Daily Wishes

3 Third Wish- Dinner in Paris


Notas iniciais
Novo Capítulo aqui pessoal, T.T como sempre tou meio em baixo quando acabo de escrever um cap. de Daily Wishes. Mas, espero que gostem o/

Scorpius encontrava-se encolhido num canto, bem longe de toda a confusão e barulho que vinha do Salão Principal, aquele dia em especial era bastante sensível para ele.

Sua roupa ainda de dormir, estava bastante amassada, suas pálpebras em seus olhos meteriam medo só de observar no espelho, de tão negras e profundas, resultado da profunda insónia que lhe assolara durante a noite.

Sentia-se entorpecido e enormemente cansado, não saberia dizer que horas seriam já, não que ele estivesse muito ralado.

Tudo porque era seu aniversário… Era bastante doloroso e complicado lidar com esse dia, pelo menos com alguém por perto.

Lágrimas caiam e ele sentia-se incrivelmente frágil em meio a tudo que lhe doía, sentia falta dos abraços e carinhos que recebia nesse dia, quando o Sol ainda nem nascia.

“ _Bom dia, meu raio de Sol…quem é o menino mais bonito da mamãe?

Ele resmungava sob as cobertas, não desejava acordar ainda, sério o Sol tinha acabado de nascer e sua mãe já estava ali acordando ele. Ela retirava as cobertas que estavam sob ele e este arrepiava de frio.

—Mamãe…- Resmungava ele novamente, erguendo-se muito a contragosto, olhando na expressão sorridente e bem-disposta que sua mãe tinha ao acordar, sempre linda e composta e ele estava parecendo um trasgo atropelado, com uma cara enorme de sono.

Ela deixava seu café da manhã sob a cama, ela raramente fazia aquilo…ah, hoje era…

—Feliz aniversário, meu amor…- Ele suspirava longamente, enquanto ela esmagava-o entre seus braços e ele podia resmungar bastante, dizendo que não era mais menino pequeno, sendo que tinha uns nove anos de idade, mas ele amava aquele abraço, era o mais caloroso e gostoso que podia receber, podia ficar ali o dia todo.

—Já vai mimar esse garoto, Astoria…- E lá vinha seu pai, arquejara a sobrancelha para ele, vendo-o na porta, com um sorriso contido, ao que sua mãe virava para ele com um bico manhoso e seu pai tentava manter a expressão mais séria e contida, mas não conseguia não quando ela agia assim, acabava sorrindo abertamente.- Feliz aniversário, meu filho…

—Obrigado mãe, obrigado pai…

E esse era sempre o início do seu dia de aniversário e curiosamente, eles sempre iam nesse dia em particular, a Paris, na Torre Eiffel, ele nunca entendera muito o significado, mas não reclamava, sempre tinha uma surpresa para ele nesse dia.

Céus, como ele reclamava naquela altura de ter que levantar cedo para ir, mas ele ia mesmo assim…”

E agora, ele daria tudo para voltar a ter esses momentos de volta, encolhera-se ainda mais com a sua cabeça sob os joelhos, sentia-se tão em baixo, sufocado como se aquele dia não parecesse acabar nunca e era o que mais desejava, ou então desligar as memórias que o atormentavam sem cessar.

—Malfoy…?- Aquela voz feminina e com um destelo irritante, ele notava agora, conhecia aquele tom de voz, erguera o olhar dando de caras com Rose Granger-Weasley, esta tinha uma expressão irritada só de vê-lo, batendo seu pé, ao que ele não entendia, porque ela estava assim? Que tinha feito ele agora?

—Sim, Weasley?

—Pijama em plena semana de aulas…vai começar daqui a poucos as aulas da manhã….

—Não tenho aula de manhã, neste horário…

—Mas, é contra as regras…andar de pijama pelo Castelo em plena semana de aulas…

Normalmente, ele teria paciência e se desculparia sentindo-se atrapalhado por ter , mas aquele dia era irregular, olhara-a e assentira, saindo de perto indo rumo as masmorras, no salão comunal de Slytherin.

Ela parecera ter ficado em choque, pois retrucara.

—Malfoy…- Parecia ainda mais irritada, até que escutara uma voz, mais doce e calma falar.

—Deixe ele, Rose…vamos tomar o café da manhã….- Ele voltara na direcção da voz, dando de caras com Lily Luna Potter, filha do herói do Mundo Bruxo, ela tinha entrado em Hogwarts naquele ano, esta tinha uma expressão cansada, não sabia dizer o porque de ela estar assim, mas sentira-se agradecido, dera um leve sorriso meio murcho e acabara retornando o seu caminho, deixando as primas, entregues uma a outra.

Ele descera para as masmorras, murmurando a senha para a parede, entrara sentando-se defronte da lareira, não reparando em volta e nem em ninguém.

—Bom dia, Scorp…

Ele olhara para o lado, dando de caras com Albus que o encarava, ao que ele parecia imensamente sério, tinha umas olheiras enormes de quem também não havia dormido direito.

—Bom dia, Albus…

—Onde esteve?

—Acho que perto da estatua da bruxa caolha…

—Notei que você teve insónia, esperei aqui até você…voltar…sei que normalmente tem insónia neste dia…e costuma sair…fiquei preocupado.

Scorpius sentira seu coração encolher, com a consideração de seu amigo, pois dera por si sorrindo de leve e este retribuir, com uma enorme caneca de café com leite do seu lado, com uns queques de abobora, ofertando para ele.

—Obrigada…já foi tomar o café da manhã?

—Não, fui buscar…e trouxe…para nos comermos…

Ele agradecera e começara a comer, notando que estava faminto, mas o olhar de Albus não desviava dele, ao que ele olhara para este, arquejando a sobrancelha.

—Passa-se algo?

—Chegou algo para você, foi mandando para o seu dormitório…

Ele surpreendera-se, que poderia ter chegado, sua expressão deve ter mudado consideravelmente, ao que Albus sussurrara.

—Seu pai…

Ele assentira, acabando de comer mais rapidamente e subira, deixando Albus com um aceno de sua cabeça, ao que ele entre as pausas que fazia na comida, dissera que iria ter com Lily, sua irmã, que andava tendo pesadelo.

Subira rapidamente para os dormitórios, não sabia porque estava ansioso mas queria ver o que o pai teria mandado.

Ao entrar dera de caras com um embrulho bem creme com um laço verde em cima, abrira sem muita delicadeza, dando de caras com uma caixa bem detalhada.

Abrira a caixa, vendo lá dentro algo que lhe fizera cair lágrimas sem que conseguisse impedir, era o álbum, aquele amaldiçoado álbum em que sempre tiravam fotos no dia do seu aniversário em Paris.

Ele abrira, num em especial que estava marcado pelo que notara, dando de caras com espaço em branco e um pergaminho, na letra rabiscada e apressada do pai.

“ Vive o seu dia e registe…não havia algo que nós gostássemos mais de fazer neste dia, por você…viva meu filho…feliz aniversário, de seu pai…”

Mas, como? Poxa, pai…diz para viver e não diz como? Como se vive? Ele notara com tristeza, que ele já não sabia bem como se orientar e como viver, desde que a mãe tinha morrido, na realidade, ele se arrastava pelos dias, tinha essa sensação e isso era angustiante, sua mãe não iria gostar, isso ele tinha certeza, mas como?

Seu olhar percorrera pelas fotos passadas e sorrisos nostálgicos preenchiam vez ou outra seu rosto cansado, conforme ele ia regredindo nos anos do álbum já que o folheava de trás para frente, até dar com as primeiras fotos e lá estava sua mãe muito mais nova, com um sorriso iluminado e seu pai envergonhado do lado, com a cara semi-séria, a foto mágica, afinal movia-se, conforme ele tentava desviar um copo de champanhe da mãe e ela desviando dele, rindo.

Retirara a foto do seu refúgio, olhando para a data desta, 5 de Abril de 2002, fizera-se luz na sua mente, tinha sido três dias depois daquela memória que ele tinha visto dos pais no orfanato. Será que tinha sido nesse dia, que tinha começado a tradição do seu aniversário?

E uma súbita vontade lhe dera de ver o diário novamente, não lhe mexia a um tempo, pousara o álbum, sem notar que debaixo da caixa tinha outro presente.

Abrira o diário, dando de caras com o mesmo pergaminho com o feitiço da outra vez e pegando a sua varinha pronunciara, ”memoriam cotidie”, tendo a data de 5 de Abril de 2002 bem defronte de si.

E novamente, ele sentira aquela sensação de estar caindo, numa enorme explosão de luz, dentro da memória e dera por si, vendo o cenário compondo-se em sua volta.

Dessa vez, ele estava num corredor branco e comprido que tinha um quarto em sua frente, com um numero, adentrara, vendo ainda no extenso corredor, medibruxos, correndo de um lado ao outro, era no Hospital de St.Mungus, não era preciso ser génio para saber, ele sabia bem demais aquele lugar, para tristeza sua.

Ele via a mãe, sentada perto da janela, seu semblante estava triste e meio sério, não era seu costume, normalmente. Ele fora perto dela, ficando meio triste com isso.

—Astoria…- Aquela voz, ele conhecia, quando voltara-se na direcção vira sua tia Daphne, estava imensamente triste, pelo que podia depreender.

—Daph…eu não quero que você venha…ainda mais no seu estado, isto não é um bom lugar para você…e sempre tenho estas crises…já é normal.

—Eu sempre irei vir…para de ateimar…e larga de desistir da vida…-Parecia repreender-lhe, ao que esta olhara para a irmã, como cansada de ouvir o mesmo, suspirando longamente, esforçara um sorriso, erguendo-se, caminhando perto dela, alisando seu ventre ao que sua tia ficara levemente sorridente com o carinho de sua irmã, abraçara esta em seguida.

—Não desisti da vida…simplesmente, não é mesmo um bom lugar para vires neste Estado…Theo…- Ela começara a falar mais alto e vira que seu tio entrava como sempre bem silencioso com semblante sério, que suavizara ao encontrar com o sorriso de Astoria.- Leve esta teimosa para tomar um bom crepe francês…no Beco Diagonal…ela não pode aparatar…

O olhar de gula de sua tia era marcante, á menção do café da manhã francês, era fato que Scorpius havia aprendido desde pequeno, os Greengrass amavam culinária francesa, nunca soubera muito bem o porque. A barriga de sua tia fizera um som de fome, que sua mãe e seu tio olharam para ela, que corara imenso.

Nesse momento, seu tio rira, o que era bem raro, quase nunca o via rir, ao que acompanhou sua risada, sua mãe e sua tia ficara com uma expressão mais envergonhada ainda, mandando-os parar.

A porta abrira-se novamente, dando entrada a um doutor de aspeto austero que Scorpius lembrara-se vagamente, ao ver sua identificação no jaleco, lembrara-se, Dr.Wilhelm, e atrás dele, vinha seu pai, com seu jaleco branco e sua expressão habitual.

Ele ouvira seus tios falarem com o primeiro Doutor que entrou, mas o olhar dele fixara-se nos pais, ao que sua mãe suavizava ainda mais sua expressão, sorrindo animadamente, ao que seu pai ficara mais sorridente, olhando-a.

—Draco?

Era a voz de espanto de sua tia na direcção de seu pai, ao que ele assentira para esta.

—Olá, Daphne…

—Você virou medibruxo?

—Sim…

Ela voltara-se na direcção da irmã, assombrada ao que sua mãe rira-se imenso e virara-se para seus tios.

—Bem podem sair, esta na hora da dose de tortura…

Todos ficaram mais silenciosos, ainda conservando seus sorrisos pela sempre boa disposição de Astoria, mesmo naquele cenário. Realmente, só podia admirar a mãe.

Sua tia e tio saíram, despedindo-se, esta primeira com um forte abraço em sua mãe que retribuirá na mesma intensidade, acabaram saindo e ficaram seu pai e o medibruxo com ela.

—Bem, digam-me piorei?- Dizia ela no seu tom habitual, ao que o Dr.Wilhelm olhava-a com um longo suspiro.

—Não, mas parece que se esquivou de fazer o tratamento que lhe recomendei…- Ele tinha um claro tom repreensor, ao que sua mãe suspirava longamente.

—Aquilo faz eu ficar com dores horríveis quando me colocam a poção directamente intravenosa…não gosto…como posso ser professora, se não posso mexer-me de tão debilitada que fico?

O Dr.Wilhelm olhava-a , assentindo mas parecia não escutar uma palavra, o que irritara meio sua mãe, pois ela fechara mais a expressão, olhando em seguida seu pai que não sabia o motivo dela olhar, mas acabara falando.

—Não daria para tomar via oral, doutor? Tipo comprimido?

Seu mentor olhara para Malfoy, arquejando a sobrancelha mas não contestando o que ele dissera, como dizendo para prosseguir, incluindo sua mãe tinha um olhar mais curioso e mais sorridente, ao que seu pai continuara.

—Tipo, isso…-Puxara da varinha, invocando pergaminhos em que tivera pesquisando, este analisara com atenção, ao que o Doutor olhara para ele, ainda mais espantado, mas aprovador.

—Muito bem, Malfoy…pesquisou medicina trouxa, estou positivamente agradado…pode sim, mas terá que tomar a mesma dose que tomaria em intravenosa num dia, todos os dias, em doses mais pequenas, entendido, srta.Greengrass?

—Compreendido, me portarei bem…prometo…

—Certo, Malfoy acabe de explicar a posologia á srta.Greengrass…depois me siga ao quarto do lado…

O Dr.Wilhelm suspirara, saindo deixando seu pai, com sua mãe esta parecia de todo contente, ao que seu pai olhava para ela, como meio incomodado.

—Bem…hm…

—Astoria…

—Astoria…- Ele sorrira mais, olhando-a, ao que chamara uma enfermeira para ir na sua sala e buscar o que estava em cima da escrevaninha, via varinha.- Sabe que terá que tomar todos os dias sem falha e reduzira em muito a dose de dor que sentia levando a poção directamente na veia…

—Sim, tomarei…com todo o gosto, já que pesquisou tudo aquilo por mim, não foi?- Seu pai parecia incrivelmente corado naquela hora, isso deixara até ele surpreendido, mas sorrira ao ver que o pai realmente tinha feito aquilo pela mãe. -E trouxa…quem diria…

Subitamente, parecera a Scorpius que o pai ficara mais atrapalhado.

—Ahm, já tomou o café da manhã?

—Não, ainda não…e você?

—Não tive tempo…tenho que ir …mas mandarei alguém trazer algo para comer e depois tem alta…

—Levar-me-á?

—Hmmm, mas ainda falta muito para sair do plantão…

—Tudo bem, vou ter com as crianças na Pediatria…tenho o meu terceiro desejo para pedir…ainda hoje.- Dissera num tom levado, o que fizera Draco olhá-la, como pensando que estaria a tramar agora, mas não perguntara nada, pois ela beijara seu rosto e sairá, encaminhando-se conforme vira ele e seu pai para a cantina do hospital.

E o cenário mudara completamente para a rua do Beco Diagonal, nele ele via sua mãe e seu pai caminhando juntos lado a lado, já era noite, pareciam conversar animadamente.

—Sério, Draco…você não está o quão embaraçoso foi?

—Porque, Astoria? Desafiou a Lula Gigante, não queria ter ficado encharcada e resfriada?

—Foi embaraçoso demais, aparecer cheia de algas e espirrando…Daphne ralhou muito…

—Acredito…- Ele rira-se mais despreocupadamente, era incrível ver o quão, seu pai descontraia perto de sua mãe, sorria ao ver isso.

—Draco, quero pedir o meu desejo…

—Qual é?- Dissera ele, já mais animado e com expectativa, já que ela sempre o levava a sítios que ele não entendia muito bem ou era de surpresa.

Ela esticara a sua mão para ele, tendo a sua varinha do lado, ao que ele olhava a mão dela e depois seu rosto sorridente.

—Você confia em mim?

Seu pai não desviava um segundo o olhar da mãe e era aquele entrosamento e entendimento que sempre tinham sem precisar expressar muitas palavras, que Scorpius sempre se admirava.

Vira o pai esticar a mão e apertar a dela, que sorrira ainda mais, aparatando.

E o cenário voltara a mudar novamente, dessa vez formando a tradicional e bela Paris, no Mundo trouxa, era de noite também no local, ao que a luz que mais destacava-se no local, era a forte Iluminação da Torre Eiffel.

Os cabelos longos e pretos de sua mãe esvoaçavam, conforme seu pai olhava com alguma surpresa, o local onde ela os tinha trazido.

—Sempre me surpreendendo, Astoria…

—É excitante…te surpreender, Draco…- Respondera-lhe, sorrindo mais ainda, ao que ele não tivera tempo de responder, já que ela lhe puxava ainda com a sua mão segura na dela, na direcção da Torre, entraram passando pelo segurança que os olhava e revirava os olhos, como se fosse uma cena comum de se ver.

Passaram os elevadores, chegando no topo, conforme seu pai recuperava-se dos solavancos que estes faziam, sob o olhar risonho de sua mãe.

—Não me diga que tem medo de elevadores?

—Nunca gostei, a realidade é essa…

Ela o puxara novamente, nem deixando recuperar na direcção do miradouro do topo da torre, estava mais vazio aquela hora, apesar de ter alguns turistas por ali. Ela o guiara até um enorme telescópio que ali estava e ele deixara-se ir, até que se questionara o que ela queria ver.

—Daqui da para ver as constelações…

Ela estava incrivelmente empolgada, ao que seu pai somente sorrira , vendo ela posicionar e rodar o telescopio até deixá-lo na posição que queria e depois chamara-o, ao que ele arquejara-se , colocando seu olho azul acinzentado no oculo, ao que vira o que ela pretendia mostrar.

Ao ver sorrira ainda mais, ao que ele tornara o olhar para ela.

—A Constelação de Draco?

—Sim, é muito linda, vista daqui … o Dragão, é uma constelação do hemisfério celestial norte próxima do polo celeste norte.

—Bem informada…

—Sim, gostei muito de Astronomia em Hogwarts…

—Qual a sua constelação favorita, Astoria?

Ela sorrira imenso, olhando-o, colocara seu olho no oculo, remexendo no telescópio, mudando para onde pretendia.

—Gosto muito da constelação que melhor se vê aqui…

—Qual o nome?

—Scorpius…veja…

Ao ouvir o seu nome, Scorpius engolira em seco, contendo as suas lágrimas de sair, por momentos pensou que fosse a mãe chama-lo mas vira que era só na memória. Vira o pai abaixar-se e ver, sorrindo.

—Tem uma predilecção por constelações e estrelas?

Sua mãe sorrira mais corada, assentindo.

—Sou verdadeira fã…sem contar que se tiver um filho, lhe chamarei assim…

Seu pai sorrira, conforme ela aproximava-se dele, sem desviar o olhar por um segundo que fosse, até que sua mãe pronunciara.

—Jantar em Paris…

—Como?- Seu pai piscara claramente, desorientado sobre que ela estava falando, ao que ela sorrira e rira-se em seguida.

—Meu terceiro desejo, quero jantar em Paris…

Ele assentira, chegando mais perto, entrelaçara seu braço com o dela.

—No mundo bruxo ou no trouxa?

—Trouxa, a comida é efectivamente melhor…

Seu pai rira-se, com uma expressão mais travessa, sussurrando-lhe ao ouvido, o que sua mãe arrepiara subtilmente, mas ele vira.

—Concordo…shiu…

Ambos foram rindo, voltando a descer na direcção das ruas parisienses e a noite francesa era incrível, cheia de cor e novos mundos por explorar, Scorpius sempre soubera reconhecer.

Quando chegaram perto de um restaurante chique, com aspeto luxuoso, entraram. Scorpius reconhecera como o restaurante onde normalmente jantavam no seu aniversário,“ Le Gusteau”.

Mal entraram foram encaminhados para dentro e sua mãe pedira o local com vista para a Torre Eiffel, ao que o garçon aprontara-se em atender seu pedido, naquele dia o restaurante estava mais vazio.

—Você tem dinheiro trouxa, Astoria?

—Tenho sim… venho muitas vezes aqui…

—Deu para notar…- Dissera ele meio espantado, já que os Greengrass eram também puro- sangue, não sabia disso.

—Tenho muitos segredos, Draco…- Ela dissera-lhe com um sorriso meio misterioso.- Quer conhecê-los?

Seu pai estava completamente absorvido no olhar magnético que sua mãe possuía.

Nesse momento, a ementa fora trazida e o silêncio predominou até sua mãe pedir Ratatouille e seu pai pedir o mesmo.

O jantar transcorria na maior calma e tranquilidade, eles sorriam e contavam trivialidades até que sua mãe pedira champanhe e seu pai torcia o cenho, como dizendo que ela não devia tomar.

—Só um copo…Draco…

—Sou seu medibruxo, Astoria…você sabe que não pode…

—Ah, vá…só um…- Dizia ela no seu tom mais pidonho, ao que seu pai permanecia inflexível.

Seu pai vira ela tirando da sua bolsinha discretamente, um enorme câmera fotográfica daquelas mágicas, arquejara a sobrancelha como se questionando como ela tinha aquilo dentro de bolsa tão pequena, ao que ele distorcera seu sorriso, num de canto.

—Não é meio ilegal…esse feitiço de extensão?

Ela tinha uma expressão mais levada ainda, fazendo o sinal do silêncio, ao que ele sorrira mais. Nesse momento, ela ergue o copo novamente e seu pai tenta tirar da mão, aproximando-se dela, mas conforme isso acontecia a máquina tirara a foto apanhando o momento exato que ele lhe capturara o copo das mãos e os dois meio sem jeito, caíram no chão, sob o olhar de espanto do garçon que vinha servindo outros clientes que viraram para trás, olhando-os surpresos.

Seu pai caira sob sua mãe e ambos se molharam de champanhe, sorte que o copo não havia quebrado, mas ainda assim estavam encharcados. E sua mãe rira e rira como nunca, sob o olhar de espanto de seu pai.

—Melhor jantar…de sempre…em Paris…

Seu pai rira-se com que ela havia dito e concentrara-se no seu rosto, notando agora que estavam incrivelmente perto um do outro, os olhos azuis vivazes de sua mãe encontravam os azuis acinzentados de seu pai e quando estavam a milímetro de um do outro, aparecera o Garçon, com uma toalha para eles se secarem, ao que os dois afastaram-se rapidamente e seu pai ajudara sua mãe a se levantar, ambos se desculparam e limparam-se, depois acabaram pagando toda a conta e o prejuízo, sua mãe que pagou tudo , contragosto de seu pai que não concordara de ela pagar toda a conta.

—Dá próxima pago eu …- Dissera ele meio aborrecido, ao que sua mãe sorrira ainda mais, entrelaçando o seu braço com o dele, pegando a varinha e pronunciando antes de ir.

—Esse será meu quarto desejo…

—Como assim?

—Você decide sobre nosso próximo encontro…

E tudo girara novamente, conforme ele saia de dentro da memória e respirava fundo, havia descoberto que em realidade, sua mãe amava aquele local porque era ali que se via com maior clareza a constelação com o seu nome.

Naquele momento, sentia –se pesado e seu sentimento era enterrar-se na cama, mas olhara novamente a caixa e vira que tinha outro presente lá dentro, quando desembrulhara, dera de caras com algo que o fizera sorrir.

—Papai…

—O que?- Ouvira Albus pronunciar, voltara-se na direcção da porta, vendo seu melhor amigo parecia meio ensonado e ouvira sua barriga roncando.

—Nada, tem fome ainda?

—Bem…um pouco…já é hora do almoço, você ficou ai manhã inteira…não pode seu pai lhe deu uma maquina de fotografar mágica...

Scorpius sorrira, com a expressão embasbacada do amigo, afinal eram muito caras.

—Oh, sim e …quer Ratatouille?

Albus franzira o cenho, não sabendo que comida era aquela, mas vira que estava numa espécie de quentinha, uma comida que era composta de vegetais e ele olhara seu amigo.

—Que é isso?

—Uma das melhores comidas que já comi…

E partilhando a refeição, Scorpius sorrira mais, agradecendo mentalmente ao pai por ter lembrado e mantendo aquele detalhe do dia de aniversário dele.

No final do dia, depois de Albus não ter deixado ele dormir e muito menos ficar no quarto, mais tempo, haviam passeado em Hogsmeade já que era dia de visita, registara tudo em fotos, ao que ele quando retornara ao seu dormitório, pegara num pergaminho e pena com tinteiro, começando a escrever, no final da carta, chamara sua coruja e enviara a carta para seu pai.

Aquele havia sido um bom dia, sem dúvida e ele teria que continuar tentando.

Notas finais
* Como haverão de notar, sou muito fã do filme da Disney , Ratatouille ahauhau dai Le Gusteau EoE é originário de lá mas garanto que os ratinhos não cozinharam a comida dos nossos totosos ahuahuah :3