Dance Club - Life Is a Suprise

1 Season 1 / Chapter 1 - The Beggining of Dance Club


Notas iniciais
Oi pessoas, como vocês estão? Espero que bem.

Certo, como eu sou uma pessoa que não gosta de facilitar a vida, eu estou aqui com mais uma história enquanto tenho mais três em andamento (essas só das já postadas aqui). Porém, eu quero muito focar mais nessa, estou pensando e formulando ainda, mas já decidi que postaria o primeiro capítulo e veria como iria acontecendo aos poucos.

Esse primeiro capítulo tem um desenvolvimento mais lento dos personagens, nos próximos será algo mais focado pela visão dos personagens mesmo, não como esse, que acabou sendo a visão dos personagens mais a do narrador.

Como é dito nas notas da história eu me inspirei em alguns filmes e séries de musicais e tal. Espero que gostem, e espero conseguir trazer o próximo o mais rápido possível.

Beijos e até breve! ♥

Season 1 / Chapter 1 — The Beggining of Dance Club.

Professor Enzo Franklyn

O professor respirou fundo antes de continuar explicando as milhões de razões do porquê queria que sua ideia fosse para frente.

—... Diretor, entenda, Artes são necessárias nas escolas, pois é uma matéria que desenvolve os alunos, que os fazem se expressar. Me dê uma chance para te mostrar que esse clube vai ser ótimo, caso contrário, fica à seu critério. — Enzo respirou fundo, sentindo seu coração afundar perante ao diretor Lewis, cujo tinha os olhos inexpressivos e superiores.

—Você terá que conseguir chegar até as Regionais com esse grupo, portanto, você terá três meses até o fim do ano letivo. Boa sorte, ou como eu estou rezando, má sorte. — O diretor Lewis apontou a saída e Enzo engoliu em seco a vontade de mandá-lo à merda e saiu do recinto, indo imprimir algumas folhas para pendurar pela escola.

Autumn Jones

A garota respirou fundo olhando para o espelho preso ao seu armário admirando sua pele negra e jogou o cabelo sobre o ombro, passando um batom vinho forte, enquanto olhava se seus cílios precisariam de uma segunda mão de rímel. Seu olhar se dirigiu ao professor mais cobiçado da escola, Enzo Franklyn, que pendurava algumas folhas pelos corredores principais, ativando sua curiosidade. Quando o professor se moveu para outro corredor, ela fechou o armário e andou até a folha azul, com dez linhas para preencher, com o título em dourado, Dance Club.

A garota respirou fundo e pegou a caneta que estava colada por um fio de barbante ao mural, e levou à folha, escrevendo seu nome rapidamente e se virando, sendo encurralada por duas garotas do time de líderes de torcida e um jogador do time de futebol americano da escola, que carregavam consigo uma gosma, que ela sabia, era a lendária geleia da máquina da escola. Ela estava fodida, e sabia.

Antes que pudesse conseguir virar e correr, os três rondaram ela e jogaram em seus cabelos, melando sua roupa e fazendo um pouco daquilo entrar na boca, quase lhe causando uma ânsia.

Ela sentiu os olhos arderem, tanto de vontade de berrar e chorar, como a geleia tentando entrar em seus olhos. Mas se eles pensavam que ela ia desistir de entrar em mais um clube, eles estavam tão redondamente errados.

Kurt Kaiser

O garoto de blazer azul olhou aterrorizado a cena com a garota de pele negra e maquiagem impecável, vendo os populares irem embora rindo, enquanto a garota limpava a meleca da roupa, tirando o que lhe restava nos cabelos, enquanto algumas pessoas apontavam e riam, tirando o foco de zoações de alguns populares com ele, que o chamavam de 'bicha', como se fosse uma ofensa. Ele se aproximou dela, aproveitando que os populares que o enchiam estavam distraídos.

—Eu posso te ajudar a não manchar a roupa. — Ele sugeriu, vendo ela olhar para ele e depois de um segundo de silêncio, sorrir. — Posso te ajudar?

—Claro. Obrigada. — Ele arregaçou a manga e segurou a mão dela, puxando-a para ficar de pé, mas nisso escorregaram, indo novamente para chão. Ele olhou para a roupa que tinha desenhado e costurado no fim de semana, e olhou para ela, e então os dois gargalharam, rindo pela situação crítica, pela amizade que começara a surgir de uma situação que ninguém pensaria ser possível e de suas caretas com aquela meleca.

Sam Scott

O loiro passava pelo corredor quando ouviu as risadas de duas pessoas que não conhecia, mas uma delas a lhe chamar a atenção, o fazendo mudar o curso e entrar no corredor, vendo um garoto em um blazer azul e uma garota de cabelos em tranças rindo tanto que só se sujavam mais. A cena o fez sorrir, e reconhecer a risada que o atraia, que vinha do menino, cujo topete agora caia nos olhos. Ele riu de leve ao ver a interação dos dois ali no chão. Então se aproximou, preparado para ajudar os dois e dar roupas limpas para eles.

—Precisam de ajuda? — Ele perguntou, fazendo ambos segurarem as risadas e olhar para cima, assentindo rapidamente. — Segurem e não soltem.

Sam os pegou pelas roupas e os dois seguraram em seu braço, sendo puxados e se equilibrando para não derrapar e cair novamente no chão.

—Obrigado – Kurt sorriu, agradecendo o loiro que retribuiu em sorriso.

—Não tem de quê, agora, podemos ir para o vestiário, lá tem roupas e vocês podem tomar um banho antes das aulas. — Sam disse e Kurt levantou o dedo, pedindo por um minuto, virando-se para a lista, e assinou, querendo participar daquele novo clube.

—Vamos, mas antes só vou passar no meu armário. — Kurt falou, já pensando em qual seria a roupa que ele iria usar.

China Malene Jones

Assim que a garota soube que sua irmã estava no vestiário feminino e que alguma coisa que tinha relação à meleca gosmenta e clube de dança, ela correu para encontrar a irmã antes do sinal bater para a primeira aula.

China por onde passava era alvo de piadas, admiração e raiva. Ela, por ser gorda não era muito bem aceita por todos, principalmente as cheerleaders e, como gostavam de chamar, Players. Mas todos conheciam ela pela voz incrível que portava, todos podiam escutar ela cantando na igreja duas ruas abaixo da escola, perto de onde morava. Participou, durante o fundamental naquela escola, de um coral, que fora mais tarde suspenso pelo diretor. E naquele instante, era uma das poucas pessoas com coragem de dar a cara a tapa por ter assinado uma das listas do professor Enzo.

E com algumas piadas e cochichos atrás de si, entrou no vestiário feminino, vendo as roupas da irmã sobre um banco qualquer, e escutando um único chuveiro aberto, seguindo o som, vendo os pés da irmã graças a parte que a porta não alcançava.

—Ei, sis. — A de cabelos curtos chamou, escutando a outra mandar um 'ei' de volta. — Que aconteceu?

—Olha, eu sei que depois que escrevi meu nome para participar do novo clube, que é de dança, se não souber, e eu levei um banho da conhecida geleia que não é usada tem três anos. — Ela disse, enquanto desligava o chuveiro e se enrolava na toalha e tirava a tranca, encarando a irmã.

—Uau, eles continuam com a tradição de anos atrás. — China revirou os olhos e se virou, pegando o sutiã da irmã e entregando a mesma. — Se prepara, isso é só o começo e eles têm milhões de modos de humilhação.

Dianna Eleanor

A garota se olhou no espelho e mexeu as mãos, balançando os pompons que carregava. E então fechou a porta do armário e se dirigiu para o campo onde os jogadores estariam treinando agora, encontrando-os com o treinador deles berrando. Então olhou para o lado e encontrou Liz e Nayara que estavam aos risos juntas, quase como um casal romântico.

Então voltou os olhos para os campos e viu seu namorado, Max, um cara meio burrinho, como ela mesma dizia, mas de um corpo bonito. Ela não amava ele, era mais um ponto de interesse, interesse para ter o que queria e conseguia controlar, sua popularidade, diferente do amor do pai ou presença da mãe. E seu pensamento fora quebrado pelo berro do diretor, também treinador.

—GAROTAS! — Ele chamou Dianna, Liz e Nayara, as únicas que ainda não haviam se juntado. As três então se moveram para perto das outras e ficaram de frente do diretor, que rapidamente deu uma tarefa a todas e pediu que do trio de amigas, somente Dianna o acompanhasse para a sua sala. As três trocaram um olhar, tentando achar uma resposta para o que o diretor estava tramando agora, afinal, sempre era esse motivo pelo qual ele as chamava para sua sala, e então Dianna sorrindo para as amigas, se pôs a caminhar. Já no corredor térreo, subiram um lance de escada e pararam de frente a porta da sala do homem na frente da loira.

A porta foi aberta, ela passou por ele e sentou-se de frente a mesa, vendo o homem encostar a porta e olhar para ela, se dirigindo para trás da mesa e apoiando-se na mesma.

—Mais um clube vai surgir, e você precisa destruir ele. — Ele foi claro e direto, fazendo Dianna rir e revirar os olhos.

—Senhor, não me leve a mal, mas você já propôs para mim e minhas amigas a destruição de um semana passada e o fizemos, e era um clube de tricô, já sabíamos que esse ia falir até sem nossa ajuda. — Dianna olhou nos olhos do diretor e o viu rir.

—Vocês não estão entendendo. Isso é crítico, dessa vez é um de dança e quem está assumindo é o Enzo. Agora é quase impossível não ter integrantes ou interesse. — Dianna assentiu, ainda com o ar irônico.

—Senhor, agora nem folga temos mais? Entendo que seja crítico para você, que é contra Artes nas escolas, mas já parou para pensar que o que nós, cheerleaders, fazemos é Arte? — A loira encarou o diretor, jogando o que nenhuma outra teria coragem de fazer, a verdade, na mesa.

—Vocês estão enquadradas em esporte, senhorita Eleanor. — O diretor a deu um olhar gelado e cortante e ela levantou as mãos no ar rindo. — Quero que faça os testes para esse clube, entre, e destrua tudo por dentro, imploda esse grupo. E dessa vez, não quero Liz e Nayara no meio disso.

E então a última coisa que Dianna viu da sala do diretor era a porta se fechando na própria cara.

Tatanka Young

A garota de descendência indígena olhou para dentro da escola que pisava, abismada pelo tamanho inacabável do local, em comparação da escola de que havia saído, pois mudara de estado.

Segurou a mochila junto do caderno que abraçava, mordendo os lábios inferiores de nervosismo. Eram tantas pessoas diferentes que ela conseguia se identificar e tanta coisa que pensou que nunca veria, mas ali estava ela, no terceiro ano do Ensino Médio longe de casa. A saudade lhe acompanhava, lembrando dos corredores do colégio anterior, onde sua amiga devia estar naquele exato momento.

Um papel em um dos murais estava mostrando que um teste seria realizado naquela tarde para o tal Dance Club. Curiosa e com vontade de participar, ela pegou a caneta e assinou o nome numa das linhas, escutando o sinal afirmar que era horário de aula.

Curtis Patterson

As aulas haviam passado rápidas no olhar do garoto que estava ali, na aula de física, esperando dar o sinal para ele ir rápido para o auditório com Yumi, que estava sentada ao seu lado rindo de algo que o professor havia dito.

O som do sinal soou por toda a escola, fazendo todos os alunos fecharem seus cadernos e avançarem contra o professor, que estava na porta principal.

Sem esperar um segundo, ele pegou o caderno e se dirigiu rapidamente para a saída da sala, até sentir um impulso na sua cadeira de rodas, que Yumi agora empurrava. E correndo pela escola, driblando as pessoas que surgiam, no meio do percurso, Kurt se juntou e sorriu para eles, e Curtis riu, vendo que o trio estava junto novamente, depois de férias longe uns dos outros.

—Está indo para o teste do clube de dança? — Kurt perguntou e Curtis assentiu, vendo o sorriso do outro crescer. — Você e Yumi vão dançar juntos?

—Não, mas apesar de tudo, sabemos que iremos bem. — Yumi explicou, entrando pela porta que sairia no palco do auditório. — E você?

—Eu vou dançar uma música que eu escolhi enquanto escutava na aula de hoje. — Kurt disse, parando no palco e buscando a respiração, que falhava pelo tanto que haviam corrido. E foi naquele instante que eles repararam, haviam mais pessoas além deles ali.

—Oi gente, qual o nome de vocês? — Curtis reparou na menina, linda ela, de olhos castanhos escuros mais clarinhos perto das pupilas, cabelo branco e com pontas verde-água. Ela parecia ser alguém gentil e que se misturava com todos, mas por alguma razão, ali estava, com eles.

—Curtis, Yumi, Kurt. — Curtis falou, apontando para cada um. — E o seu?

—Tanaka. — Ela disse e ele sorriu, gentil, assentindo. — Acabei de me mudar, vocês já se conheciam?

—Sim, nos conhecemos no último ano do Fundamental. — Kurt respondeu e Yumi assentiu. — Veio para o teste, né?

—Não, Kurt, ela esta aqui passeando. — Curtis respondeu irônico, vendo a menina na frente deles rir.

—Vocês me lembram minha amiga. — Ela falou com os lábios tremendo, enquanto os olhos enchiam d'água. Balançou rapidamente a cabeça, claramente focando os pensamentos. — Enfim, vocês sabem onde está o professor?

—Ele deveria estar aqui, se não chegou deve ser porque ele acabou de sair da sala de aula de Artes e deve estar pegando as coisas para vir pra cá e depois ir pra casa. — Yumi falou e todos olharam para ela assustados.

—Calma, não é o que parece, tá, eu gosto dele, mas não é por isso. Eu moro perto dele, lembram? — Ela viu o rosto de Kurt e Curtis suavizarem e eles riram. Tatanka sorriu achando graça.

Lea Mikaelson

A garota judia e de aparência raivosa andava em direção ao auditório, os passos assustando alguns alunos diante da menina que parecia um cão raivoso com as roupas todas escuras, somente uma fita azul-celeste na cabeça a deixava mais doce, quase como limão nos seus olhos. Ela colocou as mãos nas portas que davam para o auditório e empurrou, fazendo todos que estavam ali, cujo haviam chegado tinha pouco, olharem para ela, que sorriu cheia de escárnio e começou a descer as escadas.

—O professor ainda não se encontra? — Ela perguntou se dirigindo à Dianna, que revirou os olhos diante da intromissão na sua conversa com Liz — cujo decidira que participaria do Clube de última hora.

—Não, e quem pergunta? — Lea sorriu gostando da ousadia da outra, levemente maior.

—Lea Mikaelson, e você?

—Dianna Eleanor. — A líder de torcida voltou para a sua conversa, ignorando a garota, que aparentemente havia acabado de entrar na escola.

Então antes que pudesse sequer zangar-se com a outra, o som das portas acima foi ouvido, e todos viraram na hora, vendo o professor Enzo carregando o material entrar no local, sorrindo e animado, olhando para todos com um quê de surpresa no olhar. Ele se dirigiu para o local onde sentaria e colocou suas coisas, virando-se para todos, com um sorriso ainda maior, fazendo Kurt e Yumi sorrirem e corar ao mesmo tempo.

—Boa tarde, pessoal. Vocês todos estão aqui para o novo clube, que com muita insistência minha para com o diretor, ele cedeu. Recolhi todas as fichas que pendurei e fiz uma planilha com seus nomes, portanto, Curtis vai em segundo, afinal, e obviamente, Autumn em primeiro. — Ele disse e os dois assentiram. — Certo, então, quem vai depois, por favor, se afastem e vamos ver como cada um se sai. Em primeiro, por favor, Autumn Jones.

Prof. Enzo Franklyn

O professor observou todos descerem do palco enquanto Autumn se dirigia para o meio do mesmo, pedindo para o pessoal da banda começar. A música Stronger, do Clean Bandit, começou a tocar, e junto do violino, o corpo da garota começou a se mover, quase como se caísse e não tivesse controle ou ossos, então a primeira batida soou, e como se seu coração fosse seu corpo, ela pulou e os passos começaram, semelhantes ao do clipe, mas com as características da menina, que girava com uma leveza simples e calma, como se a agitação da música e sua paciência fossem as mesmas coisas.

Então os giros cessaram e ela olhou para o outro lado do auditório, quase como se enfrentasse o professor e então correu, pulando e realizando um perfeito Gran Jeté cheio de expressão. E então os passos do clipe voltaram, e um sorriso iluminou o rosto da garota, que girou a cabeça, fazendo as tranças voarem. E então, a música soou a última nota e ela parou gentilmente no chão, quase igual seria se frequentasse balé, o que descobririam mais tarde que de fato, ela o fazia.

Todos que haviam presenciado bateram palmas, admirados com tamanho amor e leveza na dança da garota, que sorriu e agradeceu, pegando a mochila aos pés e indo para a escada.

—Muito bom... Autumn. Agora, por favor, Curtis! — Ele elogiou, já chamando o próximo, em ordem alfabética.

O professor observou Curtis ir para o centro do palco, acenando para a banda, que começou a tocar Don't Run Away, do filme Let it Shine, e para a surpresa de todos, o menino começou cantando, e era perceptível como ele se divertia, e dançava bem, era difícil ver um adolescente que não estivesse nas mesmas condições de Curtis que fosse tão bem resolvido quanto o menino era.

As cadeiras de roda davam um complemento que aos olhos do professor tornavam tudo mais lindo. Era uma expressão artística, era uma explosão de sentimentos em harmonia com as letras que era perceptível o quanto Curtis sentia-se flutuando no momento, algo só dele com ele mesmo. A cadeira de rodas girava, sendo domada pelo menino, cuja prática era impressionável, que não só cantava e dançava, mas se divertia o fazendo. O sorriso do mesmo era amplo, alegre. Algo que Enzo ficou admirado em notar em um aluno que ele sabia, havia vindo enfrentando um sério quadro de Pânico.

Show me, you got fire
But I'm preaching to the choir
I know you know the whole world is watching you, so

Don't run away
Don't run away from the truth (from the truth)
'Cause I'm not givin' up on you

Novamente, os aplausos vieram de todos, iluminando o rosto do garoto que se retirou do palco, dando lugar ao próximo, e assim se prosseguiu, até a finalização de todos os testes, que só finalizaram quando já era sete da noite e todos foram embora com o professor dispensando-os.

Antes que Enzo pudesse deixar a escola, ele colocou a jaqueta de couro marrom e pegou suas pastas, guardando as anotações feitas de cada aluno e olhou para a foto de cada um nas correspondentes pastas, sentindo águas dificultarem sua visão. Respirou fundo, secou as lágrimas e pegou sua chave do carro, empurrando a porta do auditório.