Dame Jolie

6 Cortejo em Turenne


Notas iniciais
Hello, hello! Como vão? Espero que bem. Excepcionalmente, estou atualizando a fic antes de responder os comentários - desde já, agradeço MUITO por todos eles, todos maravilhosos e estimulantes, e prometo responder, em breve, todinhos, todinhos - por três motivos. Este capítulo na verdade fazia parte do último postado, "A Chegada do Sol", mas tirei esta parte, pois as explicações no anterior ficaram extensas demais. Logo, já estava rascunhado, faltando apenas ser digitado e betado, o que fiz hoje (daí estar bem menor em relação ao capítulo 5). Outra razão pela antecipação foi para minha amiga Sheilinha finalmente ler "Dame" em uma folga do trabalho, hahahahaha ^^ e a outra razão é porque quis oferecer o capítulo a uma amiga que aniversaria dia 24 de julho... Alexiel_chan, dedico este capítulo a você, como uma humilde lembrança pelo seu aniversário... PARABÉNS, AMIGA! Felicidades, saúde, sucesso, amor e muita, muuuuita inspiração :D Quero agradecer a Aislyn e Mila Scorpions, que deram a ideia de substituir os caracteres por números, quando indicar o que está explicado nas notas finais. Bem mais prático!!! E agradecer à Athenaia, que indicou a canção que é tema deste capítulo, "Rosa das Rosas", de Annwn, para ser utilizada aqui :D o link está nas notas finais, bem como as explicações das palavras numeradas. Autora da fanart da capa do capítulo: Yumitin Boa leitura!

O sol resolvera abandonar de vez seu esconderijo nas nuvens prateadas. No céu azul, bandos alegres revoavam graciosamente. Por todos os cantos do jardim, as dádivas da primavera se faziam admiráveis. Flores desabrochadas exalando seus perfumes, folhas balouçantes nas frondosas copas, uma valsa de pétalas pelo ar...tudo aquilo conferia sublime atmosfera à cena... ainda mais considerando o belo casal que passeava por ali... não fossem eles quem fossem.

Dois jovens fadados a contraírem matrimônio não por suas vontades, mas por acordos. Por conveniências.

Nada mais comum na França de 1192.

Entretanto, o que diferenciava aquele jovem casal dos demais era o fato de que se tratavam de DOIS HOMENS. Malgrado um deles aparentasse ser uma perfeita dama da alta nobreza... dois rapazes. FORÇADOS a se casarem.

Eles caminharam, silenciosos, pelas alamedas extensas, na ala sul do palácio. Milo lembrava-se com amargura do dia em que ali esteve pela primeira vez... quando sentiu o coração premir por uma fantasia. Olhou a fonte; ao centro, uma estátua em mármore, ao estilo helênico, de uma mulher segurando no ombro um jarro de cuja boca jorrava água cristalina. A incidência dos raios solares fazia surgir um pequeno arco-íris. Deteve-se, observando-o maquinalmente. Camus parou ao seu lado, respeitando-lhe o mutismo. Percebeu os olhos azuis, profundos como o céu acima deles, fixos no curioso fenômeno. Perguntava-se internamente sobre o que Milo pensava. Logo se recriminou: ele SABIA com exatidão sobre o que Milo pensava. Ainda que o ruivo se agradasse daquela quietude... não se sentia nem um pouco à vontade.

Por sua vez, o cavaleiro se lembrava de quando, ali por perto, acreditara ter encontrado o amor, enfim.

Via, como o fizera há alguns dias, a imagem da linda dama a quem iria desposar: os rubros cabelos tão brilhantes quanto os reflexos das águas nas quais flutuavam botões de rosas das mais variadas cores; as íris escarlates quase ocultas por longas e curvadas pestanas; a pele de alabastro (1) ainda mais lisa e leitosa que os copos-de-leite que pareciam inclinar-se ante sua passagem.

Camille.

Um sonho.

Uma fada.

Uma mentira.

Camille... morta.

“Sua” Camille... morta como a verdadeira!

Ele trincou os dentes, quase a ponto de morder a língua. Virou-se e pôs-se a caminhar adiante. Odiando-se por ter que fazer isso, Camus seguiu-o, apenas por ser ordem dos nobres mais velhos. Sem se voltar para o ruivo a segui-lo, Milo enunciou, um tanto ríspido:

— Este lugar amofina-me. Leva-me para fora deste castelo. Preciso respirar... “ar verdadeiro” – foi mais uma ordem do que um pedido.

— Como quiserdes – o ruivo assentiu, e conduziu o filho do conde até a saída lateral, passando por esculturas, pela capela e pelo cemitério ( 2 ). Andaram por algum tempo até chegarem ao pórtico principal. Soldados os saudaram, e eles cruzaram a ponte elevadiça por sobre o fosso. Deixaram a fortaleza; por perto havia uma pequena vila. Foram saudados por alguns camponeses; a fim de não ter de passar por mais deles, Camus logo tomou um caminho que levava ao bosque. Não queria ter que retribuir felicitações que não merecia.

O canto das cigarras ecoava, sincrônico ao som de um pequeno córrego. Inúmeros tons de verde, indo do oliva até um profundo verde-musgo, eram o pano de fundo das coloridas flores que atestavam a glória da estação mais amada pelos amantes. Pequeninos esquilos correram travessos diante deles, indo se esconder nos arbustos salpicados de frutinhos vermelhos. À sombra dos carvalhos, gérberas, íris e narcisos protegiam-se do sol.

— Turenne é realmente uma terra magnífica. Percebe-se a fertilidade que emana de seu solo, de sua densa vegetação, da exuberância de sua flora...

— Folgo em saber que vos agradeis de minha terra – respondeu Camus, respeitosamente.

O loiro esticou os braços, o frescor daquele ambiente fazendo-o relaxar a ponto de espreguiçar.

— Sim – falou, contemplando os montes cobertos de flores – se há algo de bom que obterei neste casamento abjeto, de fato são estas terras deliciosas.

Como o ruivo nada respondeu, Milo julgou tê-lo atingido com aquelas palavras. Finalmente virou-se para ele, sorrindo de modo cínico. No entanto, o rosto do outro em nada se alterara.

O de sempre... tal qual uma vil e odiosa estátua de gelo.

— Tu, contudo, certamente não te agradarás de onde irás viver, dentre alguns dias – alargou o sorriso maldoso – é completamente diferente de tua luminosa Turenne. É erma, incrustada em um vale em meio a montanhas escuras e solitárias; densa floresta a cerca, rios bravios e pântanos sinistros povoam a região. É um lugar lúgubre, afirmo-te.

— Assim como aceitei a vida que me foi imposta até agora, senhor Milo, aceitarei, sem questionamentos, o meu novo lar. Sendo da vontade de Deus, de meu pai e de vosso pai, que assim o seja.

A serenidade daquele odioso ser! Como um homem metido em roupas de mulher poderia ser tão altivo, tão imperturbável!

O loiro desviou dele o olhar, procurando conter a raiva.

— Camus. Por que concordaste com tamanha infâmia?

— Falais de nosso casamento?

— Essa é apenas a coroação de toda a perfídia. Falo de... tu entendes.

— Creio que vosso pai explicou tudo.

— Para de me tratar assim! – rosnou o maior, parando subitamente de andar, e colocando-se de frente para ele.

— Assim como?...

— Como se fosses uma mulher. NÃO O ÉS. Falemos como dois cavalheiros que somos. Causa-me mal estar essa tua linguagem feminil.

Camus deixou a boca entreaberta, piscando duas vezes. Calmamente, respondeu:

—Perdoai-me, senhor Milo. Estou acostumado a tratar os homens por “vós”, e...

— Deixemos uma coisa bem clara entre nós, já que, inevitavelmente, seremos obrigados a viver tamanha sandice ( 3 ) – aproximou-se, baixando a voz – Somos ambos HOMENS, de semelhante idade e posição. NÃO és uma dama. Não tens que me tratar assim.

— Ocorre que precisarei fazê-lo sempre diante dos outros, e, se ficar sempre trocando meu modo de falar, posso confundir-me e...

— DIABOS! Estou a dizer que NÃO O QUERO! Exaspera-me!!!

Afastou-se de súbito dele, naquele rompante. O ruivo manteve-se calado, vendo-o distanciar-se até o tronco de um carvalho centenário. Milo passou a mão pelos cabelos, procurando se acalmar. Ergueu a mão na direção do filho do duque.

— De acordo. Faz como te aprouver. De qualquer forma, não nos falaremos muito mesmo. Afinal, não está entre minhas intenções manter contato amiúde contigo – declarou, seco.

— Agradeço-vos.

O loiro estudou atentamente o rapaz. Disparou:

—Diz-me: és pederasta?

Camus, ao invés de corar, ficou lívido. Após longos segundos de estupor, respondeu, tranquilo:

— Não. É bem verdade que não conheci mulher nesta vida, ainda... contudo, tampouco interesso-me por homens. Estejais descansado quanto a esse respeito.

Milo suspirou, dramaticamente.

— Folgo em sabê-lo. Sabes... serias um perfeito religioso. E, acredita-me, os clérigos leais ao celibato são cada vez mais artigo raro hoje em dia. Mas, bem, meu pai disse-me por que não podes sê-lo.

Uma borboleta passou entre eles. Em meio às pétalas de dente-de-leão que se erguiam da relva, o cavaleiro de Auvergne deu as costas novamente ao noivo.

— Espero que os termos do acordo tenham ficado bem claros para ti.

— Os termos…?

— Não furtar-me-ei aos ensejos de minha masculinidade.

Estranho formigamento subiu pelo peito do ruivo.

— Tão logo o possa, constituirei uma família em Bourges. Nunca acharia que eu teria que fazer isso na clandestinidade. É lamentável que tenha de ser assim. Todavia, melhor que não ter a esposa com que sonhei... não ter os filhos que sempre almejei – esclareceu Milo, pensativo, acariciando a pétala de uma orquídea no tronco do carvalho.

— Isso foi definido em reunião. Não há necessidade de que o rememoreis para mim, fui plenamente capaz de entendê-lo.

— Quero fazê-lo assim mesmo – retrucou, arrogante – ter a certeza de que TU não te porás no meu caminho.

Camus sorriu, sarcástico.

— Sou “vossa esposa” perante a sociedade. Que oposição é capaz de fazer uma MULHER a seu esposo neste mundo?

Desta vez foi Milo quem ficou boquiaberto. Viu-o aproximar-se de um outro carvalho, indo, da mesma forma, alisar as orquídeas. Aproveitando que o ruivo estava de costas, considerou-lhe a figura, recordando do encantamento por ela despertada no primeiro dia. O jovem tinha algumas pétalas presas nas grossas tranças que se uniam nas costas.

Desviando o olhar, o filho do conde saiu de onde estava, a fim de prosseguir a conversa sem elevar em demasia a voz. Aproximou-se de onde estava seu interlocutor.

— Aliás... não esperarei por uma esposa para deitar-me com uma mulher. É algo que faço com frequência. E não mudará por conta deste execrável contrato.

— Fazei conforme demandar vossa vontade soberana, senhor conde d’Auvergne — replicou o mais novo, voltando-se para ele.

Milo calou-se, fitando Camus com gravidade, perdendo-se nos olhos exoticamente vermelhos, cujo fulgor destoava da apatia estampada no semblante do ruivo.

— Por que te sujeitas a esta vida, Camus?

Resposta alguma veio.

— Claro, vais dizer que foram ordens de teu pai...

— Que poderia eu fazer? – interrompeu o filho do duque, em um sussurro conformado.

— Fugir! Com mil demônios, eu fugiria!

O canto da boca de Camus levantou-se, em um meio sorriso cínico.

— O herdeiro do mais poderoso exército de França está a confessar que fugiria como um rato?

— Não me provoques! O que é mais importante que a honra de um homem como tal... como macho?

— O amor dos seus! Eu não fugiria, por meu pai... por minhas irmãs...

Um riso sardônico atravessou-lhe a fala.

— Tens mente de mulher – declarou Milo, ainda rindo – Não estou bem certo de que não sejas, de fato, pederasta.

— Gostaríeis que eu o fosse?

As cores abandonaram o rosto do cavaleiro, e em segundos nada restara do sorriso irônico de antes.

— Cuidado com tua língua – murmurou, ameaçador – não te arvores superior em algo porque me enganaste de maneira tão torpe. Não sou o néscio ( 4 ) que julgaste no dia de nosso noivado.

— O quê?

Milo pôs-se perigosamente perto dele. Camus não gostaria de admitir nem para si próprio, porém sentiu-se intimidado. Bem à sua frente, o loiro continuou, em um tom malévolo:

— Divertias-te comigo, hã? Ria-te por dentro ao ver que agradei-me de ti. Que me comprazia em ter “a bela Camille” como minha esposa. Deves ter te rido às lágrimas naquela noite!

— Dificilmente tenho motivos para rir, senhor Milo. Se o faço, raramente, é graças às minhas irmãzinhas traquinas.

— Tu não me enganas. Enganaste-me uma vez. UMA VEZ! És mais que uma aberração, és um impostor... um falacioso e um...

— Ora, poupai-me de vossos lamentosos queixumes – agora Camus interrompeu-o com petulância, chegando a erguer, desafiadoramente o rosto alvo — Eu nada poderia revelar-vos. Não tenho culpa se o ardor desenfreado por mulheres que possuís vos levou a deixar-vos enganar por um mancebo metido em saias, e dele se agradar tão fervorosamente...

Mal acabou de proferir a ousada réplica, foi violentamente empurrado contra o tronco do carvalho atrás de si, nele batendo com certa força. O impacto fê-lo fechar os olhos, mais por surpresa do que por dor. Ao abri-los, deu com um par de olhos fulgurantes de ira. O loiro, cujas mãos agarravam com assustadora firmeza os braços do ruivo, tinha os dentes cerrados, e respirava pesadamente. Imprensara o outro contra a árvore, que o fitava, pasmado. Os dois jovens, quase ofegantes, encaravam-se, profundamente. Em um breve átimo ( 5 ), os olhos vermelhos desviaram-se dos azuis. Em seguida a eles retornaram, enquanto Camus ordenou, em um fio de voz:

— Beijai-me.

— O...o quê?

— Estamos sendo observados – sussurrou o ruivo.

— Quem...?

— Minha irmã Hilda está nos vigiando... não, não vireis!

— Mas... que diabos... onde...

— Atrás de vós, à vossa esquerda, metida nos arbustos.

O filho do duque vira a irmã, que se encontrava a alguns metros deles, escondida entre arbustos altos. Melhor dizendo, JULGANDO-SE escondida. Praticava sua atividade preferida depois de invejar e intrigar: bisbilhotar.

— Que impertinente!... – ciciou o loiro, ainda segurando Camus pelos braços.

— Beijai-me – repetiu, em voz tão baixa que quase ele mesmo não escutou.

— Eu não te tocaria nem que minha vida dependesse disso!

— Já estais me tocando, senhor Milo.

Auxiliado pelo silêncio que a confusão mental do loiro proporcionou, Camus ergueu o rosto, roçando-o muito de leve na bochecha corada do outro, e argumentou, em um murmúrio que aqueceu a orelha do cavaleiro:

— Vosso pai ordenou este passeio a fim de desfazermos a estranha impressão que causastes quando de vossa chegada. Não estareis obedecendo-lhe se minha irmã contar a todos que pretendíeis agredir-me.

Milo continuou a mirá-lo, atônito, sem saber o que fazer.

O que não era usual a um guerreiro como ele. Rapidez em reagir era uma condição primária em seu proceder. Percebendo-lhe a dúvida paralisante, o ruivo completou:

—Hilda é fofoqueira... agrada-se de intrigas e mexericos. Se não vos decidir logo, ela partirá em um pinote, e em minutos, teremos uma preocupante questão...

Os olhos azuis tentaram ao máximo alcançar a visão da inconveniente cunhada, indo de um lado a outro, sem sucesso. Até que ancoraram no olhar escarlate que o sondava...

...não.

Não sondava.

Esperava.

Hesitante, Milo desceu o olhar daqueles rubros e, poderia jurá-lo... imperioso olhos.. indo até os lábios entreabertos de Camus. Algo magnético atraía-os até ali. O sutil brilho do carmesim insinuava que estavam úmidos...

— Basta que o simuleis – rumorou o filho do duque, absolutamente imperturbável.

O loiro pôde sentir, como até então não havia sentido, o hálito perfumado de canela e alcaçuz do homem a quem iria desposar. Algo pareceu, subitamente, queimar dentro dele. As batidas de seu coração aceleraram-se vertiginosamente, a ponto de ele, sem nem ao menos perceber, entreabrir os lábios para suspirar em busca do ar... sim, só para isso... nada mais...

Os lábios entreabertos de Camus então não mais atraíram somente o olhar de Milo, como também a boca do cavaleiro, que pouco a pouco aproximava-se da dele.

“Há de ser meramente uma simulação, não é grande coisa”, pensou o filho da casa de Auvergne. Homens se beijavam na boca para selar alianças, em tantas localidades! ( 6 )

Estreitou seus lábios sobre os lábios vermelhos; o toque entre eles fez vibrar em ambos sensações inéditas e inebriantes. Àquele mero e sutil contato, Camus fechou os olhos, os cílios tremulantes ocultando as órbitas quase úmidas. Milo sentiu-lhe um suspiro expelido pelo nariz afilado, cujas narinas dilatavam-se por algo que ele acreditou ser desconforto. Suas pálpebras também cederam ante a sensação provocada pela suavidade dos lábios do ruivo, aos quais uniu os seus, lentamente.

Camus sentiu seus braços serem apertados com mais força e, num reflexo, ergueu mais o rosto. Ao fazê-lo, acabou por incliná-lo, de modo que a boca de Milo entrou mais na sua. Aquilo enviou algo de elétrico às espinhas de ambos. A respiração do ruivo dificultava-se segundo a segundo, e isso fez com que ele abrisse mais os lábios. Ao que, inconscientemente, a língua de Milo, que buscava a todo custo manter-se imóvel, deslizou pela maciez daqueles lábios.

Seus corações pareciam prestes a explodir.

Imprensado contra o tronco, recebia o ruivo o primeiro beijo de sua vida, de alguém incomparavelmente mais experiente que ele.

Diferença alguma, contudo, existia naquele momento, pois que a ambos, a sensação fora inédita...

Sem que percebessem, a simulação converteu-se em um autêntico, lento e delicado beijo.

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Notas finais
( 1 ) Alabastro - Gesso branco, finíssimo, mais suave que o mármore, usado na Antiguidade para guardar unguentos e perfumes mais preciosos. ( 2 ) Os nobres da família eram enterrados ora na própria capela que havia no palácio, ora na área a ela externa. ( 3 ) Sandice - loucura, insensatez ( 4 ) Néscio - tolo, ignorante ( 5 ) Átimo - instante, segundo, breve momento ( 6 ) Milo pensa no beijo na boca entre homens, usado para selar alianças e acordos. Na Europa, na Alta Idade Média, popularizou-se o costume de suseranos e vassalos beijarem-se nos lábios com esse fim. Havia também beijos entre religiosos, com fins litúrgicos. A Idade Moderna é que vai acabar com essa beijação... ********** É, meu povo e minha pova... SAIU O BEIJO! Graaaaade "simulação", hein, senhor Milo? Há! Bem, bem... então... tudo ficará bem, não? Não? Como ficarão esses dois depois disso? É o que o próximo capítulo dirá. Espero vocês lá... obrigada por lerem, forte abraço! Link do tema do capítulo: "Rosa das Rosas", de Annwn: https://www.youtube.com/watch?v=Aky4H7iSWUw