Damon Salvatore - O Principal Suspeito
4 Capítulo 4 - Pressão.
Notas iniciais
- Alguns momentos DELENA fofos e lindos.
- POV Stef e Bonnie.
- Ric chato pra sempre.
Aproveitem e boa leitura.
Capítulo 4 — Pressão.
POV ELENA
Mais de uma semana se passou e não tive notícias de nenhum dos Salvatore. Eu sabia que eles não tinham se matado, só estavam furiosos. Não quis sair de casa pra nada. Todos entenderam e respeitaram, a desculpa pra escola era uma virose. Me sentei na cama e encarei a janela. O dia estava lindo. Um domingo de sol, nada mais clichê.
– Posso entrar? – ouvi a voz de Bonnie que estava batendo na porta.
– Pode. – seria bom conversar com ela.
– Como você está? – ela perguntou como se já não soubesse a resposta.
– Eu vou ficar bem. Sabe, amanhã voltarei a ir pro colégio.
– Ótimo. Stefan saiu da escola. Eu não sei a desculpa que ele deu, mas saiu. Não precisa se preocupar em encontrá-lo nos corredores.
– Provavelmente ele vai embora.
– Isso seria bom, Elena. – olhei para ela reprovando suas palavras, entretanto, não me manifestei e ela prosseguiu o raciocínio. – A vida continua amiga. Talvez essa tenha sido a melhor decisão da sua vida. Se afastar dessa vida entre vampiros. Agora você está sofrendo, mas tem a chance de ter uma vida normal.
– Bonnie, não começa com esse papo de "uma vida normal". Sou uma duplicata. Isso não tem nada de "normal". A Elena comum morreu com os pais no acidente.
Eu sabia que minha amiga detestava o rumo que nossas vidas tinham tomado. Ela odiava me ver entre vampiros mesmo que, na maior parte do tempo, eles me protegessem. Porém fiquei brava com suas palavras. Estou sofrendo e esse papo não ajudava.
– Ok. Desculpe, mas eu realmente acho isso. Vou te deixar em paz. – me abraçou e sorriu.
– Tchau. – respondi seca. Ela sorriu meio sem graça antes de sair do quarto. Continuei encarando a janela.
POV BONNIE
Saí do quarto de Elena e fui pra casa com a certeza de que ela poderia superar isso. Minha amiga é forte, sempre foi. Ela ficava brava com minha opinião porque no fundo sabia que eu estava certa, ela só não quer admitir. Essa coisa de vampiro nunca foi boa pra ela. Sempre correndo perigo e arriscando a vida das pessoas que ela ama. Isso não é bom pra ninguém. E agora que ela saiu disso, eu não podia deixá-la voltar. Saí do carro e caminhei para a entrada.
– Oi Bonnie. – me virei e Stefan sorria pra mim.
– Stefan. – respondi séria demonstrando a minha infelicidade de vê-lo ali. – O que quer aqui?
– Quero saber o que você e Elena conversaram. – ele foi direto ao ponto.
– Você me seguiu? Não acredito nisso!
– Acredite e me diga o que conversaram. – ele ordenou com um ar ameaçador. Pensei em entrar em casa rápido, já que ele nunca tinha sido convidado não poderia me seguir, mas não o fiz.
– Ela está bem, Stefan. Amanhã voltará à escola. Ela terá uma vida normal. Foi uma ótima escolha dela se afastar de vocês. – tentei ser convincente com um ar ameaçador também. – É melhor você também se afastar Stefan, fique longe do caminho de Elena. Você devia se conformar e ir embora. É isso que ela e todos nós queremos.
Ele riu sarcasticamente.
– Obrigada pelo... Conselho Bonnie, mas acho que vou querer ouvir isso dela.
Stefan saiu andando e depois sumiu. Eu realmente não quero que ele volte pra vida de Elena e muito menos que Damon entre nela. Não confio em vampiros e sempre será assim.
POV ELENA
Um dia lindo desses lá fora e eu aqui encarando essa maldita janela. Sair seria bom. Já me sentia bem pra encarar as pessoas, conversar sobre casualidades e talvez rir...
– Elena... – a voz de Jenna soou atrás da porta. – Posso entrar?
– Sim. – apesar de ter pedido pra entrar, ela não entrou, pude ver apenas sua cabeça invadindo o quarto.
– Ric eu fizemos o almoço. Jeremy foi se encontrar com alguns amigos, então pensei que você pudesse nos acompanhar na refeição. Tá afim?
– Ok. Vou colocar uma roupa e já desço.
– Ok. – ela sorriu antes de fechar a porta.
O convite de Jenna me fez perceber que estava com fome. Engraçado como problemas podem fazer você esquecer de necessidades básicas...
Levantei decidida e vesti uma roupa casual. Iria almoçar na companhia agradável de Ric e Jenna e depois dar um passeio pela cidade, ver gente era o que eu precisava.
Sentei à mesa e começamos a nos servir. Eles não puxaram conversa inicialmente, pareciam estudar minha expressão, queriam saber o estado do meu humor e o quanto eu podia aguentar de certos assuntos. Sorri algumas vezes dando confiança à eles de que estava melhor.
– Você parece bem, Elena. – Jenna observou num tom de felicidade.
– Estou bem melhor... – olhei para Ric e continuei. – Amanhã volto pra escola Ric. Não posso perder a aula de história por mais tempo, sinto tanta falta... – brinquei e todos rimos.
– Bom ir se preparando, Elena. Essa semana expliquei muitas coisas. Vai ter que correr atrás do prejuízo mocinha.
– Sim senhor. – bati continência como os soldados fazem aos superiores e rimos novamente.
Tudo corria bem até que Ric decidiu tocar em assuntos mais complicados.
– Você já sabe que Stefan saiu do colégio?
– Sim. – respondi olhando pra comida.
– Sabe Elena, talvez essa tenha sido uma ótima decisão. Ficar longe disso tudo fará bem pra você. Nós passamos por muita coisa e sabemos que vampiros são perigosos. Essa coisa de ligar e desligar a humanidade quando bem entendem os torna duvidosos. Além disso, essa decisão pode estar protegendo Jenna e Jeremy. Defender o que amamos requer sacrifícios as vezes. Eu faria qualquer coisa pra manter vocês a salvo também...
– Chega Ric. – interrompi me levantando da mesa. O encarei alguns segundos com raiva. Não dava pra acreditar que ele achava mesmo isso. Damon e Stefan se desviavam da conduta de um vampiro comum, eles eram especiais em vários sentidos. Peguei as chaves do carro e ouvi Jenna me chamar enquanto saia da casa.
(...)
Depois de várias voltas na cidade revolvi parar na pracinha do centro e caminhar. O ar fresco e sol me fizeram sorrir. Me sentei em um banco e observei algumas crianças brincando à minha frente. Os pensamentos serpentearam em uma vida com marido e filhos. Eu poderia ter filhos, mas namorando vampiros isso ficava impossível. Pensei em Caroline, ela nunca terá a chance de ser mãe. Eu tenho sorte, saí de tanta coisa e não virei vampira. Fiquei assim pensativa por algum tempo quando fui tirada desse estado por uma doce voz.
– Oi Elena. – olhei para o lado assustada e Damon acabara de se sentar ao meu lado no banco da praça. Ele não me olhou, apenas observou a direção que antes eu encarava.
– Oi Damon. – comprimentei-o me virando para frente novamente.
– Você gosta de crianças? – ele falou depois de um tempo. Não era o início de conversa que eu esperava.
– Ah... Gosto. Elas são fofas. – ele riu com minha resposta.
– Você gostaria de ter filhos? – a pergunta me deixou suspresa e agora nos olhávamos.
– Ah... Eu não sei Damon... Por que a pergunta?
– Nada Eleninha. Estou só puxando conversa. – sua expressão despreocupada logo se desfez e ele continuou. – Faz tempo que não conversamos. Desde aquela noite.
A noite em que parti o coração dos Salvatore e o meu próprio. Um filme de todos os acontecimentos passou pela minha cabeça e me obrigou a respirar fundo.
– Elena, Eu sinto muito por tudo que aconteceu. Pelo seu sofrimento... Talvez eu não tenha direito de te pedir isso mas, não se afaste de mim. Esse tempo sem falar com você foi ruim. Podemos continuar amigos. Sem pressões ou cobranças. Você não sente saudade das nossas risadas e provocações, Eleninha?
Ele sorriu, não resisti e sorri também. Deus! Como eu sentia falta daquele sorriso maravilhoso. Damon me olhava profundamente esperando uma resposta e eu me prendia naqueles lindos olhos. Stefan não me procurou nesse tempo todo e Damon sim. Fiquei surpresa e feliz.
– Sem pressão. Só amigos. – repeti confirmando as condições.
– Isso mesmo! – ele pausou e completou com uma expressão convencida. – Quer dizer, você me conhece né Eleninha. Meu charme salta e conquista as pessoas naturalmente, então isso eu não posso evitar.
Rimos juntos.
– Com isso eu posso conviver Damon.
– Então tá.
Damon passou um braço em volta do meu pescoço e beijou minha bochecha, o que me fez rir timidamente. Ficamos ali sentados olhando pro nada. Ter ele ao meu lado era bom. Na verdade, estava feliz como não me sentia à tempos.
POV STEF
Desapareci da vista de Bonnie, vaguei pelas ruas do pequeno centro da cidade. Estava hospedado num modesto hotel e só ia em casa pra tomar banho. Comecei observar os humanos comuns. Abençoados por sua ignorância sobre assuntos sobrenaturais e perturbados por sempre procurarem respostas. Muitas pessoas agora procuravam entender o amor, e eu me incluia nelas. Vi alguns casais felizes e senti meu coração doer. Se uma estaca atingisse meu peito agora, doeria mais do que ouvir Elena dizer que ama meu irmão? Provavelmente não. O cômico pra não dizer trágico é que depois da raiva que senti dela, eu a entendi. Damon sempre foi melhor com o sexo oposto. A irreverência, o perigo das ações, o jeito cafajeste, isso atraia as mulheres. Talvez o fato de eu ter aparecido na vida de Elena primeiro a influenciou. Eu ainda odiava Damon, porém ele estava certo sobre como foi fácil pra mim ter o amor de Katherine e o de Elena, pelo menos até pouco tempo. O amor é uma droga! Em todos os sentidos. Afastei os pensamentos e voltei a observar as expressões das pessoas na rua. Avistei uma pracinha que estava um pouco longe e meu coração disparou surpreso.
– Elena... – falei sem perceber o nome que tanto bagunçava minha cabeça. Ela estava ali sentada, olhando pro nada com o rosto pensativo. Ela é tão linda. Seria uma boa ideia me aproximar? Merda! O que faço? Antes que eu pudesse decidir, vi Damon se aproximando e sentando ao lado dela. Eles conversaram um pouco e riram algumas vezes. Elena parecia feliz como a muito tempo não via. Quando estava comigo ela não era tão radiante, não nos últimos momentos do nosso namoro. Damon a abraçou de lado e beijou sua bochecha. Contive meu corpo pra não correr até la e socá-lo com toda minha força. Ela realmente estava feliz, e esse pensamento me segurava. Me importar com a felicidade dela é meu maior ponto fraco agora. Talvez eu devesse deixá-los em paz. Continuei caminhando sem olhar pra trás, não queria sofrer mais com aquela visão.
POV ELENA
A tarde seguiu cheia de risos e não vimos o tempo passar. A praça já não estava repleta de crianças. Agora adolescentes e jovens se reuniam no local. O sol foi embora e Damon sugeriu que fizéssemos o mesmo. Fomos até onde meu carro estava estacionado e a escuridão da noite era quase plena. Parei em frente ao carro e observei Damon, que me fitava hipnotizado.
– Eu vou pra casa. Tomara que Ric não esteja lá. – falei sem pensar que Damon não sabia das coisas que ele e Bonnie haviam me falado.
– Achei que você gostasse do professorzinho caçador de vampiros, Eleninha. – ele zombou.
– Eu gosto, mas é que alguns assuntos me incomodam ultimamente e Ric tocou em um deles hoje no almoço. Fiquei brava e saí de casa, o que me trouxe a essa pracinha. – expliquei sem muitos detalhes.
– Bom, falando nisso... Tenho que confessar uma coisa.
– Fala Damon.
– Eu estava na frente da sua casa tomando coragem pra bater na porta quando te vi sair, então eu te segui até aqui.
– Ah... – ele não parava de me surpreender. – Então que bom que você me seguiu. É bom ter sua amizade Damon. Gosto de estar com você.
Ele sorriu como se eu tivesse dito que o amava e depois abaixou a cabeça pra esconder a expressão de dor que surgia.
– Merda Elena! Eu disse que não te pressionaria, mas eu preciso fazer isso.
De repente Damon me beijou. Os lábios doces dele pareciam não querer outra coisa a não ser ficar nos meus. Pensei em afastá-lo, mas não quis. A língua dele passou pelo meu lábio inferior e depois pediu passagem e eu cedi. O beijo que era doce se tornou apaixonado e ávido. As mãos dele que antes seguravam meu rosto impossibilitando uma fuga agora deslisavam pelos meus braços e encontravam minha cintura. Damon me puxou e diminuiu o espaço entre nós a nada. Minhas mãos passaram por seus braços fortes e definidos que estavam escondidos por uma fina blusa de mangas compridas e se entrelaçaram na nuca dele. Essa não era a primeira vez nos beijávamos, mas era a primeira em que eu não sentia pena ou culpa. Estava beijando Damon porque queria. E meu coração estava leve.
Notas finais
Estou acostumando vocês mal porque posto com frequência, então o próximo cap. vai demorar um pouco. ~cara de mal~
HAUSHAUSHAUS Muito obrigada aos que tem acompanhado e pelos elogios. *---* Fico super feliz. Qualquer sugestão ou critica construtiva será sempre bem vinda. Beijos.
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