Dance Club - Life Is a Suprise

2 Season 1 / Chapter 2 - Chemistry


Notas iniciais
Oie pessoas! Terminei esse capítulo às quatro da madruga, por isso já postei. Mas e então, como vcs estão? Espero que bem. Só preciso esclarecer algo para vocês: eu não consigo postar com essa frequência sempre. Isso é algo atípico, afinal, to uma semana sem aula. Então já estão sabendo. Porém estou me esforçando para não demorar demais com os capítulos. Esse segundo capítulo ficou grande, né? Ele é meu amorzinho, afinal eu estava só planejando três mil palavras, e de repente foi crescendo e crescendo e aqui estamos, cinco mil. ♥ Eu iria agendar para as nove horas porque é o mesmo horário que sai uma postagem minha no blog Conversa Cult, que é sobre o efeito de Power Rangers sobre mim... (só avisando ♥ ) Mas dai, como acabei ficando até às quatro, já postei. Já estou com outra ideia em planejamento, dessa vez tive a inspiração de Alvin e os Esquilos 4. ♥ Acho que é isso, sem aula e me recuperando para o segundo bimestre do primeiro ano de Ensino Médio. Vendo séries pra demais. Atualizando os filmes, vi Looking, Alvin e os Esquilos 4, to assistindo Star Wars vol. IV e vi Moana. Nos vemos, espero que o mais rápido possível. Até ♥

Season 1 / Chapter 2 — Chemistry

Dianna Eleanor

I can see my star sunset and vine
Gonna carve my name in the Hollywood sign
Yeah I gotta, gotta make it in America
See me wearin a smile, even if I'm broke
I'll be singing the words from a song I wrote
And I called it make it in America

Dianna movia o corpo devagar e acompanhava a batida, entoando a música Make It In America da Victoria Justice, olhando todos que a apreciavam ali sobre o palco, sendo o mínimo de feliz que conseguiria. Então olhou para suas pernas, e constatou estar nua, voltou seu olhar para os colegas, todos riam, seu namorado que a encarava no fundo do auditório a repreendeu com o olhar enquanto negava com a cabeça, e então a garota berrou.

Ela levantou com tudo na cama, sentando-se atordoada, sabendo que aquela bosta de sonho representava seus medos, inseguranças, vulnerabilidade. Era a vergonha que tinha medo de sentir, era a vulnerabilidade que não conseguia mudar de ser julgada o tempo todo. Ela só se sentia derrotada de logo a lembrança da semana anterior ter sido a cena de seu pesadelo. As lágrimas explodiram para fora de seus olhos, fazendo-a prensar seu cobertor contra a boca para não acabar acordando os pais, que provavelmente a dariam uma bronca.

Respirando fundo, retirou a camisola, olhando para seu despertador que marcava 7:34 A.M., constatando ter duas horas para o colégio. Se dirigiu para o banheiro de seu quarto, onde ligou o chuveiro quente e trancou a porta, entrando no box em seguida. Enquanto se ensaboava podia sentir as lágrimas insistindo em cair, e fez questão de deixá-las, não se reprimir, aproveitando os únicos momentos que teria para deixar-se sentir algo.

Assim que terminou o banho, secou-se e colocou a calcinha logo após o sutiã, vestindo sua camisa verde-água favorita. Saindo do banheiro, foi em direção ao armário, onde pegou sua calça jeans azul-escura e vestiu, colocando uma sapatilha branca nos pés para combinar com sua camisa. Penteou os cabelos loiros e passou uma maquiagem leve, batom rosa claro, mas passando um pouco mais de delineador, destacando os olhos.

Olhou seu despertador, desativando o alarme, já era 8:12 A.M., então se levantou, organizou o material do dia e sorriu sabendo que não teria treino das cheerleaders naquela segunda, afinal só havia treino de quarta, quinta e sextas-feiras.

Abriu a porta do seu quarto e correu pelo corredor extenso, descendo rapidamente as escadas, não demorando a encontrar na sala-de-estar Ieda, sua empregada. Deu bom-dia à mulher e beijou lhe as bochechas, dirigindo-se para a cozinha, agradecendo Dana — responsável pelas refeições da casa — pelo café-da-manhã. Comeu medianamente rápido, aproveitando o silêncio não-constrangedor e o clima amigável que dificilmente experimentava quando seu pai e mãe estavam na mesa, e ela agradecia aos Céus de eles não estarem ali. Após terminar, agradeceu novamente à cozinheira e se pôs a sair de casa, indo em direção ao carro vermelho da garagem, um Kia Picanto. Colocou a chave na ignição e abriu as janelas, já sentindo o sorriso brotar no rosto enquanto acelerava o carro e gritava em agradecimento ao segurança.

Tatanka Young

—Obrigada, mãe. Eu te amo. — A garota deu um beijo na bochecha da mãe e acenou para a mesma.

—De nada, filha. Eu também te amo, ah! E cuidado com esse cabelo. — A mulher falou e Tatanka sorriu, assentindo, enquanto enrolava uma mecha do cabelo, antes marrom-claro, agora branco com as pontas de um verde-água claro. A garota pegou o material da primeira aula e o segurou no braço, tentando localizar cada um do pessoal que conhecera, conseguindo ver Curtis conversando com Kurt na frente do armário do fascinado por moda. A garota então logo se pôs à ir conversar com ambos, chamando seus nomes e vendo-os acenar para ela, que retribuiu.

—Oi, pessoal. Bom-dia. — Ela falou, tendo a mesma resposta. — Como passaram esse fim-de-semana?

—Costurei mais uma roupa, ensaiei um pouco de dança e assisti RuPaul's Drag Race. — Kurt respondeu e pela cara de Tatanka todos constataram que ela não sabia do que se tratava. — É uma série, de moda com Drag Queens.

—Ah! Acho que minha amiga já havia dito para mim sobre essa série. — Tatanka tentou lembrar, em vão. — E você, Curtis?

—Eu fiquei mais em casa, lendo um livro para Filosofia, mas saí um dia para comprar comida. Super empolgante. E a senhorita? — O garoto brincou, fazendo a garota rir.

—Eu fiquei estudando, dançando e vendo alguns desenhos da Disney. — Ela afirmou, sorridente, lembrando de como isso era uma das coisas que fazia no lar anterior.

—Qual a primeira aula de vocês? — Kurt perguntou, fazendo Tatanka olhar no pedaço de papel que segurava. — A minha é Artes, amém!

—A minha é Física. — Tatanka constatou, meio desanimada.

—Idem. — Curtis afirmou, quase em meio ao sinal que soava, fazendo-os tentarem bloquear o som estridente tampando seus ouvidos. — Nossa, como eu odeio esse sinal.

Lea Mikaelson

A garota revirou os olhos já quase sentindo sono durante aquela aula de matemática, enquanto já cansada de escutar a mesma frase repetida da mulher sem ânimo algum para dar aula, colocou os fones, já identificando o som característico da Metallica, com a música Nothing Else Matters.

Batendo dois lápis nos cadernos sobre a mesa, ela olhava para a lousa já sabendo todas as respostas das equações, vendo o olhar de reprovação da professora. Lea riu, vendo a professora lhe dar um ponto negativo, mas continuou com o fone, vendo o relógio passar devagar, mas ainda sim, passar.

Aproveitou o tempo que teria livre daquela aula com a professora que aparentemente já não gostava dela, para pensar nos seus sonhos e anseios. Aproveitou também para pensar na mãe, no encontro marcado com a mesma para dali duas semanas, e pensar em como seus pais temiam que ela acabasse por não se entender com a mulher que havia lhe gerado.

Após muito viajar pelos pensamentos, o sinal tocou, já anunciando sua terceira aula, fazendo-a agradecer aos Céus por estar na aula da metade do dia. Passou por China e Autumn no corredor e as cumprimentou, seguindo com ambas para a aula de Inglês.

—Já estão preparadas para a primeira aula do Senhor Franklyn? — Lea perguntou, vendo as duas assentirem sorrindo, ansiosas. — As duas entraram?

—Sim, você também, obviamente. — China concluiu e viu Lea assentir.

—Quem mais está no clube? — Autumn questinou e Mikaelson pensou.

—Acho que todos que fizeram o teste, mas hoje parece que mais uma pessoa está pra fazer o teste. — Lea comentou, vendo a cara das duas expressamente questionarem quem era que faltava para fazer o teste.

Curtis Patterson

O garoto olhou para todos os lados indeciso do que comprar e onde ir. Infelizmente não havia tido aula com ninguém que conhecia ou era seu amigo, na aula anterior, e justamente por isso estava tão perdido. Assim que avistou Kurt acenando para ele do outro lado do refeitório, o garoto sentiu o ar voltar para seu pulmão, então se dirigiu para o lado do amigo, passando na máquina de salgadinhos e comprando um pequeno.

Curtis era alguém que sabia muito bem o quanto as pessoas temiam diferença e o quanto podiam ser agressivas com os outros que não tenham a mesma capacidade física, por isso temia muito estar sozinho.

Já ao lado de Kurt, que estava conversando com Yumi sobre o clube de Dança, eles foram introduzindo Curtis na conversa aos poucos, explicando do que estavam falando.

—Ah, entendi. Provavelmente vamos trabalhar com gostos muito diferentes. Veja bem, Autumn dançava como se fizesse balé, eu canto e danço hip-hop, Kurt já vai mais pra área de pop e Yumi dança K-Pop e Rap. — Curtis falou e viu os dois assentirem.

—Podemos sentar aqui? — China, junto de Autumn e Lea, perguntou, vendo os três assentirem, vendo-as assumirem lugares ao lado deles.

—Estávamos falando de você. — Curtis disse, apontando para Autumn, vendo-a erguer uma sobrancelha. — Sobre o fato que parece que você dança balé.

—Ah, é porque eu faço balé mesmo. — A garota confirmou, prendendo as tranças em um coque.

—Ela faz balé desde os cinco de idade. — China afirma, vendo a irmã sorriu tímida. — Não tem que ficar tímida.

—Não estou. — Autumn riu.

—E você, Lea, do que gosta? O que pratica? — Yumi perguntou para a de aparência gótica, como diziam ao redor deles.

—Olha, eu amo rock, acho que isso fica expresso pela música que cantei no recrutamento pro clube. Eu pratico guitarra e bateria, mas estou começando com teclado agora. — A garota falou, utilizando a fita azul-celeste para prender os cabelos escuros.

—Teclado é algo que quero muito aprender a tocar. — Kurt falou, fazendo um biquinho dramático, fazendo todos rirem.

—Um dia você pode passar lá em casa e eu te ensino o básico. — Lea ofereceu, vendo o outro sorrir em agradecimento, assentindo.

Curtis desviou o olhar, focando nas pessoas que passavam pela mesa deles. Sem perceber, já estava tendo que puxar a respiração, apertando as mãos nas calças, mordendo o lábio inferior, enquanto suava frio. Ele sentia o sentimento de adrenalina explodindo dentro dele e o coração bombeando sangue a todo instante, junto dos milhões de pensamentos de que iria acabar enfartando ali.

Ele puxou de leve a saia longa de Yumi, olhando para ela com os olhos levemente arregalados, fazendo-a entender na hora o que se passava.

—Kurt, chama o professor Enzo. — Yumi pediu. Curtis olhou para o amigo que rapidamente entendeu e correu em direção ao professor que estava parado de pé na entrada do local. O professor não demorou para estar de frente para Curtis, pedindo que ele respirasse fundo, se acalmasse.

—O que aconteceu? — As três garotas de frente para eles perguntavam, de cinco em cinco segundos, e aproveitando que Curtis estava ocupado tentando respirar fundo e acalmar-se, Kurt explicou o que ele estava tendo e o que era um Transtorno de Pânico.

—Tranque os pensamentos negativos, você está seguro. Aceite seus sentimentos. — Enzo repetia, quase como um mantra, um mantra que acalmava o garoto de cabelos marrons e óculos quadrados.

—Eu estou tendo um ataque de Pânico, mas estou seguro. Estou bem. — Curtis já podia sentir sua respiração regularizando, aos poucos, a adrenalina ir acalmando e o suor frio ir secando.

—Está melhor? — Enzo perguntou, vendo o menino assentir. — Agora vamos ligar para o Nathan lá na diretoria, pode ser?

—Claro. Pessoal, a gente se vê mais tarde. — Curtis falou, enquanto sua cadeira era empurrada para fora do refeitório, com algumas pessoas das mesas ao redor o olhando.

Diretor Lewis

—Eleanor, está indo tudo como planejado? — o homem olhou nos olhos de Dianna, vendo-a rir quase sem paciência.

—Senhor, não tem nem uma semana direito. — Ela afirmou vendo-o descartar seu comentário com as mãos.

—Então presumo que ninguém desconfie ainda. — Ele falou, já se levantando quase como se fosse a dispensar, foi interrompido pela pergunta da mesma.

—Senhor, como está seu irmão? — Ela perguntou, vendo-o tirar a expressão séria do rosto.

—Ele está bem, os medicamentos estão ajudando ele. Está até trabalhando agora! E a esposa dele ajuda bastante. O médico falou que esses medicamentos diminuem bastante a Esquizofrenia dele, claro que não deleta isso, mas o ajuda a conviver. — O sorriso do diretor surpreendeu a garota, como sempre acontecia quando ele falava do irmão mais velho.

Sam Scott

O loiro sorriu e acenou para Kurt, que retribuiu, voltando em seguida para a conversa com Curtis. Sam então focou no caminho que seguia para a sua última aula, Artes.

O loiro havia pensado muito sobre participar ou não do clube, afinal, tanto que acabou não indo para o ensaio, mas ele ainda estava em dúvida e tinha segundos pensamentos quando tinha a certeza de algo. Porém, decidiu deixar seus pensamentos para mais tarde, quando precisaria, enquanto entrava na sala de Artes, cumprimentando o professor Enzo, cujo entrou logo após.

—E aí, Scott? — O professor perguntou, vendo o loiro assentir, indicando estar bem.

—Bem... E você, professor? — O garoto perguntou, vendo o professor sorrir, um sorriso novo, mais expandido e como se guardasse algo.

—Muito bem, planejando algumas coisas, um pouco ansioso, mas tudo bem. — O professor viu o último aluno que faltava entrar na sala então pediu que o loiro fosse sentar-se. — Então pessoal, espero que estejam tendo um bom dia, caso não estejam, sabem que podem conversar comigo... Hoje iremos trabalhar com algo mais expressivo através da escrita. Sei que nem todo mundo gosta de escrever, mas quem se sentir melhor, escreve frases curtas e pode pintar, desenhar, a escolha é de vocês. A expressão de hoje é como estão se sentindo, seja nesse dia ou no geral. Podem começar.

Para Sam não seria um problema escrever, afinal ele amava compor, então já facilitava. O garoto grudou a ponta do lápis no papel e começou a escrever, não pensando em deixar algo concreto, deixando somente o abstrato ir tomando forma aos poucos e expressando suas dúvidas em uma forma de poema, o que ele raramente fazia.

"O amor não sobrevive somente entre quatro paredes

Se não houver respeito, dignidade e compreensão

Não há amor que suporte tal rede

Desejo não suporta

Amor não aguenta

Paciência não existe

Se falta de respeito e privacidade é o que habita

O Amor supera gênero, assim como tais quatro paredes

Porém, no amor é necessário ter demonstração

Abraços, beijos e carinhos

Mostrando assim seu amor infinito." ¹

Ao reler, sequer deixou as dúvidas que queriam vir a tona em forma de 'quem será que estou querendo me referir?', pegou uma folha de sulfite e pegou tinta, a única forma que ele sabia se expressar, e então começou a trabalhar, jogando as cores vermelhas e laranjas pintando nas bordas um amarelo, e então passando com um pincel por cima de tudo um rosa em aquarela. Satisfeito, levou para o professor, que sorriu, apreciando a arte e tentando decifrar o que o garoto queria passar.

—Pendure ali, na próxima aula iremos falar sobre isso. — O professor falou e assim o loiro fez, pendurando a folha no fio de barbante preso de ponta-a-ponta no enorme vitral, no exato momento que o sinal soou, fazendo os alunos correrem para fora da sala, fazendo Enzo rir.

—Já vai para o auditório? — Sam perguntou e o professor assentiu. — Então vou junto.

Kurt Kaiser

O garoto abotoou o botão que insistia em abrir, já pensando no que precisaria para consertar aquilo. O garoto olhava de cinco segundos em cinco segundos para a porta do auditório, escutando China e Curtis conversando sobre alguma coisa que no momento, ele estava deixando de lado por causa de sua curiosidade crescente sobre quem seria que iria fazer o teste.

O som do portão batendo ao ser aberto despertou Kurt, que levantou o olhar rapidamente, vendo o loiro da semana anterior, cujo havia o ajudado, ali, ao lado de Enzo.

—Ah, você... — O sussurro de Kurt pôde ser escutado por China e Curtis que se entreolharam e sorriram, já tramando alguma coisa.

—Oi, crianças. — Enzo falou, colocando seu material sobre a mesa encrustada à cadeira de professor. — Fico feliz que todos tenham comparecido, afinal, fiquei de avisar quem havia entrado para o clube. Agora, que estão aqui, posso lhes dizer que estão todos recrutados.

—MEU DEUS! — Todos gritaram, pularam e Kurt nem sabia o que estava acontecendo direito, ele só sabia que estava em choque e só conseguiu sair do choque quando sentiu ser abraçado por China, começando a pular junto.

—Crianças, fico feliz com a animação de vocês, mas agora temos que ver a apresentação de mais uma pessoa. Sam... Você vai? — Kurt observou o loiro assentir, o olhar recaindo sobre si, o fazendo desviar o olhar, corando.

—Sim, vou sim. — O de olhos castanhos afirmou, pegando o violão que o professor estendia para si, subindo as escadas para o palco.

Kurt o viu sentar-se no banco oferecido pela banda, que começou a tocar, e acomodar o violão no colo, e então ele sorriu, e Kurt sentiu como se o sol entrasse no local alimentado por luzes brancas.

Oh my love let me be your fire
We're a thousand miles up and about to get higher
Feel my heart beating out my chest
You're the only prayer I need to make me feel blessed (singing) ohh

Rest your head like it was made of stone
Next to mine darling lay your bones
I hold you closer, let me show

We'll shape this world like it was meant to be
Made of clay for only you and me
Awake with you is better than a dream
Better than a dream

O cover da música 'Oh My Love' de The Scene fez Kurt começar a se mover, involuntariamente, de acordo com os acordes do violão, o sorriso do loiro o deixando quente no rosto, mostrando o sorriso branco involuntariamente seguido das batidas do coração fervoroso.

A voz do loiro fazia Kurt viajar, viajar porém ainda focar nele, quase como um jogo de pingue-pongue, um lança de um lado e o outro retribuiu. Os olhares profundos nos olhos de Kurt comprovavam isso, junto da piscadela, tanto comprovavam que China e Curtis que estavam do lado estavam encarando os dois, tão entretidos quanto num jogo de tênis.

Oh my love let me be your fire
We're a thousand miles up and about to get higher
Feel my heart beating out my chest
You're the only prayer I need to make me feel blessed (singing) ohh
Oh my love let me be your fire
We're a thousand miles up and about to get higher
Feel my heart beating out my chest
You're the only prayer I need to make me feel blessed (singing) ohh
You're the only prayer I need to make me feel blessed
You're the only prayer I need to make me feel blessed
You make me feel blessed, you make me feel blessed
You're the only prayer I need to make me feel blessed

E então veio a explosão de palmas do final em que Sam dançava deixando a corda do violão preso ao seu pescoço. O loiro dançava batendo palmas de duas em uma vez, a voz sincronizada com a dança.

Kurt riu ao ver o loiro rebolar, quase como se dançasse num clube das mulheres.

A apresentação do garoto terminou e todos finalizaram com palmas, vendo o louro agradecer.

—Turma, agora a decisão é de vocês. É o clube de vocês. — Enzo anunciou, vendo todos pararem por um segundo, num silêncio quase insuportável.

—COM CERTEZA! VOCÊ NÃO FOGE DA GENTE! — Kurt gritou, fazendo todos rirem concordando. Sam sorriu para o menor, vendo-o corar e piscar.

Enzo Franklyn

—Parabéns, Sam. Agora você faz parte do clube de dança de St. Jones Lewis High School! — O professor anunciou, batendo palmas, vendo a animação dos outros alunos em o acompanhar. — Agora, como iniciamos oficialmente, temos questões pendentes para resolvermos. E elas são: o nome do grupo, recrutamento, a lição de vocês e o formulário que fiz para vocês preencherem. Primeiro vamos falar do nome do grupo...

—Poderia ser Dirty Moves²? — Liz perguntou com uma cara bem maliciosa e o professor riu.

—Podemos pensar nisso. Mas eu quero que vocês pensem e coloquem os nomes que vierem a cabeça de vocês pela semana, na próxima aula iremos fazer a votação. Mas agora, precisamos falar de recrutamento. Para podermos ir para as Sectionals, é necessário ter pelo menos quinze participantes. E temos somente seis semanas antes de irmos para as Sectionals e conseguirmos passar para as Regionals. As Nacionais só ocorrem ano que vem, portanto, nosso alvo é chegar nas Regionais, caso senão o diretor irá fechar o clube. — O professor decidiu abrir o jogo, ser honesto com os alunos, afinal, era o mínimo que ele tinha que fazer. Os alunos encararam ele, estupefatos, decepcionados e com raiva. — Entendo que estejam com raiva do diretor, entendo mesmo. Mas agora, é melhor focarmos essa raiva em outra coisa, focarmos na nossa dança.

—Como podemos fazer para recrutar mais gente? — Autumn perguntou, e o professor sorriu, sabendo que tinha a melhor carta nas mangas.

—As pessoas que vocês conhecem. — Ele falou como se fosse óbvio, vendo os outros rindo, constatando o óbvio. — Falem com seus amigos e namorades.

—E agora, o que é esse formulário? — Tatanka perguntou, vendo o professor pegar um monte de folhas e distribuir na mão de cada um.

—Ele é para eu saber se vocês tem algum gosto semelhante, o que eu preciso trabalhar e como vocês querem aprender. Preencham agora porque essa é nossa primeira aula e eu já planejei sua primeira lição que será em dupla.

China Malene Jones

China olhou para a primeira pergunta e ficou em dúvida sobre qual o tipo preferido dela de música, mas acabou por assinalar pop.

Conforme cada questão era respondida, ela se alegrava de chegar ao fim e ver o professor puxar uma lousa de sabe-se onde e começar a escrever o tema daquela aula. Assim que terminou colocou o formulário na mesa do professor e se sentou de volta onde estava antes, observando o professor sobre o palco pedindo para a banda tocar alguma música que ela não reconhecera.

Assim que sua irmão terminou, começaram a conversar, observando cada um terminar seu formulário, até que o último o fizesse e então o professor sorrisse para os alunos, apontando para a lousa, onde estava escrito: algo importante/alguém importante.

—Algo importante, barra, alguém importante? — China perguntou, incerta.

—Exato. Quero que vocês achem músicas nessa última semana que descrevam, junto da sua dupla, algo ou alguém importante, quero uma música que os faça pensar nisso ou nessa pessoa. — O professor descreveu e China assentiu. — Claro que quem vai escolher a dupla de vocês não são vocês mesmos, sou eu.

China riu perante olhar que Lea e Dianna soltaram uma para a outra, quase como se soubessem que parariam juntas.

—Lea e Dianna. — O professor falou e elas riram, revirando os olhos, um pouco frustradas. — Tatanka e Curtis. Sam e Kurt. China e Yumi. Autumn e Liz.

—Isso! — Curtis e Tatanka fizeram um high-five, enquanto Kurt e Sam sorriam, se encarando com sorrisos, sem qualquer real intenção de cortejar, aproveitando que estavam a cadeiras de distância.

—Porém pessoal, quem quiser se apresentar com sua dupla hoje, somente por treino e diversão, podemos começar. Sem qualquer tema nem nada, só a música. — Enzo anunciou e China sorriu para Yumi que assentiu, sendo puxada em seguida para o palco.

—Que música? — A garota perguntou, vendo Yumi sorrir.

—No More Sad Songs? — A outra sugeriu, e assim, China anunciou para a banda e juntas, se arrumaram no meio do palco, encarando os colegas.

Começaram com a coreografia oficial, aos poucos misturando algo delas, tornado a música em uma demonstração de seus sentimentos e memórias passadas.

No more! — China começou a entoar a música.

Sad songs. — E Yumi assumia o 'sad songs' com raiva, dando ênfase. Apesar de a garota de descendência oriental não saber cantar, ela adorava dar ênfase nas coisas, assim como costumava fazer em casa ao fazer suas animações, como uma vez China já vira, por causa de um trabalho.

I'm beggin' please don't play no more sad songs

Dancing with danger
Talking to strangers
Don't care where I go
Just can't be alone
They'll never know me
Like you used to know me, no

China cantou, com força, utilizando suas lembranças de uma desilusão amorosa não muito recente.

Lea Mikaelson

Após algumas apresentações, de Kurt e Sam, mas também de Curtis e Tatanka, todos foram dispensados, para poderem iniciar a busca pela música ideal com seus parceiros. Lea olhou para Dianna que caminhava ao seu lado e pensou que seria melhor se já começassem a procurar e ensaiar.

—Que dia? — Perguntou do nada, vendo-a encarar ela com as sobrancelhas arqueadas. — Que dia para vermos isso de dupla?

Dianna continuou olhando para frente, pensando. Então ela focou os olhos verdes cristalinos na rockeira, claramente ainda em dúvida.

—Que tal hoje? Agora? — Ele perguntou, e Lea assentiu, meio acanhada, sem saber o que fazer. É estranho se sentir assim, ela pensava, afinal nunca era acanhada, sempre dizendo o que achava certo e o que queria ali, na hora. — Então, podemos ir no meu carro até minha casa, e lá ensaiamos e podemos procurar todas as músicas. E nos conhecer melhor antes de procurar sobre o que nos faz sentir bem.

—Ótimo. — Monossilábica, Lea observou a loira pegar as coisas que não iria deixar no armário escolar e a seguiu para o carro, onde entraram e logo estavam na estrada em direção à casa da cheerleader.

—Então, julgando pelas suas roupas e pelo som alto que sai do seu ouvido na aula de inglês, você gosta de rock. — Dianna afirmou, e Lea sorriu, assentindo. — Do que mais gosta? — Eleanor perguntou, se inclinando levemente para colocar uma música, que acabou sendo a de Jax Jones, You Don't Know Me.

—Música apropriada para o momento. — Lea riu, vendo a outra sorrir com a brincadeira. — Não iria acreditar se me dissessem que você gosta de eletrônica.

—É, escuto quando tenho vontade. Agora me fala aí, gosta de mais o quê? — Dianna perguntou novamente, insistindo, olhando brevemente para a morena que riu da insistência e pensou por alguns segundos.

—Eu gosto da minha família. Gosto de ficar acordada de madrugada quando não tem aula escutando rock. Gosto de ler e procurar saber mais sobre tudo. Gosto de vestir preto, mas sempre ousar nas roupas. — Lea afirmou, vendo que tinha muita coisa que gostava, e eram simplórias, ao contrário do que todo o mundo costumava desejar. — E a senhorita? — brincou um pouco, vendo a loira rir enquanto os cabelos insistiam em voar contra seu rosto, por causa do vento forte que vinha da janela aberta do carro vermelho.

—Eu gosto das conversas com minhas amigas. Gosto de ser uma cheerleader, principalmente ser a chefe. Amo ficar dançando pela casa quando não estão meus pais. Gosto de passar meu tempo conversando com a cozinheira ou a empregada. — Dianna falou, os olhos levemente cheios d'água.

Ela olhou para a garota ao seu lado e respirou fundo, sem muito saber o que dizer, mas mesmo assim, tentou.

—Olha, caso queira falar comigo, qualquer coisa... Eu estou aqui, pode confiar em mim, sério.

—Obrigado, Lea. Mas eu prefiro não falar disso.

—Sem problema.

***

—... Podemos treinar novamente, que tal I Lied? — Dianna perguntou, e Lea logo negou.

—Não tem um apego de alguém ou algo em nós. — Lea falou, relembrando a loira.

—Não estou falando para ensaiar. Estou falando para dançarmos só como prática. — Eleanor erguer as sobrancelhas, esperando resposta, e então Mikaelson assentiu, apertando o play do vídeo no Youtube, enquanto começava os passos, passando as mãos pelo corpo, fazendo um coração quebrado com os dedos, então girava e parava no chão de joelhos, batendo os cabelos nas costas.

It's crazy how that four letter word gets tossed
And I'm guilty, said it so many times before
But I can't front no more

You're the only one that's showing me the real
You're the only one that's giving me these chills
No ex in the past could open up my eyes
Thought I found the one every time

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high
I've said I love you, but I lied
Cause everything's different this time, no, no

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high

Dianna começou a cantar, girando devagar, os olhos colados na rockeira, uma cena digna de filme, que confundiu os pensamentos de Lea. A loira foi se aproximando da morena que agora estava de joelhos, sentada sobre a batata da perna e apoiando-se somente com uma mão no chão, ainda rebolando, um sorriso perverso nos lábios e olhos brilhosos.

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high

You got that real love
That text in the morning, that real love
How Mary J call it, that real love
We got real love

You got that real love
That text in the morning, that real love
How Mary J call it, that real love
We got real love

Dianna se aproximou da que se encontrava no chão e colou seus seios, compartilhando a respiração, quase simulando um sexo.

A loira pegou gentilmente nos cabelos da morena e a puxou para o chão, vendo-a deitar-se, e então, juntas rolaram no chão, e aproveitaram o final da música para se aproximarem, Lea com os lábios quase no pequeno decote da camisa da loira, enquanto a loira tira os dentes raspando no lóbulo da morena, que quase gemeu ao ter o dente gelado da outra raspando ali, numa área tão sensível.

E então a música se extinguiu, fazendo-as corarem na posição que se encontravam, engolindo em seco e se afastando lentamente, extremamente envergonhadas, mas Lea se encontrava curiosamente satisfeita.

—Ahn... Isso foi legal. Foi uma boa performance. — Dianna falou, engolindo em seco.

—Sim. Ensaiamos mais amanhã? — Lea perguntou, vendo a outra assentir, um pouco tímida. — Então, depois nos falamos!

Lea colocou os coturnos pretos, colocou a jaqueta preta e pegou sua mochila, acenando para a loira que ainda estava no chão, saindo pela porta do quarto da mesma, passando as mãos no rosto quente, tentando esfriar o rosto e tirar o vermelhidão.

Que sentimento é esse? O que acabou de acontecer lá dentro? Meu Deus, o que é que eu estou sentindo? E por que estou sentindo isso?

Notas finais
¹: Poema feito por mim. ²: Referência à uma história que vem sendo planejada tem um tempo. Nos vemos em breve, lindes. ♥