Damon Salvatore - O Principal Suspeito
19 Capítulo 19 - Questão de confiança.
Notas iniciais
POV Elena e POV Damon pequeno no final. Sei que demorei, mas vocês sabem o porque. Gente, a fofa da JessikaSomerhalder recomendou a fic! Muito obrigada linda. Se alguém quiser me fazer feliz e recomendar também, agradeço. HAHA Boa Leitura.
Passei a manhã toda perturbada. Levei um sermão de Jenna por não ter me arrumado para o colégio e Jeremy praticamente não falava comigo. Fiquei deitada na companhia do meu Ipod. Algumas teimosas lágrimas insistiram em aparecer diante de tantas dúvidas e problemas. Eu pensei que estava seca, porém as suspeitas levantadas sobre Damon e Alaric me despertaram para o fato de que talvez eu não conheça tão bem as pessoas. Nem mesmo me conheço totalmente. Me levantei decidida e disquei o número de Damon. Após muitas chamadas ele atendeu mudo.
– Damon? – chamei com certo medo.
– Elena. – ele falou enfim num tom um pouco triste.
– Precisamos conversar.
– Sobre o que? Vai me acusar como Alaric fez? – ele perguntou cheio de mágoa.
– Damon... Eu te defendi, não defendi?! Não seja infantil.
– Quer que eu te busque? – ele se deu por vencido.
– Sim.
– Já estou indo. – Damon finalizou a chamada antes que eu pudesse pelo menos me despedir. Como já era de se esperar ele ficou chateado pela minha atitude de afastá-lo. Espero que ele me compreenda melhor quando conversarmos. Sem demora, o carro estacionou em frente a minha casa e quando entrei no mesmo, Damon apenas arrancou sem falar nada.
– Vai ficar sem falar comigo também? – perguntei um pouco brava.
– Você que disse que queria conversar. – ele respondeu ríspido ainda sem me dirigir o olhar.
Ficamos calados o resto do caminho. Era melhor que eu iniciasse a conversa já na mansão.
(...)
– Damon. Não me culpe por te afastar ontem à noite. Foi estranho pensar no que Alaric disse. Eu realmente não acredito que você tenha... – pausei com o nó que se formou na minha garganta quando tentei completar a frase. – Que você tenha feito o que ele disse. – me fiz entender sem ser direita. – Só precisava ficar um pouco sozinha.
– Elena a intenção do professorzinho caçador aposentado é exatamente essa. Te afastar de mim. Não deixe que aquele idiota consiga.
– Ninguém vai nos afastar Damon. – me aproximei dele tentando aliviá-lo da expressão tensa e aos poucos Damon foi relaxando. Deslizei meus dedos sobre o rosto dele, que fechou os olhos desfrutando do meu toque. – Isso tudo é tão complicado. – reclamei conversando comigo mesma.
Damon abriu os lindos olhos. A sensação foi de que ele podia ver minha alma e todos os meus pensamentos. Ele pegou meu rosto e segurou entre as mãos grandes.
– Quero te levar a um lugar. – Damon me pegou no colo provocando uma leve risada em mim e me levou até o carro. Dirigiu imprudente como sempre e por mais que eu perguntasse de minuto em minuto onde ele me levaria nenhuma resposta saia da boca bem desenhada dele. Chegamos à entrada da floresta e ele parou o carro. – Venha. – Damon num movimento rápido me colocou sobre as costas e correu em velocidade sobre-humana. Quando ele me desceu meu estômago revirou, porém o que vi me deixou feliz ao ponto de ignorar meu mal estar. Uma clareira linda. Um quase círculo de vegetação muito verde, pequenas flores espalhadas ao chão e algumas árvores muito bonitas em volta. O lugar parecia ainda intocado por qualquer homem ou animal. Sorri para Damon que beijou minha testa delicadamente.
– Eu passei aquele dia procurando Stefan e acabei encontrando esse lugar. Posso sentir algum tipo de energia diferente. Provavelmente alguma bruxa muito antiga cuidou disso aqui e como o local é de difícil acesso, ninguém estragou. – Damon se explicou e aquilo fazia todo sentido para mim. – Não posso provar que não matei Stefan, mas preciso que acredite em mim, meu amor. – ele escolheu bem as palavras com os olhos presos aos meus, apenas assenti e encostei nossas testas. Eu conhecia Damon melhor que qualquer pessoa. Para mim ele mostrava um lado bom, doce e dedicado, essa parte que só eu conhecia me garantia que ele nunca machucaria o próprio irmão. Já vi o lado negro de Damon em ação por vezes, mas ele sempre arriscou a vida por Stefan e o laço deles sempre me pareceu inquebrável. Nem mesmo as minhas besteiras poderiam provocar tamanha selvageria e maldade. Naquele momento eu tinha certeza de que Damon era inocente e que precisava apoiá-lo. Nós passaríamos por cima de todos e encontraríamos o verdadeiro culpado de tanta dor.
Nos deitamos na grama macia e entrelaçamos nossos dedos. Senti os raios de sol penetrando em pela minha pele, era como se aquilo estivesse me dando mais energia e força para enfrentar qualquer obstáculo que aparecesse. Os olhos de Damon pousaram em mim curiosos e eu o encarei encorajando as palavras a saírem.
– Não posso te perder logo agora, pequena. – Damon falou baixinho.
– Isso não vai acontecer. – com o olhar passei a certeza que Damon precisava ter.
Eu não o abandonaria assim com ele nunca me deixaria também. – Damon você tem ideia de quem possa ter feito aquilo? – fiz a pergunta que tanto me incomodou, mas não tinha coragem de pronunciar.
– Talvez... – ele foi vago.
– Quem? – minha voz quase não saiu e um nó se formou novamente na minha garganta.
– Não precisamos falar disso... Eu vou encontrar a pessoa e fazê-la pagar. – Damon falou sério num tom de promessa. Eu queria saber quem estava na mente dele, porém não prossegui com o assunto, estávamos num lugar tão lindo e cheio de vida. Posso esperar outro momento para continuar. Depois de longos minutos, talvez pouco mais de uma hora Damon se levantou e estendeu a mão para que eu fizesse o mesmo. Me apoiei nele e me levantei.
– Já vamos embora? – tentei entender.
– Sim. Você precisa comer Elena.
– Não estou com fome Damon. Não quero. – fui teimosa. Comer era algo que não fazia muito nos últimos dias, só o bastante para me manter funcionando.
– Não perguntei se você queria comer. Vamos. – Damon respondeu no humor ácido habitual e me colocou nas costas dele pra me levar de volta ao carro. Num piscar de olhos já estava no chão ao lado do veículo. Entrei sem reclamar, mas com a cara um pouco emburrada. Damon entrou e me encarou curioso, não o olhei e ele rolou os olhos.
– Não fique brava Eleninha. Você tem que comer. – ele puxou meu rosto pelo queixo e beijou meu bico.
– Eu sei. – respondi seca.
– Vamos lá. Escolha qualquer coisa. Não vou te obrigar a comer algo saudável. – ele me incentivou. Não falei nada e olhei para frente. – Bolo de chocolate, pizza, hambúrguer... Qualquer coisa Eleninha. – Damon sugeriu num tom de voz brincalhão e começou a fazer cócegas em mim. Não segurei a cara de brava e ri feito uma boba.
– Chato! – reclamei batendo no braço dele de leve. – Posso ficar com raiva? Licença?
– Não, não pode! Gosto de te ver sorrindo... – Damon acariciou meu rosto com o polegar e me beijou na testa demoradamente.
– Quero hambúrguer com fritas e um milk shake bem grande. – me dei por vencida rolando os olhos e ele sorriu vitorioso.
Depois de me encher de besteiras gordurosas na companhia de Damon, ele me deixou em casa.
– Tem certeza que quer ficar sozinha aí? Você poderia passar o resto da tarde comigo na mansão. Garanto que sou companhia melhor que a tv à cabo. – Damon piscou sedutor e convencido me fazendo rir.
– Não tenho tanta certeza disso. – brinquei. – Vou ficar bem. Qualquer coisa, te ligo. – afirmei convincente.
– Tchau Eleninha. – Damon se despediu.
– Tchau. – respondi e ele arrancou o carro.
Entrei em casa e quando ia subir as escadas indo direto para meu quarto, percebi que não estava sozinha.
– Oi Elena. – Bonnie falou dando um leve aceno.
– Oi. – respondi surpresa por ela estar ali. – Tudo bem?
– Sim e você? Não foi a escola nesses dias e nem retornou minhas ligações...
– Bonnie eu...
– Não Elena. – ela me interrompeu. – Você sempre faz isso. Me afasta... Afasta seus verdadeiros amigos. – Bonnie estava incomodada com minhas atitudes.
– Eu precisava ficar sozinha por um tempo Bonnie.
– Sozinha na companhia de Damon?! – ela perguntou irônica e indignada.
– Queria o apoio dele e me fez muito bem. – me justifiquei.
– Você já pensou no fato dele ter motivos para matar Stefan? – Bonnie cuspiu as acusações assim como Alaric tinha feito.
– Ate você?! O Alaric já me falou essas besteiras. Você não precisa repetir Bonnie. – devolvi a ironia dela.
– Nós estamos preocupados com você! Damon é completamente capaz disso. Ninguém sabe onde ele estava naquele dia.
– Ele me contou que procurou o irmão o dia todo. Confio nele.
– Claro! Você não vê o óbvio! – Bonnie quase gritou e de repente levou a mão na testa fazendo uma expressão de dor. Ela se apoiou na parede e abaixou a cabeça. Num impulso a amparei e levei até o sofá mais próximo. Depois de respirar fundo algumas vezes ela se recompôs voltando a me encarar.
– O que você tem Bonnie? – me preocupei. – Está passando mal?
– Não é nada... È comum depois de grandes feitiços nós bruxas sentirmos tonturas e fraquezas. Já passou. – ela explicou com um sorriso fraco.
– Grandes feitiços? – repeti. – O que você fez Bonnie? Onde estava no dia em que Stefan morreu? – despejei as perguntas sem perceber ou pensar nas conseqüências. Bonnie me encarou sem acreditar no que tinha acabado de ouvir.
– Está desconfiando de mim Elena? – ela perguntou indignada e ofendida. Resolvi me manter firme.
– Ultimamente estou desconfiando de tudo e todos Bonnie.
– Menos de Damon é claro!
– Eles eram irmãos! Damon não faria isso. – o defendi sem excitar.
– Só você acredita nisso Elena. Deixe de ser cega! – ela me repreendeu com um olhar duro.
– Vai responder minha pergunta ou não? – a pressionei novamente.
– Eu estava em casa. Ando praticando novas magias. Preciso estar sempre preparada caso da rainha aqui entre em perigo! É para isso que sirvo não é Elena?! Te proteger! Só isso.
– Quer saber Bonnie?! Você me protege porque quer! Estou dispensando sua proteção e a de qualquer outra pessoa! Posso me virar muito bem! Se eu morrer, fodas! Uma a menos nesse muito idiota!
– Não acredito que você está falando isso... – ela riu sarcástica e incrédula.
– Você pode provar que estava em casa?
– Não preciso provar nada para ninguém Elena! Tenho pena de você e essa sua confiança cega naquele monstro! Depois não me diga que eu tinha razão.
Bonnie se levantou decidida e saiu batendo a porta da frente com força. Ouvi o carro dela arrancando com tudo, nem tinha reparado no veículo quando entrei em casa. Subi as escadas como tinha planejado antes e fui direto para o banheiro. Precisava de um banho quente para relaxar a tensão. Após Alaric começar a lanças desconfianças e dúvidas em mim, um sentimento estranho me preencheu. Não devia falar daquele jeito com Bonnie, mas para que diabos ela teria feito um grande feitiço?! Derrotar e matar um vampiro demandaria uma grande quantidade de magia e isso poderia deixá-la fraca. Ela tinha motivos para matar Stefan e disse que interferiria caso ele matasse mais pessoas inocentes... Bonnie pode ter mudado de ideia diante da falta de atitude do conselho e decidido resolver as coisas sozinha sem esperar o próximo passo de Stefan... Droga! Fechei os olhos e enfiei a cabeça debaixo na água. Mais uma pessoa, além de Alaric e Damon sem um álibi convincente e todos eles com motivos reais para quererem ver Stefan no inferno.
POV DAMON
Deixei Elena em casa com o coração apertado. Odiava e sempre vou odiar a ideia de mentir para ela, porém não podia contar tudo sobre aquele dia. Uma parte de mim me repreendia por esconder dela os verdadeiros fatos, mas outra me confortava sabendo que era melhor assim. Elena, a mulher que amo incondicionalmente, acreditava e confiava em mim e não posso correr o risco de perder isso. Vou fazê-la esquecer de todas essas tristezas e no momento certo, vou convencê-la a ser minha para sempre. Agora que somos apenas nós dois, tudo vai se acertar. Tem que ser assim.
Fale com o autor