Damon Salvatore - O Principal Suspeito

18 Capítulo 18 - Pare. Pense. Faça?


Notas iniciais
Oi amores. Capítulo demorou, mas saiu.
Voltando com os POV's :)
Boa Leitura!

Elena se sentou na cama, abriu o pequeno caderno que chamava de diário e encarou a folha em branco. Não escrevia nada desde o dia trágico e triste que encontrou Stefan com uma estaca cravada no peito. Depois de pensar muito ela pegou a caneta.

“Você pensa que está livre de certas coisas, mas não está. Nos últimos dias eu sobrevivi. Comi o suficiente pra continuar de pé, vi as horas passarem devagar e não chorei por falta de lágrimas. Eu estou seca. Seca de crenças e esperanças. Uma das poucas certezas que eu tinha se diluíram. Achei que Stefan nunca sairia da minha vida, ele sempre estaria aqui, porém isso desmoronou. A verdade caiu sobre mim com todo peso possível. Ele não está mais aqui... No início não parava de me perguntar o porque disso acontecer, o motivo de alguém acabar com a existência dele assim. Mas agora a única pergunta que ecoa na minha cabeça é: QUEM fez isso?

Suspeitos? Eu não tenho idéia. Não sei quem faria uma coisa dessas. Eu apenas sei que essa pessoa é digna de todo meu desprezo e ódio por toda a eternidade.”

A menina não chorou ao escrever isso. Seu coração queimava. As chamas eram alimentadas pela raiva, revolta e ódio. Um sentimento de vingança a preenchia agora. Elena precisava descobrir quem tinha matado Stefan, só assim seu coração ficariam em paz novamente.

POV ELENA

Me deitei na cama preparada para dormir e fechei os olhos. Milhões de pensamentos me percorreram. E o que mais me deixava preocupada era a escola. Não fui à aula nos últimos dias, e não pretendia ir tão cedo. Eu não tinha forças para isso. Mal falei com as pessoas que tanto me apoiaram nesse momento. Damon foi a pessoa que mais recebeu respostas de mim, ao resto reservei apenas acenos de cabeça e curtas palavras.

– Posso me deitar? – uma voz familiar preencheu o quarto sem avisar. Abri meus olhos lentamente e dei de cara com Damon me encarando com um sorriso de canto.

– Sim. – respondi retribuindo o sorriso.

Todos os dias Damon me visitava à noite. Não sei o motivo da escolha de horário, mas eu gostava de tê-lo por perto. Dormir nos braços dele amenizava toda e qualquer dor. Ele não precisava fazer muito e parecia confortável nessa posição de apenas ficar comigo. Damon entrou debaixo das minhas cobertas e deitou me puxando para perto dele. Me aconcheguei no peito dele e respiramos fundo juntos.

– Você vai à escola amanhã? – Damon perguntou baixo num tom preocupado.

– Não. Não quero. – admiti a verdade para ele. Aos outros eu apenas concordei que devia voltar para escola.

– Eu devia dizer para você ir, mas não vou. Escola é para os fracos.

– Os fortes fazem o que?

– Simplesmente não vão. Você pode passar o dia comigo. – ele sugeriu fazendo um leve carinho no meu rosto. Não respondi pensando nas variáveis dessa situação. – Podemos sair da cidade por um tempo... – ele completou com certo receio na voz.

– Não posso simplesmente ir embora, Damon. – respondi triste.

– Nós voltaríamos... Não seria por muito tempo, Elena. Não te seqüestraria para sempre, juro. – Ele brincou e beijou o topo da minha cabeça.

– Não posso Damon. – recusei o convite novamente.

Um silêncio estranho se acomodou entre nós por um tempo.

– Elena... – Damon chamou muito baixo.

– O que? – respondi num fio de voz.

– Você sabe que eu posso fazê-la esquecer. – Ele afirmou amargo. Me levantei para encara-lo. Uma mistura de medo e tristeza transparecia dos olhos lindos dele.

– Esquecer o que?

– Stefan. – Ele respondeu decidido. Fui atingida imediatamente por certa revolta. Como Damon podia achar que aceitaria esquecer Stefan?!! O encarei indignada, sem saber o que responder diante de tamanho desaforo. – Você não sofreria mais. Só estou te mostrando que existem opções, Elena.

– Opções? Não, Damon. Isso não é uma opção. Está fora de cogitação. – Me exaltei um pouco e por um momento um frio no estômago me percorreu. E se Damon decidisse que esquecer é o melhor e me compelisse sem autorização? Todos conhecem o jeito impulsivo de agir dele. Ele seria capaz disso? – E nem pensei em fazer isso sem meu consentimento.

– Elena, eu nunca faria uma coisa dessas sem você concordar! – Damon se exaltou, agora estava ofendido com minhas desconfianças.

– Desculpe, mas é que você às vezes é tão... – me interrompi procurando uma palavra que não o magoasse.

– Estúpido. – ele completou ríspido.

– Inconseqüente. – o corrigi. – Você age sem pensar.

– Pensar muito te deixa fraco. Faço coisas que os outros não têm coragem.

– E às vezes você erra.

– Mas isso também te salvou várias vezes, não esqueça.

– Eu não esqueço por um só dia, Damon! Só não quero que você ache que esquecer poderia ser bom para mim, pois não será. Não quero esquecer, Stefan.

– Claro. O bom e santo Stefan! Que sua memória fique viva em nossos corações para sempre. Amém! Acho que eu devia ter dito algo assim no enterro.

Damon ironizou ácido. Agora a raiva me consumia por completo. Como Damon podia falar assim do irmão morto? Desde o momento em que encontramos Stefan naquela maldita biblioteca ele não demonstrou um pingo de tristeza. No início achei que fazia parte do processo pessoal dele de aceitação, mas agora começo a achar que ele realmente não sentiu nada. Ele me encarava bravo, como se eu estivesse errada em não querer esquecer Stefan. Isso seria apenas ciúme, ou um sentimento obscuro a mais?

– Não acredito que você falou isso. – Saí das cobertas e me sentei na cama ficando de costas para ele. – Vá embora. – mandei, mas minha voz saiu baixa demais para uma ordem completa.

– Elena... – Damon pronunciou meu nome como uma súplica. Ele estava começando a se arrepender de dizer a primeira idiotice que vem à mente, como sempre faz.

– Damon, você se importa com o fato do seu irmão ter morrido??! Você não expressou uma gota de sentimento! Como consegue ser tão frio??!

– Você sabe que nós vampiros não somos como vocês humanos. – ele me deu a resposta técnica e ensaiada.

– Ele era seu irmão, Damon! – falei mais alto e senti uma teimosa lágrima escorrer pelo meu rosto.

Damon me encarava confuso e sério. Não sabia o que responder e nem se devia me responder. De repente, ele virou a cabeça para o outro lado e encarou o nada com um olhar vazio. Parecia prestar atenção em algo longe de nós.

– Você tomou algum remédio? – ele voltou o olhar para mim.

– Não. Por quê? – perguntei preocupada.

– Sua tia querida acabou de dizer ao Alaric que eles poderiam conversar tranquilamente aqui, pois você estava dormindo por efeito de um remédio. – Damon explicou se virando novamente para o lado. Tia Jenna tinha me pedido para tomar o remédio depois do jantar, mas acabei esquecendo. – Quer brincar de espião? – ele perguntou com uma expressão divertida muito diferente da que sustentava segundos atrás.

– O que eles estão falando? – me ajeitei na cama e Damon se sentou na mesma.

– Espera. – Damon fez um sinal de “pare” com a mão na minha direção. O que Jenna e Alaric teriam para conversar que eu não poderia ouvir em hipótese alguma?!!

POV DAMON

Não precisei me esforçar muito pra ouvir a conversa dos idiotas. Alguns barulhos depois tudo ficou em silêncio. Aparentemente eles tinham se sentado ou ficado quietos em um canto da sala.

– Não vou demorar muito. – Alaric falou depois de um longo suspiro de cansaço.

– Tudo bem... – Jenna respondeu. – O que queria me falar?

– Quero que você mande Elena para casa de algum parente por uns tempos. – Alaric soltou logo a bomba no colo de Jenna e no meu colo sem saber.

– Por quê? – Jenna perguntou sem entender.

– Porque não acho que seja bom para ela ficar perto de Damon. Pelo que sabemos ele pode ter matado o irmão.

– Suspeitam de mim?!! – reclamei alto demais e Elena me olhou curiosa.

– Quem suspeita de você? O que estão falando? Damon me explica. – Elena pediu aflita sem entender.

– Seria difícil afasta-los e impedir qualquer contato, mas vale a pena tentar. – Alaric completou fazendo a cabeça de Jenna.

Elena ainda me olhava ansiosa esperando uma resposta.

– Alaric quer te afastar de mim. Eles estão conversando sobre te levar pra longe por um tempo. – resumi a situação e Elena me encarou boquiaberta. Depois de todo meu esforço para tê-la só para mim querem me afastar dela??! Isso não pode e nem vai acontecer.

– Como? Por quê? – Elena perguntou tentando organizar os pensamentos.

– Acham que eu matei Stefan. – A expressão dela ficou ainda mais surpresa e por um segundo pude ver medo nos olhos dela antes que se virasse escondendo o rosto de mim. Não ficaria surpreso se ela concordasse com eles. Droga! Era de se esperar que as coisas dessem errado! As coisas sempre dão errado pra mim! É impressão minha ou o universo me odeia e vive conspirando contra mim. Contra mim e Elena ficamos juntos. Eu não posso deixar tudo que planejei desmoronar assim. – Elena, eu não leio pensamentos. Você acha que eu faria isso?

Elena voltou a me olhar e não respondeu nada. Apenas saiu pela porta apressada. Maldição!

POV ELENA

– Porque não aproveita minha presença e me contam logo o que querem fazer comigo?!! – falei sarcástica, chamando atenção para mim enquanto descia as escadas. Jenna me olhou surpresa e Alaric levou a mão ao rosto nervoso.

– Elena, você devia estar descansando.

– Graças ao seu remédio não é, tia Jenna??! Sorte a minha que não tomei, assim posso participar da conversa. – continuei no mesmo tom irônico.

– Elena, nós íamos te contar... Só queríamos discutir isso melhor antes de tomar alguma decisão... – Alaric tentou justificar a reunião.

– E se eu não aceitasse??! Vocês me dopariam e prenderiam em algum lugar??!

– Não fale assim, Elena. Só queremos o seu bem.

– Vocês sempre querem algo, mas e o que eu quero??! Onde fica a minha vontade nisso tudo??!

Damon agora estava ao meu lado, Alaric e Jenna o encararam incrédulos pela sua presença.

– Pense Elena! Quem tinha motivos para matar Stefan? – Alaric gritou e dirigiu o olhar para Damon respondendo a própria pergunta. Me virei para Damon e ele tentava estudar minhas reações. Não posso mentir para mim mesma. O que Alaric queria dizer fazia sentido. Por vezes vi e ouvi os Salvatore trocando juras de morte, e o motivo de tanto ódio sempre partia de mim. Porém, Damon teria coragem de ir até o fim?

“– Pensar muito te deixa fraco. Faço coisas que os outros não têm coragem.” As palavras de Damon ecoaram na minha mente. O silêncio tornava tudo mais difícil. E só escutava minha cabeça travando uma luta de acusações e defesas em relação à Damon. Ele tinha mudado tanto. Pelo menos comigo.

– Elena... – Damon me chamou afastando os pensamentos.

– Você não pode acusá-lo assim. – defendi Damon instintivamente.

– Ninguém sabe onde ele estava naquele dia. – Alaric justificou as acusações, muito seguro do que dizia.

– E onde você estava professor? – Damon retrucou a linha de pensamento antes que eu pensasse em algo para dizer.

– Estava fazendo meu trabalho de professor. Corrigindo provas...

– Na escola? – perguntei sem perceber.

– Em casa.

– Alguém te viu em casa? – Damon continuou o interrogatório. Alaric mudou a expressão abrindo mais os olhos.

– Não. – respondeu enfim. Damon sorriu de canto, vitorioso.

– Então acho que não sou o único sem um álibi.

– Porque Alaric mataria Stefan?! – Jenna se manifestou tentando ajudar o namorado do mesmo jeito que eu tentava ajudar Damon, mesmo sem ter certeza do que estava fazendo realmente.

– Porque ele é um caçador de vampiro nas horas vagas? – Damon ironizou no óbvio.

– Não faço isso à tempos. – Alaric se defendeu. – Não ouse voltar isso contra mim, Damon!

– Todos são inocentes até que provem o contrário. Eu não quero saber de ninguém acusando ninguém aqui. E também não quero que decidam o que é melhor para mim. Sei me virar muito bem. Eu vou ficar bem. – acabei com as discussões e subi para meu quarto. Damon me acompanhou e fechou a porta quando entrou depois de mim.

– Você não acredita mesmo nisso, não é?

– Não... – falei baixo me sentando na cama. As perguntas, dúvidas, conceitos, lembranças... Tudo voltou a minha cabeça com força. Se misturando e formando um imenso turbilhão. Damon se aproximou da cama.

– Preciso dormir. Boa noite, Damon. – falei o impedindo de continuar. Tirando a idéia que ele tinha de deitar ali comigo e me fazer dormir em seus braços como de costume nos últimos dias. Eu não acreditava em Alaric, mas ele tinha conseguido colocar uma pequena pulga atrás da minha orelha. Por mais que eu ame Damon, não posso simplesmente ignorar isso. Ele apenas saiu pela janela, do mesmo jeito silencioso que tinha entrado. Eu sabia que isso o magoaria, mas precisava de um tempo pra processar tudo.

Leia!

N/A: Gente, eu sou muito chata. Então não vou contar para vocês quem matou o Stefan tão cedo e nem vou deixar o Damon falar se ele matou ou não durante os pontos de vista dele. Acho que manter o suspense deixa a fic mais legal. HAUSHAUS

Postei uma NOVA FIC *----* ~pula~

Categoria X-MEN! Romance LoganXMarie porque amo esse casal.

Quem gostar, dê uma olhada: Personal Soldier ~CLICA~

Notas finais
Beijos :)