Dance Club - Life Is a Suprise
10 Season 1 / Chapter 10 - Yeah, we did it! | Final
Notas iniciais
Dianna
A loira riu batendo palmas, o sorriso sendo admirado pela morena que sentava ao lado dela. Kurt tentava segurar a risada enquanto China fazia cócegas nele. A loira tinha algumas coisas que agradecia a Deus por ter em sua vida, e em poucos meses que esteve ao lado daquelas pessoas ao seu lado, ela tinha certeza que eles eram uma parte das pessoas que ela mais queria levar para o resto da vida. Ou pelo menos até onde Deus permitisse. Às vezes podia não parecer, mas ela acreditava em Deus e sabia que ele tinha levado aquelas pessoas para a sua vida para a ajudar.
Dianna olhou uma mensagem no celular de seu namorado, que apesar de ela ter tentando fazer com que ele topasse entrar para o clube (definitivamente) e ajudar eles, isso não resultou em nada, então ele acabou ficando em casa surtando com algo do pai dele que ele não contava para ela e só sabia reclamar de um lado para o outro.
—Que aconteceu que você parou de repente? — Kurt perguntou, vendo China e Lea pararem também.
—É o Max, ele anda estranho esses dias e eu e ele não nos falamos com muita frequência. — Ela explicou, vendo os outros se entreolharem. — Que foi?
—Só conte o que veio acontecendo. — Kurt falou, genuinamente curioso.
—Ele está enfrentando um problema com o pai dele e eles brigaram muito. E eu e ele nos afastamos e brigamos porque ele diz que eu não estou passando tempo com ele e ele quer fazer mais do que beijos e carícias que nunca ultrapassam o limite. — A loira explicou e viu os outros revirarem os olhos.
—Olha, se você não quer, ele deveria entender, ele é seu namorado, você não é uma propriedade dele que ele pode fazer o que quer. Se você não quer algo, tem total direito de recusar. E se você não está passando tanto tempo com ele, acho que devem conversar. — Kurt aconselhou, vendo as meninas concordarem. Dianna assentiu e mandou uma mensagem para o namorado de que eles conversariam quando ela voltasse.
Yumi
A garota conversava com Autumn sobre ballet e religião, nem elas sabiam como estavam alternando e misturando e de algum modo fazendo os assuntos combinarem. Yumi ria enquanto prendia o cabelo.
—Então seus pais surtaram quando você perguntou sobre Deus e o por quê de dizerem que ele era real? — Yumi perguntou, ainda incrédula.
—Sim! Mas eu era uma criança, e acho que justamente por isso não houve grandes problemas, mas eles não seriam tão calmos se fosse hoje. Apesar de que eles iriam tentar converter e essas coisas. Por religião eles são muito agressivos. — Autumn explicou, se encostando no banco e respirando fundo, parecia que aquilo tinha pesado o coração dela, principalmente pelo fato de sua irmã estar enfrentando isso.
—Meus pais são bem calmos nesse quesito, eles não seguem uma religião, mas acreditam em Deus. E sempre tentaram me deixar aberta a opção de qual religião seguir ou não seguir. Isso é muito bom, uma pena que seus pais não foram capazes de fazer o mesmo.
—Sim. — Autumn riu, mais de nervoso do que de graça.
—Aconteceu alguma coisa? — Autumn fez que sim, sabendo que poderia confiar em Yumi, que era a melhor amiga de China.
—Você tá sabendo do que a China vem passando, né? — Yumi assentiu. — Eu estou preocupada, porque apesar de tudo, eu não sei ainda como eles vão agir se não conseguirem, e eu não sei que não vão porque é assim que é. E isso me preocupa porque eu realmente não sei até onde eles vão com isso.
Max
—Eu só não consigo entender como você foi capaz de esconder isso de mim! — Max exclamou, vendo o pai passar a mão nos cabelos castanhos levemente cacheados por acabarem de sair da água.
—Max, você tem que entender que nem eu sabia direito. Isso era uma investigação. — O mais velho disse, enquanto se virava para preparar um sanduíche, revirando os olhos pelo escândalo do filho.
—Claro, porque você agora é do FBI e tudo é confidencial. — O adolescente demonstrava toda a raiva no olhar, desafiando o maior, que riu para o filho.
—Seu drama desnecessário não resolve nada, você sabe disso, né? — O pai disse, vendo o outro bufar e revirar os olhos. Como eleparececomigo, o maior pensava. — Desculpa não te contar, mas eu sabia que você iria reagir assim.
—Meu problema não é ter uma irmão que eu não sabia da existência, meu problema é você não me contar isso. — Max realmente parecia chateado e o pai abaixou a cabeça, reconhecendo a falha.
—Ei, pequeno. Desculpa, realmente. Mas me conta aí, você conhece ele? Deduzo que sim, já que ele é da sua escola. — Max assentiu, aparentemente culpado.
—Conheço, ele é do grupo rival ao pessoal do time. Minha namorada faz parte desse grupo de dança, mas ainda sim, isso não apaga a rivalidade dos dois extremos, estamos sempre jogando neles as misturas loucas que fazemos. — Max negou com a cabeça, se culpando.
—Que babaquice. — O mais velho falou, claramente irritado, mas respirou fundo e olhou para o outro. — Enfim, quero que peça desculpas a ele e o grupo.
—Mas se eu parar o time vai me encher! Sem falar que eles vão ficar me zoando. E isso é tradição do time, zoar os grupos... — Quando Max ia continuar, o mais velho concluiu, vendo o outro assentir: — menos populares...?
—Filho, não quero saber. Você está errado em fazer isso, e se seus companheiros de time são babacas a esse ponto, e você que é o líder não está impedindo isso, então eu irei na escola e tomarei providências. — O pai disse, e o outro abaixou a cabeça concordando. — Eu sei que isso começou com você, eu não sou idiota, eu já fui líder de time uma vez, sei que tudo começa com a nossa permissão, mas também acaba com a gente. Então dê um jeito nisso e peça desculpas. Eu sei que está de férias, mas dê um jeito de arranjar os números deles e pedir desculpas, nem que seja marcar de virem aqui em casa.
Tatanka
A garota prendeu os cabelos brancos enquanto cantava sutilmente Boys, de Charli XCX, dividindo o fone com Curtis, que cantava mais alto, no tom normal de voz, até que eles escutaram alguém atrás deles levantar a voz e começar a cantar alto a mesma música que eles, ninguém menos que Lea, que subiu no banco e batendo palmas ao ritmo lento da música, ela dançava rebolando e atraindo a atenção de Dianna que foi para o corredor e batendo os pés, começou a entoar a música, fazendo todos começarem a cantar.
Tatanka riu no meio da música, fazendo Curtis parar olhando ela, admirando a beleza da garota que corou, e junto dos amigos começou a cantar. A voz de todos se juntavam para formar um coral composto com os sons que eles faziam, seja usando as mãos, os pés os batendo nos bancos.
Os garotos se amontoaram perto de Curtis e começaram a rebolar, fazendo o professor Enzo rir, assim como as garotas, os meninos pegavam as barras de suas camisetas e levantavam, fazendo as garotas que se interessavam por isso secar eles, e as que não se interessavam riam e batiam palmas.
Todos retiraram as camisetas e pegaram Curtis no colo, vendo-o gargalhar, a barriga já doendo de tanto rir. Então o ele retirou a camiseta e todas bateram palmas, finalizando o show.
Tantaka assoviou, vendo o outro corar, ainda rindo. Ela piscou pra ele, que sorriu para ela, e ali ficaram, após ele voltar para o lugar dele, um do lado do outro, se entreolhando. Ela mordendo os lábios, admirando o garoto sem camiseta. Curtis levou os dedos de sua mão direita para o pulso esquerdo da amiga, vendo-a entrelaçar seus dedos, e com fones, dormiram com as cabeças apoiadas uma na outra.
Enzo
O professor abriu o álbum que vinha colecionando de fotos que ele tirava de todos sem que percebecem. Era sempre durante os ensaios e aulas que eles estavam distraídos que ele clicava e a câmera capturava o momento que ele eternizaria.
Ele virava as páginas, admirando as fotos que tirara no primeiro dia do clube, quando todos estavam sentados conversando logo após acabarem a aula, ou na segunda semana, quando eles estavam dançando sobre o tema daquela semana. Tinham fotos e mais fotos, algumas deles abraçados e rindo de alguma coisa que ele não se lembrava precisamente naquele momento. A foto que ele estava amando naquele momento fora a que tiraram no dia que ele pediu o marido em casamento, o que não fazia tanto tempo, e naquele momento o professor lembrou o quanto ainda faltava pra organizar do seu casamento.
Ele terminava o álbum e voltava tudo de novo, três meses se passaram correndo e eles nem haviam percebido. Aparentemente sequer lembravam de que aquele era o último dia do ano letivo, o que significava que eles não teriam mais as aulas, às vezes semanais, às vezes diárias, do professor Enzo.
O homem parou na única foto que todos sabiam que ele estava tirando, justamente a de quando eles acabaram em segundo lugar. Eles não estavam completamente felizes por não estarem em primeiro lugar, mas estavam felizes por terem passado para a próxima e última (desse ano) fase, e também porque estavam juntos. Todos sorriam para a câmera do professor, alguns fazendo orelhinha na cabeça dos outros, alguns rindo, Kurt abraçava a cintura de Sam, enquanto Lea ria apontando para Dianna que havia sido trollada por ela, então tinha a cara toda manchada de preto. China e Autumn abraçavam Yumi. Marley ria com Liz que sorria com Tatanka e Curtis. As líderes de torcida que somente haviam ido para completar o grupo sorriam, claramente mostrando que não faziam parte daquele grupo. E logo em seguida a foto um pouco mais recente, com a inclusão de Mandy.
O professor sentiu uma lágrima cair e manchar a folha dura do álbum. Então ele riu, se eu tivesse sendo filmado iriam achar que é uma despedida, o professor pensou.
Ele respirou fundo e fechou o álbum, preparado para a última foto com o headphone tocando uma música que ele não lembrou o nome, mas sabia que era da Adele.
Potato
A garota escovou os dentes e bagunçou um pouco os cabelos, em dar a mínima se ficaria um pouco bagunçado, já que esse era o propósito. Era hora do almoço e ela havia acabado de chegar em casa, então já podia escutar sua mãe chamando ela para se sentar à mesa, para um dos poucos momentos que a gente ficava todo mundo junto.
—Hoje é que pronome? — A mãe de Potato perguntou aos sussurros, vendo-a sorrir e responder: — feminino.
—Richard! — A mulher mais velha chamou e viu o outro entrar e se sentar na cadeira entre as duas outras da mesa redonda. O homem sorriu para a filha, que retribuiu.
Com os talheres, pratos e comidas dispostas na mesa, cada um pegou suas coisas e inicialmente comeram em um silêncio confortável, após algumas tentativas de conversas, como perguntas sobre o último dia escolar, os amigos, o trabalho do pai e o da mãe... Até esse silêncio ser quebrado novamente.
—Obrigado, de verdade, pelo espaço que você me deu para entender. — Richard disse, olhando nos olhos da filha, que instantaneamente engoliu o pedaço de bife para olhar para o pai. — Desculpa se quando nos contou eu posso não ter falado muito, mas foi muito pra processar, apesar de você ter explicado direitinho e tudo. Só quero que você saiba que você é uma filha excelente e eu te amo, não é como se alguma coisa que diga em condição humana fosse mudar isso, você é meu orgulho.
—Fi-Filha? — Potato limpou os olhos, percebendo que as lágrimas estavam caindo.
—Eu vim percebendo esses dias que não é tão difícil assim perceber quando você é o Adam ou quando você é... Gente eu não lembro dos nome... Quais eram mesmo? — Potato riu e abraçou o pai, vendo-o a abraçar de volta, forte, dando início a uma conversa animada sobre tudo que vinha acontecendo.
Marley
A garota observava Mandy dormir do seu lado, enquanto batucava os dois lápis, cada um em cada mão, escutando versões diferentes de Sorry Not Sorry de Demi Lovato. Ela lembrava dos momentos desde que entrara para o clube. Desde quando tomou a iniciativa para fazer aquilo, que fora logo após o anúncio do suicídio do irmão do diretor, depois da apresentação em homenagem ao irmão do diretor e outros que sofrem com depressão e/ou já vivenciaram suicídio ou tentativas.
Marley lembrou de quando dançou com Sam e riu muito com o mesmo, que tinha um humor puxado ao mundo dos quadrinhos e referências do mundo Pop. Ou quando conheceu a melhor amiga de Liz, a Naya, e eles ficaram conversando sobre banalidades nas bancadas do enorme campo de futebol. Até mesmo a vez em que pelos projetos paralelos de Enzo a fez conhecer Potato e ser apresentada também ao Spike.
Ela riu daquele sentimento meio nostálgico, já que ela sabia que não iria perder contato com ninguém e eles se veriam no ano seguinte, senão nas férias.
E então ela se lembrou dos últimos dias que vinha aproveitando e mostrando todos os lugar com/para Mandy, e assim adormeceu.
Tony
O homem sorriu para o celular, sabendo que a vibração era de seu namorado, agora noivo, o avisando que estavam chegando e só não haviam o feito ainda porque pararam em uma lanchonete para comer, a qual pareceu ser mais colorida com a chegada do grupo de pessoas, rindo e se divertindo, que aparentemente haviam se apresentado e ganhado um cache com isso.
Estou com saudades xxBaby
Tony encarou o celular, o sorriso crescente. Ele colocou a mão no rosto, sentindo o rosto queimar, rindo em seguida pela semelhança com um adolescente apaixonado pela primeira vez. Era sempre assim, quando o outro mandava uma mensagem dizendo que estava com saudades ou o quanto amava ele.
Também, mas não irá demorar pra nos vermos de novo. XxEu
Ele deu um risinho quando o outro lhe mandou um emoticon de beijinhos, guardando o celular e voltando o olhar para sua mãe, que retribuiu o sorriso, sabendo de quem se tratava aquela cara feliz que seu filho carregava.
—Ele está bem? — Ela perguntou e Tony assentiu, pegando a xícara de achocolatado quente e levando os lábios.
—E como está o papai? — Ele perguntou e ela respondeu que bem, também.
—Ele pede desculpas por não poder vir comigo e passar o dia contigo, mas o trabalho precisou dele. Porém, ele vem me buscar, então ele entra e ficamos mais um tempo com você, pode ser? — Ela ofereceu e ele sorriu, feliz de ter sua família de volta.
Mandy
A garota ria ao entrar no ônibus, já vendo o motorista fechar a porta atrás de si, após conferir se não faltava ninguém, ela reparou no professor ao celular e Marley rindo junto dela. Os outros tomavam seus lugares enquanto comentavam sobre o que acabara de ocorrer lá dentro.
Eles haviam comido e se divertindo conversando juntos sobre tudo e nada, rindo e as vozes se sobressaindo e aumentando. O lugar que antes parecia quieto e sem vida se alegrou e todos na loja pareciam se divertir com os adolescentes centrados numa conversa engajada. Na hora de decidir a comida, a maior confusão e o atendente acabou rindo sem conseguir escutar, até que o professor parou e com o dedo selecionou cada um para falar de uma vez, enquanto os outros esperavam suas vezes.
Assim que todos pediram, ninguém lembrava como havia começado, mas sabiam que o professor viu instrumentos do outro lado do estabelecimento semelhante às lanchonetes dos anos 90. E quando viram, quem sabia tocar instrumentos (Sam, Lea, Curtis e Yumi) se preparou, enquanto China começava a cantar I Gotta Feeling do The Black Eyed Peas, sendo acompanhada por Kurt e Marley. Autumn, Liz e Mandy começaram a dançar. As outra líderes de torcida aplaudiram junto do pessoal e começaram a dançar, puxando um ou outro dos espectadores. Eles não haviam percebido de primeira, mas estavam sendo filmados.
E então as músicas foram alteradas entre Thriller, de Michael Jackson, It's Raining Men, das Weather Girls e, Mamma Mia, da ABBA. As pessoas batiam palmas e algumas vezes acompanhavam as músicas, cantando ou através das palmas.
Mandy riu, abraçando Marley, que sorriu e retribuiu o abraço, acariciando os cabelos da menor.
—Hoje foi o melhor dia de todo! — Mandy exclamou, utilizando a linguagem de sinais.
—Verdade. — Marley respondeu, vendo-a sorrir. — Já falei pra você o quão é bom estar com você?
Mandy corou e desviou o olhar, sinalizando que o sentimento era recíproco. Marley beijou a testa dela e as duas ficaram ali, abraçadas aproveitando o calor do corpo uma da outra, já que estava esfriando.
Spike, Justin.
O garoto desceu as escadas de sua casa, feliz pela luz ter sido paga por ele, que vinha trabalhando em dois empregos. Ele viu a mãe digitando no computador, provavelmente dando continuidade ao livro dela. Ele sorriu, feliz, sabendo que estava conseguindo manter as coisas em ordem e iria aproveitar que só estava no segundo ano para melhorar suas notas e comportamento para ir para uma faculdade boa com bolsa. Era bom ver a mãe feliz e apesar de estar perdendo os cabelos por conta da quimio, confiante.
O garoto apertou o ombro da mãe, vendo-a sorrir para ele, doce, feliz por ver que o menino realmente parecia bem.
—Vou me encontrar com Potato, beleza? — Ele perguntou e ela assentiu. — Te amo, mãe. — Ele viu os olhos dela se encherem d'água e sorrir, contente pelo primeiro 'eu te amo' depois de tanto tempo, desde que os vícios dela com álcool a devastaram tanto.
—Também te amo, querido. — Ela disse, vendo-o sair pela porta principal.
Justin subiu na moto e deu partida, os olhos grudados nas ruas e carros que ultrapassava, mas seus pensamentos longe, pensando sobre as coisas que lhe vinham acontecendo e sobre seus sentimentos confusos em relação a uma pessoa em particular, a mesma que estava parada olhando para ele assim que parou em frente da casa medianamente pequena, mas não minúscula, o que ele chamaria de confortável.
—Ei... — Potato chamou, acenando rápido para ele, enquanto vinha na sua direção, já pegando o capacete e sentando-se atrás do maior e segurando-se na camiseta do mesmo, as unhas roçando na barriga definida, fazendo Spike engolir em seco e se arrepiar. — Está tudo bem?
—Claro e com você? — O outro perguntou, vendo o menor assentir. — Preparado? Então vamos.
Spike deu partida, já pensando onde eles iriam para passar um tempo: a lanchonete do lado do cinema, o lugar favorito deles.
Liz
A garota riu enquanto saía do ônibus, feliz por finalmente terem chegado, já que os últimos minutos de expectativa e ansiedade dentro do ônibus não a aliavam nem um pouco. Dianna a abraçou, e juntas andaram para dentro do prédio, carregando suas bolsas e malas, já que teriam exatamente três dias para passarem ali, até voltar novamente para casa.
Lea ria com Autumn, mas os olhos fixos em Dianna, fazendo assim Liz revirar os olhos.
—Como estão as coisas com vocês, desde que terminaram aquilo? — Liz perguntou, fazendo a outra arregalar os olhos e mandar imediatamente ela calar a boca. Liz riu e prendeu os cabelos, agora depois de dois meses sem corte, grandes. — Desembucha, mulher!
—Você sabe, Liz. Continuam normal, como antes. — A loira menor explicou, vendo a outra rir.
—Você quer dizer com as duas se encarando querendo se comer? Ah, sim, realmente... — Dianna riu, sem evitar, a leve raiva da amiga passando. — E como estão as coisas com o Max?
—Olha, não vou mentir, uma merda. — A menor disse, pegando o celular e mostrando as conversas que eles vinham tendo, ou seja, quase nenhuma, ou seja de brigas/patadas. — Mas ignora esse bosta, e foca no fato de que eu vi você e a Naya se pegando de novo. Vocês estão descuidadas com isso... De novo.
—Eu sei, e eu e ela decidimos que na escola não iremos fazer isso, afinal, ela ainda não sabe o que é (apesar de dizer que é hétero e insistir nisso até a morte), e o que temos é só uma amizade com benefícios. — A maior disse e Dianna riu, concordando ironicamente com a cabeça, a cara demonstrando claramente o quanto aquilo parecia totalmente uma desculpa esfarrapada.
—Qual é, Liz?! Você mesma já admitiu que gosta de caras, garotas, e pessoas no geral. E você e ela tem uma ligação tão forte e estão sempre juntas. Isso não pode significar só amizade. — Dianna disse, e a outra colocou o dedo, claramente o sinal que usava sempre que não queria falar de algo. Mas Dianna sabia, aquilo também significava que ela estava pensando sobre aquilo.
—Crianças... — O professor chamou a atenção de todos, vendo-os questionar ele com o olhar. — Os quartos estão estabelecidos, escolham com quem vão dormir, são três quartos, e então nos vemos amanhã antes de sairmos para o Teatro Municipal. — O olhar de todos brilharam, eles sabiam que Nova York tinha um dos melhores teatros e a chance de se apresentar os fazia questionar como seria no ano seguinte, com a Nacional.
***
Kurt
O garoto amanheceu com os cabelos todos bagunçados, rindo do sonho que tivera, que era com todo o grupo em alguma pegadinha ridícula. Ele não demorou pra levantar e entrar no banheiro, e quando quase terminava o banho escutou o despertados de todos do quarto começar a apitar, revelando que era hora de levantar para tomar um banho e se prepararem para a classificatória que os permitiria, ou excluiria, da tentativa de chegar as Nacionais no próximo ano.
Assim que terminou de se vestir, rapidamente, saiu do banheiro ao mesmo tempo que Curtis entrava.
—Precisa de ajuda? — Kurt perguntou, sabendo que às vezes era difícil se sustentar sem os movimentos da perna, afinal ele e Curtis eram amigos de infância, então ele cresceu sabendo dessas dificuldades, mesmo que não fosse na sua pele. Curtis sorriu e negou, afirmando: — Aqui eles têm a cadeira pro banho.
—Okay, precisando só chamar. — Kurt avisou, vendo o outro mandar um joia.
Após trinta minutos, todos prontos e após uns exercícios de respiração que Kurt sugeriu para fazerem, para relaxar e controlar o anseio, eles desceram, vendo que os outros ainda estavam chegando. Não demorou para todos estarem juntos, entrando no ônibus para um trajeto de vinte minutos até o Teatro Municipal.
Todos conversavam e tentavam ignorar que o grande momento estava chegando. Kurt conversava com Sam, tentando ignorar o aperto no peito, causado pelos medos das expectativas infinitas que se passavam pela mente do pequeno. Ele respirou fundo e Sam olhou preocupado para ele.
—Está tudo bem? — O loiro questionou, colocando a mão no ombro do moreno, vendo-o mover os lábios, mas não sabendo explicar o que era.
—Seria mentira se eu te falasse que estou excelente, mas sei lá, minha mente cria mil e uma expectativas e isso é péssimo. — Kurt desabafou e o outro o puxou para um abraço, fazendo o coração de Kurt acelerar, desta vez por circunstâncias diferentes.
E sem perceber, eles chegaram.
Sam
Eles já estavam prontos, arrumados e fazendo a respiração pra controlar/apaziguar o nervosismo. As roupas dos meninos eram pretas, tendo um risco grande na cor do arco-íris, enquanto a calça preta podia ser solta – assim como a roupa -, revelando um collant mais próximo da cor de pele de cada um. Eles olhavam as apresentações dos outros, ansiosos, mas quando a escola deles fora chamada, todos respiraram fundo, entrando e se organizando enquanto escutavam as palmas, que ainda não os via.
Sam segurou a mão de Kurt e o aproximou de seu corpo, sorrindo com o menor.
Então a música mais recente de Demi Lovato soou, fazendo todos os pares girarem, quase como se fossem casais brigando e se separando. A música alternava entre devagar e rápida, quando chegava no refrão. Curtis começou a cantar, sabendo que nada os proibia de cantar como se fosse realmente um show. Ele se encarregava da parte lenta, mas os ênfases quem faziam eram as garotas, servindo como Backing Vocal, até que o refrão quem assumia era Tatanka e os garotos ficavam como Backing Vocals.
Eles se empurravam, giravam e pulavam, parecia uma apresentação de ballet, pelo modo como os movimentos eram graciosos e alguns inclusive dessa modalidade. Toda a apresentação parecia uma enorme briga, usando o como subtexto relações abusivas.
Para a próxima música, a música escolhida fora Goodbye de Echosmith. Yumi cantava essa, luzes do teto iluminando cada roupa preta com uma paisagem, lembrando do clipe. China e Autumn faziam giros perfeitos, as luzes sobre ambas mudando constantemente. No refrão, quem não estava encarregado dos passos de ballet, ia ao centro e fazia um pouco de dança dramatizada, as mãos segurando suas cabeças, todos sincronizados perfeitamente. Então os joelhos dobravam e eles iam ao chão, e chegando ao fim todos se aproximavam para finalizar aquela parte com a voz de Yumi sussurrando "Tellhim I said...", então todos iam ao chão como bonecos de pano. O subtexto mostrava claramente indícios de um suicídio, só prestassem atenção e notariam, afinal, esses eram os temas.
Aproveitaram que as luzes se apagaram para retirar suas roupas e ficar com o collant 'invisível', combinando com suas peles. Eles correram e prenderam os fios com fotos suas (Obrigado, professor, pensava Sam), graças a ajuda do professor e se posicionaram. As luzes se acenderam, iluminando o local de um vermelho vivo, que mudava constantemente para vermelho sangue e vinho. O chão do palco projetou uma estrada, enquanto no fundo mostrava um céu azul.
A música foi cantada por todos, E eles viam celulares nas mãos das pessoas, gravando eles. Why fora a escolhida para o terceiro tema: amizade e parceria. Sabrina Carpenter foi imediatamente a primeira ideia deles quando surgiu o tema, e trabalharam juntos para fazer a coreografia, dessa vez com o professor só olhando e admirando a atitude deles.
Eles andavam pela estrada andando entre as fotos com movimentos simples, mas ainda sim maravilhosos, uma mistura de vários estilos de dança. Sam dançava um estilo de rap, enquanto Autumn e China ostentavam de seu ballet. A última seleção era mais para eles mesmos, não estavam se importando quanto ao sincronismo, isso até chegar no refrão e eles se virarem para a plateia e combinarem seus passos.
We don't even know why, no no
We don't even know why, no no no
No no no no
Ao começarem a chegar no fim da música eles pararam e deixaram a luz vermelha inundar o palco, dando as mãos e vendo o vendo que surgia atrás deles levar as fotos – meras cópias das originais de Enzo — para a plateia que as pegou e bateu palmas de pé.
But we work so well and we don't even know why
We don't even know why, no no
We don't even know why, no no no
No no no no
Eles se retiraram rapidamente do palco, frenéticos e felizes, os olhos brilhando e um sentimento enorme de paz nos peitos. Enzo parabenizou eles e os abraçou, um abraço grupal, vendo-os rir conforme ele fazia cócegas em cada um.
Angus Ryan
A garota olhou para a porta que separava ela do grupo que ela amava. Ela bateu na porta e esperou até que atendessem. China abriu e ela reprimiu um gritinho.
—Oi? — Ela perguntou, vendo a menor de boca aberta e os olhos abertos num espanto surpreso.
—Ahn... Eu sou do outro grupo adversário do nosso Estado, inclusive eles nem sabem que estou aqui, mas eu só vim dizer que eu amo vocês. — Angus disse, após um surto de coragem, vendo a outra sorrir gentil, a puxando pelo pulso para dentro do local, fechando a porta.
Angus olhou por dentro e viu todos olhando para ela.
—MEU DEUS DO CÉU! — Ela gritou, fazendo todos olharem para ela surpresos. — Eu sei que só tem três meses que estão concorrendo, mas isso não diminui nada do pouco que eu conheço vocês e já amo.
Ela olhou para sua pele negra e coçou o cotovelo, envergonhada de não ter se controlado.
—Que bom que você é nossa fã número 1. — Kurt disse, se aproximando da baixinha. — Qual seu nome?
—Angus, Angus Ryan. — Ela respondeu rapidamente.
—Pronome? — O outro perguntou.
—Feminino. — Ela respondeu sorridente, antes de receber um abraço do maior.
—Obrigado por vim até aqui nos falar que é nossa fã, isso é muito significante.
—Vocês são minha inspiração. — Ela disse, e todos sorriram, fazendo-a corar.
—Abraço grupal! — China exclamou, abraçando a garota, enquanto todos se aproximavam e a envolviam num abraço.
—Ai. Meu. Deus! — Angus exclamou, os olhos brilhando enquanto tirava o celular e tirava uma selfie do abraço. Assim que todos saíram do abraço ela ajeitou a roupa que usava, e sorriu para eles, os olhos levemente molhados. — Obrigado, mas agora eu tenho que voltar antes que eles vejam que eu sumi, não quero me meter em problemas de novo. — Ela engoliu em seco, uma rápida sombra de medo passou pelo olhar dela. — Obrigado a todos. Kurt, China... Obrigado por me ajudarem a me entender quando mais ninguém podia. — A garota disse, já saindo, vendo-os questionar o que ela queria dizer com isso.
Mesmo ao sair, ela ainda pôde escutar eles falando dela.
—... Ela deve estar no primeiro ano, isso explica a dificuldade de se soltar... Mas o que ela quis dizer com isso de mim e da China? — Questionaram.
—Vocês foram a razãode eu me aceitar... — Ela sussurrou, enquanto corria de volta para seu grupo, para não a tratarem como lixo de novo caso se atrasasse.
Naya
A latina olhou a televisão, ansiosa com o acompanhamento ao vivo da revelação de quem havia vencido na competição de dança desse ano. Assim que o primeiro grupo, anunciado como vencedor, recebeu o prêmio, ela viu na cara de sua Liz como ela estava um pouco triste, mas muito mais ansiosa pra saber se haviam conseguido passar, para assim participarem do próximo ano.
A abuela de Naya surgiu na sala, falando alguma coisa pra neta que levantou a mão no ar e pegou uma maçã que a mais velha lançou pra ela.
—Abuela, eu te amo e faço qualquer coisa que você quiser, mas depois de eu ver isso. — A garota prendeu os cabelos engolindo em seco enquanto comia a maçã.
Então veio o anúncio que explodiu da sua televisão:
—Em segundo lugar, a Escola Liberty! — A voz do apresentador do espetáculo voou pela sala da latina, que olhou o grupo pela televisão, eles estavam estáticos e os olhos arregalando aos poucos.
—NÓS CONSEGUIMOS! — Sam gritou, desencadeando os gritos dos amigos, que se abraçaram e berraram, enquanto recebiam o prêmio de segundo lugar, sabendo que conseguiriam voltar no próximo ano. Eles pulavam enquanto a plateia aplaudia de pé, claramente preferindo eles.
A morena pegou o celular enquanto pulava comemorando e digitou uma mensagem rápida, vendo a melhor amiga pegar o celular e sorrir, corando, para o celular.
Parabéns, comemoraremosquando voltar. Te amo, Li. ♥ xxNaya
Fale com o autor