Dance Club - Life Is a Suprise

3 Season 1 / Chapter 3 - First Lesson, Anxiety & Prevention of Suicide.


Notas iniciais
Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Espero mesmo que esteja. ♥ Enfim, esse tempo entre um capítulo e outro ocorreu bastante coisa, eu criei meu primeiro GIF que vocês vão ver no capítulos (tive que criar para história, pq foi nesse GIF que me baseei para uma das cenas ---> apresentação da Autumn e Liz), to vendo Star Wars IV ainda, mas acabo hoje. E esse é o segundo capítulo que já fiz de 10.000 palavras, o primeiro foi de uma fanfic sobre Pentatonix. Espero que gostem, e ah! Não sei quando sai o próximo capítulo, ele pode sair essa semana, ou demorar, então estão avisados. ♥ Esse capítulo é tratado sobre Depressão, Suicídio e Ansiedade, cuidado com gatilhos. Beijos e até!

Season 1 / Chapter 3 — First Lesson, Anxiety & Prevention of Suicide.

Curtis Patterson

Conforme a semana passou o garoto se encontrava sempre com a garota de cabelos brancos. Já haviam escolhido suas músicas, tendo como dedicação suas mães. Haviam escolhido a música Home, escolhida justamente quando eles estavam vendo a continuação de Alvin e os Esquilos, para poder relaxar antes de continuar no trabalho que estava sendo procurar alguma música que descrevesse o que eles queriam.

O bom de não terem demorado a achar, era que o diretor havia liberado – estranhamente – o auditório pelas próximas três semanas, então de vez em quando iam lá para ensaiar, ou para o professor ensinar algo em seus tempos livres.

Como uma semana já havia se passado e a aula oficial deles se aproximava cada vez mais, ainda sem uma data definida, ele e ela ensaiavam com mais afinco e tentavam não esquecer o que fariam.

—De novo? — Curtis perguntou, vendo a garota sorrir e negar com a cabeça. — Já esta bom por hoje, né?

—E como, já é nosso terceiro ensaio? — Ela perguntou e Curtis assentiu, respirando fundo, retirando os óculos e tirando o suéter que só pegara mais cedo pelo frio. Tatanka tirou os olhos do garoto, engolindo em seco com a visão dos pelos que subiam para o umbigo do mesmo sendo revelada pela camiseta que acabou subindo junto do suéter, mostrando a barriga definida.

—Então, já temos os passos e é só esperar o sinal bater e já estamos prontos. — Curtis afirmou, se movendo até a mesa mais próxima, onde colocou seu suéter e arrumou os óculos novamente nos olhos, bebendo um copo de água e seguida.

—Ainda bem que nossa última aula foi vaga. — Tatanka disse e Curtis riu da cara de desespero que ela fez. — Já penso se não tivéssemos ensaiado?

—Ensaiamos a semana toda, é impossível você estar pensando que se não ensaiássemos hoje iríamos mal. — Curtis olhou para ela e viu ela rir.

—Sei lá, 'to nervosa. — Ela disse, respirando fundo.

—Calma, vamos bem. — Ele sorriu e ela sorriu, a confiança dele fazendo efeito positivo.

Sam Scott

—Mas cara, você vai dançar com o garoto mais gay dessa escola. — Sam revirou os olhos perante a tentativa falha de Max o atingir.

—E desde quando gay é uma ofensa? Ou qual o problema de eu dançar com ele? — O loiro parou e olhou para o moreno, vendo-o abrir o armário dele, pegando uma cueca.

—Ué, ele pode te atacar. — Max falou como se fosse óbvio, fazendo Sam olhar para ele com os olhos arregalados, discrente.

—Porra, vai te foder, Singer. — o ênfase do uso do sobrenome de Max, o fez perceber que o loiro estava mesmo com raiva.

—Nossa, ele ficou estressadinho.

—Claro que fiquei, você é muito babaca. — Sam falou e fechou o próprio armário, revirando novamente os olhos.

—Ei, olha a ofensa, aí. — Max repreendeu, fazendo o loiro apontar o dedo médio para ele.

—Olha quem fala, ofendeu o outro mas se dói quando é chamado de babaca por justa causa. — Sam disse, vendo o outro ficar quieto e estreitar o olhar para si. — Fica revoltado não, porque você é babaca, sim.

Sam colocou a calça jeans e em seguida a camiseta azul, amarrando o tênis all-star vermelho, saindo do vestiário, ainda acompanhado pelo amigo. Puxou os cabelos curtos para trás, ainda sentindo-os úmidos após o banho pós-treino. Ele sempre ficava feliz ao parar para pensar e reconhecer que era seu primeiro ano naquela escola, frequentando o terceiro ano de Ensino Médio e já fazia parte do futebol americano. Era uma conquista que o orgulhava, mas ficava meio decepcionado – apesar de já saber – ao ver o quanto os jogadores eram preconceituosos. Era um clichê real.

Dianna Eleanor

A garota viu o namorado entrando no corredor principal da escola, portanto dirigiu-se até o moreno, sorrindo aquele sorriso forçado que colocava quando estava na presença dele e o abraçou, caminhando ao lado dele de mãos dadas.

O sinal soou por toda escola, liberando alunos e mais alunos de dentro das salas.

A loira olhou para Lea, que estava parada em frente do armário, olhando-a. A morena sorriu, fazendo a loira sorrir e acenar, seguindo para o auditório.

—Vou te ver apresentar hoje, tudo bem? — Max a perguntou, e ainda um pouco distraída olhando sobre os ombros a morena fechando o armário, concordou.

Ela voltou o olhar para frente e viu o portão do auditório ser aberto pelo namorado, e assim puderam se deparar com o auditório todo preparado, as luzes focadas no palco, o palco tinha lâmpadas de diferentes cores penduradas, algumas flores enfeitavam o chão e ao fundo se encontrava alguns dos arcos/argolas gigantes que seriam usados em uma dança, a última do dia, como dizia o papel com letras garrafais impressas na entrada do local.

—Bem-vindos. — Enzo falou, sorrindo para o casal, erguendo a mão para uma das cadeiras ao lado de onde Kurt, Sam, China e Yumi já encontravam. Um cara de cabelo marrom em um topete e vestindo colete estava sentado mais a frente, observando cada detalhe do palco.

—Quem é ali? — Dianna sorriu, curiosa.

—Meu namorado. — O professor falou, e Max arregalou os olhos, enquanto Dianna sentia o corpo de arrepiar, talvez se sentindo um pouco emocionada, e ela nem sabia o motivo de isso estar ocorrendo.

Após se sentarem e desligarem o celular a pedido do professor, o restante do pessoal chegou, menos Curtis e Tatanka, que eles já sabiam que estavam já se aprontando para serem os primeiros na apresentação.

—Se quiserem filmar, podem, tem a permissão desse grupo. Somente peço que seja sem flash e que não façam barulho. Se preparem, eles já irão começar. — Enzo deu as últimas informações e foi para o palco, vendo a primeira dupla se aproximar do centro do palco, maquiados nos rosto em tons de azuis mais claros, dando uma contraste com o rosa mais pink. O professor pegou o microfone e aproximou da boca. — Pessoal, bem-vindos à apresentação da primeira lição de vocês, e a primeira dupla que irá se apresentar será a de Tatanka e Curtis, com a música Home. Por favor, falem um pouco do que inspirou vocês.

—Tatanka, fale você. — Curtis encorajou, vendo-a pegar o microfone e olhar para as poucas pessoas ali sentadas.

—Então, essa música diz sobre as pessoas mais importantes e que estão sempre do nosso lado, nossas mães. Acabamos descobrindo a música após assistir Alvin e os Esquilos, então está aí uma dica, filmes considerados infantis são maravilhosos para lições musicais. — Tatanka disse, vendo todos rirem. — Esperamos que gostem.

O silêncio predominou enquanto os dois se arrumaram no palco, ela sentada e ele olhando para ela, quase como se lamentasse. A luz sobre eles apagou, deixando tudo engolido nas trevas, então a banda começou a tocar e a voz de Tatanka sussurrou as letras da primeira estrofe, do melhor modo teatral que todos já haviam visto, os fazendo pensar que talvez ela fizesse teatro, o que de fato, fazia.

Tatanka:

Oh, you shine bright
Brighter than all the stars
Brighter than fireworks
So, I give you all my love

Então a voz de Curtis irrompeu a última letra, cantando enquanto se levava a cadeira para trás, puxando a garota para cima, girando-a, os cabelos dela voando, brilhando com a luz, suas maquiagens os deixando quase como criaturas místicas combinando com suas roupas, brancas com riscos azuis, numa espiral.

Curtis:

And you're perfection
Even in your mistakes
Give affection
Even when your heart aches
When I'm away
You're who I'm thinking of
Because

You are my home, home, home
Wherever I may roam
You are the place where
I can rest my weary bones
You are my home, home, home
You are my home, home, home

You're a diamond (brightening)
Brightening my cloudy skies (sparkling)
Sparkling all through the night (night)
Light me up like fireflies

See you shining
Even in the darkness
Stand beside me
When I don't deserve it
That's why I say
I give you all my love
Because

Ele girou ela e a deitou no seu colo, enquanto ela juntava os pés e mãos, formando um triângulo, que quando Curtis virou, parecia uma casa formada.

Todos aplaudiram, vendo eles girarem novamente, ele acompanhando ela, batendo palmas e a voz sofrendo os impactos das batidas, melhorando a melodia. Curtis levantava e abaixava sua cadeira, equilibrando muito bem o corpo, acompanhando seu ritmo de batidas.

Ela se apoiou nele e com um salto, ela ficou suspendida no ar, sendo segurada pelo garoto, em seguida, voltando ao chão e girando ele, fazendo o garoto rir. Deitou-se novamente no colo dele, abraçando-o pelo pescoço.

Curtis:

You are my home, home, home
Wherever I may roam
You are the place where
I can rest my weary bones
You are my home, home, home
You are my home, home, home

You're my number one
There's no doubt
And we stick together throughout
Like boy scouts, we about
All for one 'till lights out
So mom, where you at?
Wave your hands, front to back
Everybody take a look around
At my mom, out in the crowd (oh)
I love you mom (oh, oh, oh)

You are my home, home, home

Curtis cantou a última estrofe, terminando ao som dos aplausos de todos, que estavam emocionados diante de tal espetáculo.

—Parabéns, crianças, foram muito bem. — Enzo parabenizou, subindo novamente no palco. — Teremos uma pausa de cinco minutos para o próximo grupo ir se preparar. Lea e Dianna, é a vez de vocês.

Dianna assentiu, engoliu em seco, um pouco nervosa. Ela levantou, dando um beijo na bochecha de Max, e se dirigiu para o palco, onde ela e Lea se dirigiram para um dos lados, na parte não visível, onde vestiram a peça de roupa que haviam comprado para a apresentação, lingeries. Com maquiagem clara nos olhos, passaram um batom forte em seus lábios, para assim destacá-los. Lea usou um vermelho-vinho, enquanto Dianna passava um vermelho forte.

Então saíram do interior do palco e se tornaram visíveis aos olhos dos outros, brilhando com as luzes que agora brilhavam vermelhas, com exceção de cinco, que piscando em azul davam uma coisa mais psicodélica.

O professor ofereceu o microfone e Lea o pegou.

—Oi, pessoal! Escolhemos a música, I Lied, da Fifth Harmony. Escolhemos ela por estarmos querendo que as mentiras ao nosso redor acabem, que as mentiras que nós dizemos todos os dias acabem. E de bônus, um desejo profundo de algo que normalmente todos nós queremos, o amor verdadeiro. Esperamos que gostem.

Lea:

It's crazy how that four letter word gets tossed


And I'm guilty, said it so many times before
But I can't front no more

You're the only one that's showing me the real
You're the only one that's giving me these chills
No ex in the past could open up my eyes
Thought I found the one every time

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high
I've said I love you, but I lied
Cause everything's different this time, no, no

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high

A banda começou a tocar, então a voz forte de Lea começou a música, ela rodeou Dianna, que a olhava atuando a superioridade no olhar. A mão esquerda de Mikaelson encostou na pele nua das costas de Eleanor, fazendo a outra suspirar baixo. Então Dianna seguiu a rockeira, cantando baixo e doce, quase com uma raiva no interior, desconhecida até então. Lea então a puxou pela coxa, colando seus corpos, deixando os lábios somente a milímetros de distância, seus microfones ainda transmitindo a música, num misto de raiva, alegria e desejos, anseios.

As pétalas de rosas no chão sofreram pressão quando ambas deitaram, Lea sobre Dianna, então sendo empurrada pela loira, que a puxou pelos pés, arrastando algumas pétalas.

Lea e Dianna:

It'd be foolish if they thought they could get me back


See, the truth is you can't lose what you never had
And you got me so bad

You're the only one that's showing me the real
You're the only one that's giving me these chills
No ex in the past could open up my eyes
Thought I found the one every time

Mikaelson segurou o punho de Eleanor e pôde ver que ela chorava com a música, só não sabia se era parte incluída ali no momento, para a dança, ou era o que ela estava sentindo e a dança era ótima para esconder isso.

A loira puxou a morena, girando, sendo segurada na cintura pela outra. Então Lea a prensou contra seu corpo, e Dianna jogou seus cabelos para trás. Lea levou a mão livre para os cabelos louros, puxando-a de volta para si, encostando suas testas.

Lea:

I've said I love you, but I lied


Cause love never got me this high
I've said I love you, but I lied
Cause everything's different this time, no, no

I've said I love you, but I lied
Cause love never got me this high

You got that real love
That text in the morning, that real love
How Mary J call it, that real love
(2x)

Dianna e Lea:

We got real love

As duas giraram, abraçadas, enquanto pétalas brancas caíam do céu negro do palco, e juntas, elas berraram a última frase da música, caindo de joelhos nas pétalas brancas, num abraço forte e reconfortante.

As palmas vieram, forte e sem vozes gritando, deixando-as se confortarem entre si como precisavam. Agradecendo, deixaram o palco, indo trocar de roupa.

—Intervalo de dez minutos, o próximo grupo, caso não estiver arrumado, aproveitem. — Escutaram o professor avisando, e juntas, sem perceber que estavam de mãos dadas, entraram no banheiro.

Dianna percebeu na hora em que pensou em retirar a maquiagem, e mesmo que algo dentro dela a dissesse para não soltar, assim o fez, já pegando um algodão e o molhando com o produto que retiraria a maquiagem dos olhos. Permaneceu olhando para Lea, que tinha a cabeça baixa, limpando a maquiagem.

—O que aconteceu naquele palco? — Lea perguntou, a encarando.

—... — O suspiro da loira mostrava que nem ela estava entendendo algo.

—Você chorou de verdade? Ou era pra peça? — Lea perguntou, claramente em dúvida. Dianna era quem agora tinha a cabeça baixa, assentindo.

Um silêncio igual nenhum outro se via ali, Lea tinha que pensar e Dianna tinha que terminar de se limpar, visto que Lea já o havia feito, pois já estava se vestindo.

Então Lea parou tudo e a puxou para um abraço, sem palavras, sem dizeres, somente o silêncio entre o sentimento do momento.

Kurt Kaiser

—Estranhamente semelhante, escolhemos a música que retrata sobre o grande amor cheio de fogo que nós queremos viver algum dia. E com ele aprender algumas coisas. A música é da Britney Spears, Make Me. Bom proveito.

Então o palco explodiu em fogos, graças aos suportes ao fundo que ninguém havia reparado. O colete azul que Sam usava foi retirado devagar, com ajuda do apaixonado por moda.

Ambos começaram a acompanhar a batida lenta da música, e apesar de Kurt não ser o melhor sensualizando, ele sabia que conseguia. Sam o puxou, colando suas cinturas, então Kurt desabotoou a camisa branca e social do loiro, ainda não tirando a mesma.

Kurt:

Friday, I'm dreaming a mile a minute 'bout somebody


This feeling, I wanna go with it, 'cause there's no way
We're hiding away from this tonight, oh, this tonight
Can tell you want me

By the way I see you starin' 'cross the room, babe
No shame in the game just cut the shit, be honest
Yeah, you know what you gotta do tonight, do tonight

I just want you to make me move
Like it ain't a choice for you, like you got a job to do
Just want you to raise my roof
Something sensational (oh, yeah)

And make me oooh, oooh, oooh, oooh
And make me oooh, oooh, oooh, oooh

Sam virou o outro, colando suas costas em seu corpo, abraçando-o pelas costas, simulando um sexo com o verso em que representava tal ato.

Então o botão da calça do moreno foi aberto e ele sorriu malicioso, segurando as mãos do loiro, então se virando e o puxando para seu pescoço. Sam pegou a mão de Kurt e o girou, depois andou quase como se estivessem praticando tango. Com uma mão servindo de apoio para as costas de Kurt, Sam rodou e puxou contra seu corpo, o sorriso claro, começando a cantar sua parte.

Sam:

No rules
From the bar to the car, let's take it back to my room
Igniting the heat of the moment, let the sparks fuse
Blowing up to the ceiling, we're burning bright
When we cross the line

'Cause you're the flame I can't do without
The fire comes in the sapphire sun
There's no way I'm gonna be fighting this tonight, this tonight

I just want you to make me move
Like it ain't a choice for you, like you got a job to do
Just want you to raise my roof
Something sensational (oh, yeah)

Kurt empurrou o loiro para o chão, vendo-o usar o pé para escorregar mais, distanciando-o.

O loiro sorriu ao ver o outro desabotoando a camisa preta enquanto andava até si, e quando a camisa voou e China pegou, ele riu, vendo o outro segurar a risada para não errar sua parte da música.

E assim que parou de frente ao loiro, o mesmo o puxou, fazendo-o cair sobre o corpo musculoso, rolando, para assim o loiro ficar sobre o moreno, se apoiando sobre uma mão, rebolando, acima de Kurt, vendo-o sorrir.

Kurt:

And make me oooh, oooh, oooh, oooh
And make me oooh, oooh, oooh, oooh

Baby, 'cause you're the spark that won't go out
My heart's on fire when you're around
Make me oooh, oooh, oooh, oooh


Sam sentiu as mãos do menor puxarem sua calça, retirando-a e lhe deixando somente de uma cueca dourada, que fez os outros rirem, batendo palmas.

Kurt deu um beijo na bochecha do amigo e girou com o apoio do outro, dançando como se fossem dos anos de 1980.

Sam:

(Yeah, Eazy)
I don't care if it's a random person or the biggest star
Out in Vegas or little bars
Really not a difference if it's near or far
Listen, here we are, need you
I've always wondered what was off limits
Staring at you til I'm caught in this
Back and forth like this was all tennis
I'm all jealous, you came with someone
But we could tell that there's changes coming
See, I could tell that you're a dangerous woman
That means you're speaking my language, come on
Now follow me, let's go
Like Penelope in Blow
Well worth the stealing you, it's a felony, yeah, I know
That's why they keep on telling me to let go, yeah

But I need you and I can take you
All the way and I'm able
To give you something sensational, so let's go, yeah
Said I need you and I can take you
All the way and I'm able
So follow me and I can make you

Sam o puxou novamente contra si, colando os corpos, e os ajoelhou, deitando Kurt aos poucos, terminando de retirar o que faltava da roupa do outro, só o deixando de cueca. Kurt retirou a última de peça de roupa do loiro, vendo a camisa voar longe.

Então, juntos, cantaram a última estrofe da música, deixando uma última explosão do suporte, fazendo labaredas de fogo ao fundo.

Kurt e Sam:

And make me oooh (move), oooh, oooh (yeah), oooh
And make me oooh, oooh, oooh, oooh

Baby, 'cause you're the spark that won't go out
My heart's on fire when you're around
Make me oooh, oooh, oooh, oooh
Yeah, you make me oooh

Yumi Lee

—Wide Awake foi nossa escolha, uma homenagem à todas as mulheres que já sofreram um abuso, ou estiveram em relacionamentos abusivos. Escolhemos após ler sobre na internet após conversarmos com nossas mães. É algo inspirador e que vocês deveriam ler sobre. Esperamos que entendam a mensagem e gostem.

A garota se posicionou atrás de China, usando uma máscara que havia sido emprestada pelo, agora falido, clube de teatro. Máscara essa que era claramente um rosto masculino de alguém com raiva, pintado em diferentes tons de vermelho.

Então a banda começou a tocar e a voz potente de China irrompeu de seus lábios, os olhos abrindo lentamente.

China:

I'm wide awake
I'm wide awake
I'm wide awake

Yeah, I was in the dark
I was falling hard
With an open heart
I'm wide awake
How did I read the stars so wrong?

I'm wide awake
And now it's clear to me
That everything you see
Ain't always what it seems
I'm wide awake
Yeah, I was dreaming for so long

I wish I knew then
What I know now
Wouldn't dive in
Wouldn't bow down
Gravity hurts
You made it so sweet
Till I woke up on
On the concrete

China é virada com agressividade, e então Yumi levanta o punho para acertá-la, sendo impedida pela mão direita da cantora. Yumi e China começam a dançar juntas, dançando um tango básico, e então China tropeça nos pés de Yumi, de propósito, caindo, a voz dando uma fraquejada, mas a música continua, mostrando que ela não iria desistir.

Yumi fechou a mão em uma garrafa de vidro (falso) contendo bebida e a jogou contra o chão, estilhaçando-o, voando bebida para todo lado.

Ao começar o quinto estrofe com um agudo, Yumi é lançada para o outro lado do palco, voando, presa à alguns fios – cujo ninguém conseguia ver. Então ela pousa, após um giro no ar. E corre, pulando no meio do caminho, como se fosse socar a outra, mas panos acrobáticos vermelhos caem do céu do palco e China os agarra, subindo, ao mesmo tempo que o chão e as paredes do palco projetam um céu azul um pouco chuvoso.

China:

Falling from cloud 9
Crashing from the high
I'm letting go tonight
Yeah, I'm falling from cloud 9

I'm wide awake
Not losing any sleep
I picked up every piece
And landed on my feet
I'm wide awake
Need nothing to complete myself, no

I'm wide awake
Yeah, I am born again
Out of the lion's den
I don't have to pretend
And it's too late
The story's over now, the end

I wish I knew then
What I know now
Wouldn't dive in
Wouldn't bow down
Gravity hurts
You made it so sweet
Till I woke up on
On the concrete

China enrolou uma das pernas em um dos panos e com outra, usou de apoio para ficar suspensa, quase como se caísse. Então Yumi subiu junto, e novamente ameaçou bater, sendo segurada e juntas giraram.

Soltando aos poucos o pano, China ia escorregando, representando o que era dito na música.

China:

Falling from cloud 9
It was out of the blue, I'm
Crashing from the high
I'm letting go tonight
Yeah, I'm letting you go, I'm
I'm falling from cloud 9

I'm wide awake
Thunder rumbling
Castles crumbling (I'm wide awake)
I am trying to hold on (I'm wide awake)
God knows that I tried
Seeing the bright side (I'm wide awake)
But I'm not blind anymore
I'm wide awake
I'm wide awake

Yeah, I'm falling from cloud 9
It was out of the blue, I'm
Crashing from the high
You know I'm letting go tonight
Yeah, I'm letting you go, I'm
I'm falling from cloud 9
I'm wide awake (5x)

E quando, juntas, chegaram ao chão, tudo se apagou e novamente, elas estavam como haviam começado aquela apresentação, com China sendo puxada, mas uma diferença: ela soca – de mentira, claro – Yumi, fazendo a garota voar para longe. E então ela canta pela última vez a frase final.

Autumn Jones

A garota colocava o shorts de malha — assim como o sutiã — nude da cor de sua pele, enquanto com outra mão passava o batom vinho. Ela respirava fundo para se acalmar. Liz terminava de vestir um outro shorts da cor nude na pele dela, passando um batom rosa pink.

—Está pronta para arrebentar? — Liz perguntou, Autumn confirmou.

—E você? Está pronta para rodar sem parar? — Autumn brincou, vendo a outra assentir, rindo.

—Então, vamos lá. — A loira falou, puxando Autumn pelo punho.

—Olá, garotas. Como estão, sendo o último grupo? — O professor perguntou, vendo-as se entreolharem.

—Nervosas, acho. — Liz disse e o professor riu, acompanhado do namorado.

—Não se preocupem, vocês irão se sair bem. Como estamos no palco, eu acho que é melhor desejar a merda, não sorte. — Ele sorriu, brincando, fazendo as garotas rirem. Ele desceu do palco e sentou-se ao lado do namorado, dando as mãos.

—Boa tarde, pessoal! Essa apresentação é dedicada à dois amigos nossos que haviam se suicidado, à força deles e à lembrança e saudade que temos. Escolhemos a música que por coincidência, ambos amavam. Um deles acabou passando por uma experiência de participar de um joguinho feito por jogadores babacas na escola dele, sem sequer saber, ele era a aposta desse joguinho, o cara que o fizesse se apaixonar, ganhava e o perturbaria depois. O outro teve o parceiro morto, após os pais do namorado o tirarem de si, mandando o filho para Londres, por preconceito. Suicídio não é brincadeira, não é alguém querendo chamar atenção, é alguém que precisa de ajuda, não julgamento. Vocês não sabem o que está acontecendo na vida do outro. E caso esteja pensando nisso e queira ajuda, é só ligar para o número 141, para a Central de Valorização da Vida. — Liz terminou e passou para Autumn, que engoliu em seco, com a voz meio embargada.

—A música é da Britney Spears, Baby One More Time. Creio que há partes dessa música que mostrava como eles estavam. Sentimos muitas saudades deles, esperamos que isso ajude vocês a conscientizar. — A garota prendeu os cabelos em um coque e jogou o microfone para o professor, indo para o centro do palco, vendo as luzes se apagando. — Pode começar, Allies of Up!

A banda começou as batidas e o teclado, então todo o palco se acendeu, inundado na projeção de branco no chão e na parede do fundo do local.

A banda começou a cantar a música, então Liz levantou uma argola gigante, um pouco maior que ela e girou-a, vendo Autumn correu e como se tivesse calculado, fez um Jeté, passando no exato momento que tinha abertura, da argola. Todos sentados bateram palmas, e Liz segurou a argola, fixando os pés na base, e segurando, girando novamente. Autumn pegou duas latas e jogou para cima de si um pó azul escuro, colorindo seu sutiã (quase top) e ombros. O restante que caiu no chão, começou a formar círculos, graças ao arco/argola.

Oh baby, baby
Oh baby, baby

Oh baby, baby
How was I supposed to know
That something wasn't right here
Oh baby, baby
I shouldn't have let you go
And now you're out of sight, yeah
Show me how you want it to be
Tell me baby 'cause I need to know now
Oh because

My loneliness is killing me (and I)
I must confess, I still believe (still believe)
When I'm not with you I lose my mind
Give me a sign
Hit me baby one more time

Autumn se pôs na ponta dos pés, começando uma dança elaborada, realizando Jetés, Tendus e giros coloridos, preenchendo o local de roxo, azul e rosa.

Ao realizar um Jeté, jogou um rosa forte em Liz, logo em seguida sendo puxada para a mesa, girando junto dentro da argola, colorindo ambas, se abraçando, tentando se desgrudar, demonstrando a aflição e desespero que representava a alma humana e seus pensamentos quando se sofre Transtornos.

Oh baby, baby
The reason I breathe is you
Boy, you got me blinded
Oh pretty baby
There's nothing that I wouldn't do
That's not the way I planned it
Show me how you want it to be
Tell me baby 'cause I need to know now
Oh because

My loneliness is killing me (and I)
I must confess, I still believe (still believe)
When I'm not with you I lose my mind
Give me a sign
Hit me baby one more time

Oh baby, baby
Oh baby, baby
Oh baby, baby
How was I supposed to know
Oh pretty baby
I shouldn't have let you go

Girando, Liz viu a explosão vir do céu do palco, em múltiplas cores, chovendo nelas, o pó colorindo seus corpos e sua arte. Autumn já chorava, manchando o rosto com o preto do delineador e rímel, mais o colorido dos pós.

Então pararam de girar e Autumn voltou a dançar seu ballet, sendo conduzida por Liz, que a acompanhava em Jetés e Pliés.

Liz agora era quem jogava as cores, utilizando o azul mais escuro e rosa para deixar os passos de ballet ainda mais expressivos do que já eram.

I must confess that my loneliness
Is killing me now
Don't you know I still believe
That you will be here
And give me a sign
Hit me baby one more time

My loneliness is killing me (and I)
I must confess, I still believe (still believe)
When I'm not with you I lose my mind
Give me a sign
Hit me baby one more time

I must confess (my loneliness)
That my loneliness (is killing me)
Is killing me now (I must confess)
Don't you know I still believe (I still believe)
That you will be here (when I'm not with you I lose my mind)
And give me a sign
Hit me baby one more time

Liz pegou novamente a argola e ela e Autumn voltaram a girar, agora com Autumn abraçada na loira, as testas coladas. Uma lágrima solitária escorregou pelas bochechas rosadas de Liz, e ambas se aproximaram, deixando a argola cair, deixando-as no meio, enquanto os lábios se colavam em um beijo casto, técnico e de representação, o amor.

Então o som de trovão foi escutado por todos e no palco começou a chover, e tudo ficou preto, menos elas, que tinham uma luz branca sobre seus corpos, que aos poucos ia se apagando, e antes de a luz se extinguir, ambas caíram no chão, finalizando o espetáculo.

Os aplausos foram ouvidos e todos pareciam tocados de algum modo, reflexivos e em silêncio, sem contar as palmas.

Enzo Franklyn

Em meio aos aplausos, o professor escutou o namorado tossindo, então se virou para o mesmo, vendo-o tentando puxar a respiração.

—Anthony? — Enzo perguntou, já preocupado.

—... Crise. — O outro disse com dificuldade, tossindo novamente, dessa vez compulsivamente, as lágrimas de Anthony ainda caíam, tanto por causa da dança e sua representação como o gatilho que tivera de sua Ansiedade, e o desespero de não conseguir respirar.

—Coloca a mão abaixo do nariz. — Enzo disse, vendo o outro fazer. Era uma técnica que normalmente o fazia perceber que ele não estava sem respirar, era uma ilusão, mas naquele caso não adiantou.

—... Enzo... Não... To conseguindo. — Anthony apertava com força a mão do outro.

—Eu estou aqui, você está seguro, não tem nada te ameaçando. — Enzo começou a repetir o mantra que Tony normalmente usava em situações similares. — Calma, eu vou retirar sua jaqueta.

A jaqueta preta do outro foi retirada, e sem perceberem, os alunos estavam no silêncio, absorvidos pela cena, sem saber direito o que fazer.

—Eu estou meio zonzo. — O latino avisou, mordendo o lábio inferior, nervoso e apreensivo.

Enzo respirou fundo, segurando seu desespero para não deixar o namorado pior.

Anthony expressava o medo no olhar, e então s olhos começaram a se fechar, e ele desmaiou.

—Pessoal, chamem uma ambulância. — Enzo declarou, pegando o namorado pelo colo e levando-o para fora da escola, sentando-o ao seu lado na escada. Ao segurar seu pulso, não o sentiu, fazendo assim seu coração falhar a batida. — Anthony...? Tony!

Enzo colocou a mão no peito do outro e prensou, rápido, duas vezes, três vezes, até que o outro puxou o ar e abriu os olhos, se levantando.

Enzo o puxou para um abraço, sabendo qual fora o gatilho no namorado, suicídio, afinal, quando mais jovem, Tony havia passado por muitas e tentara se suicidar, o pai o zombou por isso e ele ainda teve que ver dois amigos seus se suicidarem e ele não conseguiu fazer nada porque os pais não deixavam ele frequentar as casas desses amigos e os mudara de escola, sem contar que Tony não fazia parte do binarismo de gênero. Enzo chorou baixinho, vendo o outro respirando lentamente, agora não mais desmaiado.

—Eu te amo, muito. — Enzo falou, o nariz acariciando os cabelos do outro, que sorriu e segurou uma das mãos Enzo.

—Também te amo. — E com a frase terminada, o som da ajuda surgiu, a ambulância parou em frente da escola e junto de Enzo, foram em direção ao hospital mais próximo, examinando a pulsação e respiração do latino.

***

Enzo havia dormido sentado ao lado de Tony, que continuava dormindo, quieto e por algum motivo, sorridente. O professor segurava a mão do latino com suas duas mãos, sentado no sofá roxo, apoiando sua cabeça no colchão.

Não muitos minutos depois, Tony acordou e sorriu olhando para o namorado que estava do seu lado, de cabeça afundada no colchão. Tentando tirar sua mão de entre as mãos do professor, para poder o acomodar melhor no sofá, acabou que o despertou, fazendo-o olhar pra cima, deixando os lábios próximos.

—Bom-dia. — Enzo proclamou, e o outro correspondeu, dando um beijo em sua testa.

—Você dormiu aqui... — Tony afirmou e o outro sorriu, assentindo. — Minha vontade é dizer que não precisava, mas sei que você o faria mesmo assim. Obrigado.

—Não tem de quê, sempre que precisar, eu estarei aqui. — Enzo afirmou, beijando as costas da mão do namorado.

Kurt Kaiser

Kurt apoiou a cabeça na janela do carro, pensando em tudo que houvera na última semana, no dia anterior e na sua cabeça. A chuva fina do lado de fora do carro o fazia se sentir mais leve, dando algo para ele se ocupar para não pensar em muitas coisas. Ele estava preocupado com Anthony, afinal, não tinham notícias do professor e seu namorado desde o fim de tarde do dia anterior.

—Filho, chegamos. — Seu pai lhe disse e ele agradeceu a carona, deu um beijo na testa do pai e saiu do carro com um guarda-chuva, pronto para não se molhar.

Kurt entrou na escola, já a procura de alguém do clube, encontrando Sam, que conversava com Max Singer – sua ex-paxonite de criança. Sem parar para pensar, porque se o fizesse não se aproximaria, ele andou até Sam e o chamou.

—Ei, Sam! — Kurt viu o loiro virar, a procura de quem o chamava, encontrando o menor e sorrindo ao vê-lo.

—Ei, Kurt. Tudo bem? — O loiro perguntou, e Kurt assentiu.

—E você? — Perguntou de volta.

—Bem também.

—Que bom, mas e então, você soube alguma notícia do professor Enzo?

—Não soube, não. Por que? Até agora nada? — Sam estranhou.

—Exato, até agora nada. — Kurt afirmou. — Mas enfim, era isso. Valeu, a gente se fala mais tarde.

Kurt finalizou e se virou, já seguindo para a aula de Matemática.

—Pera aí, Kurt. Falou, Max! — Sam se despediu de Max e sem demora foi para o lado de Kurt. — Matemática, não é?

—Sim.

—Então temos aula juntos.

Marley Singer

A garota de cabelos cacheados e volumosos se dirigiu à quadra, assim como o diretor havia pedido à todos da escola. Ela não tinha a menor ideia do que iria acontecer, estava um pouco receosa e nervosa, só não sabia o porquê.

Assim que entrou na quadra pôde ver que todos já se encontravam sentados ou se dirigindo aos assentos, olhando para o diretor que estava com a cara mais séria de todas, levemente triste, ao menos era o que aparentava.

—Espero que estejam todos aqui. — O diretor falou no microfone, tossindo em seguida. — Eu gostaria de informá-los que eu não estarei na escola pelos próximos três dias. Isso irá ocorrer porque meu irmão se suicidou hoje mais cedo, precisamente às 8:13 A.M. horas. — O diretor engoliu em seco e fechou a cara, olhando para frente, mas ao mesmo tempo, lugar nenhum. — Eu só gostaria de dizer para vocês que... Suicídio é algo sério...

O diretor teve que parar para recuperar o fôlego, tentando não chorar na frente dos alunos.

—... Não é frescura, não é tentativa de chamar atenção, não é falta de surra ou Deus. É algo sério e o que mais me revolta é que eu nunca tenha iniciado um programa de conscientização disso nessa escola. Se você está passando por algo assim, pensando nisso, ligue para o Centro de Valorização da Vida, no número 141. É isso, estão dispensados.

Marley abaixou o olhar, o coração se afundando no peito enquanto o diretor pegava o microfone e o enrolava, virando para sair do local. Então, uma garota de maquiagem preta e laço azul-celeste se levantou e começou a entoar uma música que ela conhecia, Call On Me, da Starley, sua cantora favorita.

Lea:

When you're low
And your knees can't rise
You feel helpless
And you're looking to the sky
Some people would say
To accept their fate
Well, if this is fate then we'll find a way to cheat
Cause, oh, oh, oh, oh, oh we'll say a little prayer
But, oh, oh, oh, oh, oh if the answer isn't fair

Marley se pôs de pé e começou a bater palmas no ritmo da música, começando a segunda estrofe da canção, os olhos se enchendo de lágrimas, ao pensar na mãe, que havia enfrentado Depressão pós-parto, e ela sabia que Depressão é algo que pode, se não cuidado, levar ao suicídio.

Marley:

You know you can call on me

When you need somebody
You know you can call on me
When you can't stop the tears from falling down, d-down
You know you can call on me
Call on me, darling
You know you can call on me
Call on me, darling (Call on me)

When you're weary
And the road is dark
And I'll guide you
With the beating of my heart
And if the cavalry
And the help don't come
Well, then we'll find a way
To dodge a smoking gun

Cause, oh, oh, oh, oh, oh we'll say a little prayer

But, oh, oh, oh, oh, oh if the answer isn't fair (then call on me)

Um loiro que Marley conhecia de vista, assim como o Garoto da Moda, como ela chamava, se levantaram para participar da terceira estrofe, batendo palmas juntos, os rostos sérios e olhares tristes.

O diretor se virou e observou aqueles quatro de pé, e aos poucos o restante do pessoal do clube foi se levantando cantando em acapella e de um modo mais puxado para um coral.

Dianna – cujo Marley conhecia, justamente por não só ser a namorada do seu primo, mas também a cheerleader mais popular de todas – desceu as bancadas, pisando com força no chão, ecoando o som por toda a quadra, junto das palmas. China cantava a quarta estrofe da música, enquanto Yumi assobiava e Curtis dançava com Tatanka ao lado de Dianna, os passos de dança simples, só envolvendo a questão corporal acima da cintura, com simbologia de telefone, amor e muitos pensamentos; muito se passando na cabeça.

O olhar de agradecimento e reconhecimento do diretor os mostrava que estavam fazendo certo.

China:

You know you can call on me

When you need somebody
You know you can call on me
When you can't stop the tears from falling down, d-down
You know you can call on me
Call on me, darling
You know you can call on me
Call on me, darling (call on me)


When you're, you need someone (Just call on me)
You need somebody to cling to (Call on me)
When you're, you need someone (Just call on me)
You need somebody to dry your tears
When you're, you need someone (You can call me)
You need somebody to cling to (Just call on me)

Just call on me, love (Just call on me)
Just call on me, love (Call on me)
Just call on me, love (Just call on me)
Just call on me, love (Call on me)
Just call on me, love, on me

A plateia batia palma, acompanhando a canção, e a banda, Allies of Up, tocava ao fundo, complementando a canção.

A canção se encerrou e o diretor sorriu.

—Obrigado. — Ele disse, e saiu.

China Malene Jones

—Oi, ahn... Eu gostaria de saber como eu faço para entrar no grupo de dança. — Uma garota chegou em China que olhou para ela e reconheceu, era a que estava cantando com ela e o grupo do clube.

—Oi, qual seu nome? — China perguntou e a viu respirar fundo, já que havia corrido para alcançar eles, e então sorrir.

—Marley. — A garota sorriu, pegando um elástico e prendendo o cabelo.

—Sou China, prazer. Então, Marley, vamos ter que falar primeiro com o nosso professor-coordenador do projeto, mas você tem algum dia livre na semana que vem?

—Prazer, igualmente. Tenho sim, todos os dias.

—Ótimo, então iremos te avisar de quando será a próxima aula, porque não temos uma data definitiva, e então você vai se preparando para a audição, pode ser?

—Claro. Obrigado! — Marley falou, se despedindo, acenando.

—Eba, mais um! — Yumi comemorou, fazendo China sorrir.

—Sim, mais um. Mas e agora, qual é a próxima aula?

—Física, incluindo a do Kurt. — Yumi falou e Kurt virou para elas, parando sua conversa com Sam.

—O que que tem eu? — Ele perguntou.

—Sua aula é com a gente. — Yumi afirmou e ele assentiu.

—Que pena, eu tenho aula sozinho agora, Química. — Sam falou, fazendo biquinho, vendo Kurt rir.

—Não se preocupa, essa sala é do lado da nossa. Olha! Chegamos. — Kurt afirmou, acenando, se despedindo do loiro.

Os três entraram na sala de aula e não demorou para a professora explicar o texto da aula passada, mas Kurt estava ocupado demais conversando com Sam por SMS, após o loiro ter mandado a primeira mensagem, conseguindo ver as reações do mesmo, por estarem do lado das portas de suas respectivas salas, e China estava ocupada demais desenhando coisas para passar o tempo, desenhos simples, de dragões de desenho animado com olhos enormes, ou porcos de nariz fofo.

Yumi era a única que prestava a atenção na aula.

Spike, Justin.

O garoto de cabelo sem pentear e casaco do time da escola andava pelos corredores, matando o final da última aula. Mais uma vez havia bebido um pouco antes de sentar na parte dos fundos da escola e pegar um baseado no bolso traseiro da calça jeans preta e o fumar, apesar de ser sempre o último recurso nos dias em que brigava com sua mãe, ainda sim ele não podia evitar pensar que sair um pouco da realidade era o que ele precisava.

A pele branca estava mais uma vez vermelha perto do pescoço, assim como na bochecha esquerda, marcas das violências de um pai bêbado inútil, como ele sempre dizia. Agressões quase que semanais, e ainda sim, era o único homem que sustentava aquela família, mesmo que o emprego de meio-período de Spike e do irmão, assim como o trabalho de professora da mãe, infelizmente não bastava para pagar as contas.

Enquanto fumava, sentiu uma mão no seu ombro, olhou para cima e viu Potato, seu amigo de longa data, desde os anos de Fundamental, quando se conheceram no antigo bairro barra pesada em que viviam.

—De novo fumando, cara? Era pra gente estar lá na aula de Geografia. Você queria tanto ser da Marinha...

—É, queria. Passado. Não é algo que vai acontecer com facilidade para mim e você sabe.

—Não é algo que vai cair do céu pra você, verdade. Porém nada nessa vida se consegue assim, a não ser que você seja de classe média alta e branco, dentro do binário e hétero. É difícil, mas ninguém falou o contrário, e cara, tu sabe muito bem que eu estou aqui por você.

—Verdade. E porque você saiu de lá? Você surgiu aqui no momento que eu comecei a fumar maconha, e está me dando conselho, quem vê eu te chamando de Potato deve achar que eu estou enlouquecendo e ela também. — Brincou, Spike.

—Verdade, fazer o que se esse é meu apelido de infância?! Enfim, eu sai de lá porque eu prefiro estar com você e te dar conselho, do que estudar. Sem falar que não quero que você vá para casa e brigue de novo com seu pai.

—Obrigado. Sério, cara. Obrigado por estar sempre aqui. — Spike puxou Potato para um abraço, o abraçando pelo ombro.

—De nada, mas hoje é moça, não cara. — Explicou Potato, dando uma piscadela.

—Ah, foi mal. Sempre acabo esquecendo, babaquice a minha. — Spike falou, e viu o outro sorrir. — QUe foi?

—Sua revolta com seu erro, é adorável. — Potato disse, deitando no colo do levemente maior, que riu.

Anthony García

O homem abriu os olhos novamente, vendo o namorado lendo uma revista ao seu lado, dessa vez de roupa nova e cabelos molhados, aparentemente havia acabado de tomar um banho.

—Aceitou minha sugestão, então? — Anthony perguntou, vendo Enzo rir.

—Aceitei, aceitei sim. Não dá para ficar fedendo no hospital. — Enzo deu de ombros rindo. Tony sorriu, respirando fundo, admirando o namorado. — Baby, você vai ser liberado de noite.

—Jura?! Ai, Obrigado, Dios Mio. — O deitado agradeceu, feliz de saber que logo, logo estaria no sofá de casa assistindo alguma série da Netflix, provavelmente o final da terceira temporada de Grace & Frankie. Enzo somente riu, contente com a animação do namorado.

Lea Mikaelson

—Ei, pessoal! Partiu shopping? — Lea perguntou, olhando para Dianna, China, Kurt e Sam na saída da escola. — Vamos, por favor! Eu estou com fome e eu odeio ir para um shopping sozinha.

—Sem problemas, eu não tenho nada para fazer em casa, e já me livrei de trabalhos. — Dianna concordou, ao mesmo tempo que mandava uma mensagem se despedindo do namorado, já que não conseguiram se ver.

—Eu também. — Kurt e Sam toparam. E juntos, aproveitaram que o sol já estava iluminando e esquentando forte o dia havia uma hora e Sam foi com Dianna, enquanto Kurt e China com Lea, carros lado-a-lado, quase como se apostassem corrida, mas sem competição, só uma brincadeira saudável.

—Então, me diz aí, o que está rolando entre você e o Sam? — Lea perguntou, sorrindo sugestivamente para Kurt, vendo-o gargalhar com a cara que mais parecia uma careta. China somente observou, rindo.

—Não tem nada rolando entre o loiro e eu. — Kurt afirmou, vendo a outra tirar rapidamente os olhos da estrada e focar nele, claramente revirando os olhos.

—Okay, deixe-me reformular a frase. O que vocês estão fazendo para rolar algo entre vocês? — Lea sorriu, satisfeita de o ver pensar e não ter como driblar sua pergunta.

—Olha, sinceramente? Eu não tenho a menor ideia. Tem horas que parece que eu e ele vamos nos pegar, mas tem outras que eu fico pensando que esses caras de time de futebol geralmente são héteros e nós, gays, somos um artifício para chegar numa garota. — Kurt falou, suspirando, meio chateado.

—Olha, primeiro de tudo, calma. E se continuar assim, se tiver que acontecer, acontece. Caso contrário, segue em frente. Mas se tem algo que eu tenho certeza é: o Sam não é hétero, principalmente do jeito que vocês apresentaram ontem, não importa o quão profissional seja, se tem sentimento, você nota, percebe, afinal, fica na cara. E tudo que envolver artes, tem sentimento. E cara, eu achei que vocês fossem transar ali em cima do palco com a gente vendo.

—Meu Deus, Lea! — Kurt exclamou, tentando tampar a cara, enquanto China e a motorista riam.

—Ué, Kurt, ela só trabalhou com fatos, agora. Se você tivesse visto a sua apresentação com o Sam, você no mínimo acharia que vocês iriam transar ali em cima. Ah, falando nisso eu tenho o vídeo. — China falou, vendo o outro virar de olhos arregalados, fazendo-a gargalhar. — Vou te dar meu celular para ver, e nem tente excluir, porque eu tenho cópia.

—Ui, ela ta ameaçando, ela. — Kurt brincou, vendo China revirar os olhos, sem evitar, rir.

—Chegamos. — Lea anunciou, no exato momento que Kurt pegou o celular. Ela parou o carro e Kurt deu início no vídeo, corando imediatamente com a cena dele caindo sobre o louro, em seguida rodando.

—Jesus, tira isso daqui. — Kurt falou, quando escutou Sam batendo na janela do carro de Lea, para atrair a atenção de Kurt, já que só faltava ele e China, já que ela esperava ele. Ela pegou o celular rindo.

Kurt saiu, acompanhado por China, que ainda ria.

—Vamos comer primeiro? — Lea perguntou e o pessoal assentiu.

Entraram no local, subindo a escada rolante, dando de cara com um dos diversos anúncios patrocinados que são transmitidos por TVs e costumam ser patrocinados, nesse falava sobre uma série que seria um spin-off de How I Met You Mother, Lea, inconscientemente, começou a cantar, quase em sussurros a música que mais a fazia rir quando via a série.

Lea:

Let's go to the mall everybody! Go!

C'mon Jessica, C'mon Tori
Let's go to the mall you won't be sorry
Put on your jelly-bracelets
And your cool graffiti-coat
At the mall havin' fun is what its all about

Dianna, reconhecendo a música, começou a rir e cantarolar junto, imitando Robie, a personagem da série. Kurt começou tirou o boné preto que Sam usava e colocou na própria cabeça, e começou a dançar, usando o corrimão prateado que servia para impedir que alguém caísse como bateria — não que ele soubesse tocar algum — e usando uma caneta do seu bolso para ficar batendo no ritmo inventado ali no momento.

Dianna:

I haven't done my homework yet
That's okay
And you know how my parents get
Whatever
I don't care 'cause all my friends are gonna be there

Everybody come and play
Throw every last care away
Let's go to the mall
Today
Chloe, mouse, I love it

China batia palmas, não muito alto por estar em público, mas ainda sim estavam atraindo atenção. Kurt decidiu assumir a próxima parte, ainda rindo com a espontaneidade e semelhança do momento com um filme daqueles bem musicais.

Kurt:

There's this boy I like
Met him at the food court
He's got hair like Brettsy
and he does jumps on his skateboard

I hope he asks me out
take me to my favourite spot
It'll be just him and me
But don't forget the robot

Kurt fez os gestos para Sam, indicando o cabelo e imitando andar de skate, vendo o outro rir, o puxando e vendo-o pular, segurando-o contra suas costas.

China:

Dad says I'm too young to date

Lame
But baby I don't wanna wait
I don't wanna wait
Let's do it
That's okay I'm gonna rock your body anyway
I'm gonna rock your body till the Canada Day

Everybody come and play
Throw every last care away
Let's go to the mall
Today

Kurt riu enquanto era girado estando sobre as costa de Sam, que de vez em quando pulava só para o assustar. Lea e Dianna riam, ainda mantendo as palmas e de vez em quando, os assovios era interrompidos pela risadas, mas China, apesar de querer rir, ainda sim cantava, de vez em quando cedendo à risada.

Todos:

I went to the mall with a couple of friends


I had a whole week's allowance to spend
I want hoop earrings and a Benetton shirt
We came here to shop and we came here to flirt
I turned around and who should I see?
Prime Minister Brian Mulrooney
He said, 'Young lady I don't approve.'
So I had to get down and bust trés sweet moves
Hey Fred...c'mon...let's go to the mall!

Let's go to the mall everybody!

Everybody come and play
Throw every last care away
Let's go to the mall
Today

E então eles chegaram na praça de alimentação, finalizando a música, aos risos e alguns aplausos de quem os escutara.

Sam:

Everybody loves the mall!

Everybody come and play
Yeah!
Throw every last care away
I love my hoop earrings
Let's go to the mall
Today

Max Singer

A porta foi aberta e Max entrou em casa, indo para a sua mesa naquele pequeno cubículo perto da cozinha e separado da sala, sentando-se e colocando a mochila apoiada em uma cadeira enquanto já colocava seu fone e acessava o computador, colocando uma música do Major Lazer, 'Light It Up', balançando a cabeça no ritmo da música enquanto começava a procurar os temas do seu novo trabalho escolar: Poluição sonora nos dias de hoje e como afetam. Isso até ser atraído por um som extremamente irritante vindo do seu celular, indicando que uma nova mensagem chegara, e que aparentemente havia travado, portanto desistiu de checar a mensagem. Logo o de cabelos agora um pouco caídos pelo suor se levantou, retirando o fone, correu para a cozinha, onde pegou um copo de refrigerante e fez um misto-quente, sentando novamente em frente do computador.

Antes que pudesse entrar em qualquer site, ele viu que havia uma nova pasta na área de trabalho, intitulada MBK, e curioso, tentou acessar, mas aparentemente, era necessário uma senha, a qual ele não tinha. O que estranhou era que ele e seu pai nunca tinham segredos, ou pastas bloqueadas no computador, até porque, ambos gostavam da mesma coisa e não tinham vergonha um do outro. Tentou algumas vezes e quando foi tentar mais uma, um aviso apareceu na tela:

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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

Somente mais uma tentativa antes, errou, bloqueou.

Então desistiu, mas desistiu empenhado em saber o que era aquela pasta e porque seu pai a tinha criado com senha.

Liz Thomas Anderson

A garota loira abraçou a amiga, beijando a pele entre os seios, vendo a outra sorrir, maliciosa.

Já era de noite e as únicas coisas que iluminavam o quarto da amiga eram a lua, branca e cintilante naquela noite, e a luminária fraca, na mesa do computador, ao lado da entrada para o banheiro. Talvez fosse muito tarde, mas estava muito bom ali para Liz simplesmente ir embora. Então, decidira que passaria a noite ali, ao lado da latina e aproveitando o som baixo da alguma música de alguma cantora latina, que no momento, a loira não conseguia reconhecer.

—Está com frio? — Nayara perguntou, abraçando a minimamente maior.

—Não estou, não. — Liz falou, vendo a outra olhar para o teto. — Pensando...?

—Em nada, só existindo. — Nayara falou, beijando o nariz de Liz, que sorriu com as cócegas provocadas pelo beijo gentil.

—Ela está tendo inspiração para mais um poema, estou certa? — Liz se referiu à amiga na terceira pessoa, como normalmente fazia quando a amiga começava a pensar poeticamente.

—Sim, está. — Nayara entrou na brincadeira. — Mas, enfim... Está com fome?

—Do que... Você, diz? — Liz perguntou, sorrindo maliciosamente, em seguida rindo, junto de Nayara.

—Comida mesmo.

—Ah, estou. — Liz falou, se levantando.

—Então se veste, porque daqui a pouco vai que a Abuela chega. — Nayra falou, já vestindo uma camiseta simples, branca. Liz colocou o shorts de pijama e a camiseta regata, prendendo o cabelo levemente bagunçado num coque básico, saindo do quarto antes de Nayara, indo direto para a cozinha, onde pegou o sorvete de baunilha, um pouco de leite e calda de caramelo. Colocou um pouco de calda na panela, enquanto pegava o liquidificador e enchia de sorvete e um pouco de leite, deixando-os bater.

Assim que a calda começou a ferver, ela tirou, parando o liquidificador e pegando dois copos grandes, de um pouco mais de um litro, enchendo-os e colocando a calda, então se sentou e Nayara surgiu, sentando-se na sua frente, pegando o milkshake sugerido pela amiga.

—Uhn, Liz, muito bom... — A latina apreciou, elogiando.

—Obrigado, mas mais tarde vai ter outra coisa pra você me elogiar por... — Liz sorriu, fazendo a outra rir.

—Como foi a apresentação hoje? — Nayara perguntou, vendo a outra sorrir.

—Foi muito linda, depois eu pego um dos vídeos com o pessoal. — Ela afirmou.

—Desculpa não ter ido, mas é que tu sabe, o diretor se recusou a sair mais cedo da escola hoje e descontou na gente. Mas eu to muito mal por ele, sabe? Mano, o irmão dele, ele deve estar com muita saudade. — Liz assentiu, sentindo as lágrimas querendo cair.

Yumi Lee

A garota lia uma história na internet sobre três amigos que andavam por uma avenida movimentada de Bruxelas, na Bélgica, com um objetivo em mente, o pub – que mais parecia uma balada de tanta gente, só que sem a animação – Chez Moeder Lambic Fontainas. Eles Iriam comemorar o dia da Visibilidade Bissexual, aproveitar o máximo o fim daquele dia maravilhoso. Infelizmente seus outros amigos não puderam ir, por já estarem cansados de terem feito todas as atividades anteriores ou trabalhado. Os três entraram no pub, sentando em frente ao bar, e pedindo batatas-frita e três copos grandes de cerveja. Eles estavam cansados demais, mas tão felizes. Haviam saído com todo o grupo de amigos, ido para Paradas da comunidade LGBTQ e conhecido muitas pessoas, após isso foram para um parque ali perto, para aproveitarem o fim de tarde, e agora se encontravam no pub, para poder descansar antes de que o dia seguinte tudo voltasse à rotina.

Era uma história muito kawaii, ela pensava. Já adicionando a história aos acompanhamentos dela, e sem sono, se levantou da cama com o cobertor e celular, indo para o corredor e descendo as escadas, indo em direção à cozinha, onde preparou um leite quente com achocolatado, caso contrário não conseguiria dormir. Foi para a sala, onde ligou a TV na Netflix, colocou em uma série de comedia do cotidiano de uma família mexicana, Cristela. Olhou pela fresta da cortina para a rua, vendo o professor Enzo entrar com o namorado em casa, sem demorar para as luzes apagarem.

A garota então decidiu prestar atenção à série, feliz de como fora seu dia, que depois de ter ido à casa de Curtis com Tatanka, fazer trabalhos e ainda dançar e brincar, ela estava desfrutando de um tempo dela só com as séries. Ela sabia que ia dormir em breve, portanto colocou o despertador para não acabar perdendo o horário, mas sabia que se perdesse, qualquer modo, sua mãe não a deixaria faltar, então riu com essa constatação e riu um pouco com a série.

Plugou seu fone de ouvidos no celular e ligou em uma música cantada pelo Pentatonix, e sem perceber no cantarolar, já dormia, sonhando com as poucas, mas maravilhosas semanas com aquele clube escolar, onde encontrava pessoas que a entendia e ela entendia, e eles buscavam se entender, buscavam compreender e respeitar a diferença.

Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality

Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy
I need no sympathy
Because I'm easy come, easy go
Little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn't really matter to me
To me

Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he's dead
Mama, life had just begun
But now I've gone and thrown it all away

Mama!
Didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow
Carry on, carry on
As if nothing really matters

Too late, my time has come
Sends shivers down my spine
Body's aching all the time
Goodbye everybody
I've got to go
Gotta leave you all behind
And face the truth

Mama!
(Anyway the wind blows)
I don't wanna die
I sometimes wish I'd never been born at all

I see a little silhouetto of a man
Scaramouche! Scaramouche!
Will you do the fandango?
Thunderbolt and lightning
Very, very frightening me!
Galileo! Galileo!
Galileo! Galileo!
Galileo, Figaro!
Magnifico!

I'm just a poor boy and nobody loves me
He's just a poor boy from a poor family
Spare him his life, from this monstrosity

Easy come, easy go
Will you let me go?

Bismillah!
No, we will not let you go!
(Let him go!)
Bismillah!
We will not let you go!
(Let him go!)
Bismillah!
We will not let you go!
(Let me go!)
Will not let you go!
(Let me go!)
Never, never let you go!
Never let me go!
No, no, no, no, no, no, no!

Oh, mamma mia, mamma mia!
Mamma mia, let me go!
Beelzebub, has a devil put aside for me!
For me!
For me!

So you think you can stone me and spit in my eye?
So you think you can love me and leave me to die?
Oh, baby!
Can't do this to me, baby!
Just gotta get out
Just gotta get right outta here!

Oh, yeah! Oh, yeah!

Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters
Nothing really matters to me

Anyway the wind blows

Notas finais
Você é importante; Você é útil; Você é linde da sua maneira; Você nasceu dessa maneira, não há cura porque não é doença; Por mais que possa não crer, tem muita gente que te ama; Você faz falta sim; Você tem que deixar o que te machucar ir; Você é uma fênix; Por mais que te julguem, tirem conclusões precipitadas, você não é quem eles julgam ser, você é você, e só você sabe quem é. Eles irão julgar, mas há muito mais que querem te ajudar. Resista. Se você já chegou a considerar tirar sua vida, eu te parabenizo por ter conseguido ficar e agradeço por isso, você não sabe como dói pra quem te ama te perder assim. Você não é fraco se precisa de ajuda médica, então não tenha vergonha de procurar isso, assim como o apoio de seus amigos e familiares (sejam eles de sangue ou não). Se quiser saber mais sobre Depressão, Ansiedade, Aceitação, Suicídio, há muitos blogs que falam sobre, um deles é o Conversa Cult: http://www.conversacult.com.br/2016/09/eu-aprecio-voce-porque-voce-me-aprecia.html http://www.conversacult.com.br/2017/04/sou-gordo.html http://www.conversacult.com.br/2015/12/eu-estou-bem.html http://www.conversacult.com.br/2015/09/desconstruindo-mitos-depressao-nao-e.html Uma parte do texto "Desconstruindo mitos: Depressão não é frescura: —> Importantíssimo:::: estimule a pessoa a procurar ajuda psicológica. —> Encoraje o desabafo. Falar sobre os pensamentos e sentimentos que estão soterrando a pessoa fazem bem, ajuda a aliviar a sensação opressiva que a acompanha. —> Seja um bom ouvinte. Uma pessoa com depressão precisa se sentir ouvida e acolhida, e não receber mil conselhos e dicas do que ela deve ou não fazer. Nada disso vai dar certo porque a depressão mina a vontade e a energia e a pessoa acaba não conseguindo fazer nada. E isso é encarado por ela como um fracasso, além do medo de desapontar você. Só vai fazê-la se sentir pior. —> Ajude a pessoa a visualizar suas qualidades e a relembrar suas conquistas. Um aspecto da depressão é a tendência a meio que "esquecer" das coisas boas que já aconteceram, é como se houvesse uma cortina nublando essas memórias. Então ajude-a a lembrar que ela é uma pessoa ótima e capaz de fazer coisas boas." Centro de Valorização da Vida: http://www.cvv.org.br/ Ligação para CVV: 141. —------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Um aviso final: as informações de assistência para prevenção de suicídio, como o número 141 para ligar, são verdadeiras. Se quiser conversar com alguém, eles podem te ajudar com tudo, dando informações necessárias e de modo anônimo, se for o que quiser. E saibam: vocês são importantes e são úteis, nunca deixem alguém dizer o contrário. ♥ E se alguém captar, esse capítulo tá cheio de referências, tanto de histórias minhas, como de momentos e séries... :) Nos vemos mais breve possível! ♥