China, passando por ali revirou os olhos, já indignada com a enrolação dos dois. Eles se gostam, sabem disso, então o que eles estão esperando?! Ela pensava, enquanto tomava rumo para a aula de Geografia.

Sam encarou os olhos não muito baixos de si, e sorriu, enquanto se distanciava.

— Qual sua próxima aula? – O maior perguntou, enquanto tirava da mochila o livro de alguma matéria que ele nunca lembrava pela capa.

— Eu não tenho a menor ideia, mas creio que a China saiba. – Kurt confirmou, enquanto fechava o armário e pegava o pulso de Sam e o puxava pelos corredores. – Mas nesse momento eu não estou ligando para isso, tenho algo para te mostrar.

Spike, Justin.

O garoto de jaqueta de couro preta sobre um moletom preto com símbolo de Guns N’ Roses observava o garoto do outro lado da sala, tomando notas da aula de História, enquanto ficava sempre arrumando os cabelos para trás, tentando conter as mechas rosas. Ele encarava o outro, sem nem perceber. Spike já havia terminado de copiar a matéria da lousa e para ele, isso já era o suficiente. Então o moreno puxou os cabelos para trás enquanto desviava o olhar do amigo, focando na mensagem que sua mãe enviava, provavelmente bêbada, por conta das letras embaralhadas e as frases sem sentidos. Ele respirou fundo e desligou a tela do celular, voltando a atenção para o que o professor explicava, sem nem sequer prestar a atenção, tanto que nem escutou quando o sinal bateu e Potato parara ao seu lado.

— Ei, Justin! – Potato o chacoalhou pelos ombros, fazendo-o voltar para a terra e focar no amigo que o encarava esperando uma reação, então o maior riu, se levantando com a mochila nas costas.

— Foi mal, eu estava meio avoado.

— Sem problema, essa era a penúltima aula, e sei que como queria sair da escola antes, vou fazer mais uma exceção do mês. – Potato riu, vendo o outro com um sorriso no rosto quase como se segurasse a risada.

— As exceções estão bem grandes ultimamente. – Spike zombou, pegando o outro pelos ombros e passando o braço ali, o abraçando enquanto os dirigia para fora da escola, em direção da moto antiga do mais velho.

— Não venha de zombarias para cima de mim, senhor Justin Grace. – Potato disse, enquanto sentava atrás do maior e segurava no casaco do outro, após colocar o capacete.

— Acalme-se senhor Adam Benjamin Brandon. – O sorriso de sarcasmo no rosto de Spike cresceu e Potato revirou os olhos.

— Quais são os pais que dão pro filho um nome e sobrenome composto por diversos nomes?! – Potato falou, fazendo Justin rir, então sem aguentar segurar o sorriso, o de cabelos rosas sorriu.

— Dá um desconto para eles, eles são incríveis. – O maior falou, enquanto girava a chave na ignição.

— Eu sei, é que eu sempre fico pensando nisso e Deus, como eles chegaram nessa conclusão? – Potato riu, segurando mais forte na barriga do outro, enquanto sentia o vento tentando adentrar seu capacete.

— Talvez fosse os nomes que eles estivessem em dúvida. Só pergunte para eles. Você gosta do seu nome, não gosta? – Perguntou, Justin.

— Sim, claro. É que eu fico pensando em como é engraçado ser o único que tem nome composto por nomes iniciais. – Potato falou, enquanto os sons da escola iam sendo deixados para trás, conforme eles iam numa direção que aparentemente Potato não conhecia. -... Ahn, onde estamos indo?

— É uma surpresa. – Spike falou, enquanto estacionava após uma leve subida em um relevo. Ele retirou a chave da ignição e saiu da moto, vendo o outro o olhando com um sorriso enquanto questionava com os olhos. – Confia em mim?

— Com todo meu ser. – Potato falou, indicando em seu máximo tom de voz que ele estava falando sério.

Spike sorriu e puxou a amigo pela mão, subindo mais do relevo, até chegarem de frente à um pano vermelho misturado de quadradinhos brancos, coberto de um pano quase transparente branco, para proteger os talheres e pratos.

O sol brilhava no sol, descendo aos poucos, tornando-o mais suportável.

— O que é isso? – Potato perguntou, enquanto se ajoelhava e tirava o pano de cima das coisas, vendo uma cesta de piquenique e alguns talheres junto de dois pratos.

— Você me falou que queria ter um piquenique, e como a gente normalmente acaba por escapar das últimas aulas, eu decidi fazer isso. – Justin falou, vendo o sorriso do outro crescer. – E então, está preparado para se alimentar?

— E quando eu não tô? – Potato brincou, sentando-se.

Spike abriu a cesta e começou a retirar as coisas – bolos, tortas, entre outros – e Potato perguntou o que ele queria enquanto os servia.

***

— Obrigado. – Potato agradeceu, enquanto deitava-se no pano e observava o céu que começava a assumir uma coloração rosada, o que o fez se sentar de novo e pegar seu caderno de Artes dentro da bolsa e seus lápis de cor. Então ele começou a desenhar, já com os lápis de cor, fazendo o céu rosado com misturas de laranja, e os dois ali, sentados observando o céu.

— Você sabe que não tem que falar obrigado. – Spike falou, enquanto se sentava do lado do amigo, vendo-o desenhar, então deitou-se e ficou olhando o céu.

— É claro que eu tenho que agradecer, olha tudo isso que fez para mim. – O outro falou, levantando o olhar do desenho, encarando o amigo, somente para poder ver o sorriso de Spike, logo voltando a concentração para o desenho.

— É o mínimo que posso fazer por tudo que faz por mim. – Justin declarou.

— Eu só sou um bom amigo, te apoiar, saber que eu estarei nos momentos que mais precisar, é o mínimo que eu posso fazer, assim como sei que é o que faria por mim. – Adam proclamou, enquanto terminava o desenho e assinava, para depois entregar para o amigo. Fechou o caderno e se deitou do lado do outro, de frente para ele enquanto o via observar o céu.

— Você é muito incrível, Adam. – Justin falou, enquanto virava para ficar de frente ao outro.

— Olha ele, acertando os pronomes. – Adam brincou, vendo o outro rir.

— Eu sei que acabo errando, mas percebi que às vezes não é nem necessário perguntar, só ver como você está falando e se referindo a si mesmo. – Justin falou e Adam bateu palmas. – Adam, Trey ou Bea. Falando em Trey, nunca conversamos do porquê desse nome.

— Ah, você sabe que eu amo meu nome de registro, mas sempre me senti diferente de todo mundo e num dia lá na escola antiga teve uma menina que assumiu para a amiga que era bigênero e a amiga berrou e a xingou e no fim do dia, a garota já havia sido agredida de mil maneiras, o nome dela era Trey. Desde então, eu soube que aquele nome era um ótimo nome que não indicava uma necessidade de gênero binário, então, como até mesmo uma forma de inspiração e lembrança, esse é meu nome de dias em que estou na não binariedade. – Adam limpou os olhos, que já insistiam em expulsar as lágrimas que ele tentava segurar, sem sucesso.

— Eu não tinha ideia...

Justin se sentou e abraçou o outro, abraçou forte e o deixou chorar no seu ombro, deixando-o soltar aquilo que prendia havia tempos.

—Obrigado por me escutar. — Potato agradeceu e limpou as lágrimas, olhando para o rosto do outro que somente sorriu e o encarou com carinho. — Saindo desse assunto e focando em você, e sim, antes que fale eu estou tentando fugir desses assuntos que me envolvem e são triste, por que você não volta para o futebol?

—Ah, pensei que soubesse a resposta... — Spike falou e o outro assentiu, confirmando. — Apesar de sair do futebol ou não, não ser dependente da inimizade minha com Max, eu saí porque não aguentava ver ele e Dianna todo dia, isso me incomodava, mas eu de fato sinto falta do futebol.

—Então volta. Sei que ainda é muito recente a ferida entre vocês três e tudo, mas sua vida não é voltada à deles. Se sente falta volta, faça isso por você, porque se sente bem. — Potato aconselhou e voltou a se deitar, para aproveitar os poucos minutos que tinham antes de voltarem para suas respectivas casas.

—Ei, faz quanto tempo que nos conhecemos? — Justin perguntou, apoiando as mãos para poder virar a cabeça para o céu.

—Seis anos se não contarmos o primeiro que nos falávamos virtualmente. — Adam olhou para o outro que agora o olhava nos olhos, sorrindo.

—Já faz tempo... — Adam sussurrou um 'sim', enquanto o céu escurecia, trazendo a noite até eles.

Kurt Kaiser

O garoto observou o outro comprando pipoca para os dois, sorrindo com o dia que tiveram: foram ao shopping e ficaram passeando por todos os locais de dentro daquele estabelecimento, até que a noite caísse e eles decidissem ver algum filme junto, no caso a escolha fora Wonder Woman.

Assim que o loiro terminara de pegar as pipocas e chocolates, foram para a sala da exibição, e como estranhamente não estava completamente cheia, se sentaram no meio da sala. O filme começou e Sam, como um grande fã dos quadrinhos em geral mostrava a clara admiração e amor por cada cena, cada referência. Kurt, apesar de não ser um grande conhecedor de quadrinhos, entendia algumas coisas e conforme o tempo passava, sabia que aquele era, de fato, o filme do ano.

As reações de Sam o fazia o admirar mais, o loiro era muito fofo quando se tratava disso, ele arregalava os olhos e parecia assustado, mas estava completamente maravilhado. As pontas das orelhas ficavam vermelhas e o ar lhe escapava nas cenas de ação. E quando um golpe era mais forte, ele dava um impulso para a frente, quase levantando.

Kurt podia não ser um conhecedor nato de quadrinhos, mas quando as referências de mitologia apareciam ele sentia o coração bater mais rápido, afinal, como um leitor ávido de Rick Riordan, ele acabou pegando um amor inexplicável por mitologias e procurava sempre estudar sobre.

Ao fim do filme, Kurt envolveu a mão do outro que se encontrava repousada e deitou sua cabeça entre a clavícula e o ombro do maior, sussurrando em seu ouvido.

—Você é muito fofo. — O menor assumiu, vendo-o corar, não demorando a revidar.

—Digo o mesmo de você, só aí no silêncio, me observando. — Foi a vez do menor corar de leve, rindo em seguida. Os dias com o loiro estavam o acalmando mais quando se tratava de uma cantada ou elogio.

—Já estamos perto do final. — Sam avisou, beijando o topo da cabeça do moreno, o causando uma sensação de conforto imediato, sorrindo.

—Eu sei. — O moreno disse, apertando a mão do outro, aproveitando a sensação.

E então veio, os deixando talvez ainda mais eufóricos, até mesmo por ser o final do filme, iniciando uma onde de aplausos em pé de todos que estavam ali dentro. Aquele era com toda a certeza o filme mais esperado e que havia superado a expectativa de todos.

Saíram de dentro da sala ainda eufóricos, mas Sam não perdeu a oportunidade de entrelaçar seus dedos nos do menor, balançando seus braços, vendo o outro rir.

Eles andaram um pouco mais ao redor do shopping, sem qualquer propósito, somente aproveitando a companhia um do outro e o calor de suas mãos, ainda encantados com o filme e com suas ações.

—O que está nos brecando? — Sam perguntou, do nada, a dúvida claramente expressa em sua face.

—Somos amigos. — Kurt respondeu, claramente indicando o óbvio. — Se tem algo que eu não gostaria de estragar é isso, mas não nego o que sinto e o que pode acontecer entre a gente. Meu medo é perder sua amizade caso não dê certo, e sem falar que eu acho que possa ser muito cedo. Mas eu quero muito. Socorro, eu sou muito indeciso.

Sam riu e os parou ao lado da parte que os separava com uma grade de um furo no meio do shopping – cujo eles ainda concertavam – e se aproximou do outro, a mão esquerda pegou a do outro enquanto o loiro acariciava a bochecha do outro com o dedão da mão direita.

—Então não está negando que sente algo com isso, certo? — O mais alto perguntou e viu o menor assentir, para em seguida o abraçar pela cintura. — A gente vai mesmo se beijar?

—Que tal acabar logo com a dúvida? — Kurt incentivou, decidido sobre aquilo, apesar de no fundo ainda ter as dúvidas sobre a amizade deles.

—Independente do que aconteça, nossa amizade nunca irá morrer, independente do que possa ocorrer no futuro, sabe disso, não sabe? — Sam perguntou. — Deixe essas preocupações para se caso ocorrer, viva o momento.

E então o loiro puxou o menor pelo maxilar, colando os lábios. O beijo pareceu encher o coração de Kurt de emoções desconhecidas, ele só sabia que o coração parecia explodir no peito, o beijo era doce e calmo, aproveitando cada segundo. O mundo havia sumido e ali só restavam eles. Talvez era assim que fosse estar apaixonado. Eles se separaram por falta de ar e Sam o encarou, encostando as testas.

—Foi bom? — O loiro perguntou, e antes que pudesse fazer alguma brincadeira, Kurt o puxou pela gola da camisa xadrez e o beijou.

Enzo Franklyn

—Graças a Deus é feriado. — Enzo disse, enquanto se jogava no sofá ao lado do namorado, vendo-o rir.

—Nem parece que ama o trabalho. — Tony brincou, enquanto se deitava no colo do maior, vendo-o rir.

—Amo, mas essas últimas semanas vem sendo bem tensas, todo mundo quer passar nas finais antes de tudo acontecer de novo ano que vem e finalmente ter as nacionais. Falando em tenso, faz tempo que a gente não sai, topa sair hoje? — O professor beijou o topo do nariz do deitado, vendo-o sorrir.

—Vamos, sim! — Tony imediatamente levantou e o puxou, o abraçando, para em seguida colocar os braços do maior ao redor de sua cintura e o puxar para o quarto de ambos.

Tony, assim que pisou dentro do quarto beijou o namorado e foi para o banho. O professor sorriu, encarando o armário, ele sempre que parava para pensar nos dois não tinha nada além do que agradecer ao Destino, ou seja lá o que as pessoas chamavam, pela oportunidade de ter encontrado uma pessoa tão incrível quanto Tony.

Sem perceber, o outr, já banhado, o abraçou por trás e beijou sua bochecha, o assustando. Enzo se virou e sorriu para o namorado, vendo-o pegar as roupas que vestiria para sair, o fazendo lembrar que era sua vez de se arrumar.

Arrumados e já dentro do carro, Enzo sorriu, colocando seu plano em ação, enquanto ouvia o outro lhe perguntar para qual balada iriam.

—Ah, você vai reconhecer quando chegarmos. — Enzo respondeu enquanto cruzavam os limites da 'pequena' cidade, no mínimo uma viagem de trinta minutos e eles estariam lá, estimava Enzo, entoando a música que soava baixa, Want You Back, de uma garotas que eles haviam ido ao show alguns meses atrás, tinha até algumas fotografias, Haim, era o nome do grupo. O sorriso no rosto de Tony mostrava claramente que o latino se lembrava daquela noite e em particular daquela música.

But just know that I want you back

Just know that I want you back

Just know that I want you

I'll take the fall and the fault in us

I'll give you all the love I never gave before I left you

Just know that I want you back

Just know that I want you back

Just know that I want you

I'll take the fall and the fault in us

I'll give you all the love I never gave before I left you

Foi a primeira vez, que após se mudarem para uma casa só deles, eles haviam brigado. Naquele momento ambos nem sequer lembravam porque isso, mas lembravam que a resolução foi a voz de Enzo cantando na multidão, que acompanhava a música. Enzo olhava para o namorado e todo o perdão que ele pedia estava claro nos olhos e cada verso transmitia a verdade. O mundo parecia ser somente os dois e aquela música, tanto naquele carro como naquele show. A mão direita de Enzo encontrou a esquerda do menor e a apertou gentilmente, entrelaçando os dedos.

A voz de Enzo encantava o latino, que sorria para ele visivelmente emocionado e feliz, e então o carro parou, aparentemente numa praça.

—Eu sei que queria ir numa boate, mas preciso que coloque essa bandana nos olhos. — Tony sorriu, o coração pulando no peito, afinal, desde que haviam cruzado os limites da cidade, ele sabia que viria uma surpresa de Enzo.

—Beleza, lá vamos nós. — Tony saiu do carro e colocou a bandana, sentindo os braços do outro abraçar sua cintura, enquanto a queixo do maior ficava apoiando no espaço entre ombro-pescoço. Enzo os moveu pelos espaços da praça, os levando para o centro da mesma. Os parou e sorriu para todos os que estavam ali presentes, falando baixo no ouvido do outro que poderia retirar a bandana dos olhos.

Assim que o menor o fez, imediatamente ele começou a chorar, os joelhos fraquejando e ele caiu. As lampadinhas amarelas faziam o rosto do menor brilhar, enquanto o centro da praça brilhava com as lampadinhas natalinas e que claramente haviam sido encomendadas e decoradas por Enzo, que sorriu, abraçando-o e vendo os pais do latino vindo ao socorro do filho, abraçando ele e o namorado do mesmo.

—Nos desculpe por tudo. — A mulher e o homem imploravam, chorando junto do filho, repetindo e repetindo a frase.

O menor abraçou eles com toda a força que tinha. Assim que todos se acalmaram e se levantaram, Tony olhava para o maior com um claro 'obrigado' no olhar, um sorriso crescente e o nariz levemente vermelho de tanto chorar. O latino o abraçou com força e proclamou um 'eu te amo' no ouvido do professor, que encostou sua testa na dele.

—Eu também te amo, e justamente por isso chamei nossos amigos, familiares, pessoas que mais e mais surgem nas nossas vidas para somar e trazer lições, para que eu possa lhe fazer um pedido que eu não podia mais aguentar me segurar. — O professor sorriu, vendo o pessoal do clube da dança da escola começarem a entoar pela segunda estrofe de Marry Me, de Train.

Now that the weight has lifted

Love has surely shifted my way

Marry Me

Today and every day

Marry Me

If I ever get the nerve to say

Hello in this cafe

Say you will

Mm-hmm

Say you will

Mm-hmm

O maior se ajoelhou e retirou de dentro do bolso da calça jeans uma caixinha de veludo azul e a abriu, vendo o outro segurar o choro.

—Eu te amo, você é a primeira e a última coisa que eu amo ver no meu dia. Eu tenho certeza que te ter na minha vida só me mudou para melhor, e sei que apesar de tudo, vivemos e amadurecemos com tudo que acontece conosco e sei que nada é perfeito sem imperfeições, então sei que nenhum relacionamento nunca vai não haver brigas ou desentendimentos. Mas se eu puder vivenciar tudo isso ao seu lado por toda nossa vida, isso é o que eu mais desejo. Casa comigo? — Tony limpou as lágrimas que caiam e puxou o outro, fazendo-o ficar de pé. Cruzou seus braços no pescoço do maior e o abraçou, forte e necessitado.

—Claro que caso, e sempre que acordar do seu lado eu vou me lembrar do quanto nossas imperfeições tornam o que temos em algo perfeito para nós, para mim. Eu te amo, Enzo. — o latino o puxou para um beijo enquanto os anéis eram retirados da caixinha e colocados em seus dedos.

And marry me

Today and everyday

Marry me

If I ever get the nerve to say hello in this cafe

Say you will

Mm-hmm

Say you will

Marry me

Mm-hmm

O pessoal abraçou eles enquanto se separavam, parabenizando pelo noivado, para em seguida iniciar danças e cantorias, uma verdadeira festa.

Lea Mikaelson

—Eles estão namorando? — Dianna perguntou, enquanto ambas andavam em direção ao banquinho da praça, a loira apontou sutilmente para Kurt e Sam que riam, enquanto corriam e o loiro puxava o moreno para si, o levantando do chão em um abraço.

—Da última vez que conversei com o Kurt, ele disse que eles estão indo com calma. — A morena olhou sorridente para os dois amigos, que pareciam extremamente felizes.

—Eles parecem um casal, e daqueles cujo você quer ser amigo e estar ao lado pelo resto da vida. — A loira disse e Lea riu, concordando. A roqueira deitou sua cabeça no ombro da loira, que apesar de aparentar leve desconforto por estarem em público, logo passou as mãos pelos ombros da mesma, que sorriu.

—Como está a vida? — Lea perguntou, mesmo sabendo de quase tudo, afinal, passavam algumas madrugadas conversando por celular, seja SMS ou ligação.

—Você sabe, tem o Max, que está levemente chateado por eu ter recusado sair com ele da última vez que pediu, e meus pais, que estão, como sempre, afastados. E falando em Max, era sobre isso que eu queria falar com você... Eu quero parar com isso. — A loira tinha uma cara em misto de culpa e chateação.

—Com 'Isso', você se refere ao nosso envolvimento além de amizade? — Lea brincou, vendo a outra rir, assentindo. — Beleza, é uma escolha sua.

—Desculpa, tá? É que não me sinto bem continuando com isso, mesmo que meu namoro seja mais por popularidade e status do que qualquer outra coisa, sem falar que estou confusa... — Apesar de ter a pretensão de continuar, Lea a interrompeu.

—Ei, relaxa. Lembra da nossa conversa? Se sentisse que queria parar, me avisasse e pararíamos. — Lea falou, dando um beijo na testa da loira, que sorriu, corando.

—Eu sei, é que me sinto tão frustrada, tipo, eu sei que Max me trai, mas não consigo ficar com você sem me sentir culpada porque estou traindo ele, tipo, comassim?! — A loira apoiou a cabeça nas mãos e Lea a abraçou, confortando-a.

***

Marley

A garota de cachos alaranjados subia pela escada, e ao notar que uma garota, um pouco perdida, tentando pedir ajuda com linguagem de sinais não era ajudada, Marley imediatamente se pôs a sua frente, utilizando a aquela linguagem que havia aprendido dois anos atrás, para poder acompanhar um familiar que sofrera grande perda de audição.

—Oi, como se chama? — Marley perguntou, vendo um sorriso crescer no sorriso da garota, que era impressionavelmente fofa, vestindo um casaco vermelho por cima de uma blusa branca, enquanto a meia calça branca aparecia por debaixo da saia da mesma. A sapatilha vermelha brilhava, assim como seu sorriso.

—Oi, nossa, como é bom ter alguém que me entende! — A garota riu, logo se dando conta de que Marley havia lhe perguntado o nome. — Me chamo Mandy, e você?

—Me chamo Marley, prazer.

—Igualmente. Ahn, você poderia me ajudar a me localizar, eu realmente não estou entendendo as coisas por aqui. — Marley assentiu e deu o braço para a outra que sorriu, agradecida, passando o braço e segurando no de Marley.

Dianna Eleanor

—Alguma coisa errada, Max? — A loira perguntou para o namorado, olhando ansiosamente para o relógio.

—Na verdade, sim. Meu pai, Di... — Ele disse e ela instantaneamente voltou o olhar para ele, esquecendo o relógio.

—Que tem ele? — Ela questionou, estranhando ver o outro tão agitado, já que ele era movido pela lerdeza.

—Ele anda escondendo algumas coisas de mim, e eu sei que estão salvas no computador, pedi ajuda de um amigo meu para desbloquear a pasta e hoje assim que voltar pra casa eu vou descobrir. — Ele falou e ela arregalou os olhos.

—Nossa, e você espera que seja algo...?

—Espero que não seja ruim.

O sinal bateu e ele deu um beijo na bochecha da loira, saindo imediatamente da sala. E ela olhou para a porta rindo, já que agora era só o recreio, não tinha porque o desespero de sair da sala.

Ela saiu devagar da sala, aproveitando o momento sozinha/longe de Max. Assim que cheguei ao refeitório vi a mesa do clube toda cheia pelo pessoal, que ria e conversava alto, se não fossemos provavelmente o grupo mais odiado, seríamos o mais popular. Naya surge do nada e para do meu lado, me fazendo lançar um olhar questionador para ela.

—Que foi? — Perguntei e ela deu de ombros, sorrindo maliciosa em seguida ao ver que Lea vinha em minha direção. — Ah, qual a piada da vez?

—Nada, só acho que vocês tem algo... Uma química rondando vocês quando estão juntas. — A latina disse, saindo de perto, voltando a mesa das Cheerleaders e Players.

—Ei, Di! — A roqueira chamou e quase que imediatamente a loira sentiu as bochechas queimarem. — Vai sentar com a gente?

—Sim, claro! — Ela falou, vendo o olhar do namorado a seguir, foda-se, não me esperou mesmo, e não devo nada a ninguém, ela pensou, rindo por dentro.

Assim que se sentou conheceu a nova garota que entrara na escola e queria tentar o Clube, Mandy. A menina parecia ser legal e somente Marley e Curtis a entendiam, pois eram os únicos que sabiam a linguagem de sinais, eles traduziam, mas ainda sim queriam participar.

—Gente, se lembrem que hoje temos as apresentações sobre Madonna com Enzo. — Kurt disse, vendo todos assentirem.

Curtis Patterson

O garoto acelerou para se aproximar de Tatanka, a chamando.

—Ahn, hoje eu tenho uma consulta para ir e queria saber se você iria comigo. — Ele perguntou, vendo-a sorrir e assentir. Ela pediu licença para ir se arrumar, já que todos haviam se apresentado e só faltava o teste de Mandy. Dianna e Lea sorriam exaltadas uma para a outra, afinal, a dança delas tinha tudo que Madonna passa: poder, sedução e magia.

Curtis aproveitou que já estava arrumado e pronto, e ficou esperando tanto Tatanka quanto as preparações de Mandy que parecia extremamente animada.

O professor desceu e se juntou a maioria dos alunos para ver Mandy de perto. Ele acenou para ela e ela acenou de volta, eles haviam se conhecido uma hora mais cedo, antes das apresentações. Marley parou ao lado da amiga e ela começou a falar e Marley começou a dizer pra gente o que Mandy dizia, explicando que a garota não conseguia falar 100% pois ao perder a audição, a capacidade de se expressar pela voz não ficou muito fácil. Ela explicou que iria dançar Shape of You do Ed Sheeran e que as batidas da música ela sentia as vibrações no chão, por isso sempre estava descalça ao dançar.

Marley desceu e se juntou ao pessoal e então a banda começou a tocar e ela começou a bater palma e de vez em quando girou, o pé batendo no chão e todos reconheceram a versão espanhola de Leroy Sanchez. O vestido que a garota havia colocado, longo, sempre que girava, esvoaçava e a dança dela era simples, mas refletia tudo que era passado na música, inclusive o desejo.

Assim que a música chegou ao fim, ela deu um mortal e se deitou no chão, onde uma luz caiu sobre ela, inundando o vestido branco de vermelho sangue.

Todos se levantaram para aplaudir, vendo-a sorrir. Ela se levantou e agradeceu. Marley correu para cima para a abraçar e parabenizar. A outra antes de receber o abraço falou que estava suada.

—Não ligo! — Marley disse a abraçando, imediatamente todos (menos o professor) se entreolharam captando a química das duas.

—Mandy, você pode me contar mais sobre você? — O professor perguntou, já dando a notícia de que ela estava dentro, vendo ela pular de alegria com a nova amiga. — Estão dispensados.

Tatanka sorriu para mim pegando a bolsa dela e juntos fomos para fora do colégio.

—Como está sua psicóloga? Tão ruim a ponto de me convidar? — Ela questionou.

—Não é ruim, mas hoje é a primeira sessão com uma nova, já que a anterior se mudou. E eu confio em você, e essa é a primeira tarefa que a anterior me deixou para fazer com a nova psi. — Ele falou, vendo ela corar e sorrir meio envergonhada de saber que o outro confiava nela. — Enfim, minha mãe vai nos levar, tudo bem pra você?

—Claro! — Ela já podia avistar o carro da mãe dele chegando.

—Vamos ali. — O garoto informou e ambos foram para o fim do estacionamento.

A mãe dele deixou o garoto se apoiar no banco do carro e se puxar para dentro. Por opção dele ela não o ajudava mais nisso. Afinal, um dia ele teria que fazer isso sozinho, como ele dizia para ela, que sorria, triste por saber que não ficaria para sempre pelo seu bebê.

Ela fechou a cadeira, e sorriu para a garota que já conhecia.

—Espero não estar sendo invasiva, então me desculpe se eu te ofender, mas como nunca conversamos sobre isso profundamente, como é pra você a cadeira? — Ela perguntou, vendo-o sorrir, sabendo que ela finalmente o perguntava isso. Normalmente as pessoas não perguntavam por medo de ofender ou porque ficavam muito desconfortáveis falando disso.

—Você sabe que isso aconteceu comigo porque sofri um acidente quando criança e perdi meu pai por causa do caminhão que nos atingiu. Não sabemos até hoje como minha mãe e minha irmã sobreviveram, já que minha mãe estava grávida de sete meses e três semanas. Eu me feri gravemente na coluna e quebrei a bacia, acertando um pouco da espinha perto da mesma. Desde então eu não consigo andar, o máximo de movimento que consigo nas pernas se deve ao auxilio das minhas mãos e os exercícios que vim fazendo desde então. — Ele explicou fazendo-a assentir, entendendo. — A cadeira com o tempo se tornou uma parte minha, e claro que às vezes sinto falta de andar, mas já que não posso, tudo bem.

—Um dia, se deixar-se ser ouvido, você pode ser uma história de superação para muitos, sabia? — Tatanka disse, vendo a mãe de Curtis arregalar os olhos e sorrir.

—É o que vivo dizendo pra ele! — Tatanka sorriu em reconhecimento, fazendo o outro a olhar meio admirado.

—Obrigado por vim comigo, e saiba que pode contar comigo sempre. Se não quiser conversar tudo bem. — Ele sorriu e ela segurou a mão dele, agradecendo com o olhar.

Max Singer

O garoto agradeceu o amigo que o ajudara e entrou para dentro de casa, acessando o computador e entrando na pasta, loja achando documentos, textos, mensagens e fotos. Ele não perdeu tempo e acessou, em seguida arregalando os olhos.

—Puta que pariu, eu não acredito...!

Adam Garret

Potato parou em frente de casa e sorriu para o amigo, vendo-o sorrir de volta.

—Obrigado por isso, você sabe, foi bom, eu precisava daquilo. — O menor agradece sobre o passeio de moto e se vira, pronto para abrir a porta, quando Justin o puxa para um abraço. O abraço pareceu acalmar Adam, que encostou a cabeça entre o pescoço do outro e o peito, o abraçando pela cintura.

—Sempre que precisar de mim, sabe que estou aqui. — Spike colocou a mão no rosto do outro e acariciou, fazendo Adam engolir em seco, o coração batendo rápido e meio incerto. O maior lhe deu um beijo na testa e se virou para ir embora, fazendo o ar que Potato segurava ser solto.

O menor se virou e abriu a porta, vendo a mãe assistindo TV enquanto descascava batatas (ironias...).

—O que vamos fazer hoje? — Potato perguntou, vendo a mãe sorrir.

—Que tal nhoque?

Notas finais
Passei por várias coisas durante o processo de criação desse capítulo e apesar de que eu queria deixar para amanhã, como dito anteriormente, eu sou bem ansioso e falei, 'quer saber, foda-se, vamos postar agora.'. O próximo capítulo eu quero focar na Autumn e China, já que elas não apareceram tanto nesse. E também porque tenho algumas coisas para desenrolar com elas. Enfim, tudo de bom para vocês e até o mais que for possível ♥