Damon Salvatore - O Principal Suspeito
17 Capítulo 17 - Tudo por ela.
Notas iniciais
Obrigada à Laura Simoes que recomendou a fic *----* Fiquei MUITO feliz. Quem quiser se juntar as 4 fofas que já recomendaram fique a vontade. HAHA
- Capítulo todo na visão da autora. Espero que tenha ficado bom porque é a primeira vez que escrevo assim. BOA LEITURA.
Depois que Damon colocou Elena na cama, começou a pensar no que fazer com Stefan. Ele poderia simplesmente enterrar o corpo em qualquer lugar e deixar a morte dele ciente apenas para os mais próximos. Porém o irmão merecia mais. Damon ligou para todos e avisou da tragédia. Sempre ficavam chocados e não acreditavam, Bonnie foi a mais calma ao telefone. Após isso, ligou para a Xerife Forbes e propôs o que queria fazer pra conseguir dar um enterro digno ao irmão. O combinado era que pra todos os efeitos Stefan tinha sido morto após reagir a um assalto á mansão mal sucedido. Tiro na cabeça e no peito. O caixão ficaria fechado. Os primeiros a chegarem foram Jenna, Jeremy e Alaric. A tia de Elena estava desesperada pelo fato da garota ter visto tudo. Ela imaginava o quanto teria sido difícil pra sobrinha ver Stefan com uma estaca cravada no peito. Damon deixou Alaric responsável por receber as possíveis visitas de membros do conselho e pessoas comuns também. Subiu e ficou observando a doce Elena deitada em sua grande cama. (N/A: Musica de hoje: The Wanted – I'll Be Your Strength / Muito romântica *-* Musica: aqui– Tradução: aqui.) Depois de um tempo, a pequena e frágil garota, despertou. Piscou algumas vezes e esfregou os olhos por causa da visão embaçada, percebeu que não estava sozinha no quarto que lhe parecia o de Damon.
– Elena, como se sente? – Damon perguntou ajeitando o corpo para a frente na poltrona.
Dando uma boa olhada com a visão que não estava mais turva, ela percebeu que estava no quarto de Damon realmente. Deitada na confortável cama dele. A cabeça de Elena doía. Era como se alguma coisa fizesse um enorme pressão em seu cérebro. Ela ainda não tinha total consciência do que fazia ali.
– Eu... – ela pausou tentando formular algo.
– Você desmaiou. – Damon saiu da poltrona e sentou na cama. Elena se sentou também e o encarou ainda confusa. – Elena, você se lembra porque desmaiou? – Damon perguntou com uma expressão preocupada e angustiada.
No primeiro segundo ela não lembrou, mas com um pouco de esforço a imagem apareceu na mente dela com tudo. Uma forte pontada na cabeça e a certeza de que uma tragédia tinha acontecido. No mesmo instante lágrimas e lágrimas surgiram no rosto da menina. Um choro muito triste e nada histérico como da outra vez. Damon apenas se aproximou mais e deitou a cabeça da menina em seu peito. Ele queria a proteger daquele sofrimento, livrá-la da dor. Mas ele não podia, aquilo fazia parte do processo. Humanos. A morte é a única certeza, porém é doloroso o momento em que ela carrega com sigo uma pessoa amada. Stefan tinha deixado a garota de cabelos escuros para sempre.
– Damon... – Elena se esforçou pra falar em meio ao choro. – Porque ele me deixou assim? Sem explicação. Do nada isso aconteceu. Eu não posso acreditar...
– Ele se foi, Elena. Não tem nada que possamos fazer. – Damon tentou ser doce ao falar palavras tão duras, mas seu tom de voz foi um tanto frio.
– Isso não é certo, Damon. Ele devia viver pra sempre! – ela exaltou um pouco a voz. – Damon, eu não vou suportar isso. Eu...
– Não diga isso, Elena. – ele interrompeu a garota. Pegou o rosto delicado dela e segurou firme com as mãos grandes. O olhar de Damon refletia amor e certeza. – Você é a mulher mais forte que eu conheço. – ele poderia usar "garota" como sempre, mas escolheu usar mulher. Elena já tinha amadurecido muito com a dor, e agora isso aconteceria novamente.
– Não, Damon... Perdi meus pais, e se não fosse Stefan eu teria morrido. Agora ele morreu também. Não consigo superar isso. – ela desviou o olhar vermelho e melancólico.
– Você pode sim. E vai. Vou estar aqui com você sempre. Vai ficar tudo bem. – Damon respondeu firme e confiante.
– Como você pode estar tão calmo? Stefan morreu, Damon! – Elena agora mantinha certa revolta e incompreensão dentro de si. As atitudes dele não mostravam que ele sentia algo em relação ao irmão.
– Elena, eu...
– Elena! – Caroline surgiu no ambiente interrompendo Damon. Elena se levantou e eles se abraçaram. A intenção de Caroline ao ir ali, era confortar Elena, mas isso não teve muito efeito quando ela soltou o choro que tanto tinha segurado e Elena começou a chorar novamente. Damon voltou a sentar na poltrona com uma olhar vazio. A mulher que ele amava, ainda achava que ele não tinha sentimentos, entretanto ele tinha, só escolhera não demonstrá-los agora. Ele precisava ser forte por ela.
– Vai ficar tudo bem. – Caroline falou controlando o próprio choro e enxugando as lágrimas da amiga.
Bonnie chegou no quarto e se juntou ao abraço das outras duas. Agora nenhuma delas chorava. Estavam de olhos fechados. Elena e Caroline deitadas no ombro de Bonnie, que fazia um carinho no cabelo das duas. Ficaram assim por alguns minutos e Damon ouvia o pequeno movimento que as pessoas faziam na sala da casa. Já era tarde da noite, quase madrugada, mas ao saberem da tragédia na casa dos Salvatore as pessoas resolviam dar apoio a Damon, que não dava a mínima pra isso, e a ex-namorada de Stefan. Mesmo que o conselho soubesse que Stefan era um vampiro, Damon era humano pra alguns e Elena também, portanto precisavam de conforto num momento desses. Alaric tinha falado apenas de Stefan, e preocupados com o monstro ninguém se certificou se Damon era uma criatura sombria também. O choque seria grande se todos soubessem que um vampiro esteve entre o conselho tanto tempo.
Damon se sentindo totalmente excluído do momento, desceu as escadas cabisbaixo e sentiu todos os olhares se voltarem para ele. Seguiu para a biblioteca implorando pra que ninguém viesse falar com ele, deu certo. Todos apenas o olharam, sem comentar nada. O vampiro entrou no cómodo onde mais cedo tinha encontrado, junto com Elena, o irmão. Agora o corpo de Stefan estava dentro de um caixão. Se pudéssemos chamar um objeto que carrega morte e sofrimento de lindo, esse caixão se encaixaria na definição. Era muito sofisticado e caro, o melhor da funerária da cidade. Guardado pra a morte de alguém importante, e era parecido com o que tinham usado para o prefeito Lockwood a um tempo atrás. O enterro seria pela manhã. Damon encarava o caixão com o mesmo olhar vazio. Tentava formular algo pra dizer, mas nada faria diferença. Ele sentou na cadeira que ficava à mesa em que Stefan tinha se sentado tantas vezes pra escrever nos seus diários. Lembrou das muitas vezes que provocou e zombou desse hábito do irmão. Registrar de forma um tanto quanto poética tudo que acontecia na existência dele. Pra alguém que vai viver a eternidade toda, memoria pode ser um problema realmente. Mas diários sempre pareceu um pouco gay e sentimental demais para Damon. Ele gostava de correr riscos, viver perigosamente... Damon não se importava em esquecer algumas coisas, até porque hoje ele sabe que o seu passado deveria ter sido diferente.
Depois de se controlar e aceitar que a situação não tinha reversão, Elena desceu as escadas acompanhada por Caroline e Bonnie, recebeu todos os cumprimentos e pêsames das pessoas. E foi confortada pelo abraço quase materno de Jenna. A noite seria longa, os dias daqui pra frente não teriam o mesmo brilho. Algo sempre faltaria, Stefan sempre faltaria.
(...)
– Elena, é melhor você subir e descansar. – Bonnie falou preocupada com a saúde da amiga.
– Não. Quero ficar acordada com vocês. – Elena protestou.
– Não. Melhor você dormir mesmo. Não quero saber de você desmaiando de novo, Elena. – Jenna se impôs como poucas vezes fazia. Elena resolveu não discutir, estava cansada mesmo. E aquela era uma oportunidade pra desabar, deixar de ser forte por um momento, chorar sozinha.
Elena parou no corredor pensando em que quarto entrar. Decidiu ir para o quarto do ex-namorado. Entrou cheia de receio, observou o vazio e sentiu seu coração doer. Uma tímida lágrima rolou pelo rosto delicado dela. Abriu o armário, pegou uma camisa de Stefan, vestiu e deitou na cama. Se Damon a visse provavelmente ficaria com ciúmes, mas ela não se importou com isso. Queria sentir o cheiro de Stefan, e principalmente queria não sentir a falta dele, era angustiante demais. Não demorou muito pra que Elena adormecesse num sono profundo.
(...)
Batidas na porta. Damon acordou, esfregou os olhos e se levantou ainda com sono. Quando abriu a porta encarou Caroline. A garota estava com olheiras enormes e o cabelo um pouco bagunçado. A vaidade tinha ficado de lado por um tempo.
– Estamos indo embora. Precisamos tomar banho e trocar de roupa. Depois vamos para o cemitério. – Caroline falou.
– Ok. Obrigado por ficarem, receberem as pessoas e tudo. – Damon deixou o orgulho de lado. – Onde está a Elena? – ele perguntou preocupado.
– No quarto de Stefan, dormindo. Jenna achou melhor não acordá-la agora. Disse pra você fazer isso mais tarde. – ele apenas assentiu mesmo estando um pouco incomodado pelo fato de Elena ter ficado no quarto do irmão. – Damon, eu sinto muito... O Stefan sempre me ajudou, e mesmo com isso dos últimos dias eu sei que ele era um homem bom.
Ele assentiu novamente e a loira saiu aceitando o silêncio como resposta. Aparentemente todos tinham deixado as brigas de lado e estavam pensando em Elena.
Damon chegou em seu quarto, tomou banho, vestiu o melhor terno, a melhor gravata e os sapatos italianos que mais gostava. Quando terminou de ser arrumar, foi ao quarto de Stefan, abriu a porta com cuidado e observou Elena, linda e serena. Não lembrava em nada a garota que se desesperou e distribuiu socos no seu peito em vão na noite passada. Ela estava deitada de lado, encolhida, vestida com a camisa de Stefan. Não teve nem o trabalho de tirar as botas antes de deitar na cama. Ele acaricou o rosto dela sem se preocupar em não acordá-la. A garota se mexeu um pouco, mas não despertou.
– Elena? – ele falou o nome dela com carinho. – Acorda, meu amor. – ele chamou mais uma vez sem se importar com as palavras fazendo uma leve pressão no braço dela.
Elena se mexeu novamente e dessa vez despertou. Se assustou um pouco ao ver Damon todo bem vestido, parado ao seu lado.
– Oi... – cumprimentou confusa.
– Você tem que se arrumar, querida. – Damon manteve o mesmo tom delicado de voz. – Vou te levar pra casa.
– Tudo bem. – Elena se levantou, tirou a camisa de Stefan e deixou sobre a cama antes de sair do quarto com Damon.
A garota estranhou um pouco que ele não falasse nada sobre o fato dela ter dormido ali, usando uma peça do ex-namorado. Porém depois ela entendeu que aquela situação era delicada demais pra crises de ciúmes, até mesmo pra Damon que não costuma respeitar momentos. Damon só queria apoiá-la e fazê-la seguir em frente depois disso. Ciumes bobos não provocariam essa sensação em Elena. Tudo que ele queria era ficar próximo dela, pra que a garota percebesse que ele sim nunca a deixaria.
(...)
Damon já tinha visto em algumas ocasiões que pessoas da família carregavam o caixão do ente querido, mas ali Stefan não tinha amigos pra isso. Seria apenas um bando de falsos carregando um corpo que não sentiriam falta. Todos se voltaram contra eles nos últimos tempos, mesmo depois de tudo que passaram juntos e tudo que fizeram pelos amigos e familíares de Elena, ninguém os apoiava mais. Vampiros são sempre vampiros para eles. Mesmo que mudem aparentemente, a naturaza deles sempre vai falar mais alto e os ultimos atos de Stefan só provavam isso. Por isso tudo, ele escolheu deixar os funcionários da funerária que ele mesmo copeliu para alegarem que a morte de Stefan foi mesmo por tiros, carregassem o caixão até a cova. Apenas algumas pessoas estavam em volta do buraco, apenas as pessoas mais próximas de Elena e seus amigos. Aquele era o irmão de Damon, mas todos estava ali por ela. O caixão foi descendo lentamente enquanto todos observavam. Ninguém chorava, além de Elena, que tinha um choro controlado, apenas algumas lágrimas escapavam as vezes. Damon tinha duas rosas brancas nas mãos, uma ele entregou a Elena que beijou a flor e jogou em cima do caixão. A outra ele mesmo levantou como se fosse um copo de bebida num brinde e depois lançou na cova. Nada de padre ou pastor e nem discurso de alguém. Apenas silêncio na dispedida. Um meio sorriso escapou de Damon e alguns que viram não entenderam muito bem o motivo do riso. Aos poucos todos foram deixando o local. Primeiro Damon e Elena amparada por Caroline foi a última a sair de perto do túmulo. Fazia sol, o momento seria muito mais melancólico se chovesse, talvez esse tenha sido um presente dos céus pra amenizar o sofrimento solitário de Elena. Os funcionários começaram a jogar a terra pra cobrir o caixão e assim Stefan deixava de participar da vida de todos em Mystic Falls.
Damon caminhou pelo cemitério meio sem rumo, chegou numa parte afastada e cheia de árvores. Encostou em uma delas e observou os muitos túlmulos de longe. Quando olhou por lado avistou Emily parada o encarando.
– O que faz aqui? – Damon perguntou voltando a olhar o horizonte mórbido.
– Vim te dar apoio. – a vampira respondeu se aproximando.
– Não preciso dele. – ele repondeu ríspido. Damon queria ficar sozinho, nada de jogos de sedução ou problemas por agora. – Você queria Stefan morto, tanto quanto muitos.
– Está me acusando? – Emily perguntou ofendida, mesmo sabendo que era verdade. – Não vim atrás de vingaça, lindo. Você sabe que não sou dessas... Estou nessa vida a mais tempo que você, aprendi que isso não compensa. – ela começou a encarar o mesmo que Damon.
Ele por sua vez não respondeu a ruiva. Ficaram ali parados, olhando a morte espalhada por todo lugar. Damon realmente não queria conversa com ninguém a não ser que fosse sua amada Elena, a garota que precisava dele mais do que nunca. O vampiro jurou pra si mesmo naquele momento que faria de Elena uma mulher feliz e que ela nem sentiria a falta de Stefan. Tudo que ele tinha era ela. E mesmo que fosse egoísta não estava disposto a perdê-la ou passar a eternidade sem ela. Damon desejava ter ela ao seu lado pelo resto da eternidade, que ela se juntasse ao seu mundo de uma vez por todas. Elena teria que desejar virar uma vampira, desejo que Stefan nunca tinha conseguido provocar.
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