Damon Salvatore - O Principal Suspeito
5 Capítulo 5 - Sempre mais.
Notas iniciais
Aproveitem o jeito DAMON de ver a vida.
Boa Leitura!
Capítulo 5 — Sempre mais.
POV DAMON
Beijar Elena me preenchia como se fosse uma necessidade vital. Eu precisava dela pra viver. Rejeito sentimentalismos, mas essa era a grande verdade. Os movimentos e modo como correspondeu meu beijo indicavam que ela queria me beijar. Isso deixava meu coração quase saindo pela boca. Meu Deus! Eu pareço um adolescente espinhento apaixonado pela vizinha mais velha. O beijo terminou e nos olhamos ainda abraçados. Eu queria sempre mais dela, desejava sempre mais de "nós". Elena não parecia arrependida ou brava, o que me dava esperanças e aquecia meu coração, mesmo assim resolvi me desculpar.
– Me desculpe Elena. Sou impulsivo e não penso nos meus atos... Eu... – ela me interrompeu sorrindo e colocando o dedo indicador nos meus labios.
– Não precisa se desculpar. Eu também queria isso. Só vamos com calma ok? Sem pressão lembra? – ela disse lembrando nosso trato que acabava de ser quebrado.
– Ok. Vou me esforçar. – prometi.
– Agora eu tenho que ir, Damon. – ela disse me soltando e eu a soltei também. – Tchau. – ela abriu a porta do carro e entrou.
– Boa noite, Elena. – disse e ela arrancou o carro. Sorri dando um tchauzinho.
Finalmente eu sentia Elena mais perto de mim. Ela seria minha e eu iria lutar por isso custe o que custar.
(...)
Cheguei em casa e Stefan não estava lá. Agora raramente encontrava com ele. Provavelmente estava dormindo em algum hotel na cidade. Só passava em casa pra tomar banho, o que é compreensível, nenhum chuveiro seria tão bom quanto o da nossa mansão. A felicidade de Elena ter correspondido o beijo me tomava por completo. Resolvi beber pra comemorar. Na verdade, eu não precisava de motivos pra beber. Os humanos sim faziam isso, na depressão a bebida era necessária pra ajudar a esquecer e na alegria era necessária pra festejar. As pessoas precisam de desculpas pra fazer tudo. Vampiros fazem o que querem e pronto. Senti vontade de dançar como não fazia a tempos. Peguei um copo pra colocar bebida, mas resolvi beber direto da garrafa! Dane-se! Eu não fico bêbado mesmo. Liguei o som e coloquei um cd qualquer. Uma música agitada começou a tocar: "Animal — Neon Trees". Pensei na letra da musica e ri, tinha muita coisa em comum com o momento. Tomei um grande gole da bebida e comecei a dançar e cantar alto.
"Here we go again, I kinda want to be more than friends. So take it easy on me, I'm afraid you're never satisfied. Here we go again, we're sick like animals, we play pretend. You're just a cannibal and I'm afraid I won't get out alive. No, I won't sleep tonight...
Oh, oh, I want some more. Oh, oh, what are you waiting for? Take a bite of my heart tonight. {...}
Tradução:
"Aqui vamos nós de novo, eu meio que quero ser mais que amigos. Então vá com calma comigo, tenho medo de você nunca estar satisfeita. Aqui vamos nós de novo, estamos cansados como animais, nós brincamos fingindo. Você é apenas um canibal e eu tenho medo que eu não possa sair vivo. Não vou dormir esta noite...
Oh, oh eu quero um pouco mais. Oh, oh o que você está esperando? Pegue um pedaço do meu coração hoje a noite. {...}
Parei de cantar e continuei bebendo e dançando. A musica seguiu em loop infinito e eu não me importava com nada mais, só queria curtir o momento e a felicidade que a proximidade de Elena me trazia. A garrafa acabou e resolvi acabar com a festa particular. Desliguei o som e me sentei no sofá de frente pra lareira. Observei as chamas queimando, era assim que eu me sentia quando beijava Elena. Ela era o fogo que me consumia.
(...)
O sol já se despedia de todos. Lembrei da tarde de que havia passado com Elena na pracinha. Conversamos e rimos sobre coisas tão bobas. Era fácil pra mim ser bobo quando estava com ela. Resolvi ir procurá-la.
(...)
Respirei fundo como se tomasse coragem e toquei a campainha.
– Damon. O que faz aqui? – Jenna atendeu não muito contente. Por ouvir meu nome Alaric apareceu um pouco afastado.
Sorri forçando simpatia aos dois.
– Eu quero falar com Elena.
– Acho melhor não. Ela está estudando... ou dormindo... – Jenna pareceu confusa de qual desculpa seria melhor.
– Vá embora Damon! – Alaric disse como se fosse uma ordem.
– Eu quero ver a Elena! E vocês não vão me impedir disso. Posso entrar na casa por bem ou por mal. Talvez eu pule a janela do quarto dela...
Ric agora já estava na frente de Jenna como se a protegesse de mim.
– Olha aqui Damon! – ele apontou o dedo pra mim. – Essa garota precisa de espaço. Se ela terminou com o Stefan e se afastou de você, é porque teve motivos. E nós a apoiamos totalmente nisso.
– Só tem um pequeno probleminha nisso, professor. – disse irônico. – Elena e eu fizemos as pazes ontem. Somos amigos e acho que ela gostaria de receber uma visita.
– Amigos? – Jenna perguntou surpresa e Alaric parecia ainda engolir as informações.
– Não tem essa de amigos Damon! Vá embora e nem pense em entrar no quarto dela pela janela. – ele disse em tom de autoridade.
– Ele não vai precisar pular a janela Ric. – Elena disse descendo as escadas. – Sabe, eu pensei que vocês me apoiariam na decisão anterior de me afastar dos Salvatore, mas não achei que seria assim. Vocês já estão querendo me obrigar a manter as escolhas! Eu faço o que eu quiser! Mudo de ideia quando quiser e ainda mais, namoro ou sou amiga de quem eu quiser! Entra Damon.
Dei um sorriso vitorioso pra Jenna e Alaric que sairam da minha frente.
– Obrigada, Eleninha.
Chegamos no quarto dela. A cama estava cheia de livros e o ipod com fones ainda tocava, ela não teve nem tempo de pausar a musica e foi me ajudar. Elena guardou os livros e desligou o aparelho de som, sentou-se na cama e fez um sinal pra que eu sentasse ao lado dela.
– Porque tenho a sensação de que Alaric e Bonnie estão querendo fazer da minha decisão anterior uma verdade absoluta? Ontem ela veio aqui e disse que me afastar de vocês talvez fosse a melhor escolha da minha vida e Ric disse a mesma coisa na hora do almoço. Foi isso que me fez sair de casa.
– A bruxinha e o caçador só estão tentando proteger você. – a tranquilizei. – Eles só não perceberam que quem te protege realmente somos nós.
Elena sorriu concordando com minhas palavras e olhou pra janela. Meus olhos foram atraídos pras coxas dela. O shortinho de dormir deixava aquela parte em evidência. Nossa! Como eu gostaria que aquelas pernas se enrolassem em mim. O pensamento me fez ficar com tesão.
– Gosto mais das noites... Os dias são tão corridos... Sei la. – ela se virou pra mim e rapidamente encontrei o olhar dela, afim de que não reparasse pra onde eu estava olhando antes.
– Também gosto das noites. Bom, eu sou um vampiro, nada mais natural. – rimos. – Quer dar uma volta ou ir ao Mistic Grill? – convidei torcendo pra que ela aceitasse.
– Não... Já estou preparada pra dormir...
– Hum... – fiquei meio decepcionado.
– Mas assim, você pode ficar aqui até que eu durma. A gente pode conversar e quando eu não te responder mais, você vai embora. – ela riu. Deus! Como aquela garota podia ser tão bonita? Katherine e ela eram idênticas, mas Elena conseguia ser mais bonita. O jeito de menina e a simpatia faziam isso.
– Ok. – concordei sorrindo.
Ela deito na cama e eu a acompanhei. Encaramos o teto por alguns minutos. Uma dúvida cruel me atormentava: Chego mais perto e abraço ela, ou fico na quieto? E pra minha grande e boa surpresa, ela mesmo decidiu isso.
– Vem aqui, Damon. – Elena pegou meu braço e passou por trás do pescoço se aninhando em meu peito. Com isso tive a exagerada sensação que meu coração iria explodir. Respirei fundo e controlei a emoção. Qualquer toque de Elena me tirava completamente do controle físico e emocional. Me contive pra não subir em cima dela e tentar alguma coisa. Ainda não falávamos nada. Eu não tinha a minima ideia do que falar. A proximidade dos nossos corpos ali na cama não me deixava pensar. De repente ela levantou minha blusa deixando minha barriga definida à mostra. Os dedos delicados dela traçaram as linhas dos meus músculos. Eu estava gostando daquilo, mas estava prestes a me descontrolar e ser impulssivo como sempre.
– Elena? – falei nervoso.
– Oi. – ela respondeu calma ainda passando a mão na minha barriga.
– Fizemos um trato. E eu ja o quebrei uma vez. Isso que vocês está fazendo me deixa tentado a repetir. – ela riu como se tivesse gostado da ideia de me provocar. Parou e colocou minha blusa no lugar.
Depois de convesarmos muitas besteiras e outras coisas mais sérias. Os assuntos acabaram e ficamos quietos. Depois de um tempo a respiração dela ficou mais pesada, como se tivesse adormecido.
– Eleninha? – sussurrei e não obtive resposta.
Delicadamente saí da cama e não a acordei. A noite estava quente. Provavelmente ela não sentiria frio, então não a cobri. Fique em pé observando aquele rosto lindo. Ela parecia um anjo durmindo, só faltavam as asas. Como o amor nos deixa tão idiotas? Ri de mim e deixei o quarto pela janela. Queria evitar uma cena com Alaric e Jenna. Eu adorava a idéia de esfregar na cara deles que éramos amigos, mas isso podia acordá-la, então apenas fui embora.
NOTA:
LETRA E VIDEO DA MUSICA QUE ME REFIRO NO CAPÍTULO:
http://letras.terra.com.br/neon-trees/1629355/traducao.html
COVER THE WANTED DA MÚSICA:
http://www.youtube.com/watch?v=gPdH8esXtQU
(Adoro esse cover.)
Notas finais
Quero REVIEWS!! Beijos e até o próximo capítulo!
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